<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342</id><updated>2012-01-22T16:03:14.785-02:00</updated><title type='text'>Lazaro Barreto</title><subtitle type='html'>writer - escritor
sociologyst - sociologo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>927</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4435384686694345152</id><published>2011-12-08T15:47:00.000-02:00</published><updated>2011-12-08T15:51:57.971-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ASCENDÊNCIA GENEALÓGICA  (*).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – De Paulo Barreto Lopasso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Ana Paula Barreto Lopasso e Guilherme Barreto Lopasso, neto de Lázaro Valentin dos Reis Barreto e Inês Belém Barreto, bisneto de José Valentim Barreto e Isolina Gonçalves Guimarães, trineto de José de Oliveira Barreto e Maria Tereza de Jesus, tetraneto de Antônio José de Oliveira Barreto e Maria Archangela Tavares, pentaneto de Bernardo José de Oliveira Barreto e Josepha Maria de Jesus, sexta-geração de Antônio José de Oliveira Barreto (natural do Arcebispado de Braga, Portugal) e Anna Joaquina Cândida de Castro (natural de São Paulo).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – De Paulo Henrique Belém Barreto, casado com Layla Suchodko de Lima, filho de Lázaro Valentim dos Reis Barreto e Inês Belém Barreto, neto de José Valentim Barreto e Isolina Gonçalves Guimarães, bisneto de José de Oliveira Barreto e Maria Tereza de Jesus, trineto de Antônio José de Oliveira Barreto e Maria Archangela Tavares, tetraneto de Bernardo José de Oliveira Barreto e de Josepha Maria de Jesus, pentaneto de Antônio José de Oliveira Barreto e de Anna Joaquina Cândida de Castro (ele nascido no Arcebispado de Braga, Portugal, e ela em São Paulo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) – dados colhidos no livro de genealogia “Família Oliveira Barreto”, editora Expresss, Divinópolis, MG., esgotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4435384686694345152?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4435384686694345152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4435384686694345152' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4435384686694345152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4435384686694345152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/12/ascendencia-genealogica.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7461688268913241411</id><published>2011-12-05T21:17:00.000-02:00</published><updated>2011-12-05T21:21:44.998-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O ÂNGULO AUSPICIOSO   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arranjos de Pássaros e de Flores”, Poemas de Wilmar Silva, Editora Robertha Blasco, BH\MG, 2011.&lt;br /&gt;Numa primeira leitura presumo que o título e todo o livro referem-se ao corpo da mulher amada com todas suas proximidades e confins, perfumes e cantorias, arranjos de pássaros e de flores. Na leitura momentânea, sem o crivo crítico, chego a ouvir os sons e aspirar as essências mais vivas da natureza ao mesmo tempo vegetal e mineral, sobremodo humana, quase sobre-humana. “Escorregadio vale  em forma de trevo” leva-me “ao arranjo de veludinho e papoula”, dialoga “com a conterrânea matriz roseana”, como afirma Fabrício Carpinejar no prefácio  “Delícias do Campo”. Esmiuçando a linguagem, lendo e relendo atenciosamente, não encontro outra alusão a não ser a encantação da sensualidade afetiva (a afeição sem problemas mentais, imbuída de incontáveis soluções físicas). Onde “apenas eu” (o autor diz na página 31) “enxergo o suor de virilha à língua” na “foz de orgasmo no festim floral” das dálias e dos melros. São 31 páginas de dez versos que evocam, sugerem centenas  de páginas, milhares de leituras. Um livro, pois, muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizando um vocabulário ao mesmo tempo sucinto e abrangente, suscita expectativas e derrama prerrogativas, insinuando, esclarecendo desejos e satisfações que rodeiam e enfeitam os espasmos da sexualidade. Inevitável, pois, a compilação de alguns versos a respeito do acasalamento dos pássaros com as flores, ou seja, do sequioso amante com a deliciosa amada: “vermelhos ramos, jasmim-dos-poetas\ quadratura de estacas, flora perfume” (página 43). “Invólucro de plêiades, do ventre estelar”\ “: constelação óptica de lóbulos e folíolos” (pág. 45). “É meu gosto em meu hálito de canário\ lasso eu crivo, cântaro de água e poço\ guardo no âmago cadente da memória\  teu sono de pássaro, errante-t miro-eu” (pág. 49). E assim por diante a sucessão de monólogos-diálogos, o encontro da fome com o que há de comer, a luz do desejo encontrando o prazer, o abraço cordial da flora com a fauna, o beijo crepitoso entre os amantes na solidão mais povoada deste mundo, apesar dos muitos percursos intransitáveis. O outro poeta, Alécio Cunha, afirma no prefácio: “É a agrolírica de Wilmar Silva, após suas intensas reflexões sobre o desordenamento da linguagem, lugar por excelência de embate, luta corporal entre forças centrífugas e centrípetas que ecoavam na própria estrutura, nada linear, dos poemas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor nasceu na cidade de Rio Piracicaba, Minas Gerais. Vivi algum tempo de minha juventude nas margens desse fabuloso Rio, trabalhando nas obras de construção da barragem e da usina hidrelétrica. O rio piscoso-volumoso-sinuoso inspirou-me um poema, na época, inédito até hoje, que agora publico aqui em homenagem ao autor de “Arranjos de Pássaros e Flores”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RIO PARANAIBA (dedicado à Lacyr Schetino)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite (ou um estranho dia)&lt;br /&gt;Cobria de ervas e detritos&lt;br /&gt;As betoneiras e os guindastes&lt;br /&gt;Que ameaçavam cobras e lagartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria maio? Agosto?&lt;br /&gt;Trinta mil olhos de formigas testemunhavam meu pavor&lt;br /&gt;Ao ver o rio levar a lua,&lt;br /&gt;Que se agitava, que gritava, que chamava minha atenção&lt;br /&gt;Atônita, ineficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrementes&lt;br /&gt;Ouço dizer que há répteis úteis e nocivos,&lt;br /&gt;Que o diabo fez a ponte pênsil,&lt;br /&gt;Que os cães não atacam pessoas nuas,&lt;br /&gt;Que todos os brasileiros tem o olhos os olhos castanhos&lt;br /&gt;E que a solidão....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7461688268913241411?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7461688268913241411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7461688268913241411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7461688268913241411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7461688268913241411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/12/o-angulo-auspicioso-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5554863142292462512</id><published>2011-12-01T15:10:00.001-02:00</published><updated>2011-12-01T15:16:26.079-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>GOTAS DE CHUVA E DE SOL   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Do livro “Senhor PROUST”, de Celeste Albaret (enfermeira e amiga de Marcel Proust), trad. de Cordélia Magalhães, Edit. Novo Século, SP, 2008: “A doença não lhe causava medo. A única queixa que ele tinha era a de morrer sem terminar sua obra”, pag. 93. (...) “Acreditar que seus livros são a narrativa real de sua vida é fazer pouco caso de sua imaginação”, pag. 114.” Ele sempre foi a abelha que pousa, sem se enganar, sobre as flores boas”, pag. 179. “Quanto aos paraísos perdidos, Céleste, não existe quem os reencontre”, pag. 181. “Quando revejo todo o deserto em torno dele, penso: quê solidão! E que força de alma para tê-la desejado, e tendo desejado, para tê-la suportado!”,pág. 207. “A inteligência nela” (ele dizia da Princesa Bibesco) “é outra faceirice... Ela tem a poesia dos gestos e das palavras”,, pag. 268. “Eu” (a autora diz) “não tinha nenhum problema para sorrir, como a Gioconda: mas era feliz como uma flor azul dos prados”, pág. 321. Uma das cláusulas do Prêmio Goncourt, que ele recebeu, consta: “Ele é um escritor adiante de sua época, em mais de cem anos”, pag. 355. “Quando sabemos dizer, podemos dizer tudo” – ele diz na pag.367. “As lembranças jamais foram coisas mortas para ele. Ao contrário, elas sempre foram sua exaltação, para não dizer sua alegria”, pag. 377. “Senhor, muitas vezes minha mãe dizia, sobre o tempo: “quem o fez não o vendeu”. Ele me fez repetir. E disse: “Como é bonito, Céleste! Eu colocarei no meu livro”, E, com efeito, a frase está lá”, pag. 390. “Odilon” (marido de Céleste) e eu tivemos uma filha, Odile, que é o único ser do mundo por quem eu iria buscar a lua, como teria feito para o Sr. Proust, se ele tivesse me pedido”, pag. 424.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Do livro “Como deixei de ser DEUS”,de Pedro Maciel, Edit. Topbooks, RJ, 2009: “Loucos nunca puderam circular livremente pelo centro ou arredores da minha cidade. Muitos morreram fingindo lucidez”, pag. 75. “O sol tem uma sombra tão iluminada que se vê à luz da noite”, pag. 135. “Há escritos tão sonoros que podem ser lidos de olhos fechados. O verdadeiro leitor tem de ser o autor amplificado”, pag. 117. “Quem colhe uma flor perturba uma estrela (...); a delicadeza do espírito de porco”,  pag. 95. “Deus, para reinar não precisa existir”, página 23.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – De minha livre insinuação:  se procuro ver e sentir materialmente a poesia como pensamento e sentimento da realidade, o que encontro é a ocorrência dela na vida e no mundo representando a Piedade e não a Violência nas ações humanas no tempo e no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – “Adoro carros, mas o carro é anti-urbano. Niemeiyer, discípulo de Le Corbusier, percebeu que o melhor a fazer era destruir a cidade tradicional e construir uma cidade inteiramente a serviço do automóvel. Isso não funciona”. São palavras de Paul Goldberg, professor crítico de arquitetura, em entrevista na VEJA de 23\11\2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Contra o surrealismo do trânsito nas grandes cidades (e Divinópolis é uma delas), causando a violenta balbúrdia e a desastrada violência com milhares de mortos e feridos, acertada seria a contrapartida, ou seja, a adoção de outro tipo de surrealismo: a proibição da fabricação dos chamados carros-de-passeio em todo o mundo a partir de qualquer dia da próxima semana, do próximo mês ou do próximo ano, facultando apenas a fabricação de táxis específicos (automóveis de estrutura visual identificável, inconfundível). Assim, em vez de gastar dinheiro com o engarrafamento das artérias as  gastariam menos com o aluguel do taxi para tempo e percurso determinados. Aí sim, a vida real seria possível – e o surrealismo ficaria apenas na estrutura visual dos carros de aluguel – e não no esbanjamento monetário dos ricaços e seus pobre êmulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – As Palavras Cruciais.&lt;br /&gt;É preciso devolver ao jargão corriqueiro as palavras obsoletas,&lt;br /&gt;Descolá-las do holocausto ou do sepulcro,&lt;br /&gt;Transferi-las da inocuidade do monólogo para a loquacidade do diálogo.&lt;br /&gt;É preciso surrupiá-las do dicionário&lt;br /&gt;(um limbo imobilizado - só ao alcance dos apressadinhos),&lt;br /&gt;Conduzi-las nos bolsos do corpo e do espírito:&lt;br /&gt;Pinçar um barbarismo aqui, um arcaismo ali e depois&lt;br /&gt;Escrevê-las nos troncos das magnólias e dos esporões,&lt;br /&gt;Nas areias dos caminhos e nos pórticos das instituições:&lt;br /&gt;Tudo isso (quem sabe?) para despertá-las, avivá-las,&lt;br /&gt;Necessariamente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5554863142292462512?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5554863142292462512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5554863142292462512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5554863142292462512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5554863142292462512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/12/gotas-de-chuva-e-de-sol-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7061199775889793477</id><published>2011-11-25T16:48:00.000-02:00</published><updated>2011-11-25T16:52:31.823-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>GRATIFICAÇÕES   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SESC PALLADIUM BH.&lt;br /&gt;A luta pela vida saudável (individual e social) é bem penosa no ininterrupto tempo brasileiro. As perguntas dolorosas pululam, sem respostas. Mas de vez em quando vem uma pausa no azáfama – e assim nos reconciliamos com o otimismo da sonhada e real beatitude. Um período excepcional de gratificações deve ser, pois, mencionado. É o que faço citando a homenagem que o SESC PALLADIUM, de Belo Horizonte, prestou à memória de nosso saudoso e criativo GTO – um escultor que a poeta e artista plástica portuguesa, Anna Hatherly, julga ser mais importante do que Aleijadinho, herdeiro de uma tradição estilística, enquanto que GTO era sim o original criador de uma característica formal na melhor expressão de seu pertinente conteúdo. O evento festejou duas noites de sublime evocação num local maravilhoso dos belos jogos visuais das belas artes eternas e universais. Fiquei muito emocionado diante da projeção que deram à minha participação. Meus sinceros agradecimentos à toda equipe do SESC\ BH, coordenada por Luciana Felix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OSVALDO ANDRÉ DE MELLO.&lt;br /&gt;Minha atividade literária começada na juventude, nunca sofreu quedas de continuidade. Comecei escrevendo através de lápis, caneta, passei para a datilografia e ultimamente luto com as facilidades e dificuldades do computador. Recebi outro dia, em meu blog (http://lazarobarreto.blogspot.com), que já contém mais de oitocentas inserções de texto em prosa e verso, o comentário: “Publicação legal – este é realmente um blog bacana que você faz. Continue com este bom trabalho, eu voltarei. Saudações, assinado Bily Cletus”. Sirvo-me dele e da coluna semanal do diário de nossa cidade, “Gazeta do Oeste” ,para externar o que me ocorre e assedia. Tempos atrás havia mais receptividade na imprensa das grandes cidades aos autores do interior. Publicava textos em quase todos os veículos especializados do Brasil e em alguns do estrangeiro. Publiquei livro nas editoras VOZES DE PETROPOLIS e GUANABARA, do Rio de Janeiro. O Suplemento Literário do Minas, no tempo do Murilo Rubião, nunca recusou um trabalho que eu mandasse. Hoje a história é outra: as editoras preferem os autores bafejados pela mídia, mais vendáveis. Nesse longo período venho acumulando os originais de contos, poemas ensaios e romances – mais de dez volumes já digitados, robustos e inéditos. Cito estes fatos para ressaltar o belo gesto do poeta e amigo Osvaldo André de Mello, que se dispôs a publicar meu romance CANTAGALO – a Bacia das Almas, com prefácio de Irene Amaral, uma intelectual que entende de tudo e um tanto mais. Muita generosidade de ambos (Osvaldo e Irene).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OUTROS PRESENTES.&lt;br /&gt;Voltei do SESC PALLADIUM com os belos e expressivos presentes: além dos belíssimos impressos de textos e informações sobre a obra de GTO: o “Um Dia a Árvore dos Sonhos Inopinados” , outro intitulado “Projeto DIGAS! Especial GTO” e o livro “GTO”, belíssimo na encadernação, na ilustração e na inserção de textos sobre a obra e a vida do escultor. Além de todas essas preciosidades, fui presenteado pelo poeta Wilmar Silva, com o livro lúdico, lírico, lindo “Arranjos de Pássaros e Flores” – e o romance de Pedro Maciel “como deixei de ser DEUS”, com ótimas referências críticas de Luiz Fernando Veríssimo, Antônio Cícero e Moacyr Scliar. Chegando em casa deparei com outros presentes em forma de livros: de Luiz Augusto Cassas: “A Mulher Que Matou” (poema-romance) e “A Ceia Sagrada de Míriam” (oferenda lírica) – e recebi, também, a agradável visita de Dieter Dross, escritor alemão, com a esposa e o filho de 2 anos, que vivem na Alemanha, com os livros: “A Pequena Cidade”, de Heinrich Mann, e “Herr Und Hund”, de Thomas Mann, ambos filhos de uma brasileira casada com um embaixador alemão, ainda no tempo do império.. O Dieter ainda teve a bondade de acrescentar o último livro de poemas-imagens dele: “Sugestões Para Pintar Sobre Paredes de Cavernas”. Belos e extensos momentos boa leitura me aguardam, pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULO BARRETO LOPASSO.&lt;br /&gt;Na Festa do primeiro aniversario do primeiro netinho, ocorrida no mês passado na capital de São Paulo, quem ganhou o melhor presente foi o avô, eu: uma lembrança que jamais esquecerei. Indo daqui, com a família, ao chegar ao salão da festa, ele ao me ver, abriu os bracinhos, rindo, todo feliz. E recusou todas as outras ofertas de abraços e colos.... Ficou comigo a maior parte do tempo. Jamais vou esquecer a expressão de felicidade (que é uma constante em todo seu primeiro ano de vida, cercado que é de tantos carinhos) e otimismo. O leitor que me perdoe – não sei nem posso camuflar a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7061199775889793477?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7061199775889793477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7061199775889793477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7061199775889793477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7061199775889793477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/gratificacoes-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4344017688163807184</id><published>2011-11-22T09:59:00.000-02:00</published><updated>2011-11-22T10:01:03.714-02:00</updated><title type='text'>Projeto Digas - especial GTO no SESC Palladium - BH</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KPzDMEP1Byc/TsuO0eVYAII/AAAAAAAAAEA/JdJAPxBt80U/s1600/lazaro%2Bsesc.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KPzDMEP1Byc/TsuO0eVYAII/AAAAAAAAAEA/JdJAPxBt80U/s320/lazaro%2Bsesc.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677788787377700994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4344017688163807184?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4344017688163807184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4344017688163807184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4344017688163807184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4344017688163807184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/projeto-digas-especial-gto-no-sesc.html' title='Projeto Digas - especial GTO no SESC Palladium - BH'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KPzDMEP1Byc/TsuO0eVYAII/AAAAAAAAAEA/JdJAPxBt80U/s72-c/lazaro%2Bsesc.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4063986665343785192</id><published>2011-11-21T15:51:00.000-02:00</published><updated>2011-11-21T15:55:21.948-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SUSSURROS DO INCONSCIENTE   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paraísos perdidos: consegui deter ao menos um deles algum dia?&lt;br /&gt;Penso que sim:&lt;br /&gt;- no quintal de Marilândia, durante muito tempo...&lt;br /&gt;- nas terras da Fontinha, durante pouco tempo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos bastidores da mente muitos atores de língua presa tentam expressar suas crises existenciais. Muitos insetos aéreos fazem coro ao turbilhão da atmosfera, em redemoinho. Uma pétala de repente vira uma pedra ou vice-versa? Um verso resmunga, inaudível, do estribilho das engrenagens intransigentes. De repente o silêncio grita mais alto – e ninguém responde. A multiplicação dos ecos enche os abismos da noite de vorazes carrapatinhos. Você está ficando doido? Alguém pergunta e alguém responde, perguntando: doido ou doído? E assim um parágrafo de comédia engole outro, anunciando a introdução da tragédia no palco desolado. Cadê a platéia? O ator pergunta ao silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente o índio solitário seguia aos trancos e barrancos pelos campos e matas de sua terra natal, agora tão desnaturalizada. O capim revolvido, as árvores chorando copiosamente. O gato do mato assobiava uma canção desventurada, a cobra coral subia nas grimpas do coqueiro e de lá sumia de vista. De repente as pessoas desconhecidas surgiam e desapareciam nas moitas de japecangas dos aclives e desníveis mineireiros. As moitas de capim-gordura e de gravatás querem interpelar-me neste ponto do itinerário? Perguntam-me por que ando tão impávido e solerte nessas paragens? Onde foi que amarrei minha égua, por que errei tanto nesses caminhos enviesados? O certo é que caí nesta perdição ao mesmo tempo ínfima e infinita. Está ficando doido, a maitaca perguntava do galho de uma goiabeira frutificada. A noite tem mil caminhos. Tenho que encontrar o meu, esteja onde estiver. Quem sabe ele começa naquele bambual gigante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia seguinte trazia um político (um dos anões do orçamento) dizendo: “De quem é o mundo? Se não é meu nem seu, então foda-se o Raimundo!” O pardal de galho em galho a perguntar se o comunista bom nasceu morto... A roubalheira deslavada avança nos quadrantes da nação. A fonte de renda dos corruptos entram e saem dos vasos de infames privadas. Ninguém tem vergonha na cara nesse desmiolado congresso governista? “Se você estivesse lá faria o mesmo” – o debochado diz ao pasmado. “Eu? Você me conhece. Sou incapaz de embolsar um tostão sequer do alheio...”. Ah, mas é aí que te pego, responde o acusador, acrescentando: “assim como é nunca chegará lá, ora pois!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavalos da insônia galopam no deserto empoeirado. Seus cascos retinem no chão pedregoso, seus focinhos famigerados suplicam clemência ao céu impiedoso. São animais sobre-humanos no afã de captar alguma transparência miraculosa. O falso poeta que se vale da falsa poesia para faturar sexualmente as mulheres ociosas ignora que do alto os urubus estão defecando em suas cabeças desmioladas. Entrementes os jornais não-governistas afirmam que só no período de 2003 a 2010 a corrupção política roubou dos cofres públicos 67 bilhões de reais... Todo o mal do país vem de cima para baixo – e o pessoal de cima só sabe conjugar a frase: “Mateus, primeiro os teus!” Até parece brincadeira, não?&lt;br /&gt;A fina película de vida que cobre a terra&lt;br /&gt;Está se afinando cada vez mais?&lt;br /&gt;Os lugares da infância não cansam de chamar:&lt;br /&gt;Sentem saudades da antiga salubridade?&lt;br /&gt;O sucesso, ah que ilusão! Se um dia vier (sei que não virá), não será bem recebido. Nas dobras do pensamento incansável  surgem as cálidas palavras: “Quem tem amor não dorme\ nem de noite nem de dia.\ fica virando na cama\ igual peixe na água fria”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4063986665343785192?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4063986665343785192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4063986665343785192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4063986665343785192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4063986665343785192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/sussurros-do-inconsciente-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5847654977116407311</id><published>2011-11-16T15:30:00.000-02:00</published><updated>2011-11-16T15:34:54.675-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AS SURPRESAS DA MEMÓRIA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou muito a São Paulo onde vivem meus queridos membros da Família. Cansado de enfrentar e de sofrer o congestionamento da Fernão Dias: esperar horas e horas diante dos constantes e trágicos engarrafamentos, ah, não há cristão que agüenta. Ultimamente temos ido (eu e esposa) através da ponte aérea Confins – São Paulo, apesar de mesmo assim sofrermos o também constante engarrafamento na ida e na volta na área da chamada Grande-BH. O percurso só fica tranqüilo depois da Pampulha. E sempre que passo na região fico pensando nos percalços das tropas dos participantes da famosa Revolução Liberal das Guardas Nacionais em 1842. Meu trisavô paterno Bernardo José de Oliveira Barreto era, na época, o Comandante General da Companhia do Desterro, distrito do Tamanduá, constituída de um contingente de mais de cem militares com toda a escala hierárquica tradicional. O Desterro da época era imenso e muito povoado: mais de dez tabernas (nome das pensões) e a Igreja (inaugurada em 1754) não estava de costas, mas de frente para a população que descia o Morro do Areião e se esparramava até a região que hoje é chamada de Lavapés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Revolução Liberal de 1842”, está na página 29 do livro do Cônego Marinho: “começou em Sorocaba, (SP) e propagou em Minas, e visava, não derrubar o Império, mas sim o Ministério que dissolveu as Assembléias, amordaçou a oposição, centralizou o poder executivo, limitando o poder político dos municípios”. Objetivo dos Liberais da Guarda era a marcha contra os governos provinciais atrelados ao poder central do Império. A Guarda do Desterro, reunida à de Oliveira e de Cláudio marcharam na direção de Ouro Preto (então capital da Província de Minas), passando pela mesma direção que hoje faço para chegar ao aeroporto de Confins – mas foram interceptados na região de Santa Luzia pelas forças do exército nacional comandadas por Duque de Caxias. Alguma parte dos rebelados foi presa, alguns foram mortos e outros feridos e muitos foragidos, inclusive meu trisavô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cônego Marinho, no mesmo livro, informa que “a maior parte dos rebelados refugiaram-se nas matas onde eram buscados como se caçam as feras”. O nosso Bernardo escapou, mas aos trancos e barrancos pelo mato afora e adentro, seguindo as trilhas dos tropeiros (ele mesmo comercializava um grupo de tropeiros que baldeava do sertão de Minas para o litoral (Paraty, hoje no Estado do Rio de Janeiro) aguardente de cana, rapadura, carne e toucinho salgados e na volta traziam os produtos do estrangeiro (macarrão, perfumes, remédios, tecidos). De forma que a muito custo e depois de bom tempo chegou à região de Cláudio, terra de sua esposa Josepha Maria de Jesus, onde conseguiu um esconderijo seguro (conheço o local: o buracão de um esbarrancado repleto de vegetação e de regos de água límpida). Mas a represália aconteceu na devassa que fizeram em sua fazenda do Bonsucesso (a sede ainda existe e é sede de um órgão chamado “Criança Esperança” para a educação de menores desvalidos, mantido por uma corporação assistencialista alemã). Seqüestram os bens de seu armazém e loja no arraial e os bens móveis da fazenda, inclusive 140 bois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado algum tempo a ordem de sua prisão foi anulada. E logo depois, numa eleição para preencher o cargo de Comandante da Guarda do Desterro, ele obteve 110 votos dos 126 votantes, mesmo não sendo candidato. Não é uma prova inequívoca do prestigio que desfrutava junto à tropa e de que não incorrera em erro ao apoiar a  insurreição? Logo depois foi absolvido no processo que tramitava na Justiça e, ato contínuo, o Presidente da Província de Minas nomeou-o Comandante do Primeiro Batalhão da Guarda Nacional do Tamanduá, órgão mais importante - por ser de maior abrangência e de maior contingente. A data da nomeação: 26\10\1845.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo da História é cheio de surpresas. A minha pesquisa para a escritura do “Memorial do Desterro” foi uma incursão belíssima e recompensadora, levando-me a dar mais um passo na direção de novos e desdobrados horizontes. Comecei a percorrer os caminhos da Genealogia – e logo no começo, no Arquivo da Diocese de São Del Rei descobri a certidão de nascimento do laureado Bernardo José de Oliveira Barreto, datada de 21\10\1797, constando ter nascido em 27 de agosto do mesmo ano, filho de Antônio José de Oliveira Barreto e de Anna Joaquina Cândida de Castro, neto paterno de Gregório Francisco de Oliveira e Maria Rosária de Freitas, da Vila de Guimarães, arcebispado de Braga, e neto materno de Faustino José de Castro, natural da Freguesia da Sé da cidade do Porto, e de Rosa Angélica da Luz, natural de Prados, Minas Gerais, sendo padrinho o ilustríssimo e excelentíssimo Sr. Bernardo José de Lorena, Governador e Capitão General da Capitania de Minas Gerais”, sendo a madrinha Hipólita Jacinta Teixeira de Mello, esposa do Inconfidente (ela também era uma inconfidente) Francisco Antônio de Oliveira Lopes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5847654977116407311?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5847654977116407311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5847654977116407311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5847654977116407311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5847654977116407311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/as-surpresas-da-memoria-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6096913426411673179</id><published>2011-11-11T20:05:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T20:10:25.083-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>UMA FIGURA INESQUECÍVEL  (*)  - Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sebastião Gomes Guimarães nasceu em Nova Serrana, em 1917. Diplomou-se em Belo Horizonte em Clínica Geral e Cirurgia em 1941 – e veio trabalhar em Divinópolis em 1942. Eleito Prefeito do Município para o período de 1951-1955, quando ampliou os serviços de água, esgoto e calçamento na cidade, construiu a estação rodoviária, concluiu a   construção do Colégio Estadual, abriu ruas e criou bairros e estradas vicinais. Já desfrutava de grande notoriedade exercendo as funções de Médico com muita competência, beneficiando muitas gerações, principalmente da classe pobre, inclusive dos municípios vizinhos. Exerceu o segundo mandato no período de 1959-1962 e depois pela terceira vez no período de1971-1973. Fazia das duas atividades a mesma profissão de fé numa espécie de liturgia sagrada de amor aos semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fidelidade ao critério de amor ao próximo mais do que a si mesmo é uma linha paralela ao seu amor do exercício da medicina. Creio até mesmo que não se casou temendo inibir a possível esposa na comunhão conjugal. Ela não aceitaria um marido absorvido em outro amor pessoal tão profundo – e assim ele teria que bancar o tirano no lar, desgostando a consorte, o que ao mesmo tempo contrariava seu amor próprio e ao próximo. Permaneceu celibatário por causa da arraigada constância afetiva de seus semelhantes, no que era plenamente correspondido pela inumerável clientela beneficiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou propenso a dizer que ele foi a pessoa mais perfeita que conheci até hoje. Despido de defeitos, repleto de virtudes. Médico humanitário, que entrou na Política considerando que a boa política é um local de comunhão das pessoas, sejam elas pobres, ricas, novas, velhas, feias, bonitas. O livro “Bão É O Bastião”, de Anamaria Mourão mostra muito bem que nele a Luta é sinônimo de Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mesa de trabalho no gabinete do prefeito e no consultório do médico era a mesma, sempre repleta de papéis anotados para o duplo exercício de sua faina cotidiana. Na opinião popular “ele tirava a doença com a mão”. Pessoa enigmática (de estranhos poderes?), carismática, confiante, persuasiva. Mediunidade ou competência acima do normal? As pessoas admiravam e agradeciam, mesmo estranhando tanta bondade afetuosa. Não cobrava as consultas. Se perdia o doente para a morte, assegura Anamaria Mourão, ele chorava. Não apalpava o doente, pedia que o próprio apalpasse. Sua finalidade, arguta e veraz, era extirpar a doença, curar o doente. Com toda e muita simplicidade, irreverência, obstinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vida é um romance de humor e seriedade, um realismo beirando o surrealismo, o pitoresco amenizando o dramático. Fatos até de níveis folclóricos  pipocam no seu dia-a-dia dinâmico. Teve um Fusca roubado durante a noite porque não usava a garagem, sabendo que a qualquer momento deveria sair para atender um doente. Deixava a porta do carro sem trancar e a chave da direção e os documentos no interior. Conta-se também o caso de que, indo com o parente de um doente na zona rural, ouvir dele, calado, os xingamentos contra o mau estado da estrada. Sem saber que o médico que o atendia caridosamente era o prefeito municipal, ele vituperava: “filho da mãe desse Prefeito que não cuida das nossas estradas. Ah, se um dia eu o encontrar, vou dar uns bons tapas na cara dele, ah, isso vou!” E ele bem ali, bem calado, reprimindo os solavancos do veículo. Outro caso verídico (este Anamaria conta no livro citado): “no consultório repleto de gente, a fila das consultas alongando-se no passeio”, ele ouve a pobre mulher com a criança doente no colo queixar-se do fato de a enchente ter levado o barracão em que morava. Nesse momento chega um fazendeiro rico, agradecendo o médico, por ter curado a esposa, dizendo ao doutor: “Hoje o senhor vai receber, querendo ou não” – e coloca na mesa o maço de cédulas. A cena, presenciada por todos teve o seguinte desfecho: o doutor Sebastião, coça a cabeça, mas logo vira-se para a mulher do barraco e entrega-lhe o pacote de notas e diz: “É para a senhora consertar a moradia. E não esqueça de passar essa pomada na coceira do menino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Agradecimentos à Anamaria Mourão, pela amplitude da pesquisa contida no livro “Bão É O Bastião” – Editora O Lutador, BH, 1996.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6096913426411673179?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6096913426411673179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6096913426411673179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6096913426411673179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6096913426411673179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/uma-figura-inesquecivel-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-1815898191853804090</id><published>2011-11-01T17:10:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T17:13:14.761-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>OS FELIZES OITENT’ANOS    -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quarenta mil anos que procurava,&lt;br /&gt;Que procurava um livro, uma sombra,&lt;br /&gt;Que procurava em toda parte a cósmica alegria&lt;br /&gt;E a eterna lágrima&lt;br /&gt;Da dor que eu sentia como filho de Deus&lt;br /&gt;E enteado do Demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi num dia de chuva, numa praça de pedra,&lt;br /&gt;Que encontrei Carlos Drummond de Andrade,&lt;br /&gt;No município de Guanhães, fração do universo&lt;br /&gt;Mineiro que ele canta. Encontrei&lt;br /&gt;O canto, o livro, a sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quarenta mil anos que sondava a gruta&lt;br /&gt;Do Levante Espanhol e da Lagoa Santa,&lt;br /&gt;Procurava o papiro, a tábua da lei, a canção&lt;br /&gt;Que encontrei nas portas abertas das montanhas&lt;br /&gt;De Minas e de Drummond.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li os poemas do homem falando com o homem,&lt;br /&gt;Senti o choque e o repouso, o fluxo&lt;br /&gt;Que me retém na faixa do silêncio revolucionário,&lt;br /&gt;Onde cada palavra é um corpo que povoa o novo mundo.&lt;br /&gt;Encontrei retraídas fichas de identificação,&lt;br /&gt;Delicados meios e nuances de me comunicar&lt;br /&gt;Através de muros e de mares:&lt;br /&gt;Essa boa, farta e mansa, chuva de versos&lt;br /&gt;Que semeia adeuses e caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quarenta mil anos que procurava&lt;br /&gt;A sombra e o fogo dessa árvore&lt;br /&gt;Que agora me embala e me sacode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Divinópolis, MG, 1973).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anexo:&lt;br /&gt;Cópia de carta manuscrita de Drummond, datada de “Rio de Janeiro, 14 de março de 1983: “Meu caro Lázaro Barreto:&lt;br /&gt;“Seu poema, que o SL do “Minas Gerais” publicou, penetrou fundo no coração deste octogenário. É das coisas mais belas e magnânimas que já recebi, sem tê-las merecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A você, num abraço caloroso, o profundo agradecimento de&lt;br /&gt;                                                                                       Carlos Drummond de Andrade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-1815898191853804090?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/1815898191853804090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=1815898191853804090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1815898191853804090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1815898191853804090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/os-felizes-oitentanos-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-1431130953141354268</id><published>2011-11-01T17:04:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T17:07:40.879-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O QUE HÁ DE MELHOR?    -  Lázaro Barreto.   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo fala por mim em todos os sentidos&lt;br /&gt;do corpo e da alma.&lt;br /&gt;Ó lúbrica flor da montanha, a ínvia Dublin&lt;br /&gt;de James Joyce.&lt;br /&gt;A espiritual carnalidade do fervor:&lt;br /&gt;a verve musicando a vulva e a cútis,&lt;br /&gt;os sorridentes lábios verticais e horizontais&lt;br /&gt;dela.&lt;br /&gt;O inexplicável perfume da libido,&lt;br /&gt;as tronqueiras do caminho, as ramificações&lt;br /&gt;os planaltos e as planícies, as esfericidades,&lt;br /&gt;os pontos de exclamação das peripécias&lt;br /&gt;nos contornos e arredores da sede e da fome&lt;br /&gt;na hora de entrar no espaço hachurado&lt;br /&gt;das fontes, dos remansos e correntezas,&lt;br /&gt;dos pórticos, refúgios e sótãos....&lt;br /&gt;Tudo de bom mesmo antes de entrar&lt;br /&gt;nas grutas encantadas do prazer remoçado&lt;br /&gt;e nadar e  e fluir e mergulhar e aflorar&lt;br /&gt;nos mundos e fundos da posse&lt;br /&gt;instantânea e permanente&lt;br /&gt;do imorredouro deleite&lt;br /&gt;diante dos pequenos e grandes lábios de mel,&lt;br /&gt;do imorredouro deleite&lt;br /&gt;jorrando luzes na minha obscuridade,&lt;br /&gt;antes de ver e ter&lt;br /&gt;o paraíso&lt;br /&gt;instantâneo e permanente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-1431130953141354268?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/1431130953141354268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=1431130953141354268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1431130953141354268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1431130953141354268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/o-que-ha-de-melhor-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6470579298638937803</id><published>2011-11-01T16:58:00.002-02:00</published><updated>2011-11-01T17:02:50.996-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>JUSTIÇA INJUSTA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois assuntos desconcertantes que hoje transitam na mídia brasileira: alguns executores e funcionários do Direito Civil, exorbitando de seus deveres, negativamente  – e as indenizações milionárias de alguns apaniguados do sistema, incluindo aí os humoristas (sic!) Ziraldo e Jaguar, extraidas do (nosso) dinheiro público, simplesmente por terem sido presos no espaço de apenas seis dias, pela chamada repressão governamental do regime militar.  Um absurdo tão grande que até o colega deles, Millôr Fernandes, fez uma piada, dizendo não saber que os dois tinham feito um investimento tão rendoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Quando penso nas vicissitudes que minha família passou ao longo de tantos anos, com minha mãe viúva, com quatro filhos na primeira infância para criar, sinto que a maledicência brasileira não é de hoje – mas que já podia ter sido exorcizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai celebrou seu primeiro casamento com Maria Archangela de São José em 14/06/1901 e ficou viúva dela (sem filhos, mas os dois adotaram e criaram sete crianças, de pais paupérrimos, da infância até o casamento de todos) em 23\01\1931. Consegui estes dados em pesquisas de cartórios e no Arquivo Público de Itapecerica. No inventário pós-morte consta, além dos bens no arraial do Desterro (hoje Marilândia), a Fazenda Nova do Lavapés,uma enorme e bela área de campos, cerrados, córregos e cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Depois de enviuvar-se, ele casou com Isolina Gonçalves Guimarães em 12\07\1932, com quem teve quatro filhos: Devanir, Lázaro, Vitória e Maria José, falecendo em 01\11\1940. No Inventário (fajuto) dos bens deixados consta apenas a pequena fazenda da Fontinha, quatro casas e um quintalão enorme todo cercado de valos ((os ascendentes de meu pai – José Valentim Barreto – eram ricos e poderosos, praticamente os fundadores do arraial). O fato de a enorme Fazenda Nova do Lavapés não constar no Inventário indica claramente que houve fraude das chamadas “autoridades”. Alguém apropriou-se dela, indevidamente, no espaço de tempo que vai do falecimento em 1940 até a  data do inventário, anos depois. E depois dizem que a terra é um bem que não pode ser roubado. Minha mãe não a vendeu, mas ficou sem ela. Infelizmente ela era analfabeta,  órfã de pai e possuidora de parentes intelectualmente desvalidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Ela foi ludibriada. Não posso entender como e porque a “justiça” da época aceitou o fato de ela ser analfabeta e passar Procuração a um  advogado (rábula?) com os dizeres de estar escrevendo o texto “do próprio punho de livre e espontânea vontade”- tudo assim  com uma caligrafia feminina de professora (meu espanto foi tão grande que até consegui uma cópia de tal inventário). Ela, exercendo suas exímias aptidões de costureira e bordadeira conseguiu criar os filhos nos bons conceitos da civilização cristã. Mas o que mais me aborrece e indigna é o calote (de que somos vítimas) do depósito de oito contos de réis (muito dinheiro em 1945) depositados na antiga Caixa Econômica Estadual (que repassou depois para a Caixa Econômica Federal e depois para o Banco do Brasil), em nome de Devanir, Lázaro e Maria José. O depósito a juros fixos só poderia ser sacado depois que os clientes atingissem a maioridade (naquele tempo não existia esta assombração chamada inflação).... Esse dinheiro é originário da venda (legal) por minha mãe já viúva da Fazendinha da Fontinha, uma beleza de propriedade cercada de valos e arame farpado, com três nascentes de água potável, uma enorme capoeira, um pasto repleto de goiabeiras, araticuns e araçás, que começava na porteira em plena rua do Arraial e descia na divisa da rua do Areião e seguia pelo caminho de terra até a da Estação da Estrada de Ferro da Rede Mineira de Viação. Foi vendida, na época, por dezesseis contos de réis – e hoje cada uma das três partes em que foi dividida deve valer uma fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. A Vitória foi a única que conseguiu sacar sua parte porque contraiu núpcias antes de atingir a maioridade. Mas o dinheiro dos outros foi desvalorizando através dos anos por artes e ofícios do sistema financeiro, de tal maneira que hoje nem sei se ainda existe alguma migalha. E é aí que não posso entender porque uns pilantras apaniguados recebem milhões de uma vez e continuam recebendo polpudas mensalidades....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que a nossa Fazenda Nova ficou velha nas mãos indignas de outras pessoas. Não foi vendida. Não foi doada. Foi perdida, lamentavelmente, como se fosse um bem imaterial. Era, na verdade, uma prenda,uma herança familiar. Um bem valioso , roubado sub-repticiamente por ladrões safados e vulgares. Porca miséria, heim?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6470579298638937803?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6470579298638937803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6470579298638937803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6470579298638937803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6470579298638937803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/justica-injusta-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-1535022299419987179</id><published>2011-11-01T16:52:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:55:10.170-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESCRENÇA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No alto do céu está o fundo do mar.&lt;br /&gt;Parreiras de uvas transbordam nos barrancos,&lt;br /&gt;oferecem seus cachos maduros&lt;br /&gt;aos comedores de bagaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade que uma vez abriu-me os braços,&lt;br /&gt;agora encolhe suas ruas&lt;br /&gt;repletas de fatais automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a cabeça do proscrito paira a névoa&lt;br /&gt;da descrença nas instituições.&lt;br /&gt;Ele almeja apenas sumir de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na encruzilhada dos sofredores&lt;br /&gt;ele carrega um porco espinho na alma,&lt;br /&gt;acirrando as insoluções pensamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só se avista coisas medonhas nos lugares das pessoas:&lt;br /&gt;um lobo na cara do vendeiro,&lt;br /&gt;um galho de espinhos no lugar de uma velha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um campo desmatado no lugar da rua.&lt;br /&gt;Assim mesmo ou então&lt;br /&gt;uma rua desdeixada no lugar do campo desmatado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-1535022299419987179?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/1535022299419987179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=1535022299419987179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1535022299419987179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1535022299419987179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/descrenca-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2996122936657696314</id><published>2011-11-01T16:44:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:47:43.330-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CITAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS (6)  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRANÇOIS FORESTIER:&lt;br /&gt;Seu livro de 214 páginas bem que poderia chamar-se “O desnudamento das estrelas e dos políticos dos EUA”. O pente fino do autor não deixa ninguém de moral em pé. Os homens são patifes, canalhas, criminosos; as mulheres, bem as mulheres são as vítimas mais próximas da cambada de tarados. A ação localiza-se nos anos 60 da famigerada família Kennedy no poder. Limito-me aqui a citar algumas frases das páginas 138 e 139, que mostram o que na verdade é o ludibrio da fantasia publicitária que doura a pílula venenosa da sociedade política. Na página 139: “Por mais triste e deprimida que esteja, Marilyn Monroe sabe provocar desejo; é seu trabalho, sua paixão, sua razão de ser, sua missão na via...”. Na página anterior, 138: “Presa entre os conselhos de Lee Strasberg (professor dela no Actor Studio), que ela consulta por telefone, e as indicações de Ralph Greenson,  psicanalista que ouve suas queixas e nos intervalos faz sexo com ela - entre as quais a de que nunca ter tido um orgasmo na vida, ela oscila”. Em “Marilyn e JFK”, trad. de Jorge Bastos, Edit. Objetiva –  Rio de Janeiro, 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARLI FANTINI SCARPELLI e MARIA ESTHER MACIEL:&lt;br /&gt;“... Todos sabemos que a literatura é superior ao cinema como forma de narração. Ela potencializa a imaginação como nenhuma outra” (Peter Greenaway, pag. 9). “As adaptações fílmicas, consideradas como traduções de outros textos – como romances, peças ou contos – também nas criações intertextuais para cuja interpretação o leitor deve estabelecer relações entre os sistemas de signos literário e cinematográfico” (Thais Flores Nogueira Diniz, pag. 34. “Os jovens inventaram o desemprego?... Não, pelo menos, eles não procuraram... É preciso procurar... Van Gogh procurou um pouco de amarelo, quando o sol desapareceu. É preciso procurar... É preciso procurar” (Jean Paul Godard, paag. 65, citação de Anita Leandro). Em “ALETRIA” – Revista de Estudos de Literatura”, Edit. UFMG, Belo Horizonte, MG, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMIR LABAKI:&lt;br /&gt;Arnaldo Jabor ocupa as páginas 175 e 176, com o texto “Carmen Miranda – Bananas Is My Busines”, do qual pinço alguns trechos: “Helena Solberg e David Meyer... Redesenharam não só a ascensão e queda de Carmen Miranda, mas também um retrato de nossa fragilidade... Como era e é frágil o Brasil, tão desamparado diante dos desejos estrangeiros, tão mal filmado, tão mal preservado.. Nos filmes antigos passa a sensação de que todos morreram sem conhecer os seus melhores dias. Mesmo os filmes de ficção são documentários de nossas carências...”. Em “O Cinema Brasileiro”, edição Publifolha, texto em português e em inglês, de 222 páginas. São Paulo, SP, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULINE KAEL:&lt;br /&gt;O livro é de 568 páginas, sendo 60 delas de três colunas cada, referentes ao Índice Remissivo dos títulos originais dos filmes resenhados pela Pauline – e um Índice Onomástico, citando 1.200 filmes vistos em 1.001 noites. “Mestra da sinopse, Pauline Kael consegue contar-nos, nos limites de um livro, o que são oito décadas de filmes, quem está neles e por trás deles, e refletir, rápida mas inteligentemente, sobre o que cada um deles significa. Ninguém mais fez isso, ninguém mais seria capaz”. Palavras de William Shaws, na página 12. É um livro que busca não apenas informar e sugerir, mas também motivar: transformar leitores curiosos em expectadores apaixonados e deixar claro que a pressão é imensa, o tempo é curto e o número de filmes que devem ser assistidos se tornou realmente grande”, - palavras de Steven Jay Schneider. De minha parte (LB), cinéfilo inveterado desde à infância,  contei e conferi que dos 1001 filmes assisti nada menos que 878, ou seja, da relação só não vi 123 filmes. Além dos que vi na televisão, em vídeo-cassete, em DVD e cine-clubes, nunca perdi um bom filme nos lugares em que vivi depois da adolescência: Belo Horizonte, Salto Grande onde até mesmo projetava filmes nas noites ao ar livre para gáudio dos operários das obras de construção da maior usina hidrelétrica de Minas, na época (1953 a 1958). Continuei a ver filmes em Uberaba, Cachoeira Dourada e em Divinópolis,onde vivo desde 1966.&lt;br /&gt;Em: “1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER”, Trad. de Carlos Irineu da Costa, Fabiano Morais e Lívia Almeida, Edit. Sextante, Rio de Janeiro, 2008.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2996122936657696314?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2996122936657696314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2996122936657696314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2996122936657696314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2996122936657696314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/citacoes-cinematograficas-6-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6791938933337423617</id><published>2011-11-01T16:39:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:42:22.534-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CITAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS (5)  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALBERTO SILVA:&lt;br /&gt;“O Cinema Novo, que abrangeu toda a extensão da última década (1960-70), fundou uma linguagem autônoma para a filmografia brasileira, conferiu dimensões internacionais para a filmografia brasileira... através de dezenas de prêmios que levantou em festivais do mundo inteiro, e finalmente impulsionou o celulóide a discutir a realidade nacional sob uma ótica própria, utilizando uma linguagem inequivocamente escrita por brasileiros e fixando na tela a nossa paisagem física e humana” (pag. 17). Exemplifica com a citação nas páginas seguintes de vários filmes, entre os quais “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “Vidas Secas”, “Os Inconfidentes”, “Como Era Gostoso o Meu Francês”,”O Pagador de Promessas”, “O Cangaceiro” e Outros. Em “ Cinema e Humanismo”, Edit. Pallas, Rio de Janeiro, RJ, 1975.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AVA GARDNER:&lt;br /&gt;“Ele tinha andado flertando comigo desde o primeiro dia, mas isto era o previsível nos homens italianos: se eles não estão atrás de uma mulher é porque a vida deixou de ter valor” (pag. 243). Suponho que uma das coisas mais estranhas nos meus três casamentos – e devo acrescentar que não pedi um tostão de pensão a nenhum dos meus “ex” – foi o fato de que os laços matrimoniais pareciam ser algemas que nos prendiam” (pag. 216). Em “AVA – Minha História”, trad. de Celso Loureiro Chaves, Edit. LPM,são Paulo, SP, 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LILLIAN ROSS:&lt;br /&gt;“Para o papel do jovem (no filme “A Glória de Um Covarde”) John Huston queria Audie Murphy, o herói mais condecorado da Segunda Guerra Mundial, mas cuja carreira cinematográfica era limitada a alguns papéis secundários. Huston disse que estava tendo dificuldades em persuadir os produtores: “Eles prefeririam um medalhão”, disse indignado. “É que eles não vêem Audie do mesmo modo que eu vejo. Essa criatura pequena é de olhar tão doce! Mas na guerra se transformava completamente e saia por conta própria a descobrir alemães para matar. É um pequeno e amável matador” (pg. 114).Em”Cinema e Outras Reportagens”, trad. de Maria Silviano silva, editora AGIR – Rio de Janeiro, 1977.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MICKY MARCY:&lt;br /&gt;“É difícil explicar cientificamente o sucesso de Brigitte Bardot, feito de um complexo de fatores. Além de sua presença magnética na tela, devem ter contribuído a propaganda das empresas cinematográficas e os golpes publicitários provocados pelos inúmeros escândalos que sempre acompanharam sua vida particular – para muito, bem mais picante do que os papéis vividos nos filmes. Depois de separar-se de Vadim, em 1956,, circulou por diversos”maridos”, além de incontáveis “casinhos” mal revelados pelas colunas fofoqueiras dos jornais. Depois de Jean Louis Trintignant, vieram o cantor Sacha Distel, Jacques Charrier (com o qual se casou e teve um filho), o célebre diretor François Truffant, o ator Samy Frei, o brasileiro Bob Zaguri, o playboy Günter Sachs...” (pag. 19). Em “A Vida Íntima de Brigitte Bardot”, trad. de Fiorani Defino, Edit. TAIKA, São Paulo, SP, 1977.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IARA RODRIGUES E OUTROS:&lt;br /&gt;Mini-biografias das seguintes estrelas: Isabelle Adjani, Anouk Aimeé, Nancy Allen, Mia Farrow, Tânia Alves, Julie Andrews, Ann-Margret, Laura Antonelli, Anne Archer, Fanny Ardant,Rosanna Arquette, Elizabeth Ashley, Stephane Audran,Lauren Bacall, Pamela Reed, Anne Bancoft, Brigitte Bardot, Ellen Barkin,Kim Basinzer,Norma Bengel, Ingrid Bergman,Jaqueline Bisset,Karen Black, Linda Blair, Débora Bloch, Katharine Hepburn, Sandrine Bonnaire, Sônia Braga, Ellen Brennan, Lidia Brandi, Genevieve Bujold, Carol Burnett,Ellen Burstyn, Kate Capshaw, Cláudia Cardinale, Louise Cardoso, Leslie Caron,Tônia Carrero, Marcélia Cartaxo, Cláudia Raia, Regina Casé, Joanna Cassidy, Kim Cattall, Geraldine Chaplin.... Assim segue a relação, acompanhada de textos, em 86 páginas num total de 448 páginas.Belas mulheres, grandes talentos, colírios nos olhos dos expectadores em todo o mundo. Em “Astros Estrelas e Seus Filmes em Vídeo” – Edit. Nova Cultural,  São Paulo,SP, 1990.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6791938933337423617?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6791938933337423617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6791938933337423617' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6791938933337423617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6791938933337423617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/citacoes-cinematograficas-5-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-224519739884209370</id><published>2011-11-01T16:33:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:37:12.111-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CITAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS (4). -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARLENE DIETRICH:&lt;br /&gt;“Decidi-me converter em atriz de teatro, porque o teatro era o único lugar onde se podia recitar belos textos e belos versos, como os de Rilke, que me rasgavam o coração, e ao mesmo tempo me davam ânimo” (pag.49). Em (no livro) “Marlene Dietrich”, trad. de Janer Cristaldo, Edit. Nórdica, Rio de Janeiro, 1984.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THOMAS KIERNAN:&lt;br /&gt;“Era, em 1955, o tipo de universidade para onde eram enviados os jovens privilegiados e inteligentes, a fim de completarem sua educação formal, adquirirem um verniz de cultura sofisticada e prepararem-se para o “matrimônio, a maternidade, a menopausa”, segundo as palavras das jovens mais sarcásticas que lá se formavam” (pag. 45). Em JANE FONDA – Mulher do Nosso Tempo”, trad. de Berta Amoroso Cordeiro Batista e Silva – Difel Editora – São Paulo, SP, 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUIS CANALEH:&lt;br /&gt;“Contra a vontade dos israelitas e de Jeová, a Bíblia relata que Salomão havia esposado  muitas mulheres de outras terras, incluindo a filha do Rei do Egito, e que tinha um total de 700 princesas e 300 concubinas em seu harém (pag. 30). Em “GINA LOLLOBRIGIDA”, Edit. Nórdica, Rio de Janeiro, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JÚLIO BRESSANE:&lt;br /&gt;“Uma pessoa com quem você cruza na rua não é, a principio, nada mais do que uma estátua que caminha, mas, a partir do momento em que seu olhar e o dela se cruzam, um calor se produzirá e ela passará a ser um ser humano” (pag.28). “Emerson, o  eterno observador, nos diz: “As fontes da invenção e beleza na sociedade estão tudo, menos secas” (pag.72). “Na natureza encontra-se uma santidade que envergonha nossas religiões” – ainda é Emerson quem afirma, na pag. 78. Em “CINEMANCIA”, Eit. Imago, Rio de Janeiro,2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOE MORELLA  e  EDWARD Z. EPSTEIN:&lt;br /&gt;“ Rita Hayworth se sentia orgulhosa  de ter dado as filhas uma excelente educação. Obviamente, Rebecca não tinha nenhum interesse em seguir carreira artística. Nem Yasmin. O que as duas meninas presenciaram durante toda a vida foi o suficiente para não desejarem o aplauso do público e o odor da maquilagem teatral no seu cotidiano” (pag, 281). Em”RITA – A Deusa do Amor”, trad. de Eduardo Viváqua, Editorial Nórdica, Rio de Janeiro, 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDRZEJ WAJDA:&lt;br /&gt;“Quero dizer que qualquer história narrada ao redor de uma mesa, lida nas notícias de um jornal, ouvida na rua, pode conter uma tragédia digna de Sófocles. Basta saber discernir seu sentido, estabelecer seu verdadeiro herói e, assim, de que lado se colocará o narrador” (pag. 6). Em “Um Cinema Chamado Desejo”, Edit. Campus, trad. de Vera Mourão, rio de Janeiro, 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAUREN BACALL:&lt;br /&gt;“Em todas as fontes e lagos de Versailles existe um lúcio voraz que mantém todas as carpas em atividade, para evitar que engordem excessivamente e morram. Humphrey Bogart sentia um raro prazer em desenhar papel semelhante nas fontes e lagos hollywoodianos. Não obstante, poucas de suas vítimas lhe guardavam rancor, e quando o faziam era por pouco tempo. Seus arpões eram feitos para atingir apenas a camada externa de autocomplascência, não penetrando nas regiões do espírito onde os verdadeiros danos são causados” (pag. 338). Em  “BACALL Fenomenal”, trad. de Luis Horácio da Matta, Edit. Nórdica, Rio de Janeiro, 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-224519739884209370?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/224519739884209370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=224519739884209370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/224519739884209370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/224519739884209370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/citacoes-cinematograficas-4.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6715297624005913961</id><published>2011-11-01T16:24:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:31:05.271-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CITAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS  (3)  - Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALAIN RESNAIS:&lt;br /&gt;“Pessoalmente, não vejo grandes diferenças entre o conteúdo e a forma, pois entre um e outro aspecto se verifica uma interpenetração contínua” (pag. 31). Em “Cadernos de Cinema”, trad. de Antônio Landeira, Publicações Dom Quixote, Lisboa, Portugal, 1969.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VINICIUS DE MORAIS:&lt;br /&gt;“Não, eu não irei ver Pier Angeli – e eis que ao afirmá-lo já me vou pierangelificando de novo. E não apenas eu, também a tarde. Ao olhar agora pela janela verifiquei que a tarde está de um grande pierangelismo, e que o seu âmbar dulcificou maravilhosamente a fisionomia antes tensa dos homens que comigo trabalham” (pag. 1810. Em “O Cinema de Meus Olhos” (organização, introdução e notas de Carlos Augusto Calil), Edit. Cia das Letras, São Paulo, SP, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORSON WELLES:&lt;br /&gt;“Eu não gosto de falar de meus filmes. O cinema é ingrato. É verdade que hoje em dia o diretor é considerado um verdadeiro artista, o artista com letra maiúscula, mas é um erro. São os atores que fazem um filme. Mozart, Wagner, Beethoven, Velásquez, eles sim é que são grandes artistas. Se eu fosse pintor, teria pintado milhares de telas. Como cineasta, fiz apenas treze filmes. É ridículo” (pag. 78). Em “O Pensamento Vivo de Orson Welles” (livro com a epígrafe na capa: “o trabalho é ainda o melhor antídoto contra a loucura” – Coordenação Editorial de Martin Claret, Ediouro, Rio de Janeiro, 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDRÉ BAZIN:&lt;br /&gt;“Nada melhor do que citar esta profissão de fé de Akira Kurosawa: “um filme de ação pode ser apenas um filme de ação. Mas que coisa maravilhosa se ele conseguir, ao mesmo tempo, pintar a humanidade! Este foi sempre o meu sonho desde a época em que eu era assistente de direção. Há dez anos desejo reconsiderar o drama antigo sob este novo ponto de vista” (pag. 187). Em “Opus 86 – O Cinema da Crueldade”, trad. de Antônio de Pádua Danesi eMaarina Appenzeller, Edit. Martins Fontes, são Paulo, SP, 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E. ANN KAPLAN:&lt;br /&gt;Citando Marguerite Duras: “por que não há escritores entre o proletariado? Por que não há músicos entre os trabalhadores? É exatamente a mesma coisa. Não há músicos entre os trabalhadores da mesma forma que não há músicos entre as mulheres. E vice-versa. Para ser um compositor, você deve ter a posse total de sua liberdade. A música é uma atividade de excesso, é loucura, uma loucura livremente consentida” (pag, 137) Em “A Mulher e o Cinema – Os Dois Lados da Câmera” (trad.de Helen Márcia Potter Pessoa, Edit. ROCCO – Rio de Janeiro, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARLON BRANDO e ROBERT LINDSEY:&lt;br /&gt;“De certa forma quem está na Máfia vive de acordo com um código mais severo do que o de muitos presidentes e políticos; fico imaginando o que aconteceria se, em vez de fazermos os políticos jurarem com a mão na Bíblia, exigíssemos que prometessem ser honestos sob pena de terem os pés presos em cimentos e serem atirados no Rio Potomac se não fossem. A corrupção política diminuiria  sensacionalmente” (pag. 32). Em “BRANDO – Canções Que Minha Mãe Me Ensinou”, trad. de J. E. Smith Caldas, Edit. Siciliano, S. Paulo, SP, 1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANNE EDWARDS:&lt;br /&gt;“Gertrude...uma noite organizou um jantar e convidou todas as mulheres (com seus maridos) que suspeitava estarem tendo um caso com Ernest. Como era ela a responsável pela lista dos convidados nas festas, o pobre Hartley desceu para jantar despreparado para enfrentar uma sala cheia de mulheres com quem ia para a cama e um grupo de homens em quem pusera chifres. Foi uma noite que jamais esqueceu e que Gertrude lembrou-lhe com freqüência no correr dos anos. Mas isso não acabou com a sua infidelidade” (pag. 17). Em “Vivien Leigh”, trad. de Áurea Brito Weissnbreg, Edit. Francisco Alves, rio de Janeiro, 1985.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6715297624005913961?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6715297624005913961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6715297624005913961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6715297624005913961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6715297624005913961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/citacoes-cinematograficas-3-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2808457797213688510</id><published>2011-11-01T16:16:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:21:47.757-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CITAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS (2)   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JERÔME PRIEUR:&lt;br /&gt;“O cinema torna as pessoas estranhas em suas próprias casas, estupefatas de serem observadoras de suas vidas, de seus anseios e medos, atônitas pelas sensações e as encarnações que nos transpassam, e nos ensinam lentamente a caminhar em terra desconhecida” (pag. 11). “Escolhi um cinema onde, nas fotos, havia mulheres de combinação, e que coxas! Senhores! Pesadas1 Amplas! Precisas! E depois cabeças bonitinhas lá por cima, como desenhadas por contraste, delicadas, frágeis, a lápis, sem retoques a fazer, perfeitas, nem uma só negligência...Tudo o que a vida pode desabrochar de mais perigoso, de verdadeiras imprudências de belezas, essas indiscrições sobre as divinas e profundas harmonias possíveis” (pag. 158). Em “O Expectador Noturno – Os Escritores e o Cinema”. Trad. de Roberto Paulino e Fernanda Borges – Edit. Nova Fronteira –Rio de Janeiro, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRANÇOIS TRUFFAUT:&lt;br /&gt;“Ingmar Bergman afirmou: “Todas as mulheres me impressionam: velhas, jovens, altas, baixas, gordas, magras, grosseiras, pesadas, leves, bonitas, atraentes, desengonçadas, vivas ou mortas... O mundo das mulheres é o meu universo. Eu talvez evolua mal dentro dele, mas não há nenhum homem que possa se gabar de fazê-lo inteiramente bem” (pag.280. Em “Os Filmes de Minha Vida” – trad. de Vera Adami,  Edit. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRANZ WEYERGANS:&lt;br /&gt;“O filme, em primeiro lugar, é uma história, mas uma história contada com beleza” (pag. 6). “O cenário natural, uma riqueza que Bergman sabe utilizar” (pag. 55). De um terreno baldio pode jorrar uma fonte” (nos filmes de Fellini,pag. 64). “A miséria desprezada tem várias faces e um só rosto” (pag. 178). Em “Tu e o Cinema”, trad. de Ruth Delgado, Edit. Civilização, Porto, Portugal, 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTHONY SUMMERS:&lt;br /&gt;Palavras de Anton Tchecov à Marilyn Monroe: “Você é uma jovem mulher que emite vibrações sexuais, não importa o que esteja fazendo ou sentindo. E seus chefes no estúdio estão interessados só nas vibrações sexuais. Agora entendo porque eles se recusam a considerá-la uma atriz. Você é mais valiosa para eles como uma estimuladora do sexo” (pag.80). Em “A Deusa – As Vidas Secretas de Marilyn Monroe”, trad. de Evelyn Kay Massaro – Edit. Best Seller, São Paulo, SP, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIV ULLMANN&lt;br /&gt;“Um homem pode ir para um restaurante sozinho, à noite, mas eu não posso fazer o mesmo e evitar:a) críticas; b) oferecimento de companhia masculina na qual não estou interessada; c) causar pena” (pag. 143). Em “Mutações”, trad. de Sônia Coutinho, Edit. Nórdica, Rio de Janeiro, 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. C. ISMAEL:&lt;br /&gt;“Assim está escrito no Coro de “ANTÍGONA”, de Sófocles: “Muitas coisas grandiosas vivem, mas nada supera o ser humano na majestade”. No entanto, penso que, em arte somente o realismo pode fornecer o retrato o quanto possível aproximado e os caracteres mais nítidos desse animal que se alimenta de transcendentais” (pag. 55). Em “Cinema e Circunstância”, Edit. Buriti, São Paulo, SP, 1965.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JULIETA DE GODÓI LADEIRA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrição da parte O Espectro de Ray Milland, assinada por Silvio Fiorani: “Não sei, pode ser que eu esteja errado, que venha amanhã a reconsiderar tudo o que estou dizendo agora, não sou uma fortaleza de convicções, mas acho que alguns filmes nos ajudaram a ter sonhos, a aspirar a uma condição para a qual nós parecíamos não estar destinados, nos ajudaram a compreender que, nós também tínhamos sido feitos para brilhar” (pag.48). Em “Memórias de Hollywood”, Vários Autores, Editora Livraria Nobel, São Paulo, SP, 1987.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2808457797213688510?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2808457797213688510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2808457797213688510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2808457797213688510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2808457797213688510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/citacoes-cinematograficas-2-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8620185996336750516</id><published>2011-11-01T16:04:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T16:13:46.135-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;CITAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS (1)   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OTTO FRIEDRICH:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em 1939 (nos Estados Unidos) existiam mais cinemas (15.115) do que bancos (14.952). Mais de 50 milhões de americanos iam ao cinema toda semana. Havia cerca de 400 novos filmes por ano para se ver. A receita das bilheterias que jorrava em Hollywood totalizava 637 milhões de dólares. Os filmes constituíam a décima quarta industria em termos de volume (400.855.095 dólares) e a décima primeira em termos de patrimônio (529.950.444 dólares, mais que a de máquinas para escritórios, maior que as cadeias de super-mercado” (página 27). Em “A Cidade das Redes – Hollywood nos Anos 40”, tradução de Ângela Melin – editora Companhia das Letras, São Paulo, SP, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHARLOTTE CHANDLER:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  diretor de filmes Billy Wilder fala de sua timidez com as belas atrizes de seus belos filmes: “Escrevo as minhas idéias e guardo-as porque não sabemos quando a musa vai nos tocar a fronte. É bom estar preparado... sempre fui um anotador” (pág.127). Na página 185 outras palavras dele: “Humphrey Bogart achava que eu amava a querida e linda Audrey Hepburn. Quem não a amava? Ela era uma criação única. Deus deu-lhe um beijo na bochecha”. Em “Ninguém é Perfeito – Billy Wilder, Uma Biografia Pessoal”, trad. de Cássia Zanoa, Edit. Landscape, São Paulo, SP, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PETER BUCLKA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como não existe uma vida verdadeira num contexto falso, como diz Adorno, todos os personagens de Wim Wenders sofrem com essa situação, tornam-se ansiosos. Mas essa ansiedade, por sua vez, é a primeira a lhes dar forças para continuarem cultivando o sonho de uma vida verdadeira” (pag. 83). Em “Olhos Não se Compram – Win Wenders e Seus Filmes”, trad. de Lúcia Nagib, Cia. Das Letras, São Paulo, SP, 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;THIERRY JOUSSE:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em “FACES” (Nome do filme) uma sequência mostra Richard e Maria Forst na cama, num dueto amoroso em que os corpos entrelaçados dialogam diretamente, em que a palavra e o gesto são indiscerníveis, em que a linguagem, pelas onomatopéias ou gritinhos, retorna ao nível tátil e corporal. É o toque, o gesto, o corpo que, indo até a agressão, introduzem a comunicação imediata entre os seres” (pag. 82). Em “JOHN CASSAVETES – Biografia, Análise, Crítica e Filmografia Completa”, trad. de Newton Goldman e Tati Moraes – Edit. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OCTAVIO DE FARIA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bérgson chegou à seguinte afirmação categórica e definitiva: “o mecanismo do nosso conhecimento é de natureza cinematográfica”. Coube, naturalmente, aos entusiastas do cinema como nova arte tirar desse aforismo a inevitável conseqüência: queiram ou não, a expressão por imagens é, do ponto de vista da criação artística, a mais poderosa, a mais rica de todas as formas de expressão” (pag. 20). Em “A História do cinema – Uma Pequena Introdução” EDIOURO, Rio de Janeiro, 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8620185996336750516?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8620185996336750516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8620185996336750516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8620185996336750516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8620185996336750516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/citacoes-cinematograficas-1-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8710581823515024971</id><published>2011-11-01T15:18:00.000-02:00</published><updated>2011-11-01T15:39:38.636-02:00</updated><title type='text'>Citações Cinematográficas I</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8710581823515024971?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8710581823515024971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8710581823515024971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8710581823515024971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8710581823515024971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/11/citacoes-cinematograficas-i.html' title='Citações Cinematográficas I'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4592853692022070824</id><published>2011-10-25T10:45:00.000-02:00</published><updated>2011-10-25T10:51:52.920-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>FICÇÃO E POESIA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos muitos a contar a mesma estória,&lt;br /&gt;doida varrida&lt;br /&gt;dos desencontros nos encontros.&lt;br /&gt;Somos várias pessoas&lt;br /&gt;(paus que fazem canoas?)&lt;br /&gt;tecendo e costurando o corolário das ilações,&lt;br /&gt;para o que der e vier&lt;br /&gt;após o colapso de uma das estrelas moribundas&lt;br /&gt;no buraco negro&lt;br /&gt;da volatibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os delírios instantâneos que se prolongam&lt;br /&gt;no tempo e no espaço da poesia....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema&lt;br /&gt;não é o falatório de súplicas e lamentos,&lt;br /&gt;em é&lt;br /&gt;a indócil contigüidade dos afetos conflitantes:&lt;br /&gt;é a mulher amada no momento do amor:&lt;br /&gt;pois que,&lt;br /&gt;perto dela&lt;br /&gt;a própria lua desaparece do luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que encontra a reação crepitante no corpo&lt;br /&gt;vem da alma?&lt;br /&gt;O que se perde nas reles impossibilidades&lt;br /&gt;aumenta o vazio nas  jarras desusadas &lt;br /&gt;de nosso inconsciente?&lt;br /&gt;Os dúbios caminhos da vanguarda prenunciam&lt;br /&gt;seus evidentes funerais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4592853692022070824?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4592853692022070824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4592853692022070824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4592853692022070824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4592853692022070824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/10/ficcao-e-poesia-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6385850835074394413</id><published>2011-10-25T09:43:00.001-02:00</published><updated>2011-10-25T09:44:04.995-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A FALA DO BEBÊ - Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;????????.......!!!!!!!!!???????????............:::::::::::::::::...........&lt;br /&gt;Estava sonhando e acordei.&lt;br /&gt;Vim de longe e agora estou perto.&lt;br /&gt;Vocês nunca me viram?&lt;br /&gt;Eu nunca vi vocês: ou já?&lt;br /&gt;Mas o colo da mamãe!...&lt;br /&gt;(por que vocês estão rindo?)&lt;br /&gt;... É uma delicia...............&lt;br /&gt;Vocês estão felizes?&lt;br /&gt;O que será de nós?&lt;br /&gt;O que será, será?&lt;br /&gt;Vocês nunca me viram antes,&lt;br /&gt;Nem sonhando?...&lt;br /&gt;Eu conhecia mamãe,&lt;br /&gt;antes de nascer.&lt;br /&gt;Ah, se conhecia !&lt;br /&gt;O papai é o moço ao lado?&lt;br /&gt;O velho é o vovô de óculos?&lt;br /&gt;A vovó está cantarolando?&lt;br /&gt;Estou vendo que gostam de mim....&lt;br /&gt;Eu também gosto de vocês...&lt;br /&gt;Quê bondade... Quê beleza!&lt;br /&gt;......................................!&lt;br /&gt;Mamãe eu quero,&lt;br /&gt;mamãe eu quero mamar!...........................................&lt;br /&gt;!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!....................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(texto inspirado e baseado no video “paulinho no papo cabeça”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=KzWFjn1Cu9I&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6385850835074394413?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6385850835074394413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6385850835074394413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6385850835074394413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6385850835074394413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/10/fala-do-bebe-lazaro-barreto_1412.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-1159520379414474110</id><published>2011-10-25T09:32:00.000-02:00</published><updated>2011-10-25T09:42:31.239-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAISAGENS PARA MAGDA E OSVALDO   - Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Princesa Magdalona:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fontes medievais dos contos e cultos&lt;br /&gt;da formosura&lt;br /&gt;feminina&lt;br /&gt;dos discretos decotes, nos sutis penteados....&lt;br /&gt;Os traços suaves e cativantes&lt;br /&gt;do deleite....&lt;br /&gt;A rua é um caminho enluarado?&lt;br /&gt;O passado e o futuro estão unidos no presente?&lt;br /&gt;A presença dos sonhos não quer dizer&lt;br /&gt;ausência de realidade.&lt;br /&gt;O arvoredo ao longo da rua e dos campos&lt;br /&gt;sacode suas flores e frutas.&lt;br /&gt;O chão está repleto de palavras chamativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Madgdalena:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discípula, namorada e esposa de Jesus.&lt;br /&gt;A finura em pessoa.&lt;br /&gt;A devoção apaixonada.&lt;br /&gt;A noiva das bodas de Caná.&lt;br /&gt;A irmã de Lázaro e de Marta.&lt;br /&gt;A bem amada antes e depois do sacrifício.&lt;br /&gt;As sagradas confidências dos cônjuges&lt;br /&gt;nos intervalos das jornadas.&lt;br /&gt;Mãe de toda a posteridade cristã,&lt;br /&gt;graças ao amor do amor.&lt;br /&gt;Os caminhos do Egito voltam para a França,&lt;br /&gt;trazendo os ares das bonanças e dos perdões&lt;br /&gt;na eterna modernidade das efusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-1159520379414474110?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/1159520379414474110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=1159520379414474110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1159520379414474110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1159520379414474110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/10/paisagens-para-magda-e-osvaldo-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4749757527972009889</id><published>2011-10-25T08:37:00.001-02:00</published><updated>2011-10-25T08:42:37.312-02:00</updated><title type='text'>Citações complementares</title><content type='html'>Milan Kundera:&lt;br /&gt;“No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Para Nietzsche  a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos. Se assim é, nossas vidas,sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda a sua explêndida leveza”  Em “A Insustentável Leveza do Ser”, pag. 11, trad. deTereza B. Carvalho da Fonseca, |Edit. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1983. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentil Ursino do Vale:&lt;br /&gt;“Uma das mais belas e edificantes tradições do cristianismo infelizmente está desaparecendo. Refiro-me aos presépios. Tinham eles o condão de impregnar de santa poesia as festividades do Natal, além de despertar, principalmente nas crianças, aquela devoção, aquele amor ao Menino Jesus”. Em “Escavações no Tempo” (pag. 104),Edit. Artes Gráficas Santo Antônio, Divinópolis, MG, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen W. Harwking:&lt;br /&gt;“Neste livro dei ênfase especiais às leis que governam a gravidade, porque é ela que configura a micro-estrutura do universo.” (pag. 235). “A teoria geral de Einstein da relatividade, baseando-se em si mesma, preveniu que o espaço-tempo começou com a singularidade do Big Bang e chegará a um fim também com a singularidade, o Big Crunch (se todo o universo entrará novamente em colapso) ou numa singularidade dentro de um buraco negro (se uma região local, como uma estrela, entrar em colapso” (pag. 163). Em “Uma Breve História do Big Bang aos Buracos Negros”, trad. De Maria Helena Torres, Ed. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelho de São João, cap. XII, vers. 24 e 25: “Em verdade vos digo que, se o grão de trigo que cai na terra nõ morrer, fica infecundo: mas se morrer, produz muito fruto”. Em epígrafe do romance “Os Irmãos Karamázovi”, de Dostoievski, trad. De Eurico Corvisséri, edt. Nova Cultural, Rio de Janeiro, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rainer Maria  Rilke:&lt;br /&gt;“Se a maternidade é a religião da mulher e a criação a do artista, o homem que no seja artista deve ter uma religião (...). A religião é a arte dos que nada criam” (pag. 17). Oh dizer que as próprias coisas nunca pensaram ser no íntimo..., pois não é recôndita astúcia desta terra calada incitar os amantes a sentirem como as coisas se encantam umas às outras?” (PAG. 141) Em “R, M, Rilke – Poemas”  - trad. De José Paulo Paes – &lt;br /&gt;Cia. Das Letras, São Paulo, SP, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soren Kierkegaard:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O desespero... essa enfermidade do eu: eternamente morrer, morrer sem todavia morrer, morrer a morte... (...) para que se morresse de desespero como duma doença, o que há de eterno em nós, no eu, deveria poder morrer,como o corpo morre de doença. Ilusão! No desespero, o morrer continuamente se transforma em viver. Quem desespera não pode morrer; assim como um punhal não serve para matar pensamentos, assim também o desespero, verme imortal, fogo inextinguível, não devora a eternidade do eu, que é o seu próprio sustentáculo” (pag. 199). Em “KIERKEGAARD – Os Pensadores”, trad. De Carlos Grifo , Maria José Marinho, Adolfo Casais Monteiro – Ed. Victor Civita – 1984, São Paulo, SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herbert Marcuse:&lt;br /&gt;“O papel predominante da sexualidade tem raízes na própria natureza do aparelho mental, tal como Freud o concebeu: se os processos mentais primários são governados pelo princípio do prazer, então aquele instinto que, ao atuar sob esse princípio, sustenta a própria vida, deve ser o instinto da vida’ (Pag. 42). Em “|Eros e Civilização”, trad. De Álvaro Cabral, Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1968.&lt;br /&gt;Shusaku Endo:&lt;br /&gt;“Com as palmas das mãos o homem alisou as cônicas curvaturas de seus seios várias vezes seguidas. Era evidente que ele estava vagarosamente absorvendo em suas mãos a maciez e a elasticidade. Suas palmas vagavam para a frente e para trás entre seus seios e a pequena noite de sombras entre suas pernas...” (pag.212). Em “Escândalo”, trad. De Maria Helena Torres, Edit. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermann Melville:&lt;br /&gt;“Falcões voracíssimos voavam mansos sobre minha cabeça, como se tivessem os bicos embainhado”.  (...) William Faulkner define os três personagens do romance: Ismael, &lt;br /&gt;Queequeg e Ahab: representam a trindade da consciência: o não conhecer, o conhecer sem problema e o conhecer problemático. Em “Moby Dick”, trad. De Adalberto Rochsteiner e Monteiro Lobato – Cia. Editora Nacional, São Paulo, SP, 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CITAÇÕES COMPLEMENTARES   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milan Kundera:&lt;br /&gt;“No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Para Nietzsche  a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos. Se assim é, nossas vidas,sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda a sua explêndida leveza”  Em “A Insustentável Leveza do Ser”, pag. 11, trad. deTereza B. Carvalho da Fonseca, |Edit. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1983. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentil Ursino do Vale:&lt;br /&gt;“Uma das mais belas e edificantes tradições do cristianismo infelizmente está desaparecendo. Refiro-me aos presépios. Tinham eles o condão de impregnar de santa poesia as festividades do Natal, além de despertar, principalmente nas crianças, aquela devoção, aquele amor ao Menino Jesus”. Em “Escavações no Tempo” (pag. 104),Edit. Artes Gráficas Santo Antônio, Divinópolis, MG, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen W. Harwking:&lt;br /&gt;“Neste livro dei ênfase especiais às leis que governam a gravidade, porque é ela que configura a micro-estrutura do universo.” (pag. 235). “A teoria geral de Einstein da relatividade, baseando-se em si mesma, preveniu que o espaço-tempo começou com a singularidade do Big Bang e chegará a um fim também com a singularidade, o Big Crunch (se todo o universo entrará novamente em colapso) ou numa singularidade dentro de um buraco negro (se uma região local, como uma estrela, entrar em colapso” (pag. 163). Em “Uma Breve História do Big Bang aos Buracos Negros”, trad. De Maria Helena Torres, Ed. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelho de São João, cap. XII, vers. 24 e 25: “Em verdade vos digo que, se o grão de trigo que cai na terra nõ morrer, fica infecundo: mas se morrer, produz muito fruto”. Em epígrafe do romance “Os Irmãos Karamázovi”, de Dostoievski, trad. De Eurico Corvisséri, edt. Nova Cultural, Rio de Janeiro, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rainer Maria  Rilke:&lt;br /&gt;“Se a maternidade é a religião da mulher e a criação a do artista, o homem que no seja artista deve ter uma religião (...). A religião é a arte dos que nada criam” (pag. 17). Oh dizer que as próprias coisas nunca pensaram ser no íntimo..., pois não é recôndita astúcia desta terra calada incitar os amantes a sentirem como as coisas se encantam umas às outras?” (PAG. 141) Em “R, M, Rilke – Poemas”  - trad. De José Paulo Paes – &lt;br /&gt;Cia. Das Letras, São Paulo, SP, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soren Kierkegaard:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O desespero... essa enfermidade do eu: eternamente morrer, morrer sem todavia morrer, morrer a morte... (...) para que se morresse de desespero como duma doença, o que há de eterno em nós, no eu, deveria poder morrer,como o corpo morre de doença. Ilusão! No desespero, o morrer continuamente se transforma em viver. Quem desespera não pode morrer; assim como um punhal não serve para matar pensamentos, assim também o desespero, verme imortal, fogo inextinguível, não devora a eternidade do eu, que é o seu próprio sustentáculo” (pag. 199). Em “KIERKEGAARD – Os Pensadores”, trad. De Carlos Grifo , Maria José Marinho, Adolfo Casais Monteiro – Ed. Victor Civita – 1984, São Paulo, SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herbert Marcuse:&lt;br /&gt;“O papel predominante da sexualidade tem raízes na própria natureza do aparelho mental, tal como Freud o concebeu: se os processos mentais primários são governados pelo princípio do prazer, então aquele instinto que, ao atuar sob esse princípio, sustenta a própria vida, deve ser o instinto da vida’ (Pag. 42). Em “|Eros e Civilização”, trad. De Álvaro Cabral, Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1968.&lt;br /&gt;Shusaku Endo:&lt;br /&gt;“Com as palmas das mãos o homem alisou as cônicas curvaturas de seus seios várias vezes seguidas. Era evidente que ele estava vagarosamente absorvendo em suas mãos a maciez e a elasticidade. Suas palmas vagavam para a frente e para trás entre seus seios e a pequena noite de sombras entre suas pernas...” (pag.212). Em “Escândalo”, trad. De Maria Helena Torres, Edit. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermann Melville:&lt;br /&gt;“Falcões voracíssimos voavam mansos sobre minha cabeça, como se tivessem os bicos embainhado”.  (...) William Faulkner define os três personagens do romance: Ismael, &lt;br /&gt;Queequeg e Ahab: representam a trindade da consciência: o não conhecer, o conhecer sem problema e o conhecer problemático. Em “Moby Dick”, trad. De Adalberto Rochsteiner e Monteiro Lobato – Cia. Editora Nacional, São Paulo, SP, 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CITAÇÕES COMPLEMENTARES   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milan Kundera:&lt;br /&gt;“No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Para Nietzsche  a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos. Se assim é, nossas vidas,sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda a sua explêndida leveza”  Em “A Insustentável Leveza do Ser”, pag. 11, trad. deTereza B. Carvalho da Fonseca, |Edit. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1983. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentil Ursino do Vale:&lt;br /&gt;“Uma das mais belas e edificantes tradições do cristianismo infelizmente está desaparecendo. Refiro-me aos presépios. Tinham eles o condão de impregnar de santa poesia as festividades do Natal, além de despertar, principalmente nas crianças, aquela devoção, aquele amor ao Menino Jesus”. Em “Escavações no Tempo” (pag. 104),Edit. Artes Gráficas Santo Antônio, Divinópolis, MG, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen W. Harwking:&lt;br /&gt;“Neste livro dei ênfase especiais às leis que governam a gravidade, porque é ela que configura a micro-estrutura do universo.” (pag. 235). “A teoria geral de Einstein da relatividade, baseando-se em si mesma, preveniu que o espaço-tempo começou com a singularidade do Big Bang e chegará a um fim também com a singularidade, o Big Crunch (se todo o universo entrará novamente em colapso) ou numa singularidade dentro de um buraco negro (se uma região local, como uma estrela, entrar em colapso” (pag. 163). Em “Uma Breve História do Big Bang aos Buracos Negros”, trad. De Maria Helena Torres, Ed. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelho de São João, cap. XII, vers. 24 e 25: “Em verdade vos digo que, se o grão de trigo que cai na terra nõ morrer, fica infecundo: mas se morrer, produz muito fruto”. Em epígrafe do romance “Os Irmãos Karamázovi”, de Dostoievski, trad. De Eurico Corvisséri, edt. Nova Cultural, Rio de Janeiro, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rainer Maria  Rilke:&lt;br /&gt;“Se a maternidade é a religião da mulher e a criação a do artista, o homem que no seja artista deve ter uma religião (...). A religião é a arte dos que nada criam” (pag. 17). Oh dizer que as próprias coisas nunca pensaram ser no íntimo..., pois não é recôndita astúcia desta terra calada incitar os amantes a sentirem como as coisas se encantam umas às outras?” (PAG. 141) Em “R, M, Rilke – Poemas”  - trad. De José Paulo Paes – &lt;br /&gt;Cia. Das Letras, São Paulo, SP, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soren Kierkegaard:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O desespero... essa enfermidade do eu: eternamente morrer, morrer sem todavia morrer, morrer a morte... (...) para que se morresse de desespero como duma doença, o que há de eterno em nós, no eu, deveria poder morrer,como o corpo morre de doença. Ilusão! No desespero, o morrer continuamente se transforma em viver. Quem desespera não pode morrer; assim como um punhal não serve para matar pensamentos, assim também o desespero, verme imortal, fogo inextinguível, não devora a eternidade do eu, que é o seu próprio sustentáculo” (pag. 199). Em “KIERKEGAARD – Os Pensadores”, trad. De Carlos Grifo , Maria José Marinho, Adolfo Casais Monteiro – Ed. Victor Civita – 1984, São Paulo, SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herbert Marcuse:&lt;br /&gt;“O papel predominante da sexualidade tem raízes na própria natureza do aparelho mental, tal como Freud o concebeu: se os processos mentais primários são governados pelo princípio do prazer, então aquele instinto que, ao atuar sob esse princípio, sustenta a própria vida, deve ser o instinto da vida’ (Pag. 42). Em “|Eros e Civilização”, trad. De Álvaro Cabral, Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1968.&lt;br /&gt;Shusaku Endo:&lt;br /&gt;“Com as palmas das mãos o homem alisou as cônicas curvaturas de seus seios várias vezes seguidas. Era evidente que ele estava vagarosamente absorvendo em suas mãos a maciez e a elasticidade. Suas palmas vagavam para a frente e para trás entre seus seios e a pequena noite de sombras entre suas pernas...” (pag.212). Em “Escândalo”, trad. De Maria Helena Torres, Edit. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermann Melville:&lt;br /&gt;“Falcões voracíssimos voavam mansos sobre minha cabeça, como se tivessem os bicos embainhado”.  (...) William Faulkner define os três personagens do romance: Ismael, &lt;br /&gt;Queequeg e Ahab: representam a trindade da consciência: o não conhecer, o conhecer sem problema e o conhecer problemático. Em “Moby Dick”, trad. De Adalberto Rochsteiner e Monteiro Lobato – Cia. Editora Nacional, São Paulo, SP, 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CITAÇÕES COMPLEMENTARES   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milan Kundera:&lt;br /&gt;“No mundo do eterno retorno, cada gesto carrega o peso de uma insustentável leveza. Para Nietzsche  a idéia do eterno retorno é o mais pesado dos fardos. Se assim é, nossas vidas,sobre esse pano de fundo, podem aparecer em toda a sua explêndida leveza”  Em “A Insustentável Leveza do Ser”, pag. 11, trad. deTereza B. Carvalho da Fonseca, |Edit. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1983. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentil Ursino do Vale:&lt;br /&gt;“Uma das mais belas e edificantes tradições do cristianismo infelizmente está desaparecendo. Refiro-me aos presépios. Tinham eles o condão de impregnar de santa poesia as festividades do Natal, além de despertar, principalmente nas crianças, aquela devoção, aquele amor ao Menino Jesus”. Em “Escavações no Tempo” (pag. 104),Edit. Artes Gráficas Santo Antônio, Divinópolis, MG, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stephen W. Harwking:&lt;br /&gt;“Neste livro dei ênfase especiais às leis que governam a gravidade, porque é ela que configura a micro-estrutura do universo.” (pag. 235). “A teoria geral de Einstein da relatividade, baseando-se em si mesma, preveniu que o espaço-tempo começou com a singularidade do Big Bang e chegará a um fim também com a singularidade, o Big Crunch (se todo o universo entrará novamente em colapso) ou numa singularidade dentro de um buraco negro (se uma região local, como uma estrela, entrar em colapso” (pag. 163). Em “Uma Breve História do Big Bang aos Buracos Negros”, trad. De Maria Helena Torres, Ed. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evangelho de São João, cap. XII, vers. 24 e 25: “Em verdade vos digo que, se o grão de trigo que cai na terra nõ morrer, fica infecundo: mas se morrer, produz muito fruto”. Em epígrafe do romance “Os Irmãos Karamázovi”, de Dostoievski, trad. De Eurico Corvisséri, edt. Nova Cultural, Rio de Janeiro, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rainer Maria  Rilke:&lt;br /&gt;“Se a maternidade é a religião da mulher e a criação a do artista, o homem que no seja artista deve ter uma religião (...). A religião é a arte dos que nada criam” (pag. 17). Oh dizer que as próprias coisas nunca pensaram ser no íntimo..., pois não é recôndita astúcia desta terra calada incitar os amantes a sentirem como as coisas se encantam umas às outras?” (PAG. 141) Em “R, M, Rilke – Poemas”  - trad. De José Paulo Paes – &lt;br /&gt;Cia. Das Letras, São Paulo, SP, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soren Kierkegaard:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O desespero... essa enfermidade do eu: eternamente morrer, morrer sem todavia morrer, morrer a morte... (...) para que se morresse de desespero como duma doença, o que há de eterno em nós, no eu, deveria poder morrer,como o corpo morre de doença. Ilusão! No desespero, o morrer continuamente se transforma em viver. Quem desespera não pode morrer; assim como um punhal não serve para matar pensamentos, assim também o desespero, verme imortal, fogo inextinguível, não devora a eternidade do eu, que é o seu próprio sustentáculo” (pag. 199). Em “KIERKEGAARD – Os Pensadores”, trad. De Carlos Grifo , Maria José Marinho, Adolfo Casais Monteiro – Ed. Victor Civita – 1984, São Paulo, SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herbert Marcuse:&lt;br /&gt;“O papel predominante da sexualidade tem raízes na própria natureza do aparelho mental, tal como Freud o concebeu: se os processos mentais primários são governados pelo princípio do prazer, então aquele instinto que, ao atuar sob esse princípio, sustenta a própria vida, deve ser o instinto da vida’ (Pag. 42). Em “|Eros e Civilização”, trad. De Álvaro Cabral, Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1968.&lt;br /&gt;Shusaku Endo:&lt;br /&gt;“Com as palmas das mãos o homem alisou as cônicas curvaturas de seus seios várias vezes seguidas. Era evidente que ele estava vagarosamente absorvendo em suas mãos a maciez e a elasticidade. Suas palmas vagavam para a frente e para trás entre seus seios e a pequena noite de sombras entre suas pernas...” (pag.212). Em “Escândalo”, trad. De Maria Helena Torres, Edit. Rocco, Rio de Janeiro, 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermann Melville:&lt;br /&gt;“Falcões voracíssimos voavam mansos sobre minha cabeça, como se tivessem os bicos embainhado”.  (...) William Faulkner define os três personagens do romance: Ismael, &lt;br /&gt;Queequeg e Ahab: representam a trindade da consciência: o não conhecer, o conhecer sem problema e o conhecer problemático. Em “Moby Dick”, trad. De Adalberto Rochsteiner e Monteiro Lobato – Cia. Editora Nacional, São Paulo, SP, 1957.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4749757527972009889?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4749757527972009889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4749757527972009889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4749757527972009889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4749757527972009889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/10/citacoes-complementares.html' title='Citações complementares'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-948871344963918403</id><published>2011-10-24T16:10:00.002-02:00</published><updated>2011-10-24T16:43:32.850-02:00</updated><title type='text'>Fatos e Pessoas, Eventualmente</title><content type='html'>Marilyn Monroe.&lt;br /&gt;Sempre pensei que ela mantivesse, iluminando a efervescência sensual uma boa parcela do componente anímico que eleva a sexualidade a um nível poético e não apenas frenético. Mas o que mais transparece em sua biografia é que ela era muito mais uma devoradora de homens do que uma encantadora de homens. Na condição de fã encantado pela beleza dela, sinto-me enganado com a imagem mais frequente dela: muito mais sobre a cama do que sob a câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Millôr Fernandes.&lt;br /&gt;Onde andará? Que falta ele faz na boa imprensa brasileira. Que ele iluminou desde os tempos da Revista O CRUZEIRO, de ótima memória. Lembro-me de uma piada que ele publicou  quando o tal de Sarney assumiu a presidência da república divulgando o slogan de que ia fazer um saneamento em todo o Brasil. A propósito o Millôr desenhou o mapa do Brasil em forma de um queijo com um rato de cada lado, um falando pro outro:”sarneia daí que eu sarneio daqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A DESEDUCAÇÃO.&lt;br /&gt;“A escola particular no Brasil é melhor do que a pública porque esta não pode dispensar o mau professor e aquela pode” – eis uma verdade bem dita por Gustavo Ioschape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CASA DA MÃE JOANA.&lt;br /&gt;Existem espantosos 25.000 cargos importantes no governo federal, criados na malévola era lula, à disposição de indicações políticas sem a obrigatoriedade de requisitos profissionais. Os amantes da vida mansa tornaram-se petistas sabendo de antemão do farto usufruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FILOSOFIA DO PILANTRA.&lt;br /&gt;Um colunista social talentoso, dinâmico e bem situado, de vez e quando desafinava, pregando abertamente a filosofia da Vaca: “cagando e andando”. Igualzinho alguns líderes de fachadas, que trepados em altos cargos mordômicos tanto mal faz a deus e a todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÍTALO CALVINO:&lt;br /&gt;“Só podemos pensar o mundo através de figuras humanas, de resmungos humanos. (...) O que nos interessa é o mosaico em que o homem está encaixado, o jogo de relações, a figura a ser descoberta entre os arabescos do tapete”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ITALO CALVINO DE NOVO:&lt;br /&gt;“Assim como o escritor não encontra alguma coisa absoluta, o cientista também tem a modéstia de considerar o resultado de seu trabalho como parte de uma série infinita de aproximações”.(As duas citações foram transcritas do livro “Assunto Encerrado – Discursos sobre Literatura e Sociedade”, trad. de Roberta Barni, Edit. Cia. Das Letras, São Paulo, SP, 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LARS Von TRIER, cineasta dinamarquês:&lt;br /&gt;“Se Deus criou a vida, ele a largou correndo por aí, sem pensar no fato de que criou seres que sabem que cada passo deles causa o sofrimento de uma planta, de um animal ou de um outro homem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ESTRELA DESNUDADA.&lt;br /&gt;Palavras de Marilyn Monroe, segundo Lars Von Trier: “Se você não agüenta o meu pior, não merece o meu melhor”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-948871344963918403?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/948871344963918403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=948871344963918403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/948871344963918403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/948871344963918403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/10/fatos-e-pessoas-eventualmente.html' title='Fatos e Pessoas, Eventualmente'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7534615269926918687</id><published>2011-09-12T08:50:00.002-03:00</published><updated>2011-10-24T16:43:32.872-02:00</updated><title type='text'>A Àrvore dos Sonhos</title><content type='html'>A ÁRVORE DOS SONHOS (*)    -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia a árvore dos sonhos inopinados&lt;br /&gt;Desabou na cabeça de GTO,&lt;br /&gt;Que rachou para vazar&lt;br /&gt;O ouro das dívidas e das imaginações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dança dos ícones nas gravuras parietais,&lt;br /&gt;a agoniada prateleira dos ex-votos,&lt;br /&gt;o balaio das miniaturas e das ampliações,&lt;br /&gt;a escalação dos totens, manipansos e penitentes,&lt;br /&gt;a montanha devocional das tribos indígenas,&lt;br /&gt;as efígies serôdias de Assubarnipal e de Araribóia,&lt;br /&gt;os perfis enfiados dos heróis da história-pátria,&lt;br /&gt;os ritos de passagem dos velhos arraiais,&lt;br /&gt;a acrobática peleja grupal dos roceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As entidades espirituais escorregam de suas mãos&lt;br /&gt;em sombria, quase opaca luz dos transes&lt;br /&gt;que animam os traços e relevos da matéria-prima.&lt;br /&gt;Assim,&lt;br /&gt;da fratura dos troncos avermelhados saltam&lt;br /&gt;os guerreiros corporais nas rodas e labirintos,&lt;br /&gt;as etnias as classes as mandalas os orobolos,&lt;br /&gt;os símbolos imemoriais de nossa caminhada.&lt;br /&gt;E assim ele tenta regressar à pureza&lt;br /&gt;Que o quer, mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro dia os galhos da árvore&lt;br /&gt;atávica&lt;br /&gt;brotam em suas mãos primitivas e criadoras.&lt;br /&gt;Assim&lt;br /&gt;ele pode sacudir a sina – e para não endoidecer&lt;br /&gt;nas horas traumáticas do dia-a-dia,&lt;br /&gt;ele expulsa os demônios do corpo:&lt;br /&gt;é assim que mergulha na pureza para saber&lt;br /&gt;que não existe erro na face da terra,&lt;br /&gt;diuturnamente iluminada na renovação da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)  -  Poema (agora revisto) publicado no Suplemento Literário do jornal “Minas Gerais” em 02\06\1973. dá título e faz abertura de um filme de Carlos Augusto Calil e&lt;br /&gt; Lauro Escorel Filho, de 1978, sobre a obra do escultor GTO (Geraldo Teles de Oliveira).&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7534615269926918687?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7534615269926918687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7534615269926918687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7534615269926918687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7534615269926918687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/09/arvore-dos-sonhos.html' title='A Àrvore dos Sonhos'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-24789562050306530</id><published>2011-08-26T14:54:00.000-03:00</published><updated>2011-08-26T15:53:06.702-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VALE VERDE  (x)   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio volumoso dos mimos e quimeras.&lt;br /&gt;O barulho esvoaçante na brisa oportuna.&lt;br /&gt;O negrume translúcido das névoas fugazes.&lt;br /&gt;O arvoredo diáfano a oxigenar a memória.&lt;br /&gt;Um azul transparente e retroativo.&lt;br /&gt;O verde salutar nas entrelinhas dinâmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As melodias implícitas nas moitas e coivaras.&lt;br /&gt;A flor da água nos recantos lacustres.&lt;br /&gt;E ao longo das casas e dos jardins entrelaçados&lt;br /&gt;das folhas&lt;br /&gt;diversificadas&lt;br /&gt;nas trigueiras árvores dos arredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui e agora, lá e depois:&lt;br /&gt;a fusão das cores acinzentam a paisagem&lt;br /&gt;mimética&lt;br /&gt;em lentos e airosos sussurros...&lt;br /&gt;É ver e amar prontamente.&lt;br /&gt;É deitar e dormir prontamente&lt;br /&gt;no começo, no meio e no fim&lt;br /&gt;dos sonhos pretéritos e proféticos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flores despedaçam da conhecida realidade&lt;br /&gt;e de repente o chão é um outro jardim&lt;br /&gt;e o sol é uma lua diurna,&lt;br /&gt;Alma de uma quietude risonha,&lt;br /&gt;que se desprende da mata fechada para harmonizar&lt;br /&gt;outras alegrias no descampado,&lt;br /&gt;muito à vontade nas asas da clorofila e ao embalo&lt;br /&gt;da fotossíntese,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suscitando a algazarra das maitacas,&lt;br /&gt;os monólogos e duetos da passarada.&lt;br /&gt;E nas proximidades&lt;br /&gt;o sol e a lua trocam beijos numa carícia&lt;br /&gt;sobre-humana,&lt;br /&gt;a favor da realidade vitalícia dos seres&lt;br /&gt;até então imperecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) – Dedicado aos queridos Paulo Barreto e Layla Lima, moradores no lugar emblemático do Município de Valinhos – SP.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-24789562050306530?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/24789562050306530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=24789562050306530' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/24789562050306530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/24789562050306530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/vale-verde-x-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8709446224065663787</id><published>2011-08-22T21:40:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T21:41:46.552-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>NOTAS INSÓLITAS E CORRIQUEIRAS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Faria um grande bem ao povo brasileiro o legislador que conseguisse a aprovação e a praticabilidade de uma lei considerando ilegal a profissão dos empresários que manobram o futebol profissional no País, rebaixando sua qualidade aos níveis abaixo dos aplausos dos torcedores apaixonados. Estes são unânimes em reconhecer o estado lastimável do futebol que se vê hoje nos estádios desolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me na distância dos anos 40 da merecida fama de Leônidas e Domingos da Guia - e depois, em crescente aperfeiçoamento nas décadas seguintes, das técnicas e artes de estrelas consagradas: Danilo, Ademir, Castilho e depois a floração de craques como o Rubens, o Djalma Santos, o Newton Santos, Gerson, Pelé, Tostão, Dirceu Lopes, Garrincha, Raul – e mesmo nos tempos mais recentes as incríveis habilidades do Ronaldo Fenômeno, o Renato Gaúcho, o Zico, o Alex (do Cruzeiro) o Rivaldo. E agora? Nota-se que a arte futebolística tem descambado para o jogo sem graça, beirando ás “peladas” amadoras. O melhor futebol brasileiro está morto e mal-enterrado – esta é a opinião quase unânime dos entendidos. E qual é a causa do descalabro? Está na cara (como se diz): quem está transformando o nosso futebol num comércio espúrio e nefasto é esse tipo de negociador sem alma chamado EMPRESÁRIO, que, de conluio com os diretores dos clubes profissionais faz o que os políticos desonestos estão fazendo com a vida pública e as fontes do erário: 40% mais ou menos para o Diretor, 40% para o Empresário e o restante para os “inocentes” jogadores vaiados incessantemente pelos torcedores malogrados. LEI PARA OS TRANSGRESSORES, senhores legisladores!!!!!!!!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Viver é tudo na Vida, tudo o mais é luz de candeia ao sol – dizia James Joyce, justificando o próprio desregramento comportamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – O mundo de 2011 está com a população de 7 bilhões de pessoas. Precisa de uma nova revolução agrícola, gerar mais energia e uma nova tecnologia verde. Quem se habilita? Tivemos em 1710 a invenção da máquina a vapor; em 1757 Pasteur descobre nas bactérias as causas de muitas doenças; em 1899 a invenção da aspirina; em 1927, o primeiro antibiótico, a penicilina; em 1954, o código hereditário é descoberto – a estrutura do DNA e a revolução genética; em 1994 é liberado o uso dos transgênicos (novo tipo de tomate, etc); 1996, a clonagem da Ovelha Dolly.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – O livro machuca o leitor quando, primeiro, machuca o autor (James Baldwin).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5- Se gosto muito de uma idéia é porque ela é realmente boa e incapaz de fazer qualquer mal à minha pessoa. Então devo deixá-la em paz. Assim raciocina o cientista Carl Sagan, que acrescenta (em minha livre-tradução): devo procurar alimentar, debater, esmiuçar, estudar a idéia que me importuna, que me desafia, que me faz algum mal. Alguma luminosidade, ou seja, algum ponto de vista novo pode estar a caminho de uma concepção valiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – O medo de coisas invisíveis é a semente natural daquilo que todo mundo, em seu íntimo, chama de religião (Thomas Hobges, em 1651).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – Sem se arrogar como dono da verdade, Carl Sagan põe em dúvida a tese religiosa de que as Escrituras sejam de inspiração divina. Nenhuma delas, ele assegura, “parecem levar realmente em consideração a grandiosidade, a magnificência, a sutileza e a complexidade do UNIVERSO revelado pela Ciência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – A ilusão de ótica.&lt;br /&gt;Carl Sagan considera que as semelhanças entre os seres vegetais e animais podem não ser meras coincidências. “As plantas e os animais que sugerem um rosto podem ter mais chances de não serem devorados por criaturas com rostos”. O bicho-pau parece um graveto, corais lembram mãos, brotos de castanha apresentam rostos sorridentes, enormes olhos podem ser vistos nas asas de mariposas – e muitos insetos e animais são inidentificáveis no meio da vegetação silvestre, e assim evitam ataques de possíveis adversários. A cobra verde é invisível no meio da vegetação e tanto a relva como o cisco e a folhagem escondem bichos, pássaros, serpentes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8709446224065663787?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8709446224065663787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8709446224065663787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8709446224065663787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8709446224065663787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/notas-insolitas-e-corriqueiras-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4474895424527344911</id><published>2011-08-22T21:34:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T21:37:14.455-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PRIMÓRDIOS DE DIVINÓPOLIS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual região do Município esteve subordinada ao poder político nos períodos de:&lt;br /&gt;1711 a 1744 à Villa de Sabará dos Rio das Velhas  - 33 anos.&lt;br /&gt;1744 a 1758 à Villa de São José dos Rio das Mortes (Tiradentes) – 14 anos.&lt;br /&gt;1758 a 1847 à Villa de Pitangui – 89 anos.&lt;br /&gt;1847 a 1911 à Villa de São Bento do Tamanduá (Itapecerica) – 64 anos.&lt;br /&gt;Total: 200 anos. Período da emancipação: 100 anos. Total geral: 300 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira “entrada” no território do centro-oeste de Minas aconteceu muito depois de 1711, através dos imigrantes de Sabará pela região de Carmópolis (Japão Grande) e Cláudio, sem atravessar o Rio Pará e contornando o Rio Boa Vista que deságua no Rio Itapecerica nas proximidades de Divinópolis até onde está situada a reunião dos bairros São João de Deus e Niterói nos altos do Morro das Antenas de TV, onde os mineradores e tropeiros arranchavam-se, construindo suas casinholas na descida para o Rio Itapecerica, cuja travessia só era possível através de barcos, no lugar onde hoje situa o bairro do Porto Velho, que obteve esse nome depois que a travessia passou a ser  nas imediações das itapecericas (trecho encachoeirado), ou seja, no porto novo do Niterói (que ganhou esse nome por causa dão enorme lago que existia onde hoje é toda a extensão do parque da ilha, que evocava a cidade beira-mar vizinha do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra “entrada” pelos forasteiros de Pitangui aconteceu depois de 1758 através da região aurífera da Serra Negra. Lugar em que o fundador da cidade, Manuel Fernandes Teixeira, possuía terrenos que vinham até onde ele construiu a Capela do Divino Espírito Santo e constituiu o patrimônio da mesma, doando toda a extensão da que é hoje a área urbana central da cidade. É bom lembrar que tanto de Sabará como de São José Del Rei partiam as  picadas e caminhos para Pitangui e Tamanduá. Existiam as rotas dos tropeiros para as idas e voltas ao Porto de Paraty, no Rio de Janeiro, que atravessavam as regiões, principalmente em Carmópolis no ponto anterior à nascente do Rio Pará, que só vai emendar-se com o Itapecerica no outro lado do Arraial das Pecericas, na Cachoeira do Caixão, depois da atual Barragem do Gafanhoto. As viagens dos tropeiros visavam levar carne e toucinho salgados, cachaça e rapadura, para exportação e trazer os importados: macarrão, tecidos, remédios, querosene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Fernandes Teixeira (que não tem nada a ver com o nome de Candidés) fez a doação do terreno para o patrimônio e construiu a Capela do Divino em 1770. Suas terras vinham da Serra Negra até as áreas que hoje dividem com os municípios de São Sebastião do Oeste, Carmo do Cajuru, São Gonçalo do Pará, Perdigão e Pedra do Indaiá. As terras não foram recebidas através de Sesmarias, mas através de compras e de apropriação de terras devolutas, contíguas. No mesmo ano o Conde de Valadares, então chefe do governo provincial, escreveu ao Vigário de Pitangui sobre os “entrantes” do Rio das Mortes na nossa região: “são bastantes pessoas e as fiz arranchar nestas partes, mandando que todos concorressem para o estabelecimento de uma igreja em cada um dos lugares onde se congregassem e, assim se tem conseguido”. Isso porque o ouro, nas regiões dos Rios das Velhas e das Mortes, estavam minguando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Fernandes Teixeira morreu em 1783, deixando 12 filhos, 4 dos quais nascidos antes do matrimônio com Dona Maria Alves Ferreira, natural de Onça do Pitangui. Não consegui saber onde e quando nasceu, apenas sua procedência, em idade adulta, de Pitangui. Existiu um sertanista na Bahia por volta de 1680, que talvez tenha sido o pai dele, já que era costume batizar o filho com o nome do pai – que possuía o mesmo nome, assim como o filho de nosso personagem, que também se chamava Manuel Fernandes Teixeira. Um mistério a ser desvendado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito a oportunidade deste artigo para levantar um protesto contra a injustiça política da cidade: Manuel Fernandes Teixeira bem que merece uma homenagem póstuma além da simples nomeação de uma ruazinha da cidade no bairro Santa Lúcia com apenas três casas possuidoras de telefones. E também o nome do Engenheiro José Berredo, que demarcou, arquitetou e dirigiu a construção das largas e belas ruas do centro da cidade mereceu até agora apenas a simples nomeação de uma ruazinha no mesmo bairro, com duas casas possuidoras de telefones. Que a justiça seja feita, ora, pois.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4474895424527344911?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4474895424527344911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4474895424527344911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4474895424527344911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4474895424527344911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/primordios-de-divinopolis-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7245523599739505718</id><published>2011-08-22T21:32:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T21:34:26.622-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>NOVA SERRANA – DOS PÉS Á CABEÇA.   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente o que propicia e define a riqueza material de uma cidade é a sua capacidade (potencialidade) produtiva nos vários ramos de negócios de uma sociedade humana de rentabilidade equilibrada. Itapecerica marcou época histórica em virtude de suas pródigas jazidas auríferas – e hoje conta com a produção do grafite como outra importante referência econômica. Itaúna e Pará de Minas cresceram e continuam crescendo graças ao dinamismo de seus habitantes que sabem explorar as potencialidades agrárias. Divinópolis e Nova Serra optaram pela logística do aproveitamento geográfico de polarização regional – que facilita o emprego da mão de obra e o escoamento da produção industrial (calçadista em Nova Serra e do vestuário em Divinópolis). Assim é, ao que me parece: Nova Serrana e Divinópolis, dois pólos em constante ascensão em todos os sentidos - e não apenas no que se refere à riqueza material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divinópolis desfruta de um bom renome cultural graças aos talentos criativos individuais, que ao longo do tempo configuram na paisagem dinâmica do materialismo o clarão necessário da espiritualidade através da cultura livresca. Dispomos aqui de bons órgãos de divulgação e, principalmente os inequívocos expoentes da criatividade artística. Entre os quais posso citar Petrônio Bax, GTO, Túlio Mourão, Sebastião Benfica Milagre, Osvaldo André de Mello, Jadir Vilela, Mauro Corgozinho Raposo, Carlos Antônio Lopes, Mercemiro de Oliveira, Carlos Altivo, Adélia Prado e tantos outros de notáveis capacidades. Uma riqueza inexpugnável, um padrão de sensibilidade e de moralidade, uma tábua de valores inerentes à salubridade vital no esfacelado planeta em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Nova Serrana? Conheço a cidade e admiro o dinamismo e a coerência dos habitantes, que buscam a felicidade conciliando o rigor do trabalho com o prazer da recreação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor Luciano de Assis (alpharrabio-ns@hotmail.com) esteve, cordialmente, em minha casa e deixou, como belos e valiosos presentes, exemplares de cinco números (ano 3, números 16 a 20) do “Franzine ENTRE ASPAS – Informativo sócio-cultural e literário de Nova Serrana”, publicações muito bem cuidadas, repletas de textos de boa qualidade, assinadas por autores novos e promissores, entre os quais cito Bianca Fernanda, Rita Lamounier, Valter Júnior, Laísa Andrade, Vall Duarte, Maria Helena, Carlinhos Colé, Carla Cardoso, Jocó Lucas, Leandro Caetano, Evaldo Silva e o mencionado Luciano de Assis, responsável pela paginação e pelos editoriais concisos e esclarecedores. Ele (Luciano) deixou comigo, outro belo presente, o exemplar autografado do livro de sua autoria “LENDAS URBANAS – Histórias Que o Povo Conta”, portador de uma leitura deliciosa e instigante, que pretendo ler a seguir. As edições do “Entre Aspas” apresentam textos de linguagem escorreita e ao mesmo tempo legível. Um vocabulário invulgar, significativo, a gramática enriquecendo o estilo às vezes discursivo, às vezes poético. Uma tônica literária predomina - e não  simples exercícios passageiros. Toda a forma e todo o conteúdo a prometerem fecundas incursões. Contos, crônicas e poemas sóbrios, legíveis, cheios de vida cotidiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na introdução de seu conjunto de “Lendas Urbanas” (Editora Virtual Books). o Luciano escreveu: “Uma antiga tragédia italiana narra a história de dois jovens, que por puro capricho de seus pais foram impedidos de ficar juntos. Mas a paixão, a coragem e a determinação de ambos, tomados pela emoção, pelo amor e o desejo de não se separar, encontraram na morte uma forma de ficarem juntos para sempre.&lt;br /&gt;Esta não é só uma linda história de amor, narrada por Willian Shakespeare, trata-se de uma  das mais antigas lendas urbanas da Itália, relatada ao mundo pelos versos de um escritor”. Bem haja, pois.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7245523599739505718?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7245523599739505718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7245523599739505718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7245523599739505718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7245523599739505718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/nova-serrana-dos-pes-cabeca.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6516150433237248103</id><published>2011-08-22T21:29:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T21:32:17.008-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ENCONTROS DAS ALMAS  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No circo que é o Mundo e na tragi-comédia que é a Vida, o escritor James Joyce é o malabarista da linguagem e ao mesmo tempo bandido e herói da ação romanesca. Sabia alvejar a finalidade mas não conseguia caminhar a não ser cambaleando em linhas curvas. Para ele deus e o demônio eram apenas cordas frágeis nos dois lados da pinguela. Precisava virar-se do avesso (embebedar-se, alienar-se) para conseguir a passagem interminável para um destino volúvel. É assim que percebo a figura do escritor mais polêmico do século 20 sob as astutas lentes da biógrafa Edna O’Brien mo legível, contido, explicito livro publicado pela Editora Objetiva, RJ, 2001. Da leitura assimilo algumas das intrigadas proposições: a mulher é mais presciente (pág. 100); o ciúme é para homens menores (pág. 120); o Estado é Concêntrico e o Homem é Excêntrico (pág. 172); sentia como se tivesse perdido a chave do próprio inferno (pág. 179); o escritor é quem mais sente a dor humana (pág.184) – e assim ela (Edna) vai pelas páginas, de caniço e samburá. A beleza das estrelas aumenta na medida que são mais estudadas. É assim mesmo (eu como velho leitor já sabia) que espicha indefinidamente o fluxo mental e de consciência dele, a influenciar mundo afora uma nova postura literária diante da Vida e do Mundo. (Ver mais a respeito do assunto em meu blog (http://lazarobarreto.blogspot.com) – o artigo que escrevi em 1965, quando ainda morava em Marilândia, com o título de ULISSES de James Joyce).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem Não Comparece ao Encontro de Duas Almas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura brasileira&lt;br /&gt;está ferida mortalmente em sua fluência&lt;br /&gt;por duas lâminas afiadas:&lt;br /&gt;- o pragmatismo da mídia&lt;br /&gt;- o corporativismo universitário.&lt;br /&gt;É melhor dizer logo:&lt;br /&gt;Ou você tenha luz própria&lt;br /&gt;(seja um cara famoso e rentável)&lt;br /&gt;ou tenha livre trânsito nas cátedras e academias&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;possa dar e receber bolsas à mão cheia.&lt;br /&gt;Caso contrário,&lt;br /&gt;seu livro não sairá da gaveta,&lt;br /&gt;seus poemas envelhecerão&lt;br /&gt;no ineditismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet Corrompe o Cérebro?&lt;br /&gt;“As pesquisas mostram que nossa vida on-line é capaz de afetar a neuroquímica de nosso cérebro”. – Sherry Trukle, psicóloga norte-americana. “A memória fora do cérebro não é igual a memória dentro do cérebro. O que guardamos na cabeça nos permite fazer associações, conexões, aprofundar o conhecimento, elaborar reelaborar. É isso que nos torna únicos”.  – Nicholas Can, escritor norte-americano. “Com a rede, o nosso conhecimento está mais amplo, mas mais superficial”. – Idem, idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relações Humanas.&lt;br /&gt;Na insônia o pensar obsessivo não mata, mas prolonga a agonia.&lt;br /&gt;O sexo só afeta a saúde, negativamente, quando desperta desejos mórbidos.&lt;br /&gt;O ciúme é mesmo o monstro de olhos verdes? Não, nada disso. É o monstro de olhos fuzilantes e ferinos, vermelhos em brasa, afugentando aos gritos e açoites o espírito do prazer físico. É o desmancha-prazer dos namorados e cônjuges em todas as épocas e lugares. Uma besteira descomunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevendo (muito bem) sobre o relacionamento marido-esposa no final do século passado, a escritora Mary Del Priore, observa : “a postura mais responsável da mulher era comprovada pelas autoridades brasileiras. Quando uma família recebia um lote em bairros populares, o titulo de propriedade ia para ela e não para ele. A experiência demonstrou que, com muita freqüência, o pai seria capaz de vender o lote por uns trocados e ir embora. Já a mulher, com garras de leoa, protegia o abrigo da família”. Pura verdade.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6516150433237248103?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6516150433237248103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6516150433237248103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6516150433237248103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6516150433237248103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/encontros-das-almas-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7661929121901277123</id><published>2011-08-22T21:26:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T21:29:04.512-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CITAÇÕES NECESSÁRIAS - Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadine Gordimer:&lt;br /&gt;“Aos setenta e cinco anos um homem fica proibido de jogar o tempo fora, principalmente se há muitas, muitas coisas, até doer, a passar para o papel. Trabalho enorme” (pág.163). “Lembre-se de Caim e Abel, os dois irmãos fizeram suas devoções e cada um ofereceu em oblação os produtos de seus trabalhos. Caim, sendo agricultor, sacrificou os frutos e os cereais, enquanto o pastor Abel ofereceu cordeiros e sua gordura. Ora, Jeová virou as costas às oferendas de Caim e aceitou às de Abel. Por quê? Por qual razão? Não vejo senão uma: porque Jeová detesta legumes e adora carne! Sim, o Deus que adoramos é decididamente carnívoro!” (págs. 210/211). Em “CONTANDO HISTÓRIAS” – Trad. de José Rubens Siqueira, Laura Barreto e Moacir Antônio. Cia das Letras, S. Paulo, SP, 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;William Faulkner:&lt;br /&gt;“Ele era como a imagem do morcego cego pela luz de seu próprio tormento, que foi jogado pela violenta luz demoníaca para a terra, tendo vivido lá debaixo da crosta terrestre, e daí em diante sofrendo um retrocesso, uma reversão” (pág.156). “Eu não estou ouvindo nada sobre uma jovem, uma virgem; estou ouvindo falarem de algo sobre um campo virgem e estreito, delicado e cercado, já arado e disposto em canteiros, de forma que tudo o que eu preciso fazer é deixar a semente cair nele e acariciar a suavidade novamente” (pág. 294). Em “ABSALÃO, ABSALÃO”, Trad. de Sônia Régis – Edit. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1981.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigmund Freud:&lt;br /&gt;“...Está longe da finalidade de um sonho produzir tentativas de solução para as tarefas da vida. Os sonhos são apenas uma forma de pensar; jamais se pode alcançar uma compreensão dessa forma tomando como ponto de referência o conteúdo dos pensamentos; somente uma apreciação do trabalho dos sonhos nos levará a essa compreensão” (pág.93). “Os sonhos trazem à luz material que não pode ter-se originado nem da vida adulta de quem sonha nem de uma infância esquecida. Somos obrigados a considerá-lo parte da “herança arcaica” que uma criança traz consigo ao mundo, antes de qualquer experiência própria, influenciada pelas experiências de seus antepassados. Descobrimos a contrapartida desse material filogenético nas lendas humanas mais antigas e em costumes que sobreviveram. Dessa maneira, os sonhos constituem uma fonte da pré-história humana que não deve ser menosprezada”. Em “CINCO LIÇÕES DE PSICANÁLISE” (seleção de Jayme Salomão) – Abril Cultural – São Paulo, SP, 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cyro dos Anjos:&lt;br /&gt;“O sertão estraga as mulheres e a pobreza as consome. Mas, devastação maior lhes causa  porventura a nossa imprudência, ao cotejar com a realidade as invenções de uma desenfreada fantasia. A lagoa foi drenada e convertida em pasto. Como se pode suprimir uma lagoa? Como se pode cortar uma árvore? É como se destruíssemos algo humano, vivo, fremente” (pág. 73). Em “O AMANUENSE BELMIRO”, Edit. José Olimpio, Rio de Janeiro, 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Luis Borges:&lt;br /&gt;“Um livro não deve requerer um esforço, a felicidade não deve exigir esforço. Emerson afirma que uma biblioteca é uma espécie de câmara mágica. Nesse gabinete estão sob o efeito de um encantamento os melhores espíritos da humanidade, que esperam a nossa palavra para sair da sua mudez. Temos que abrir o livro, e eles então despertam”. Em “BORGES ORAL” – Trad. de Rafael Gomes Felipe.Edit. VEJA, Lisboa, Portugal, 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaime Prado Gouvêa:&lt;br /&gt;“Em volta do salão, as mulheres ficavam esperando, sentadas numa fila de poltronas, como num cinema, a chegada de Colibri. Quando ele surgia na porta principal, as luzes lá de fora projetando seu vulto sobre todos, a orquestra começava a tocar a “Valsa do Imperador”, tema preferido do rei da noite, que no uso da plena majestade adentrava finalmente o recinto e se encaminhava soberbo até a primeira mulher, tirava-a delicadamente e iam rodopiando até a mesa de um freguês. E assim com todas elas, abrindo a noite.” Em “FICHAS DE VITROLA &amp; OUTROS CONTOS” (PÁG. 83) – Edit. Record – Rio de Janeiro, 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umberto Eco:&lt;br /&gt;“Mergulhei na contemplação da natureza, procurando esquecer os meus pensamentos... Como era belo o espetáculo da natureza não tocada ainda pela sabedoria, frequentemente perversa do homem!” (pág. 325) Em O NOME DA ROSA – Trad. de Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de Andrade, Edit. Record, Rio de Janeiro, 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osvaldo André de Mello:&lt;br /&gt;“TRAÇO DE COMUM SOBRESSALTO&lt;br /&gt;os sinais de nova goteira    o reboco se desfazendo&lt;br /&gt;uma tábua se desprega&lt;br /&gt;sobressaltos cotidianos para os zeladores&lt;br /&gt;e guardiões das chaves&lt;br /&gt;das velhas igrejas de Minas”.&lt;br /&gt;Em “ILUSTRAÇÕES” (PAG. 53) – Edição DAZIBAO, Divinópolis, MG, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7661929121901277123?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7661929121901277123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7661929121901277123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7661929121901277123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7661929121901277123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/citacoes-necessarias-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7330784521761998233</id><published>2011-08-22T21:23:00.001-03:00</published><updated>2011-08-22T21:25:50.847-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CITAÇÕES IMPRESCINDÍVEIS  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marguerite Yourcenar:&lt;br /&gt;“A beleza feminina. Anacreonte é bom poeta e Sócrates um homem de indiscutível estatura ética e intelectual, mas não compreendo em absoluto que se renuncie aos tenros e róseos contornos da carne, aos abundantes corpos tão diferentes dos nossos nos quais se penetra como conquistadores que entrassem numa cidade florida e para eles engalanada”. Em “A Obra em Negro”, trad. de Ivan Junqueira, edit. Rio-Gráfica, 1986, Rio de Janeiro, RJ.&lt;br /&gt;Assis Brasil:&lt;br /&gt;“Aristóteles já tinha desenvolvido um importante sistema filosófico que, segundo ele, abarcaria todo o conhecimento humano, a partir mesmo da idéia, algo misteriosa e esteticamente bela, de que a Natureza, para alcançar sua plenitude criativa, almejava alcançar também o pensamento e a inteligência: a matéria – bruta? inanimada? – se transformando em elevado desígnio”. Em “Bandeirantes – Os Comandos da Morte”, vol. I – Edit. Imago, RJ, 1999.&lt;br /&gt;Gaston Bachelard:&lt;br /&gt;“A sublimação, na poesia, desapruma a psicologia da alma terrestremente infeliz. A poesia tem uma felicidade que lhe é própria, qualquer que seja o drama que ela seja levada a ilustrar... Trata-se de passar, fenomenologicamente, as imagens invividas, que a vida não prepara, mas o poeta cria e faz viver o invivido ao se abrir um espaço na linguagem”. Em “Fragmentos de Uma Poética do Fogo”, tradução de Norma Telles, edit. Brasiliense, 1990, São Paulo, SP.&lt;br /&gt;Georg Steiner:&lt;br /&gt;“Um crítico não tem acesso a certas generosidades da imaginação às quais um artista tem direito” (pág.239). “A cultura é uma força humanizadora, as energias do espírito são passíveis de transferência para o comportamento” (pág. 15). “Os filósofos sabem que estão usando a linguagem para purificar a linguagem, como os lapidadores usam o diamante para facetar outros diamantes” (pág. 38). “Agora as Sereias tem uma arma ainda mais fatal do que as canções”, escreveu Kafka nas Parábolas, “ou seja, o silêncio” “ E, embora por certo isso jamais tenha acontecido, ainda assim é possível que alguém tenha escapado do canto das sereias, mas de seu silêncio, certamente, jamais”. Em “Linguagem e Silêncio”, trad. de Gilda Stuart e Felipe Rajabally, edit. Cia. das Letras, 1988 – São Paulo, SP.&lt;br /&gt;Anton Tchecov:&lt;br /&gt;“Suas leituras semelhavam algo como se ele estivesse boiando no mar, entre os destroços de um navio naufragado, e, querendo salvar sua vida, se agarrasse convulsivamente ora a um destroço, ora a outro” (pág. 91). Em “A Aposta e Outros Contos” – trad. de Fatiana Belinsky, Aurélio Buarque de Holanda e Paulo Rónai, Ediouro, RJ, 1993.&lt;br /&gt;Gregório de Matos:&lt;br /&gt;“Carregado de mim ando no mundo,&lt;br /&gt;e o grande peso embarga-me as passadas,&lt;br /&gt;que como ando por vias desusadas,&lt;br /&gt;faço o peso crescer, e vou-me ao fundo” (pág. 28). Livraria AGIR Editora, São Paulo, SP, 1985.&lt;br /&gt;Walt Whitman:&lt;br /&gt;As palavras dos verdadeiros poemas dão-vos mais do que poemas:&lt;br /&gt;dão-vos com que compor os vossos próprios poemas, religiões,&lt;br /&gt;          política, guerra, paz, contos, ensaios, vida cotidiana&lt;br /&gt;          e tudo mais,&lt;br /&gt;dão balanço de castas, cores, raças, credos e sexos,&lt;br /&gt;não procuram belezas, são procurados - sempre em contato com eles ou bem próxima deles segue a beleza,&lt;br /&gt;desejosa, ansiosa, enamorada”. Em “Folhas de Relva”, trad. de Geir Campos – edit. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1964.&lt;br /&gt;Millôr Fernandes:&lt;br /&gt;“Na hora da fome todo revolucionário acaba aceitando uma boa sopa reacionária”. “Tenho quase certeza de que uma vez, no Meyer, em certa noite de tempestade, fui barbaramente assassinado. Mas isso foi há muito tempo”. “Brasilia: o maior crime político cometido contra o Brasil”. “Brasília prova que os países também se suicidam.” “Deus foi muito bem sucedido no Brasil. Mas fracassou totalmente nos brasileiros”. “Pouco a pouco o carnaval se transfere para Brasília. Brasília já tem, pelo menos, o maior bloco dos sujos”. “Sou um homem acima de qualquer corrupção das que já me ofereceram até hoje”. “Todo mundo é fascinado por estrela cadente. Ninguém por estrela caída”. Em “A Bíblia do Caos” – edit. L&amp;PM Pocket, 1994, Porto Alegre, Rj.&lt;br /&gt;Philip Roth:&lt;br /&gt;“Nascemos inocentes”, a moça escreve, “sofremos terríveis desilusões antes de ganharmos experiência e, depois, tememos a morte... e nos são concedidos apenas fragmentos de felicidade para compensar o sofrimento”. Em “O Professor de Desejo” – trad. de Gabriella Mendonça Taylor, edit. Círculo do Livro, São Paulo, SP. 1977.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7330784521761998233?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7330784521761998233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7330784521761998233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7330784521761998233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7330784521761998233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/citacoes-imprescindiveis-lazaro-barreto_22.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5193009857035641500</id><published>2011-08-22T21:21:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T21:23:28.937-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CITAÇÕES ESPONTÃNEAS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T. S. Eliot:&lt;br /&gt;“Passos assustados na escada. À luz&lt;br /&gt;do fogo, sob a escova, seus cabelos&lt;br /&gt;eriçavam-se em agulhas flamejantes,&lt;br /&gt;inflamavam-se em palavras. Depois,&lt;br /&gt;em selvagem quietude mergulhavam” (pág. 93).&lt;br /&gt;Em “POESIA” – tradução de Ivan Junqueira, Edit. Nova Fronteira, Rio de Janeiro1981.&lt;br /&gt;Patrícia Melo:&lt;br /&gt;“Era só aparecer uma babá que o homem deixava o trabalho de lado. A babá daquela manhã era horrível, gorda como um armário de parede, e mesmo assim ele estava bem animado. A verdade é que uma mulher pode ser feia, um traste, bunda enorme, pernas cabeludas, cara de macaco, dentes podres, tem sempre um homem disposto a comê-la. Sempre.” Em “Valsa Negra” (pág. 210), Cia. das Letras, São Paulo, SP, 2003.&lt;br /&gt;Tom Wolf:&lt;br /&gt;Baudelaire dizia que na arte já não bastava a abordagem imemorial, clássica e espiritualmente elevada; para captar a beleza da vida moderna, o artista tinha que saber combinar o sublime com o intensamente real, os petits faits vrais do aqui e agora de Stendhal” (pág. 191). Em “Ficar Ou Não Ficar”, trad. de Paulo Reis, Rocco, Rio de Janeiro, 2001.&lt;br /&gt;Petrarca:&lt;br /&gt;“Quantas vezes em vão tentei louvar-te;/ pois permanece a voz dentro do peito./ Que voz pudera ter tão alto efeito?/  É vão o meu esforço, vã minha arte;/ o plectro rude e o pouco nobre engenho/ caem vencidos ao primeiro empenho” (pág. 21). Em “Poemas de Amor de Petrarca”, trad. de Jamil Almansur Haddad, Edit.  Ediouro, Rio de Janeiro, 1998.&lt;br /&gt;J.M. Coetzee:&lt;br /&gt;“Como será, ser avô? Como pai não foi muito bem sucedido, apesar de ter tentado com mais afinco que a maioria. Como avô provavelmente ficará abaixo da média também. Faltam-lhe as virtudes dos velhos: serenidade, gentileza, paciência. Mas talvez essas virtudes venham quando outras virtudes se vão: a virtude da paixão, por exemplo. Tenho de dar uma olhada em Victor Hugo de novo, o poeta-avô. Talvez possa aprender alguma coisa” (pág. 244)  em “Desonra”, trad. de José Rubens Siqueira – Cia. das Letras, S. Paulo, SP. 2000.&lt;br /&gt;Miguel de Cervantes:&lt;br /&gt;Dos conselhos que deu Dom Quixote a Sancho Pança: “Se alguma mulher formosa te vier pedir justiça, desvia os olhos de suas lágrimas e os ouvidos dos seus soluços, e considera com pausa e substância do que pode, se não queres que se afogue a tua razão no seu pranto e a tua bondade nos seus suspiros” (pág. 479). Em “Dom Quixote de la Mancha”, trad. de Viscondes de Castilho e Azevedo, editor Victor Civita – São Paulo, SP, 1978.&lt;br /&gt;Mário de Andrade:&lt;br /&gt;“ – Mas pra que você mentiu, herói- Não foi por querer não... quis contar o que tinha acontecido pra gente e quando reparei estava mentindo...(pág.70). Em “Macunaíma – O Herói Sem Nenhum Caráter” – Edit. Villa Rica – Belo Horizonte, MG, 1997.&lt;br /&gt;Henry James:&lt;br /&gt;“Maisie parecia receber informações novas com cada sopro de brisa... A sra. Wix a via como uma criaturinha que sabia tantas coisas extraordinárias que, em contraste, o que ela ainda não sabia pareceria ridículo se não fosse constrangedor” (pág. 280). Em “Pelos Olhos de Maisie”, trad. de Paulo Henriques Brito – Edit. Schwarcz – São Paulo, SP, 2010.&lt;br /&gt;Woody Allen:&lt;br /&gt;“...Sentindo-nos sem Deus, o que fizemos foi transformar a tecnologia em Deus. Mas será a tecnologia a verdadeira resposta quando um Buick do ano, estalando de novo, dirigido por um protegido Nat Zipsky, atravessa a vitrine de um “prêt-a-porter da Sears, fazendo com que várias senhoras passassem o resto da vida pulando miudinho?” (pág. 102). Em “Que Loucura!”, trad. de Ruy Castro, Edit. L&amp;PM Pocket – Porto Alegre, RS, 2010.&lt;br /&gt;Elizabeth Travassos:&lt;br /&gt;“Na obra de alguns autores, a gente percebe um não-sei-quê indefinível, um ruim que não é ruim propriamente, é um ruim esquisito pra me utilizar duma frase de Manuel Bandeira. Esse não-sei-quê vago mas geral é uma primeira fatalidade da raça badalando longe” (pág. 98). Em “Os Mandarins Milagrosos”, edit. Jorge Zahar – Funarte – Rio de Janeiro, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5193009857035641500?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5193009857035641500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5193009857035641500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5193009857035641500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5193009857035641500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/citacoes-espontaneas-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8277381929190613333</id><published>2011-08-22T21:20:00.001-03:00</published><updated>2011-08-22T21:20:57.856-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A RUA MAIS ANTIGA DE DIVINÓPOLIS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito, desde 1992, quando fiz a esforçada, criteriosa e atenta pesquisa para escrever e publicar o livro “Memorial de Divinópolis”, que a primeira rua implantada no antigo Arraial das Pecericas, que hoje é a pujante cidade prestes a comemorar o centenário de sua emancipação (e não de sua existência, que remonta aos distanciados anos da idade do ouro das minas nas primeiras décadas do século 18) – é a 23 de Novembro, que começa subindo a partir do Canto da Mina no bairro Porto Velho até o final do morro no bairro São João de Deus, na praça da Casa de Apoio ao Portador de Câncer. Estreita e enviezada, começa no número 200, com seus postes de madeira e casebres rudimentares ao lado de construções mais recentes. E logo depois da casa de número 226, ela faz uma curva, mas continua subindo e no número 229, ela estranhamente vira à direita até a Rua do Estanho, sobe um quarteirão e depois volta na linha de sua inicial trajetória e continua subindo. Ali no impasse da trajetória reside a Família de Maria Vieira de Jesus (Lia do Ambrósio), egressa da cidade de Sabará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as evidências levam-me a crer que os primeiros habitantes de nossa cidade vieram da antiga e faustosa Sabará - a terceira Villa criada em Minas, em 16/07/1711, sendo que um dos subscritores de seu Termo de Erecção é o Manuel Carvalho da Silva que, adquirindo terrenos e uma Sesmaria na região de Cláudio e do Desterro, construiu um imponente casarão como sede da fazenda e também a Igreja  de Nossa Senhora do Desterro, em 1754 – a mais antiga de todo o Oeste de Minas, constituindo seu Patrimônio com a doação de  cerca de 140 alqueires de terra do lado esquerdo do Rio Boa Vista. A minha afirmação sobre a origem sabaraense dos principais colonizadores da região é reforçada com o fato de que logo adiante do Desterro erigiu-se o Arraial do Sabarazinho, que ainda existe com a mesma denominação. Também os fatos históricos constantes em variados documentos da época colonial atestam que o escasseiamento da pródiga mineração da área próxima à sede da Comarca concorreu pela migração dos mineradores de Sabará para as outras regiões auríferas, no caso: Pitangui, Tamanduá, Desterro, Pecericas (nome de Divinópolis, na época). Até 1744 toda  a região esteve sob a jurisdição de Sabará – a terceira Villa criada em Minas Gerais. Se a produção das férteis minas sabaraenses minguavam, era natural que os mineradores procurassem outras minas nas regiões adjacentes. E foi assim que teve inicio a proliferação de outras Villas, inclusive Tamanduá (hoje Itapecerica), Pitangui e outras circundantes, como é o caso de Pecericas (hoje Divinópolis) e Desterro (hoje Marilândia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que Sabará propiciou a povoação da área mais central de Minas, como consta na página 8 da Revista do Arquivo Público Mineiro, Ano II, janeiro e marco de 1897 – Imprensa Oficial, Ouro Preto, MG: “Na barra do Rio das Velhas que desemboca no Rio São Francisco ficando na Jurisdição da dita Comarca todas as povoasoins que ficam pela banda do oeste entre o Rio das Velhas e o Rio Paraopeba the a Villa Pitangui e seus descubrimentos”.... Resta-me, pois, a dedução (lógica, plausível) que os primeiros moradores da região são egressos de Sabará e que Divinópolis pertenceu à Comarca do Rio das Velhas (ou seja, Sabará) no período de 1711 a 1744. E que de 1744 a 1758 pertenceu a Villa de São José do Rio das Mortes (Tiradentes); e de 1758 a 1847 pertenceu a Villa de Pitangui e de 1847 a 1911 passou a pertencer a Villa de São Bento do Tamanduá (Itapecerica). Em 1912 (ano de bela e boa memória) veio a nova fase da emancipação política, vicejando até hoje, florescente e frutífera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8277381929190613333?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8277381929190613333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8277381929190613333' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8277381929190613333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8277381929190613333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/08/rua-mais-antiga-de-divinopolis-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7371092431282095430</id><published>2011-07-23T10:44:00.001-03:00</published><updated>2011-07-23T10:44:50.283-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O MAL DOS PECADOS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha infância em Marilândia (década de 40 do séc.20) guardo na lembrança as imagens e os nomes de seres então vivos, inquietos (rastejantes saltitantes, voadores e até subterrâneos) de muitas modalidades: inhambu, juriti, codorna, tico-tico, azulão, saracura, perdiz, curió, canarinho, pintassilgo, ema, siriema; tatu, tiú, lobo, onça, macaco, mico, gato do mato (ou raposa), paca, viado, marreco, carneiro, cabrito, porco-espinho; pacu, bagre, cará (peixe e vegetal com o mesmo nome), tanajura, vagalume, siririca, bicho-preguiça, lesma, borboleta, cotia, besouro, formiga-cabeçuda, marimbondo, gambá, minhoca, jacaré, tamanduá-bandeira, tutarana, carrapatinho, perereca, carangueijo, frando-d’áagua, bicho-de-pé, redoleiro, piolho, lêndea. tiriziu – e tantos outros que no momento a memória não alcança. A falta deles agora no meio vegetal, mineral e animal de nossas paisagens desmatadas (e eucaliptadas) suscita suspiros e arrepios nos saudosistas, nos amantes da natureza, nos defensores do equilíbrio ecológico e nos técnicos especialistas da SUSTENTABILIDADE, José Eustáquio Diniz Alves é um deles, a dizer que “o ser humano não é dono, mas sim inquilino da terra e do sistema solar”. E acrescenta que “o crescimento da riqueza das nações se deu à custa da pauperização do planeta”, constatando melancolicamente que “já ultrapassamos a capacidade de regeneração”. “As fábricas movidas a carvão criaram vilarejos doentes, nos quais a taxa de tumores malignos é altíssima”, declara Gabriela Carelli. O geólogo Cláudio Maretti acrescenta à pilha de constatações e lamentações: “Necessitamos da biodiversidade para sobreviver: 70% da produção agrícola mundial depende da polinização feita naturalmente pelos insetos”. E a constatação arrematante é que “de todas as espécies que já viveram neste planeta 99% estão desaparecidas”. Obra da civilização, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto saudades das manhãs coloridas daquele tempo, no quintal e na rua, do namoro do sol com as árvores agradecidas. Depois chegava a parte do dia referente aos deveres escolares – e logo a parte da tarde chegava com a recreação dos jogos de bola e de dados, de malhas e de grãos de bilosca. E ao entardecer começava o prelúdio das noites enluaradas, carregadas de anjos e em outras épocas do ano vinha a escuridão trazendo seus fantasmas e os ícones do aperreio e da temeridade. Como era bela a rua repleta de bilosqueiras e magnólias sempre floridas com seus cachos e seus pássaros. Assim o cenário propiciava a ciranda-cirandinha das danças e cantigas de rodas – e também dos jogos de pique-será, das advinhações e das vovós contando estórias à beira do fogo na porta das casas iluminadas à lamparinas e lampiões. Dentro das casas as pipocas rebentando na panela de ferro, asa broas de fubá assadas na hora, o café com leite adoçado com rapadura.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os outros ícones da saudade? Os floridos cipós de São João e de São Caetano abrilhantando os muros e cercas de arame e de bambus? E as frutas dos quintais? As mangas, ameixas, laranjas, melancias, bananas, mamões, limas, mexericas, marmelos, cajus, jabuticabas, abacates, abacaxis, uvas, pitangas...; e nas roças das imediações do arraial oferecendo as gabirobas, bacoparis, araçás, cocos e coquinhos, olhos de mosquito, muricis, bostas de cachorro, pequis, goiabas, articuns e articunzinhos, cagaiteiras, gravatás, ananás... Além do quintal imenso cercado nas laterais e nos fundos por valos recheiados de matos, vinham as roças e pastos e capoeiras que sumiam nos horizontes – um festival de sombras e cintilações em forma de relvas, aguadas e o arvoredo escrevendo os belos nomes de brauna, murici, jatobá, folha-miuda, aroeira, pombeiro, açoita-cavalo, ipê, amburana, goiabeira, assapeixe, cedro, sucupira, vinhático, bilosca, pequi, araticum, coqueiro, carvalho, bambu, cascudo, jacarandá, etc e tal, como se diz....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o medo que sentíamos naquele tempo era diferente do de hoje: as assombrações dos lugares fechados e escuros, as figuras hediondas e mitológicas da mula-sem-cabeça, a figura bizarra do saci-pererê, o pássaro chamado Acauã rogando pragas na tristeza dos telhados noturnos, ah tantas lendas e casos.... Mas tudo isso agora é pagina virada. Não se teme mais aqueles seres notívagos do outro mundo. Mas a quantidade e o tamanho do medo humano aumentou, redobrou em nosso tempo. Hoje pouca gente tem coragem de andar pelas da cidade nas horas mortas da noite, Medo de novas assombrações? Não. Medo de assaltantes, usuários de drogas, malfeitores em geral. Os jornais de hoje em dia, asa revistas e os canais de televisão estão aí, diariamente, contando os casos escabrosos do dia-a-dia nos lugares de nosso temível tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7371092431282095430?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7371092431282095430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7371092431282095430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7371092431282095430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7371092431282095430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/07/o-mal-dos-pecados-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4477707794688165969</id><published>2011-07-23T10:39:00.000-03:00</published><updated>2011-07-23T10:40:51.063-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>FLORES E ESPINHOS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PARQUE DA ILHA.&lt;br /&gt;A extensa área do Parque da Ilha, em pleno centro da cidade de Divinópolis, enfaticamente chamada de área verde está, agora, a merecer o cognome de área queimada, tanto que o fogo tem debastado a vegetação de seu arredondado e belo interior cercado pelos braços do Rio Itapecerica. Dezenas de árvores enormes continuam de pé, mas com as folhas, os galhos, os troncos e até as raízes enegrecidas pelas chamas criminosas perpetradas pelos vadios da cidade. Poucas verdes restam de pé, engolidas pela macega e os espinheiros que aguardam novos fogos de isqueiros e paus de fósforos. A Prefeitura devia fazer uma boa limpeza, sem desmatar mais, coordenada por quem entende de fertilidade do solo e de sua necessária proteção e impulso. Assim, quem sabe, poderemos ter, pelo Centenário, um parque florestal em pleno centro da cidade, a exemplo (mesmo em escala menor) dos de Belo Horizonte, São Paulo, Viena, Nova York e tantas outras cidades que cultuam o bom gosto, o prazer da saúde ecológica e o primor visual das cores da Natureza, que é, sem dúvida, a Mãe da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIEDADE E VIOLÊNCIA.&lt;br /&gt;No ser humano o amor (a graça) e o ódio (a desgraça) interagem mantendo a contradição em graus díspares: mais benfazejos em algumas pessoas, mais malfazejos em outras. A qualidade da cultura predominante no meio social é o que, então, prevalece. Assim acontece que o amor (corrompido) de uma pessoa a outra pessoa pode até mais mal do que bem a ambas as partes.&lt;br /&gt;RELANCE NEBULOSO.&lt;br /&gt;O escritor James Joyce (até hoje mal amado e mal entendido) teve que mergulhar nos abismos de águas tempestuosas para revelar à luz do dia os bichinhos da inquietação humana. Um trabalho nebuloso a favor da claridade? O resultado prático da reflexão da leitura é a visão que o leito do rio da vida estranha, tenta repudiar, mas logo prevê alguma certeza radiante na voracidade do nevoeiro.&lt;br /&gt;RELANCE DESCONTRAIDO.&lt;br /&gt;- Por maior que seja o buraco em que se encontra, sorria, pois ainda não há terra em cima.&lt;br /&gt;- Se o horário oficial no Brasil é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta?&lt;br /&gt;- Homem é que nem vassoura: sem o pau não serve para nada.&lt;br /&gt;- Marido é igual menstruação: quando chega incomoda; quando atrasa, preocupa.&lt;br /&gt;- Se o dinheiro falasse, o meu só diria tchau....&lt;br /&gt;- A calcinha não é a melhor coisa do mundo, mas está bem perto.&lt;br /&gt;- Na meia-idade o trabalho não dá prazer – e o prazer começa a dar trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS SEMELHANÇAS, AS DIFERENÇAS.&lt;br /&gt;Um rosto lembra sempre outro rosto.&lt;br /&gt;Daí a nossa simpatia ou antipatia&lt;br /&gt;espontânea-instantânea.&lt;br /&gt;Isso é constante desde a minha antiga cinefilia:&lt;br /&gt;quando vejo uma Adelina que me lembra Laraine Day,&lt;br /&gt;quando vejo uma Anália que me lembra Paullete Goddard:&lt;br /&gt;ah!&lt;br /&gt;A luz verde acende logo no sinal do trânsito!&lt;br /&gt;Mas se quem vejo me lembra Bette Davis&lt;br /&gt;depois dos 40, nos papéis de megera,&lt;br /&gt;ou Jack Pallance nos papéis de bandidões :&lt;br /&gt;ah !&lt;br /&gt;a luz vermelha interceptante logo acende :&lt;br /&gt;é o bloqueio de minhas pobres afeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que a fiança das semelhanças&lt;br /&gt;é bem mais garantida,&lt;br /&gt;desde que haja o crédito e não o débito&lt;br /&gt;das diferenças:&lt;br /&gt;a irmã ou a prima,&lt;br /&gt;mesmo que por parte de Adão e Eva,&lt;br /&gt;é melhor,&lt;br /&gt;muito melhor,&lt;br /&gt;pois:&lt;br /&gt;tem muito de nós nela,&lt;br /&gt;tem muito dela em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRESSIONADO PELAS IRRESOLUÇÕES.&lt;br /&gt;O dia espouca e esplende,&lt;br /&gt;indiferente aos problemas físicos e mentais dos seres humanos,&lt;br /&gt;desnorteados na progressiva desumanidade,&lt;br /&gt;pelo jugo da incúria,&lt;br /&gt;da possessão demoníaca do salve-se quem puder,&lt;br /&gt;do poder espúrio do crime muito mais organizado&lt;br /&gt;que sua pálida repressãi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4477707794688165969?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4477707794688165969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4477707794688165969' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4477707794688165969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4477707794688165969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/07/flores-e-espinhos-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8892150134910536884</id><published>2011-07-23T10:37:00.000-03:00</published><updated>2011-07-23T10:38:11.143-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ENCONTROS DAS ALMAS  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No circo que é o Mundo e na tragi-comédia que é a Vida, o escritor James Joyce é o malabarista da linguagem e ao mesmo tempo bandido e herói da ação romanesca. Sabia alvejar a finalidade mas não conseguia caminhar a não ser cambaleando em linhas curvas. Para ele deus e o demônio eram apenas cordas frágeis nos dois lados da pinguela. Precisava virar-se do avesso (embebedar-se, alienar-se) para conseguir a passagem interminável para um destino volúvel. É assim que percebo a figura do escritor mais polêmico do século 20 sob as astutas lentes da biógrafa Edna O’Brien mo legível, contido, explicito livro publicado pela Editora Objetiva, RJ, 2001. Da leitura assimilo algumas das intrigadas proposições: a mulher é mais presciente (pág. 100); o ciúme é para homens menores (pág. 120); o Estado é Concêntrico e o Homem é Excêntrico (pág. 172); sentia como se tivesse perdido a chave do próprio inferno (pág. 179); o escritor é quem mais sente a dor humana (pág.184) – e assim ela (Edna) vai pelas páginas, de caniço e samburá. A beleza das estrelas aumenta na medida que são mais estudadas. É assim mesmo (eu como velho leitor já sabia) que espicha indefinidamente o fluxo mental e de consciência dele, a influenciar mundo afora uma nova postura literária diante da Vida e do Mundo. (Ver mais a respeito do assunto em meu blog (http://lazarobarreto.blogspot.com) – o artigo que escrevi em 1965, quando ainda morava em Marilândia, com o título de ULISSES de James Joyce).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem Não Comparece ao Encontro de Duas Almas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura brasileira&lt;br /&gt;está ferida mortalmente em sua fluência&lt;br /&gt;por duas lâminas afiadas:&lt;br /&gt;- o pragmatismo da mídia&lt;br /&gt;- o corporativismo universitário.&lt;br /&gt;É melhor dizer logo:&lt;br /&gt;Ou você tenha luz própria&lt;br /&gt;(seja um cara famoso e rentável)&lt;br /&gt;ou tenha livre trânsito nas cátedras e academias&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;possa dar e receber bolsas à mão cheia.&lt;br /&gt;Caso contrário,&lt;br /&gt;seu livro não sairá da gaveta,&lt;br /&gt;seus poemas envelhecerão&lt;br /&gt;no ineditismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Internet Corrompe o Cérebro?&lt;br /&gt;“As pesquisas mostram que nossa vida on-line é capaz de afetar a neuroquímica de nosso cérebro”. – Sherry Trukle, psicóloga norte-americana. “A memória fora do cérebro não é igual a memória dentro do cérebro. O que guardamos na cabeça nos permite fazer associações, conexões, aprofundar o conhecimento, elaborar reelaborar. É isso que nos torna únicos”.  – Nicholas Can, escritor norte-americano. “Com a rede, o nosso conhecimento está mais amplo, mas mais superficial”. – Idem, idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relações Humanas.&lt;br /&gt;Na insônia o pensar obsessivo não mata, mas prolonga a agonia.&lt;br /&gt;O sexo só afeta a saúde, negativamente, quando desperta desejos mórbidos.&lt;br /&gt;O ciúme é mesmo o monstro de olhos verdes? Não, nada disso. É o monstro de olhos fuzilantes e ferinos, vermelhos em brasa, afugentando aos gritos e açoites o espírito do prazer físico. É o desmancha-prazer dos namorados e cônjuges em todas as épocas e lugares. Uma besteira descomunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevendo (muito bem) sobre o relacionamento marido-esposa no final do século passado, a escritora Mary Del Priore, observa : “a postura mais responsável da mulher era comprovada pelas autoridades brasileiras. Quando uma família recebia um lote em bairros populares, o titulo de propriedade ia para ela e não para ele. A experiência demonstrou que, com muita freqüência, o pai seria capaz de vender o lote por uns trocados e ir embora. Já a mulher, com garras de leoa, protegia o abrigo da família”. Pura verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8892150134910536884?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8892150134910536884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8892150134910536884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8892150134910536884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8892150134910536884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/07/encontros-das-almas-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6264694221478186521</id><published>2011-07-23T10:33:00.001-03:00</published><updated>2011-07-23T10:35:18.494-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>QUADRÚPEDE ANDRÓIDE  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quatro eleições tuteladas&lt;br /&gt;as quatro gestões executivas&lt;br /&gt;os quatro cavaleiros do apocalipse&lt;br /&gt;as quatro estações do inverno&lt;br /&gt;as quatro quadrilhas de brasília&lt;br /&gt;os quatro vezes quatro vezes&lt;br /&gt;os quatro ases da corrupção&lt;br /&gt;os quatro apelidos da tristeza&lt;br /&gt;os quatro gritos da leviandade:&lt;br /&gt;o homenzinho da vassoura apressada,&lt;br /&gt;o aiatolá de butique da casa da dinda&lt;br /&gt;o atual descalabro da crassa ignorância&lt;br /&gt;as quatro portas de saída do purgatório&lt;br /&gt;as quatro portas de entrada no inferno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6264694221478186521?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6264694221478186521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6264694221478186521' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6264694221478186521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6264694221478186521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/07/quadrupede-androide-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2324509861543298588</id><published>2011-07-23T10:32:00.000-03:00</published><updated>2011-07-23T10:33:33.263-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CURRICULO LITERÁRIO DE LÁZARO BARRETO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em Marilândia, município de Itapecerica, MG, a 06/01/1934. Filho de José Valentim Barreto e Isolina Gonçalves Guimarães, casado com Inês Belém Barreto, pai de Ana Paula Barreto Lopasso e Paulo Henrique Belém Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É formado em Ciências Sociais e exerce o jornalismo desde 1966, em Divinópolis, onde reside e onde fundou e dirigiu, com amigos o Jornal Literário AGORA e o tablóide (também literário) DIADORIM. Colabora em todos os jornais da cidade desde 1966. No momento mantém uma coluna semanal no jornal diário GAZETA DO OESTE, da mesma cidade e também um blog literário na Internet com mais de 800 textos inseridos (http://lazarobarreto.blogsp.com).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu e publicou os seguintes livros:&lt;br /&gt;1 – Árvore no Telhado, poesia, 1968, edição do Movimento AGORA, Divinópolis, MG.&lt;br /&gt;2 – A Cabeça de Ouro do Profeta, contos, 1969, Imprensa Oficial, Belo Horizonte, MG.&lt;br /&gt;3 – A Lapinha de Jesus (com Adélia Prado), texto de Natal, 1971, editora Vozes, Petrópolis, RJ.&lt;br /&gt;4 – Mel e Veneno, poesia, 1984, Edit. Expresso, Divinópolis, MG.&lt;br /&gt;5 – Aço Frio de Um Punhal, contos, 1986, Editora Guanabara, Rio de Janeiro, livro que inspirou a tese de Mestrado na PUC/BH, “Estratégias da Representação”, 150 páginas, do Professor universitário Maurício José de Faria.&lt;br /&gt;6 – Memorial de Divinópolis, pesquisa sociológica, Edição da Prefeitura Municipal de Divinópolis, 1992.&lt;br /&gt;7 -  História de Arcos, pesquisa sociológica, 1992, ed. da Prefeitura de Arcos, MG.&lt;br /&gt;8 – Memorial do Desterro, pesquisa sociológica, 1995, edição do Autor.&lt;br /&gt;9 – Família Oliveira Barreto (Genealogia, Notas e Comentários, 2005, Edição do Autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ascendência paterna: filho de José Valentim Barreto e Isolina Gonçalves Guimarães; neto de José de Oliveira Barreto e Maria Tereza de Jesus; bisneto de Antônio José de Oliveira Barreto e  da divinopolitana Maria Arcângela Tavares; trineto de Bernardo José de Oliveira Barreto e Josepha Maria de Jesus; tetraneto de Antônio José de Oliveira Barreto e de Anna Joaquina Cândida de Castro; pentaneto do Português do Arcebispado de Braga, Gregório Francisco de Oliveira Barreto e Maria Rosária Ribeira de Freitas.&lt;br /&gt;Ascendência materna: Filho de Isolina, conforme acima; neto de Alfredo Gonçalves Guimarães e Etelvita Cândida do Nascimento; bisneto de Antônio Gonçalves Guimarães e Maria Cândida do Nascimento; trineto de Cristóvão José Gonçalves Guimarães e Rosa Victoria dos Passos; pentaneto José Antônio Gonçalves Guimarães (Ajudante de Ordenanças e Procurador do Senado da Câmara de Pitangui) e de Eufrásia Maria de Jesus, pais do Padre Francisco Guarita Pitangui (1814-1883), Pároco nos Distritos de Desterro e de Divino Espírito Santo das Itapecericas, quando acumulava as funções de Pároco com as de deputado Provincial e Deputado Geral em várias Legislaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participou de diversas antologias de contos e poemas no Brasil e no exterior (Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Polônia). Mantém inédito um livro sobre a Cultura Popular de Minas Gerais, intitulado “Os Horizontes do Itambé”, outro de ensaios, “Mosaico Mimético”, dois livros de contos (Dois Patinhos na Lagoa, Os Contos do Apocalipse Clube) dois de poemas (Crepúsculo Verde, A Janela dos Anos) e sete romances. (Monólogo e Pranto, Joamir e Mirafélia, Barra Funda, O Pião entrou na Roda, O Dia do Casamento, Cantagalo, Tentação Noturna) e cinco peças teatrais, duas já apresentadas ao público e três inéditas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2324509861543298588?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2324509861543298588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2324509861543298588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2324509861543298588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2324509861543298588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/07/curriculo-literario-de-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5172760412527592261</id><published>2011-07-14T21:00:00.000-03:00</published><updated>2011-07-14T21:03:36.145-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>MOMENTOS DO DIA-A-DIA  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  O atualmente horrível trecho paisagístico entre o rio e a linha férrea.do Viaduto da Esplanada ao Viaduto do Porto Velho, com toda aquela algaravia de lixo na montoeira dos trastes, causa náusea e angústia aos passantes dos arredores. Uma área fértil de belas e fecundas possibilidades, que pode ser transformada num parque ecológico (um cartão postal da visão poética divinopolitana. E por falar nisso é bom lembrar que o centenário vem aí, repleto de boas inspirações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  A infância é marcante, transborda em toda a extensão da história humana. A felicidade, na opinião de Freud “é a satisfação adiada de um desejo pré-histórico. É porisso que a riqueza proporciona tão pouca felicidade: o dinheiro não é um desejo infantil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  A atriz Lucille Ball (estrela cinematográfica da década de 50), ao responder a pergunta sobre o segredo de sua duradoura juventude, afirmou: “Vivo honestamente, como devagar e minto a respeito de minha idade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Por que a China é hoje a segunda maior economia do mundo? Maílson da Nóbrega responde: porque buscou “uma ascensão pacífica. Algo muito diferente do anti-americanismo  da diplomacia (?) petista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  O programa “Brasil Urgente” do Datena, da Bandeirantes, é de um realismo que chega a ser deprimente ao revelar enfaticamente todo tipo de violência que ocorre nos círculos e quadrantes da nacionalidade. É um mal necessário, tal programa televisivo? Sei que ninguém deve fugir da realidade, nem torcer o nariz, fechar os olhos e tampar os ouvidos. Mas o fato de presenciar habitualmente tanta contundência, tanto desmando, desregramento, tanto comportamento criminoso, tudo isso (e o inferno também) pode influir negativamente na aquisição de um vírus da morbidez – e assim a violência retratada pode transformar-se numa espécie de doença depressiva nas mentes imaturas e susceptíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  A civilização é a imitação humana da natureza, afirma Northrop Trye, que acrescenta: “e é impelida por aquela força que chamamos Desejo. O desejo de comida e de casa não é satisfeito pelas raízes e pelas cavernas, produzindo aquelas formas humanas da natureza que definimos o Cultivo e a Arquitetura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  O silêncio não traz respostas e sim perguntas. As esferas distantes se aproximam, flutuantes. Um pensamento não pode ser tocado, mas pode criar robustas armações concretas e prever a materialidade das nuvens, disfarçando o tangível na fluidez. Assim o sólido evapora – o olhar perfura a dimensão e aproxima a infinitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  “Os mecanismos da repressão sexual estavam em toda parte”, escreve Mary Del Priori no livro “O Príncipe Maldito” (biografia do neto de D, Pedro II), citando Freud, segundo o qual é necessário um obstáculo para levar a libido ao ápice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Luiz Felipe Ponde, filósofo brasileiro, é leal e incisivo na definição da religiosidade vigente em nossos dias. Para ele a esquerda (política) não tendo “a tensão do pecado, é pior do que o cristianismo” – acrescentando em sua entrevista nas páginas amarelas da revista VEJA que, “enquanto a Teologia da Libertação fez a opção pelo pobre, o pobre fez a opção pelo Pentecostalismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Um poemeto para variar, de meu livro inédito “Crepúsculo Verde”:&lt;br /&gt;O intercambio entre o grande e o pequeno&lt;br /&gt;é uma viagem dos olhos&lt;br /&gt;nas esferas e nos ciscos.&lt;br /&gt;O grande não é a aglutinação dos pequenos,&lt;br /&gt;o pequeno não é uma redução do grande.&lt;br /&gt;Uma dor, coisa abstrata, invisível,&lt;br /&gt;pode ser maior que a montanha.&lt;br /&gt;Mas a fome, o desespero e a morte,&lt;br /&gt;sendo realidades ao mesmo tempo abstratas e concretas,&lt;br /&gt;são mais que grandes, são imensas,&lt;br /&gt;e suas garras desnutrem, enlouquecem, pulverizam&lt;br /&gt;os pequenos valores fundamentais&lt;br /&gt;da Vida&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;do Mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5172760412527592261?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5172760412527592261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5172760412527592261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5172760412527592261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5172760412527592261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/07/momentos-do-dia-dia-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6232437701561129408</id><published>2011-06-28T10:01:00.000-03:00</published><updated>2011-06-28T10:03:46.392-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>NOVOS POEMAS  DE LÁZARO BARRETO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;l  -  Sonho e Realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho ou realidade?&lt;br /&gt;Ela veio com toda a sua pessoa&lt;br /&gt;(uma braçada de flores humanas?).&lt;br /&gt;Seu corpo:&lt;br /&gt;lábios seios axilas umbigo virilhas&lt;br /&gt;coxas nádegas – e os paraísos adicionais.&lt;br /&gt;Ela veio com todas as magnitudes&lt;br /&gt;de sua pessoa (íntima e pública).&lt;br /&gt;Sua alma:&lt;br /&gt;o brilho excessivo do olhar encantador,&lt;br /&gt;o sorriso iluminado-iluminador.&lt;br /&gt;Todo o fulgor da saúde mental!&lt;br /&gt;Veio com os abraços e beijos.&lt;br /&gt;Veio sorrindo,&lt;br /&gt;oferecendo-se (implicitamente? Explicitamente?).&lt;br /&gt;E eu&lt;br /&gt;em mim mesmo&lt;br /&gt;fiquei um pouco fora mim..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 -  Momento Inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lucidez vai mentalizando os tipos caligráficos&lt;br /&gt;nas obscuridades momentâneas,&lt;br /&gt;noite adentro,&lt;br /&gt;avivando o crepitar de fogos e meiguices&lt;br /&gt;das lembranças e previsões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim&lt;br /&gt;a artimanha das vocações&lt;br /&gt;empilha os versos (multiplicados na reticência)&lt;br /&gt;na boa intenção de erigir o poema&lt;br /&gt;da instantaneidade repetitiva,&lt;br /&gt;que vem de um frio distanciado,&lt;br /&gt;para esquentar a interrupção do sono&lt;br /&gt;na lucidez povoada de vocábulos realizadores&lt;br /&gt;da fantasia momentânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 -  O Melhor da Vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que há de bom e de melhor na sexualidade&lt;br /&gt;é a reciprocidade:&lt;br /&gt;eu amo, você ama, nós nos amamos&lt;br /&gt;ao mesmo tempo em todo o tempo.&lt;br /&gt;O que há de inolvidável em todo o decorrer&lt;br /&gt;é a sensualidade:&lt;br /&gt;o primor das virtudes pessoais,&lt;br /&gt;o realce de uma certa transcendência&lt;br /&gt;na libido.&lt;br /&gt;Na libido.&lt;br /&gt;Assim vamos e voltamos da vida à morte,&lt;br /&gt;da morte à vida...&lt;br /&gt;Chorando de alegria&lt;br /&gt;no aprumar de nossas faculdades mentais&lt;br /&gt;e físicas.&lt;br /&gt;É o amor do amor na arte de amar,&lt;br /&gt;é o corpo da alma no corpo,&lt;br /&gt;a chamada animosidade:&lt;br /&gt;um fogo que é luz,&lt;br /&gt;uma luz que é fogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6232437701561129408?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6232437701561129408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6232437701561129408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6232437701561129408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6232437701561129408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/06/novos-poemas-de-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5734255578009697935</id><published>2011-06-14T18:34:00.000-03:00</published><updated>2011-06-14T18:36:35.010-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>LONGE E PERTO   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vovó Barreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é o dia invertido dos mortos,&lt;br /&gt;é o apropriado espaço das ações posteriores....&lt;br /&gt;Meus débitos pesam mais na capanga:&lt;br /&gt;será que tenho algum crédito na contabilidade cármica?&lt;br /&gt;Em toda caverna, em todo capão de mato,&lt;br /&gt;há um sinal de alerta, uma nota de repúdio?&lt;br /&gt;É válido o arrependimento depois de muito tempo?&lt;br /&gt;O escritor Marcel Proust sempre se queixava do mal que fizera à avó materna. Eu também digo que nunca me saiu da cabeça o mal que cometia contra minha avó paterna, surrupiando dela algumas moedinhas que ela deixava transparecer em seus caseiros guardados. Eu embolsava simplesmente para comprar balas de hortelã na Venda do Zé Lucas. O que infantilmente cometia não seria um roubo com todas as letras da palavra, um ato feio e reprovável que até poderia virar mania e viciar-me pela vida afora, fazendo de mim um gatuno? Os níqueis furtados eram insignificantes na ordem das coisas, que apenas supriam uma boba carência que eu inadvertidamente contraira: comprar balas de hortelã. Hoje fico a pensar se minha avó não percebia a leviandade e, se percebia, por que não me repreendia? Ela estava nos seus noventa e tantos anos e era uma pessoa linda assim na velhice apaziguada. Parecia uma menina apesar dos cabelos brancos e das rugas e de algumas desarticulações. Linda como a criança que começa a entender as coisas, a falar e gesticular e andar, tudo ainda no estágio da primeira aprendizagem. Mas toda a boa lembrança dela não me redime do sentimento de culpa, essa nódoa indelével de nossa pele, de nossa medula, de nossa consciência. O sofrimento é muito mais inesquecível do que a ventura, assim escrevia Proust – e eu estou aqui a concordar e copiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vitória dos Homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merece aplausos e bons votos. “Se a homossexualidade fosse uma perversão apenas humana, não seria encontrada em outros animais”, afirma o escritor Drauzio Varella, com toda a razão. “É uma tendência descrita em grande variedade de invertebrados e de vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos. Negar direitos a casais do mesmo sexo é imposição que vai contra os princípios elementares de justiça”. Só pode ser a ausência de auto-crítica o fato do clero católico ignorar o estado laico de um governo democrático de aprovar e legalizar o matrimônio entre os homossexuais, quando uma providencia racional de sua parte seria aliviar o peso sexual que os clérigos e as irmãs de caridade carregam na obrigatória manutenção de uma irracional castidade. Se se liberar o estado civil nupcial para todos os chamados “seus fiéis”, um sol brilhante iluminará a face da terra. E viveremos em maior e melhor harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois É,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é.&lt;br /&gt;Assim é, se lhe parece, como diria Pirandelo.&lt;br /&gt;A vida a jogar-se de um lado para outro,&lt;br /&gt;a chocalhar-me sem complascência,&lt;br /&gt;como se fosse um veículo doido e estragado, num reles mundo acidentado, sem a mínima trajetória de não-ir e de não-voltar. Creio que o trunfo que ainda me resta é a certa facilidade de às vezes entender-me com o silêncio das coisas se dos seres nos lugares deste mundo e desta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Humorismo Inglês.&lt;br /&gt;- Numa recepção social o senhor de certa idade esbarrou-se na mesa de uma senhora idosa e, meneando a cabeça, disse: “perdão, senhora!”. E ela (um tanto surda ou cega?), com a mesma reverência, respondeu: “Está perdoado. Eu também sofro de flatulência”.&lt;br /&gt;- Noutra recepção, um senhor, portando o inefável copo de uísque, procurava uma companhia para trocar idéias. Viu a senhora sozinha numa mesa, tomando guaraná. Aproximou-se e reverentemente perguntou: “a senhora é da Associação dos Anti-Anti-Alcóolicos? Ela prontamente respondeu: “Não! Sou da Liga de Proteção da Castidade Feminina”. Aí o senhor, constrangido, disse, ao afastar-se: “ah, eu bem desconfiava que alguma coisa não podia oferecer a senhora”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5734255578009697935?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5734255578009697935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5734255578009697935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5734255578009697935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5734255578009697935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/06/longe-e-perto-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-185013747503267592</id><published>2011-06-10T14:34:00.000-03:00</published><updated>2011-06-10T14:36:04.212-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CONCEITOS E IMAGENS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Erotizar a cultura através da concentração devoradora do Eros pode, como acredita Ítalo Calvino, “descerrar jardins de delícias visionárias, mas toda essa Erotização deve ser praticada com muito distanciamento”.&lt;br /&gt;- Afirmações do primatólogo Russel Mitterneir: “Sem as abelhas, quem vai polinizar as plantas? Sem morcegos e sem urubus quem controla os animais mortos?” Abro aqui um parêntesis para perguntar: não foi por causa da quase extinção dos tatus que a população das formigas aumentou tanto?&lt;br /&gt;- Se as florestas ao redor de São Paulo sumissem, de onde viria a água para abastecer a cidade metropolitana? – Prossegue Russel, a quem continuo citando nos três itens seguintes através de minhas resumidas palavras.&lt;br /&gt;- Os cupins podem ajudar os arquitetos no controle de temperatura das construções. Nas regiões quentes da África, os imensos cupinzais estão sempre fresquinhos, como se fossem dotados de ar refrigerado....&lt;br /&gt;A biodiversidade, de acordo com a ciência, possui 1,9 milhão de espécies entre animais, plantas e micro-organismos. Outras estimativas calculam que a totalidade pode chegar a 30 milhões.&lt;br /&gt;- Nos últimos 500 anos o desaparecimento de espécies aumentou em mais de mil vezes. Inclui aí o lênure do tamanho de um gorila, a coala de 50 quilos, uma ave-efefante de mil toneladas, de três metros de comprimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “A minha religião”, diz Carl Sagan, “é a vitalidade. Nada de prestar culto a uma divindade. Divina é a vida de tudo que existe. O resto é adubo para alimentar o que está vivo, seja um animal, um vegetal, um mineral. Minha religião é limitada e flexível. Não pode matar nada. Tem que tolerar e conviver com os marimbondos, as formigas, as serpentes e outros animais ferozes. Defendendo sem atacar. Sei que nem todas as espécies pensarão e viverão assim na convivência do mútuo respeito.... Mas fora disso teremos que prestar culto a uma outra divindade, sendo que todas recomendam o predomínio da lei do mais forte. E assim novamente chegamos ao anti-religioso assassinato em massa das espécies mais fracas. A minha religião é a vitalidade”.&lt;br /&gt;- Regina Brett, de 90 anos de idade, é colunista de um jornal de Clevelan, Ohio, EUA – e ainda escreve lindamente. Exemplos: “faça as pazes com o seu passado. Assim ele não estorva o seu presente. Tenha uma infância feliz, mesmo na idade adulta ou na velhice. Nosso cérebro é o nosso melhor órgão sexual. O que os outros pensam de mim não é da minha conta. É bom sair de casa. Os outros lugares são, também, bons e bonitos”.&lt;br /&gt;- Um velho ditado da sabedoria popular brasileira: “vergonha é roubar e não conseguir carregar o roubo”. Está sendo muito citado agora, em face dos últimos acontecimentos de nossa infeliz e corrupta política brasileira.&lt;br /&gt;- Uma noite histórica a do dia 07/06/2011: enquanto uma parte do povo brasileiro aplaudia o craque de futebol Ronaldo Fenômeno, outra parte, dando vazão ao sentimento de decepção, vaiava o conchavo do enriquecimento ilícito de um fantoche político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM POEMETO?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encanto particular,&lt;br /&gt;luz interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um condicionador sensual?&lt;br /&gt;É assim&lt;br /&gt;que uma virtude leva à outra&lt;br /&gt;e assim&lt;br /&gt;a gente não sabe separar a alma do corpo.&lt;br /&gt;E como a alma é de imaginar e o corpo é de tocar,&lt;br /&gt;a gente atinge o sublime se conseguir um enlace&lt;br /&gt;ao mesmo tempo sentimental e físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM APLAUSO.&lt;br /&gt;Penitenciando-me pelo atraso, mando aqui meu sincero aplauso à Prefeitura Municipal de Divinópolis pela corrigenda da balbúrdia que imperava no trânsito de veículos ao longo da Rua Goiás mo Bairro do Porto Velho. Finalmente os pedestres, que não tinham vez na travessia da artéria, foram beneficiados através dos expedientes implantados na sinalização. Parabéns aos Servidores Públicos dos citados órgãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-185013747503267592?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/185013747503267592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=185013747503267592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/185013747503267592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/185013747503267592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/06/conceitos-e-imagens-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2214598735368673073</id><published>2011-06-09T16:24:00.000-03:00</published><updated>2011-06-09T16:26:11.847-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ÊXITO FUGAZ   (*)   -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vítima da opressão escrevendo a respeito dela, queixoso e magoado? Sim, assim é que é digno e justo. Só assim os gritos de horror do passado podem silenciar ao menos um pouco as gritantes ressonâncias de um futuro que está sempre a começar, sempre espinhoso. É doloroso reconhecer a permanência no cotidiano dos resmungos da mafiosa convivência social excludente. É assim que uma sujeira contraída involuntariamente vira nódoa na boca mesquinha de elementos de vidinhas insossas e ineficazes. Assim as nódoas doem como feridas, mesmo depois de anos e anos de nefasta purgação. Uma cruz perpetua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens de todo o sempre em toda parte&lt;br /&gt;(são cabelos aéreos de areia fofa).&lt;br /&gt; os dias, uns atrás dos outros, como gafanhotos,&lt;br /&gt;passam e repassam em exíguos espaços:&lt;br /&gt;a televisão e o bando de maitacas a falar da vida alheia,&lt;br /&gt;com as palavras do mau gosto.&lt;br /&gt;A corrupção dos costumes a ferir nossos tímpanos.&lt;br /&gt;Os dias encarreirados na mesma ocupação apocalíptica.&lt;br /&gt;O amargo silêncio dos desatendidos do sistema excludente.&lt;br /&gt;A preocupação genética de separar o joio do trigo&lt;br /&gt;na mesma nesga da lavoura,&lt;br /&gt;agora não mais arcaica, mas sim clonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso e o ressaibo do inferno reprisam o ditado de que quando os deuses querem destruir uma pessoa, primeiro eles a enlouquecem. Mas, passada a intempérie, o eterno aprendiz de poesia julga-se apto a citar o poema de Lawrence Ferlinghetti (“Encontro de Olhares no México”, tradução de Paulo Henriques Britto):&lt;br /&gt;“De repente&lt;br /&gt;você está falando comigo&lt;br /&gt;no meio da platéia&lt;br /&gt;enquanto recito meu poema.&lt;br /&gt;Meus olhos encontram os teus&lt;br /&gt;no meio da multidão&lt;br /&gt;Só um par de olhos&lt;br /&gt;num mar imenso de rostos:&lt;br /&gt;lanternas longínquas&lt;br /&gt;numa paisagem noturna,&lt;br /&gt;tremeluzindo.&lt;br /&gt;E os olhos falam&lt;br /&gt;- numa língua qualquer -.&lt;br /&gt;Termina o poema,&lt;br /&gt;os olhos continuam&lt;br /&gt;a queimar.&lt;br /&gt;E vem o aplauso&lt;br /&gt;como num mar escuro&lt;br /&gt;eu ouço o ruído distante,&lt;br /&gt;como quem ouve um búzio&lt;br /&gt;- farrapos de sol ao vento -.&lt;br /&gt;Depois vem tua voz&lt;br /&gt;numa língua qualquer&lt;br /&gt;- questionamento exaltado&lt;br /&gt;do meu poema.&lt;br /&gt;Eu respondo,&lt;br /&gt;falando para a platéia.&lt;br /&gt;Eu&lt;br /&gt;te respondo&lt;br /&gt;                   olhos negros&lt;br /&gt;                                       falam a você&lt;br /&gt;no meio da platéia:&lt;br /&gt;                               ó morena&lt;br /&gt;“Não há outra&lt;br /&gt;                       como tu&lt;br /&gt;                                     entre as dançarinas:&lt;br /&gt;                                                                     Te amo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Título de um belo filme estrelado por Doris Day e Kirk Douglas).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2214598735368673073?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2214598735368673073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2214598735368673073' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2214598735368673073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2214598735368673073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/06/exito-fugaz-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-3390854688921786046</id><published>2011-06-08T22:43:00.000-03:00</published><updated>2011-06-08T22:46:46.316-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>POESIA                              E                              POLITICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as pernas                                                               as rodas&lt;br /&gt;laranja serra d’água                                              bomba no atol de mururoa&lt;br /&gt;a siririca                                                                o concorde&lt;br /&gt;o bem                                                                     o mal&lt;br /&gt;a terra                                                                     a fome&lt;br /&gt;a enxada                                                                o computador&lt;br /&gt;humanismo                                                            tecnocracia&lt;br /&gt;a borboleta                                                             o fisco&lt;br /&gt;o milho de minas                                                    o arroz da asia&lt;br /&gt;o campo                                                                  a cidade&lt;br /&gt;raio de sol                                                                raio laser&lt;br /&gt;a gabiroba                                                               a multinacional&lt;br /&gt;o rio                                                                         a barragem&lt;br /&gt;o operário                                                                o executivo&lt;br /&gt;a rosa (da rosa)                                                        o cravo (da cruz)&lt;br /&gt;deus                                                                          o diabo&lt;br /&gt;os livros de drummond                                            o jornal do dia&lt;br /&gt;de blake ou de shelley                                              de dentro ou de fora&lt;br /&gt;de rimbaud ou de wiltman                                        de auto-ajuda&lt;br /&gt;o arraial                                                                       a metrópole&lt;br /&gt;igreja                                                                          bordel&lt;br /&gt;a lavoura                                                                    a indústria&lt;br /&gt;liberdade até para o inimigo                                      liberdade não é comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FLOR                                         E                              ESPINHO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-3390854688921786046?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/3390854688921786046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=3390854688921786046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3390854688921786046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3390854688921786046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/06/poesia-e-politica-as-pernas-as-rodas.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-3377082586192083370</id><published>2011-06-06T09:04:00.000-03:00</published><updated>2011-06-06T09:07:24.933-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SUGESTÃO DE TOMBAMENTO DE BENS CULTURAIS E HISTÓRICOS DE DIVINÓPOLIS.        -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – A Praça do Canto da Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terreno é da Prefeitura e entronca ruas que fluem para os bairros Niterói, São João de Deus, Maria Helena e Porto Velho. O local é belíssimo, mas carece de urbanização  (limpeza, iluminação pública, ajardinamento e proteção da mina da água). Poderá transformar a área em espaço nobre de recreação e lazer para as numerosas  famílias das adjacências. O tombamento incluirá parte da ruazinha XV de Novembro, a única de Divinópolis que remonta aos velhos tempos do século dezenove e que não foi descaracterizada. Apesar de pobre e singela tem a sua importância histórica, urbanística e arquitetônica: é estreita e torta, com postes de madeira no meio da rua e sua área abrange apenas uma dúzia de casinholas, aproximadamente, todas de construção antiga e pobre. Os moradores poderão beneficiara-se da isenção de impostos e da a&lt;br /&gt;recuperação de suas formas originais através de verbas (módicas) da Prefeitura. Em conversa descompromissada com os moradores, notamos muito contentamento, entusiasmo e esperança. Se o Prefeito aprovar, o processo de Tombamento poderá ser iniciado logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Praça X Gontijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A praça X Gontijo e o prédio onde funcionavam os serviços administrativos da Prefeitura e o terminal rodoviário da cidade. O prédio é representativo de um estilo arquitetônico vigente na época (há mais de 70 anos, mas é de boa estruturação – e perdurará com o passar de muitos anos, ainda. O tombamento não trará despesas financeiras e terá validade para assegurar legalmente sua preservação ao longo do tempo. Quando os atuais serviços administrativos da Prefeitura saírem do local, a praça terá uma função paisagística de rara significação porque entrará em harmonia histórica com a estação da estrada de ferro (já tombada) e os outros prédios do contorno, que poderão ser, também, tombados. O prédio central poderá ser utilizado para sediar órgãos culturais como a Academia de Letras, escolas de arte sem fins lucrativos e a biblioteca pública na parte superior. Toda a praça poderá ser restaurada e colocada em condições de propiciar  recreação e lazer às famílias das adjacências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verificar a viabilidade das sugestões. &lt;br /&gt;Divinópolis 15/05/1992.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-3377082586192083370?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/3377082586192083370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=3377082586192083370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3377082586192083370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3377082586192083370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/06/sugestao-de-tombamento-de-bens.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-1124054940100326533</id><published>2011-06-06T09:01:00.000-03:00</published><updated>2011-06-06T09:04:34.305-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Copias de Documentos sobre a Igreja de Nossa Senhora do Desterro para ao Deputado Fabiano Tolentino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Correspondência à Presidente do IEPHA em 1993, som os seguintes anexos:&lt;br /&gt;   - Relação de cópias de documentos.&lt;br /&gt;   - Relação das peças sacras da Igreja (2 páginas).&lt;br /&gt;   - Informe Histórico (5 páginas).&lt;br /&gt;   - Cópias de fotos do imóvel e das imagens (5 páginas).&lt;br /&gt;2 – Dados sobre a Paróquia de Itapecerica.&lt;br /&gt;3 – Cópia  da página 105 do livro “Instituições de Igrejas no Bispado de Mariana”, do Cônego  Raimundo Trindade.&lt;br /&gt;4 – Cópia de correspondência enviada à Prefeitura Municipal de Sabará.&lt;br /&gt;5 – Resposta da Prefeitura de Sabará sobre o pedido de informação constante no item anterior (em 2 páginas).&lt;br /&gt;6 – Correspondência à Sra. Noeme Vieira de Moura sobre instruções de Tombamento de Bens Históricos.&lt;br /&gt;7 – Correspondência ao Deputado Marcelo Jerônimo sobre  o moroso andamento do projeto de  tombamento da referida igreja.&lt;br /&gt;8 – Resposta do Deputado e Anexo.&lt;br /&gt;7- Texto de LB sobre a Igreja de Nossa Senhora do Desterro.&lt;br /&gt;8 – Cópia de carta do Padre Carlos Pinto da Fonseca solicitando à Prefeitura de Itapecerica o tombamento, a nível municipal, da Igreja do Desterro.&lt;br /&gt;9 – Cópia do Decreto 08189, de 24/04/1989, tombando a referida igreja, a nível municipal.&lt;br /&gt;10 – Carta de LB à Presidente do IEPHA, solicitando informações sobre o tombamento da Igreja, que ela mesma tinha aprovado o projeto elaborado pelo subscritor da carta. Infelizmente não houve resposta.&lt;br /&gt;11 – Outro “Informe Histórico” sobre a Igreja, com alguns acréscimos e anexos.&lt;br /&gt;12 – Carta do Secretário de Estado da Cultua de Minas ao Lázaro Barreto, em 21/06/2000.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-1124054940100326533?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/1124054940100326533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=1124054940100326533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1124054940100326533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1124054940100326533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/06/copias-de-documentos-sobre-igreja-de.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-1279791816736456730</id><published>2011-06-02T20:15:00.000-03:00</published><updated>2011-06-02T20:17:24.637-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Violência Campeia.&lt;br /&gt;Virou moda agora matar mulher e crianças? A violência campeia desde os velhos tempos, tanto nas páginas do Corão como nas do Velho Testamento. A religião não é, pois, piedade, poesia. Ao contrário, é violência, política. Está mesmo aí a figura hedionda (o diabo em figura de gente) do tal de Bin Laden. A secular matança indiscriminada em nome de Deus é uma atitude humana contraditória. Tal pessoa (o diabo em figura de gente, repito) fazia do terror um culto. Seus seguidores em muitas partes do mundo estão tramando novas mortandades. Como é que pode? Tanto o ateu como o agnóstico, encontram apoio razoável nas duas melhores fontes da sabedoria humana, na ciência e na literatura. Mas sabemos que na prática o que mais aparece em quase todos os pontos do planeta e em quase todas as partes da História é o ódio e não o amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Terror.&lt;br /&gt;A vingança às vezes pode ser uma forma de justiça? A mídia internacional explora o sumiço que os EUA deu no terrorista muçulmano abrindo o leque opinativo do favor e do contra. Creio que o ato do Obama contra o Ozama (uma rima contraditória) reprisa a velha querela entre o Ocidente e o Oriente, com as variações formais que a história registra ao longo do tempo. Creio que se toda missão social de um terrorista é matar, ele não passa de um assassino. Existem outras maneiras de vier, não? Obama sim, Ozama não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Amigos do Alheio.&lt;br /&gt;Alguém me lembrava, outro dia, que a história moderna da política brasileira tem mais vilões do que heróis. E citou, textualmente, os nomes execráveis de alguns maus exemplos: Ademar de Barros, Paulo Maluf, Fernando Collor, Antônio Garotinho, José Sarney (o pior de todos?), Newton Cardoso, José Dirceu, Renan Calheiros, Jader Barbalho e toda a cambada de fichas-sujas a nível municipal, estadual e federal, tanto no legislativo, como no executivo, culminando, enfaticamente, com o nome do tal de Palloci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Caixas Pretas.&lt;br /&gt;O acidente em 31 de maio de 2009 do Airbus na rota Rio-Paris, matando 228 pessoas, estava com as causas inexplicáveis até agora. Com o resgate das caixas a 3.900 metros de profundidade no Oceano Atlântico, em perfeito estado, as explicações certamente virão. Lembro-me que na época eu viajava com a esposa na ponte aérea São Paulo-Belo Horizonte, tendo do lado esquerdo de nossas poltronas um senhor que durante a conversação revelou ser piloto profissional – o que aguçou meu interesse sobre o acidente do Airbus. Ele, respondendo à minha pergunta sobre o que teria provocado a tragédia, limitou-se a dizer que só as caixas pretas poderiam revelar a verdade. “Mas elas jamais serão encontradas”, ele acrescentou. Resposta que para mim deixava no ar a suposição de ter havido erro humano. Errar é humano, lá diz o ditado, que acrescenta: e perdoar é divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Responsabilidade Cultural.&lt;br /&gt;Na qualidade de um escritor conferencista de projeção internacional, Ítalo Calvino não batia numa só tecla; apontava a escuridão sem despregar os olhos dos botões acendedores da luz. Não queria que a nova geração herdasse os descaminhos e desencontros dos novos tempos, mas sim uma postura positiva em relação à vida, para contracenar e amainar “a nossa insuprimível, amargurante, sacrossanta insatisfação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministério da Deseducação.&lt;br /&gt;É o fim da picada, penso, quando sinto que entre os desmandos politiqueiros que a mídia não cansa de denunciar (sem surtir o menor efeito, desgraçadamente), surge agora uma instrução didática do ministério da deseducação em adotar um livro que promove o não ensino da língua padrão (jogando no lixo a gramática e o dicionário), liberando o alunado para falar e escrever com a barbaridade da língua feia e errônea de exemplos como os “nóis vai”, “menas laranjas”, “ocê num ta cum nada”, etc etc, o diabo a quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adendo.&lt;br /&gt;Ophir Cavalcanti, Presidente da OAB, estranhando a súbita e astronômica riqueza do ministro palocci, declarou que “só há duas formas de ficar rico rapidamente: recebendo herança ou ganhando na loteria”. – Falou e disse. Mas... E as providências a serem tomadas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-1279791816736456730?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/1279791816736456730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=1279791816736456730' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1279791816736456730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1279791816736456730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/06/assim-caminha-humanidade-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5715884876790946186</id><published>2011-05-19T14:29:00.000-03:00</published><updated>2011-05-19T14:31:57.736-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>HOJE EM DIA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ainda dizem que o brasileiro é tarado”,&lt;br /&gt;queixa-se o paquerador contumaz, na Avenida,&lt;br /&gt;abismado diante do desfile das beldades&lt;br /&gt;produzidas&lt;br /&gt;nas artes e ofícios dos cosméticos e trejeitos.&lt;br /&gt;Empertiga-se, coça a cabeça e pensa-pensa,&lt;br /&gt;pensa e imagina-imagina e torna a pensar e imaginar&lt;br /&gt;o sétimo céu das venturosas encenações fictícias,&lt;br /&gt;das excitantes bolinações,&lt;br /&gt;dos denodados êxtases&lt;br /&gt;da vida que morre de repente e de repente ressuscita&lt;br /&gt;no meio das imagens lúbricas armazenadas na cachola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solerte, embasbacado ele segue com o olhar,&lt;br /&gt;uma ou outra&lt;br /&gt;(aquela que vem toda faceira,&lt;br /&gt;esta que agora passa toda rebolativa,&lt;br /&gt;arrancando os suspiros da tesão masculina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A roupa tão proposital: &lt;br /&gt;a calça jeans cavada nas partes pudendas,&lt;br /&gt;a blusa sedosa mais mostrando que escondendo&lt;br /&gt;suas maçãs paradisíacas...&lt;br /&gt;Ah!.....................................................................!&lt;br /&gt;Ele agora coça a cabeça e pára de pensar,&lt;br /&gt;mas&lt;br /&gt;não pára de olhar&lt;br /&gt;(de olhar com os olhos e lamber com a testa,&lt;br /&gt;como se diz?).&lt;br /&gt;Haja deus para exorcizar tanta tentação....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que elas ganham a eleição:&lt;br /&gt;cooptando a oposição?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5715884876790946186?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5715884876790946186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5715884876790946186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5715884876790946186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5715884876790946186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/05/hoje-em-dia-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-3931777436282596154</id><published>2011-05-19T09:54:00.000-03:00</published><updated>2011-05-19T09:56:11.613-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ILUSTRE  DIVINOPOLITANO  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro de Junho, aniversário de Divinópolis: oportunidade para lembrar e citar fatos e pessoas que marcaram a data, agora quase centenária desta que é uma das duzentas cidades mais desenvolvidas do Brasil. Opulenta em muitos sentidos, principalmente&lt;br /&gt; na feição democrática de uma população dinâmica, saudável, isenta de bairrismos e de outros preconceitos. Acolhedora e aceitável em sua abrangência coletiva no sentido de uma filosofia comportamental dos habitantes para viver e deixar viver . Os fatos históricos de realce são muitos, e as pessoas também. É assim que a história municipal se escreve em letras brilhantes nas áreas da convivência humana. Os nomes (dos fatos e das pessoas) são muitos e extrapolam do espaço de nossa coluna neste jornal, que é divinopolitano por excelência. Limito-me, pois, a citar o conterrâneo que brilha como um raio de sol em nosso vislumbre histórico do Município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabricio Augusto de Oliveira é o nome merecedor de nossa reverência. Filho de Wantuir Cassemiro de Oliveira e Geralda de Oliveira, nascido em 15/11/1947, na Rua Ceará, de nossa cidade. Fez o Curso Primário no Grupo Joaquim Nabuco e o Ginasial no Colégio Leão XIII. Depois fez Ciências Econômicas na UNICAMP, de Campinas, SP, onde depois cursou e concluiu o Mestrado e o Doutorado em Economia.. Foi professor da PUC em Belo Horizonte, Técnico em Planejamento na Fundação João Pinheiro, Professor na UFMG, na Universidade Federal do Espírito Santo, na Fundação Getulio Vargas e Sub-Secretário da Secretaria da Fazenda do Estado de Minas Gerais, no Governo Itamar Franco. Escreveu e publicou, no período de 1966 a 2010 cerca de 15 livros de Ensaios sobre Economia (Reforma Tributária, Recessão e Inflação, Crise e Desordem do Sistema, Descentralização, Federalismo, Subprime, Capital Financeiro Mundial, Política das Finanças Públicas, As Muitas Minas Gerais, etc). Tudo isso acrescido de dezenas de capítulos sobre Economia em livros de outros autores, mais de 50 artigos publicados em revistas especializadas e mais de 500 artigos em jornais de várias parte do País. Todo esse trabalho científico acompanha seu labor poético que nunca esmoreceu em sua vida. É o que ele afirma: “economia e poesia rimam – e bem – e cada uma, a seu modo, tem sido para mim, importantes ferramentas na minha luta para ajudar e entender e contribuir para tentar melhorar, dentro de minhas condições e possibilidades, o mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo alto e profundo da literatura, ele lavra (planta e colhe) a poesia moderna desde a primeira juventude, quando fundou e dirigiu em nossa cidade o jornal “Disparada” e também “O Divinópolis Clube” e o “Oeste Jornal”, tudo no biênio 1967-1968. Além de toda a sobrecarga, ele foi também um dos fundadores do jornal literário “AGORA”, de feliz memória, de reconhecido e decantado sucesso local e de ampla ressonância nos meios literários estaduais, federais e internacionais, como atestam documentos em nosso arquivo. Em 1968 publicou seu primeiro livro de poemas, “Pássaro-Eu”; em 1970, publicou “Olhos-Caminho”; depois, em 1975 foi a vez de publicar “Vieram os Pássaros”, tudo isso além de participar de muitas antologias com poemas esparsos. E agora, depois de prolongada pausa (ocupado nas preocupações sociais da economia), ele volta a publicar o belo volume de poemas “CAMINHANDO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na bela e bem concatenada profusão de temas nas 168 páginas de caprichada feição, ele aborda em outro tom e outro compasso os momentos de respiração e de aspiração (e de inspiração, claro) mais anímicos e intemporais, menos prementes e mais espirituais. Noto que na sua propensão poética a ligeireza e a naturalidade do esforço mental não se deixou abalar nos caminhos científicos percorridos durante tantos anos. Uma façanha, sem dúvida. Sinto na leitura que ele continua mantendo a duração até mesmo das vivências mais momentâneas, poetizando a seu modo, e bem, o prosaísmo circunstancial do mundo político (que não se coaduna muito bem com a vida poética). São poemas longos e belos – e nosso espaço aqui é dimensionado. Mas não posso omitir  a transcrição de pelo menos uma estrofe do poema “No Ônibus”:&lt;br /&gt;“O rapaz ao lado da moça,&lt;br /&gt;deixa cair a mão no seu colo,&lt;br /&gt;fingindo dormir:&lt;br /&gt;ela mexe a cabeça,&lt;br /&gt;como se também estivesse&lt;br /&gt;- em sono profundo”.&lt;br /&gt;]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-3931777436282596154?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/3931777436282596154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=3931777436282596154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3931777436282596154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3931777436282596154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/05/ilustre-divinopolitano-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8428075593503904136</id><published>2011-05-17T16:06:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T16:08:42.766-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>MATERNIDADE  II  -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Oferecido às mães de todos os tempos e lugares, especialmente (ou particularmente) às queridas Isolina (in memoriam), Inês, Ana Paula e Layla).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspiros de expectativa.&lt;br /&gt;Suspiros de alivio.&lt;br /&gt;O mistério da vida refaz seus milagres.&lt;br /&gt;As noites insones.&lt;br /&gt;As dores sem nomes.&lt;br /&gt;As emoções enormes.&lt;br /&gt;Um céu turvado, uma terra esclarecida?&lt;br /&gt;A profundidade hospitaleira.&lt;br /&gt;A fecundidade sobremaneira&lt;br /&gt;generosa.&lt;br /&gt;As novas vidas do porvir?&lt;br /&gt;Algumas lágrimas no sorrir?&lt;br /&gt;O sol nasce em forma de lua?&lt;br /&gt;Mãe-mãe, quê poesia a sua?!&lt;br /&gt;É assim que se dá a luz.&lt;br /&gt;Bem haja,pois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Auréolas&lt;br /&gt;espocam nas janelas.&lt;br /&gt;O que há de ser?&lt;br /&gt;O essencial é viver,&lt;br /&gt;já dizia Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;a respeito de tanta bondade&lt;br /&gt;da mãe-natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.......................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar angelical&lt;br /&gt;encantado, encantador, da criança,&lt;br /&gt;nos primeiros meses de vida.&lt;br /&gt;O que é a Natureza?&lt;br /&gt;Agora é só Beleza.&lt;br /&gt;Os primeiros meses de vida revelam&lt;br /&gt;o inocente otimismo, a ensinar aos acólitos&lt;br /&gt;do pessimismo que viver é uma honra,&lt;br /&gt;uma graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se depois o bebê chora tantas vezes,&lt;br /&gt;não é o prognóstico dos revezes:&lt;br /&gt;é sua forma circunstancial&lt;br /&gt;de falar,&lt;br /&gt;de negligenciar,&lt;br /&gt;de afirmar que a vida&lt;br /&gt;é para ser vivida&lt;br /&gt;docemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criancinha&lt;br /&gt;ri e chora sem os prelúdios e os interlúdios&lt;br /&gt;das horas e dos lugares.&lt;br /&gt;O chorar&lt;br /&gt;é sua fala simbólica,&lt;br /&gt;é despido de lágrimas de dor e de rancor.&lt;br /&gt;É um palavreado ainda não sabido,&lt;br /&gt;acintosamente intuído.&lt;br /&gt;E logo desperta em si o riso embutido:&lt;br /&gt;uma claridade,&lt;br /&gt;uma espontaneidade,&lt;br /&gt;uma sinceridade.&lt;br /&gt;É sua íntima palavra afirmativa da áurea bendita&lt;br /&gt;que reamanhece, tão viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum anjo é mais puro nos prenúncios&lt;br /&gt;e nos alvores do espelho triangular&lt;br /&gt;das vozes líricas e anímicas,&lt;br /&gt;a refletir nos risos e olhares a inovação vitalícia&lt;br /&gt;dos infinitos dias seguintes,&lt;br /&gt;nos ângulos e retângulos que a paisagem oferece&lt;br /&gt;em termos de fascinação&lt;br /&gt;e ternura.&lt;br /&gt;Haja, pois, poesia e encanto nos cantos e recantos&lt;br /&gt;dos risos e olhares radiosos,&lt;br /&gt;constantemente amanhecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;..........................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim&lt;br /&gt;como a flor da noite fecha suas pétalas&lt;br /&gt;para dormir&lt;br /&gt;e reabre-as de manhã para o lúcido reviver,&lt;br /&gt;o recém-nascido&lt;br /&gt;perfuma e festeja a casa e o dia&lt;br /&gt;sorrindo &lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt; chorando&lt;br /&gt;(que é sua forma zangada de sorrir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também hoje em dia&lt;br /&gt;(17 de maio de 2011),&lt;br /&gt;a rolinha fica no ninho da jabuticabeira do quintal,&lt;br /&gt;dias e noites,&lt;br /&gt;noites e dias,&lt;br /&gt;sob o sol chuviscado e a chuva filtrada,&lt;br /&gt;sob os ventos e as brisas ocasionais...&lt;br /&gt;Sempre lá,&lt;br /&gt;os olhos abertos e espertos, &lt;br /&gt;sempre lá, doando seu calor.&lt;br /&gt;Inamovível&lt;br /&gt;(indefesa mas alerta e orgulhosa da ninhada&lt;br /&gt;que depois abrilhantará a cantoria no quintal).&lt;br /&gt;Inamovível, &lt;br /&gt;sem comer, sem beber.&lt;br /&gt;Só olhando e sentindo.&lt;br /&gt;Chocando, chocando...&lt;br /&gt;Mãe abençoada.&lt;br /&gt;Glória ao Espírito Santo da Natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8428075593503904136?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8428075593503904136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8428075593503904136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8428075593503904136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8428075593503904136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/05/maternidade-ii-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-303782574942756588</id><published>2011-05-17T16:00:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T16:01:44.330-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>MATERNIDADE  -  Arranjo de Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenagem à Ana Paula Barreto Lopasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ávida semente germinando a corola,&lt;br /&gt;as pétalas e as cores&lt;br /&gt;e a vida&lt;br /&gt;no silêncio do espaço no tempo,&lt;br /&gt;como diria Inês Belém Barreto.&lt;br /&gt;Ah, ouvir o silêncio da relva crescendo,&lt;br /&gt;como diria Anna Akhmátova.&lt;br /&gt;A poesia de repente soa calorosa e terna.&lt;br /&gt;As vozes enchem o ar de silêncio,&lt;br /&gt;como diria Ana Cristina César.&lt;br /&gt;A felicidade por Deus apelidada de eternidade,&lt;br /&gt;diria Emily Dickinson, que também diria:&lt;br /&gt;“para fazer uma campina basta um trevo,&lt;br /&gt;uma abelha e uma criança”.&lt;br /&gt;O verso na poesia é o filho do matrimônio.&lt;br /&gt;É a melhor opção da vida,&lt;br /&gt;como diria Marianne Moore.&lt;br /&gt;“Aprendi com as primaveras&lt;br /&gt;a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira”,&lt;br /&gt;assim disse Cecília Meireles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor te põe pra funcionar, ó mãe,&lt;br /&gt;e tua voz se aninha entre os elementos,&lt;br /&gt;como diria Sylvia Platt, que acrescentaria:&lt;br /&gt;“De noite sua respiração&lt;br /&gt;vacila entre rosas lisas”.&lt;br /&gt;“Vou te descobrindo – ou redescobrindo? –&lt;br /&gt;atrás da fechada janela&lt;br /&gt;na remota cidade que desconheço”.&lt;br /&gt;Palavras de Olga Savary.&lt;br /&gt;“Ela tem um encontro marcado&lt;br /&gt;com os halos ao redor da lua”,&lt;br /&gt;assim afirma Elizabeth Bishop.&lt;br /&gt;“Eu que nunca vi a alegria de corpo e alma,&lt;br /&gt;falo de amor e chego a um oásis singelo&lt;br /&gt;onde o vento no campo&lt;br /&gt;se verga do milho a espiga,&lt;br /&gt;como lençóis ao ar livre”,&lt;br /&gt;assim poetava Marly de Oliveira.&lt;br /&gt;“Mãe, eu te agradeço e te bendigo&lt;br /&gt;por me ter tido&lt;br /&gt;e me haver dado o Amor”.&lt;br /&gt;Afirma Célia Lamounier Araújo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe é o poema de todos os filhos, eu digo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a pousada do ser, como diria Henriqueta Lisboa:&lt;br /&gt;“pelo embalo das ondas&lt;br /&gt;pelo canto dos pássaros&lt;br /&gt;pela polpa do fruto&lt;br /&gt;no dia exato da maturescência”,&lt;br /&gt;como acrescenta a Henriqueta Lisboa.&lt;br /&gt;“Embora talvez te agrida,&lt;br /&gt;nosso amor vai durar pouco.&lt;br /&gt;Somente por toda vida”.&lt;br /&gt;Palavras de Leila Miccolis.&lt;br /&gt;“E do corpo em palavra criou-se”,&lt;br /&gt;como diria Maria Esther Maciel,&lt;br /&gt;“a fêmea escritura encarnada em verbo&lt;br /&gt;e silêncio”.&lt;br /&gt;“Nas águas do aquário a vida mudou.&lt;br /&gt;Aquele peixinho pintou e bordou”.&lt;br /&gt;Afirmação de Ieda Dias.&lt;br /&gt;“Vi um bebê de meio palmo que respirava:&lt;br /&gt;entendi que um copo d’água é suficiente&lt;br /&gt;pra mim”, afirma Adriana Versiani.&lt;br /&gt;“Com olhos de criança,&lt;br /&gt;perceber o inusitado, o novo, o inexistente.&lt;br /&gt;Recolocar ao mistério ao nosso alcance”.&lt;br /&gt;Assim diz Lara de Lemos.&lt;br /&gt;“Derramada em traços&lt;br /&gt;a cor avança&lt;br /&gt;à procura da luz&lt;br /&gt;e da expressão”,&lt;br /&gt;assim está escrito em “Exercícios de Viver”,&lt;br /&gt;de Lélia Parreira Duarte.&lt;br /&gt;“Líquida certeza&lt;br /&gt;nestas veias navega:&lt;br /&gt;também em mim&lt;br /&gt;Deus respira” – é assim que bendiz a poeta Yeda Prates Bernis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou maior que o escuro&lt;br /&gt;a corromper a luz, diuturna nostalgia de um sonho”,&lt;br /&gt;assim está escrito num belo poema de Lélia Coelho Frota.&lt;br /&gt;“Brilha para dentro de mim.&lt;br /&gt;“Acende teus luzeiros em meus olhos.&lt;br /&gt;Oh via láctea de nos amamentares com teu leite&lt;br /&gt;de sombra”&lt;br /&gt;- assim disse cantando Ana Hatherly.&lt;br /&gt;“O momento presente é enriquecido pelo passado,&lt;br /&gt;mas o passado também é enriquecido pelo presente”,&lt;br /&gt;assim dizia em prosa Virginia Wolf, mergulhando na emoção de certos&lt;br /&gt;Momentos de Vida.&lt;br /&gt;“O recém-nascido vai precisar de faixas”,&lt;br /&gt;como afirma Adélia Prado, que acrescenta:&lt;br /&gt;“É um tal amor o que prepara os ungüentos&lt;br /&gt;que obriga a divindade a conceder-se.&lt;br /&gt;Até que esmaeçam,&lt;br /&gt;velo as coruscantes estrelas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que a vida se banha, aquece e alimenta em sua circunstância.&lt;br /&gt;A vida dentro da vida.&lt;br /&gt;O mundo é belo&lt;br /&gt;e a vida também –&lt;br /&gt; assim posso dizer, repetindo meus bons votos à Mãe, ao Pai e ao Filho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-303782574942756588?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/303782574942756588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=303782574942756588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/303782574942756588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/303782574942756588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/05/maternidade-arranjo-de-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6377986420909538116</id><published>2011-05-17T15:58:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T15:59:56.018-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DESTINO   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu repetia a palavra amor mil vezes&lt;br /&gt;naquelas noites famigeradas&lt;br /&gt;e ditosas.&lt;br /&gt;Depois dormia e apaziguava a luta que mantinha&lt;br /&gt;entre o querer e o poder.&lt;br /&gt;Que imortalizava a vida na insatisfação do desejo&lt;br /&gt;mais satisfatório.&lt;br /&gt;Assim na minha vida&lt;br /&gt;é o amor o mandante.&lt;br /&gt;Assim,&lt;br /&gt;amando,&lt;br /&gt;vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6377986420909538116?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6377986420909538116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6377986420909538116' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6377986420909538116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6377986420909538116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/05/destino-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-1817166813254597461</id><published>2011-05-17T09:57:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T09:59:32.777-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>FAGULHAS    -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É pertinente admirar e amar as coisas e os seres que são, ao mesmo tempo, triviais e singulares. Exemplo: os pombinhos elegantes e silenciosos ciscando e brincando nas ruas atritadas e barulhentas das grandes cidades....&lt;br /&gt;- Gandhi pregava que não reagir a uma agressão é subtrair a razão do agressor. Assim o agredido acaba ganhando a causa.&lt;br /&gt;- Bobo é quem não recolhe e guarda para toda vida a feliz herança de uma nova vida (do filho(a), do neto(a) em nossa vida tão inspiradora.&lt;br /&gt;- Sou um leitor que escreve. Não apenas sobre o que leu, mas também sobre o que viveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estranhas acontecências: um cavalo na cozinha de um apartamento no sétimo andar de um prédio, no Leme, RJ; uma cobra de três metros que adentrou um apartamento de um prédio na Lagoa Rodrigo de Freitas, RJ; uma vaca que irrompeu dentro de um hotel em Florianópolis, Santa Catarina; uma onça que se refugiou numa garagem residencial em São Tomaz de Aquino, MG; um rapaz que morreu afogado depois de sofrer uma descarga de 600 volts de um peixe elétrico no balneário de Maju, Pará;  um gambá do sexo feminino que cuidava de sua gravidez no porão de minha casa em Divinópolis, MG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Ariosto nos ensina como a inteligência vive também (e sobretudo) de fantasia, de ironia, de esmero formal” – Ítalo Calvino.&lt;br /&gt;- Northrop Frye, em boa parte de sua “Anatomia”, ensina como os livros sacros devem ser lidos pelos críticos literários exclusivamente como obras literárias. Isso eu sabia, antes de ler Frye e Calvino.&lt;br /&gt;- “A mulher será sempre o perigo de todos os paraísos” – escreveu o poeta francês, Paul Claudel.&lt;br /&gt;- Para viver em Cuba (admitem os próprios cubanos) é preciso ter FÉ, ou seja; Família no Exterior. Para mandar as mensalidades em dinheiro. Se o comunismo não deu certo em nenhuma parte do mundo, por que tem gente ainda querendo implantá-lo no Brasil?&lt;br /&gt;- “De vez em quando eu tenho me surpreendido descansando de coisas que não fiz” – Antônio Maria , compositor e cronista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que ninguém se alarme nem se aborreça. A depressão faz parte da cultura moderna, afirma Lisa Appiguanesi, autora  do badalado livro  “Tristes, Loucas e Más”, da editora Record.&lt;br /&gt;- A diferença, ah, a diferença. Existe e sempre existirá, no tempo e no espaço. Então, viva a diferença! Nota-se no atual governo federal uma pessoa mais culta e dócil em relação ao anterior, um casca-grossa antipático. É pena que, de acordo com o que se propala nos meios intelectuais do jornalismo é que essa diferença está sendo direcionada&lt;br /&gt;para a intenção re-eleitoral. Enquanto o Lula começa a manipular sua demagogia na área operária (da qual se valeu para tornar-se o nababo que é hoje), a Dilma vai cuidar de atrair a simpatia da classe média, arredondando um bloco imbatível eleitoralmente, minando e reduzindo o campo de ação de uma oposição prosaicamente encolhedora. Que a presidente se torne simpática e competente, é o que todos querem. Mas sem as intenções ditatoriais de perpetuação no poder.&lt;br /&gt;- “O bem estar resulta, menos de nossa boa saúde do que do excedente não empregado de nossas forças”. – Marcel Proust.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “O verso é uma vitória sobre os limites da linguagem”. – Carlos Drummond de Andrade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos períodos paleolítico e neolítico (de 500.000 a 10.000 aC), os seres humanos viviam nos bosques (a maior parte do tempo em cima das árvores) por causa da constante presença das feras selvagens. A alimentação era através de raízes e frutas. A descoberta do fogo deu ao ser humano da época a possibilidade de cozinhar os víveres e legumes, de afugentar os animais ferozes, de iluminar as cavernas. Todos viviam da caça e da coleta de alimentos – e na parceria entre homens e mulheres não existia o vínculo do sexo e da procriação. A liberdade pontificava, mas a fertilidade, associada aos poderes da vida e da morte, era exclusiva da mulher. Na procriação só existia a linhagem materna. Erotismo, nem sinal. Só depois do ano 2.500 aC é que o conceito da paternidade surgiu juntamente com o início da plantação de sementes na terra fértil para a produção dos alimentos. Foi assim que as pessoas entenderam que se os grãos geravam outros grãos e frutos, os homens plantavam suas sementes (o sêmen) nas mulheres e por isso, eles eram os elementos ativos e as mulheres os passivos na plantação e na colheita dos seres humanos. Assim nasceu a chamada conjunção carnal que resultou no casamento e na procriação. Foi assim que a humanidade deu o primeiro passo para estabelecer a civilização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-1817166813254597461?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/1817166813254597461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=1817166813254597461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1817166813254597461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1817166813254597461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/05/fagulhas-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5073212114748785067</id><published>2011-05-17T09:47:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T09:51:06.532-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PERGUNTAR NÃO OFENDE  -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?&lt;br /&gt;- Se a legislação do trânsito não distingue os carros das motos, por que estas são mais velozes, impunemente, nas ruas?&lt;br /&gt;- Por que a Prefeitura Municipal de Divinópolis (de acordo com a denúncia de um vereador) está negociando a compra de um imóvel que ela mesma doou ao atual e possível vendedor?&lt;br /&gt;- Por que os ônibus (os chamados coletivos) da cidade, endereçados à Rodoviária, dão mil voltas antes de chegarem ao destino que tem hora marcada de atendimento?&lt;br /&gt;- Por que os políticos brasileiros, salvo raras exceções, não criam juízo, vergonha, amor aos eleitores e ao país?&lt;br /&gt;- Onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba?&lt;br /&gt;- “Para o bom entendedor meia palavra basta, Ecil? (esta é de Millôr Fernandes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que os governos municipal, estadual e federal não preservam a Mata do Noé, tombando-a em nome da preservação do meio-ambiente municipal (a água do Rio Itapecerica), estadual (a água dos Rios Itapecerica e Pará) e federal (a água do Rio São Francisco)?&lt;br /&gt;- É líquido e certo o que alguns psiquiatras vêem na pessoa esquizofrênica uma personalidade sã mas incapaz de se adaptar a uma sociedade doente, ou seja: que a esquizofrenia é um refúgio contra a loucura social?&lt;br /&gt;- Qualquer crença está sempre muito longe de qualquer ato criador?&lt;br /&gt;- Por que os aficionados do saber científico queimam as pestanas para decifrar o Mistério da Vida, se no final das contas o que prevalece no realismo exposto do dia-a-dia é o olho gordo de algum figurão da política e/ou das finanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se o Viaduto do Porto Velho não comporta o trânsito mais acirrado da cidade, por que a Prefeitura não constrói outro Viaduto em outro local para desafogar o congestionamento?&lt;br /&gt;- Por que a música popular brasileira perdeu o timbre melódico, a chama afetiva, a harmonia e o ritmo, transformando-se nessa balela de uma piada sem graça, mal contada e jamais cantada?&lt;br /&gt;- Por que não surgem mais compositores da estatura criativa de Noel Rosa, Ary Barroso, Pixinguinha, Lupiscinio Rodrigues, Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, Ataulfo Alves?  E cantores predestinados como Lúcio Alves, Orlando Silva, Silvio Caldas, Linda Batista, Aracy de Almeida, Dalva de Oliveira, Elis Regina?&lt;br /&gt;- Porque a juventude contemporânea perdeu o tino das preocupações saudáveis? Por que viciou tanto em tantas ninharias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que o tal de bulling, que sempre existiu nas escolas primárias, descambou agora nas mãos dos debilóides da mortandade serial e gratuita?&lt;br /&gt;- Não é assas injusto muitas pessoas serem bobas sem saber e feias sem querer?&lt;br /&gt;- Por que os cantores, os políticos e outras pessoas famosas estão enveredando para os caminhos da literatura, sabendo de antemão que a competição com os verdadeiros literatos é desleal e injusta?&lt;br /&gt;- Por que os filmes das últimas décadas são apenas pálidos reflexos dos filmes da década de 40, 50 e 60?&lt;br /&gt;- Quem às vezes afirma que o ser humano é o pior animal do planeta, está referindo-se ao terrorista muçulmano?&lt;br /&gt;- Quem desaprova a lei da igualdade entre os homos e os heteros sofre de alguma deficiência mental?&lt;br /&gt;- A pessoa cativa da solidão e do desamparo não sabe rir nem chorar ou não obtém oportunidades para tais expressões?&lt;br /&gt;- Há alguma torre de cristal em alguma parte do mundo?&lt;br /&gt;- O que vamos fazer quando a fúria atômica chegar?&lt;br /&gt;- O belo leva ao desejo, que leva à paixão indomável?&lt;br /&gt;- O preconceito cai no drama e entra na tragédia?&lt;br /&gt;- O feio leva ao repúdio, que leva à apatia – e assim cai na doença e na morte?&lt;br /&gt;- A dor é o papo furado da tristeza?&lt;br /&gt;- Ainda que mal pergunte, você leitor, não aprecia tanta pergunta, não é mesmo?&lt;br /&gt;- Na verdade, fica a dúvida: o que é menos pior: a pergunta cretina ou  a resposta cretina?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5073212114748785067?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5073212114748785067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5073212114748785067' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5073212114748785067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5073212114748785067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/05/perguntar-nao-ofende-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4301268353769863918</id><published>2011-04-12T17:33:00.000-03:00</published><updated>2011-04-12T17:36:15.058-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SINAIS DO TEMPO   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tentei e não consegui escrever um texto sobre o sanguinário massacre do Realengo, no Rio. Cheguei a começar com as palavras: “as crianças são as pessoas mais importantes do mundo, as mais graciosas e sinceras, as mais delicadas, as mais vulneráveis. Ninguém tem o direito de maltratá-las nem os próprios pais e mães”. Todas as palavras seguintes foram interrompidas por lágrimas ardentes, amargas, sufocantes. O assunto estava acima de minha capacidade de domar o coração, que não suportava tanta dor, tanta tristeza. A infelicidade dos personagens, incluindo a do próprio autor do massacre travava minhas mãos nas folhas de papel e no teclado do computador. Estamos vivendo num tempo e num mundo possuídos de inexorável perdição? Não consigo suportar tal barbaridade, não disponho de serenidade momentânea para escrever sobre o assunto. Lamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O beato e o ateu situam-se em posições opostas e no mesmo ramo de atribuições. O ateu respira mais livremente, é mais dono de si mesmo, e às vezes até extrapola da convicção, tornando-se arrogante em vez de consciencioso. O beato também extrapola, julgando ser dono de uma verdade improvável, da qual apenas ouvir falar, passando adiante uma veracidade flexível. Quando acontece algo de bom, ele diz que Deus é bom pai; se é algo ruim, diz que Deus sabe o que faz. Uma argumentação muito cômoda, não? Tal crendice assim gratuita é um tanto blasfema, não? Pois justificando a (im)provável ação de Deus, o beato ao falar em nome de Deus assume os atos Dele (como se fossem de sua própria e humana autoria). Nesse ponto o papel do agnóstico é mais razoável: não precisa assumir o peso de acreditar naquilo que não entende. O escritor Robert M. Pirsig é muito claro ao afirmar que “quando uma pessoa sofre de um delírio, isso se chama insanidade. Quando muitas pessoas sofrem de um delírio, isso se chama religião”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Estamos vivendo no tempo das invasões bárbaras” – assim Ítalo Calvino, romancista italiano, escreveu em 1962. “Os bárbaros desta vez” (ele acrescenta) não são pessoas: são coisas. São os objetos que acreditamos possuir - e que nos possuem”. Penso que hoje, muitos anos depois, os bárbaros pessoais invadem novamente os redutos civilizados com toda a gana e garra de uma incontida alienação mental, que afetam e dominam a parte mais jovem da humanidade, que não sabe ou não quer manter-se socialmente, a não ser assimilando práticas irracionais de despersonalização, bagunçando o ambiente de suas vivências com os usos e abusos de um rol de vícios virtuais e alienantes. O resultado da parafernália é que as pessoas comuns estão ficando com medo até de andar nas ruas – e as crianças correm riscos até dentro das até então inatacáveis escolas infantis.  Os hunos e os godos estão em toda parte, com suas estranhas ameaças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Creio que a alternativa de quem não possui outro amparo, outra  possibilidade de escolher a própria trajetória salutar no emaranhado dos caminhos, é entrar no clima das belas artes e dos exercícios esportivos. Que o leitor tente, como eu, entrar no clima da boa música (clássica e mesmo popular), na literatura dos grandes mestres, na imensidão visual da natureza ainda não degradada e  nas obras dos consagrados pintores e escultores (mesmo em Divinópolis temos a pintura do Heraldo Alvim e do Waldir Caetano e a escultura do GTO e do Jadir João Egidio, a poesia de Adélia Prado e de Osvaldo André de Mello. Ou então, e também, entrar na vivacidade do campo e da floresta nas regiões rurais, subir e descer os caminhos e campinas, adentrar mentalmente nos infindáveis arcanos de uma noite escura ou enluarada....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sou radical nas palavras e nas teorias, mas condescendente nas ações cotidianas. Prejulgo o castigo, concedendo o perdão. Assim eu diria, se dissesse.&lt;br /&gt;Ser velho é triste?&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;Mas o que se há de fazer?&lt;br /&gt;Se não fosse velho, já estaria morto.&lt;br /&gt;Viver é perder os parentes e amigos&lt;br /&gt;e a própria pessoa, ao longo do tempo, que também se perde,&lt;br /&gt;para quem um dia morre.&lt;br /&gt;A sensualidade é uma árvore de muitos galhos.&lt;br /&gt;Dois deles chamam mais atenção:&lt;br /&gt;o redentor e o promissor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4301268353769863918?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4301268353769863918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4301268353769863918' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4301268353769863918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4301268353769863918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/04/sinais-do-tempo-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-663845003652274363</id><published>2011-04-06T14:54:00.000-03:00</published><updated>2011-04-06T14:55:42.098-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>BIBLIOGRAFIA PROVISÓRIA  de Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Obras (livros) publicadas:&lt;br /&gt;Contos:&lt;br /&gt; – A Cabeça de Ouro do Profeta – imprensa oficial de BH., 1970.&lt;br /&gt; - Aço Frio de Um Punhal – Editora Guanabara RJ. 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia:&lt;br /&gt;- Árvore no Telhado  – Ed. Movimento AGORA- Divinópolis – MG. 1969.&lt;br /&gt;- Mel e Veneno –  Ed. Express – Divinópolis, 1984.&lt;br /&gt;- A Lapinha de Jesus de parceria com Adélia Prado –Editora. VOZES, Petrópolis,RJ., 1969.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensaios:&lt;br /&gt;- Memorial de Divinópolis – Prefeitura de Divinópolis, MG.,Ed. Serfor, 1995.&lt;br /&gt;- História de Arcos – Prefeitura de Arcos, MG., 1992.&lt;br /&gt;- Memorial do Desterro – Ed. Serfor, Divinópolis 1995.&lt;br /&gt;- A Família Barreto (pesquisa genealógica) – Ed. Express, Divinópolis, MG 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação em Antologias:&lt;br /&gt;- A Poesia Mineira do Século xx., de Assis Brasil, Imago, RJ, 1998.&lt;br /&gt;- Nove Opowiadania Brazyligskie (Polônia). Trad. de Janina Z,Klave, 1982.&lt;br /&gt;- Riqueza Cultural Ibero-Americana, de Pedro Pires Bessa, FAPEMIG, Divinópolis, 1996.&lt;br /&gt;- Flor de Vidro (contos de autores mineiros). Ed. Arte Quintal, BH, 1991.&lt;br /&gt;- Veredas de ROSA., de Lélia Parreira Duarte, PUC Minas, BH, 2000. &lt;br /&gt;- Revista FICÇÃO – São Paulo, 1977.&lt;br /&gt;- Jornal AGORA – Textos e Ressonâncias., de Pedro Pires Bessa, Ed. FUNEDI, 2003.&lt;br /&gt;- Palavra Puxa Palavra , de José Afrânio Moreira Duarte, Ed. do Escritor, SP, 1983.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro:&lt;br /&gt;- O Clarão, em parceria com Adélia Prado (representado).&lt;br /&gt;- Quem Matou o Filho da Onça (peça infantil, representada).&lt;br /&gt;- Bar – Doce Lar – representada em parte em Divinópolis.&lt;br /&gt;- O Reinado (inédita).&lt;br /&gt;- Aqui Neste Desterro – inédita.&lt;br /&gt;- O Ninho da Égua – inédita.&lt;br /&gt;- O Fogo Corredor – inédita .&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;Ensaios Inéditos:&lt;br /&gt;- Os Horizontes do Itambé (pesquisa sobre a cultura popular de Minas Gerais).&lt;br /&gt;- Mosaico Mimético.&lt;br /&gt;- Picles Dietéticos e Grãos de Pólen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia Inédita:&lt;br /&gt;- A Janela dos Anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contos Inéditos:&lt;br /&gt;- Dois Patinhos na Lagoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os Contos do Apocalipse Clube.&lt;br /&gt;- Os Bigodes de Quintino Bocaiuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romances Inéditos:&lt;br /&gt;- Tentação Noturna.&lt;br /&gt;- Barra Funda – A Evaporação dos Paradigmas.&lt;br /&gt;- Sozinho e Mal Acompanhado.&lt;br /&gt;- Cantagalo – A Bacia das Almas.&lt;br /&gt;- Roda Pião – O Pião Entrou na Roda.&lt;br /&gt;- O Dia do Casamento.&lt;br /&gt;- Monólogo e Pranto.&lt;br /&gt;- Chamando Urubu de Meu Louro (em preparo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação em filmes de curta-metragem:&lt;br /&gt;- Arvore dos Sonhos, direção de Carlos Augusto Calil;&lt;br /&gt;- O Verde Mais Antigo, direção de Osvaldo André de Mello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaboração ininterrupta na imprensa divinopolitana desde 1966 - praticamente em todos os jornais que circularam e circulam na cidade até os dias atuais, através de resenhas, comentários, entrevistas, poemas, artigos e crônicas. Colaboração também em muitos jornais e revistas de Belo Horizonte, do Rio e de São Paulo, além de algumas no Uruguai e na Argentina, além de manter um blog literário (http://lazarobarreto.blogspot.com).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-663845003652274363?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/663845003652274363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=663845003652274363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/663845003652274363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/663845003652274363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/04/bibliografia-provisoria-de-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8354662089115167250</id><published>2011-04-05T13:28:00.000-03:00</published><updated>2011-04-05T13:30:44.239-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TOQUES E RETOQUES   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aécio Neves define todo um estado de coisas no País, ao dizer que “o PT tem uma visão diferente da nossa. Nós achamos que um partido político tem que estar a serviço do País. O PT acha que o correto é colocar o País a serviço de um partido político”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Arrivismo é isso aí. O cara quer vencer na vida a qualquer custo, vendendo a própria alma, ignorando qualquer escrúpulo. É assim que a honra vai para o brejo. É preciso garantir uma “boca” no serviço público para um novo “companheiro”? Ah, é só criar uma Secretaria ou um novo Ministério....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contradições absurdas na Educação.  Cláudio de Moura e Castro discorre em artigo na revista VEJA sobre o descaso brasileiro nos importantes quesitos do ensinamento e da aprendizagem. Israel, com uma população de apenas 0,2 da mundial (mais ou menos a mesma da cidade de São Paulo), tem um ensino tão primoroso e afeiçoado que seus doutores em várias especialidades já arrebataram 128 prêmios Nobel (cerca de 20% de todos os premiados em toda a histórica vigência do Prêmio). Isso por que? Porque lá o estudo é levado a sério pelos pais e pelos filhos, pela sociedade, pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim falaram Emerson e Goethe, dois expoentes da civilização: “O grande homem é aquele que, no meio da multidão, mantém com perfeita doçura a independência da solidão” (Emerson).... “O começo e o fim de toda atividade literária é a reprodução do mundo que me cerca por meio do mundo que está dentro de mim” (Goethe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O leitor e o escritor. Ler (hábito gostoso) é melhor do que escrever (hábito penoso). São duas pessoas na mesma pessoa, que precisam uma da outra para se orientarem. Fico às vezes pensando no malabarismo de quem gosta  de ler e não gosta de escrever. Creio que essa é uma pessoa condescendente, até mesmo feliz, sendo mais objetiva do que subjetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Avançar na lua pensando que é um queijo. A obesidade no País já virou uma epidemia? A pesquisa do IBGE revela que 50% dos homens e 48% das mulheres brasileiras estão com o peso acima do ideal O pior é que o fato não implica apenas a questão estética: é a saúde do corpo e do espírito que fica comprometida. Urge uma campanha que possa influenciar as pessoas contra esse desvio de conduta orgânica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O ser humano consciencioso que acessa muito os instrumentos da mídia deve andar enfarado de ver a figura repetitiva de uma mulher esquisita, que não tem porte nem compleição de mãe nem de filha nem de esposa nem de irmã: uma presidente da república, apesar dos pesares. Quem votou e elegeu essa senhora não está nem aí para as consequências, não é mesmo? Mas quem não votou deseja, sinceramente, que ela se torne sensível, inteligente, simpática, e seja (como num passe de mágica) mãe para o povo, uma filha amável, uma esposa idem, uma irmã nossa de todo dia, mirando-se no espelho dos verdadeiros estadistas que fazem da vida e do mundo um momento e um lugar saudáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - A literatura no Brasil é uma história muito mal contada. Uma cruz que sacrifica seu portador, quando devia ser uma bandeira florida ou um galho repleto de frutos saudáveis a engalanar e justificar seu portador. Lembro-me que na infância, em alguns momentos das tardes de alguns dias eu via do quintal de nossa casa os anjos e os demônios terçando armas lá nas nuvens altíssimas, em revoadas solenciosas. Via também vassouras voadoras levando as bruxas, os feixes de palavras caindo no arvoredo estremecido, quase abismado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lya Luft tem toda razão quando diz que “com o ensino cada vez pior – e ainda por cima sendo mais difícil conseguir uma reprovação -, temos gente saindo das universidades quase sem saber coordenar pensamentos e expressá-los por escrito, ou melhor: sem saber o que pensar das coisas, desinformados e desinteressados de quase tudo. Fico imaginando como será em algumas décadas”. Haja Deus, como diria o Chico Anísio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8354662089115167250?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8354662089115167250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8354662089115167250' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8354662089115167250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8354662089115167250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/04/toques-e-retoques-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6353390779597043889</id><published>2011-04-02T16:05:00.000-03:00</published><updated>2011-04-02T16:07:18.973-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>RIO PARANAIBA (*)  -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À poeta Lacyr Schetino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite (ou um estranho dia)&lt;br /&gt;cobria de ervas e detritos&lt;br /&gt;as betoneiras e guindastes&lt;br /&gt;que ameaçavam cobras e lagartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria maio? Agosto?&lt;br /&gt;Trinta mil olhos de formigas testemunhavam&lt;br /&gt; o meu pavor&lt;br /&gt;de ver o rio levar a lua,&lt;br /&gt;que se agitava, que gritava, que chamava&lt;br /&gt;minha atenção atônita, ineficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrementes&lt;br /&gt;ouço dizer que há répteis úteis e nocivos,&lt;br /&gt;que o diabo fez a ponte pênsil,&lt;br /&gt;que os cães não atacam pessoas nuas,&lt;br /&gt;que todos os brasileiros têm os olhos castanhos,&lt;br /&gt;e que a solidão....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(transcrito da página 17 do livro de poemas “Arvore no Telhado”, edição do Movimento AGORA, Divinópolis, MG, 1969).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6353390779597043889?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6353390779597043889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6353390779597043889' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6353390779597043889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6353390779597043889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/04/rio-paranaiba-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5985124648985005710</id><published>2011-04-02T15:59:00.000-03:00</published><updated>2011-04-02T16:02:15.720-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5985124648985005710?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5985124648985005710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5985124648985005710' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5985124648985005710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5985124648985005710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7610370171409514432</id><published>2011-04-02T15:56:00.000-03:00</published><updated>2011-04-02T15:58:26.781-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DOIS, TRÊS POEMAS  (revisados) -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – O Mineral País de Itabira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa chuva de versos&lt;br /&gt;semeando adeuses e caminhos.&lt;br /&gt;O poente&lt;br /&gt;em profundas manhãs.&lt;br /&gt;E todo o&lt;br /&gt;universo mineireiro das chapadas e alterosas&lt;br /&gt;da elegia continental&lt;br /&gt;cultivada aqui, ali, acolá,&lt;br /&gt;para remeter&lt;br /&gt;aos diversos brasis do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele,&lt;br /&gt;o longo homem sóbrio, canta&lt;br /&gt;ao ritmo torrencial das enxadas na roça de milho&lt;br /&gt;um choro em círculos de ecos&lt;br /&gt;naquele mineral país de Itabira&lt;br /&gt;- hoje alma da montanha derretida,&lt;br /&gt;que se faz rio imaginário&lt;br /&gt;em paráfrases intermináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim tudo se baralha:&lt;br /&gt;um diabo de escorpião no bolso intercepta minhas palavras&lt;br /&gt;e trocas as possíveis respostas dos ouvintes e leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Os Três Nomes do Gato (*).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar nome aos gatos não é tarefa fútil nem fácil.&lt;br /&gt;Muitas vezes quando digo que o gato tem&lt;br /&gt;TRÊS NOMES DIFERENTS,&lt;br /&gt; as pessoas olham-me de novo, julgam-me biruta.&lt;br /&gt;Mas assim é, por mais que estranhem e gozem!&lt;br /&gt;Primeiro o nome corrente, de uso da família,&lt;br /&gt;que pode ser Poetinha, Alípio ou Conceição.&lt;br /&gt;Depois o escolhido de pessoas refinadas&lt;br /&gt;(extravagantes ou mesmo sóbrias),&lt;br /&gt;como Menelau, Polonaise ou Pixinguinha.&lt;br /&gt;E por último o nome mais íntimo e solitário,&lt;br /&gt;que ele mais necessita para manter seu orgulho&lt;br /&gt;e esticar os bigodes, enrodilhar-se na cadeira&lt;br /&gt;ou até mesmo pular o muro como num vôo&lt;br /&gt;- e que pode ser Diadorim, Caracóia ou Ana Lívia Plurabelle,&lt;br /&gt;nome que nenhum outro gato deste mundo ostenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas além desses e acima de tudo e de todos&lt;br /&gt;há um nome especial a preferir e esse ninguém&lt;br /&gt;sabe ou saberá.&lt;br /&gt;É o nome que nenhuma pesquisa humana pode descobrir&lt;br /&gt;e que só o próprio gato sabe,&lt;br /&gt;mas que nunca revelará a ninguém.&lt;br /&gt;Assim,&lt;br /&gt;se ver um gato em profunda meditação,  os olhos&lt;br /&gt;abertos mas cegos, as unhas em inocente repouso,&lt;br /&gt;a razão é sempre a mesma:&lt;br /&gt;a mente dele está ocupada na contemplação de seu profundo&lt;br /&gt;e inescrutável e singular NOME.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) Paráfrase de um poema de T.S.Eliot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Lírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza é loucura.&lt;br /&gt;A confluência do périplo de Orfeu&lt;br /&gt;no espelho triangular das vozes líricas.&lt;br /&gt;Beleza é tragédia.&lt;br /&gt;A claridade excessiva é absoluta cegueira.&lt;br /&gt;E que deserto é a metafísica visual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7610370171409514432?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7610370171409514432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7610370171409514432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7610370171409514432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7610370171409514432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/04/dois-tres-poemas-revisados-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2737781366195064733</id><published>2011-03-31T21:52:00.001-03:00</published><updated>2011-04-05T14:03:21.221-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>COMPLEMENTO: ONTEM, HOJE, SEMPRE.  - Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada “Geração Complemento” do início da década de 50 do século passado em Belo Horizonte: não cheguei a conhecer pessoalmente nenhum dos elementos constituintes do grupo que publicava além de uma revista literária, as plaquetas mensais de poesia representativa da formação humana-social da Turma daquela geração. Mantive um contato mais aproximado com o poeta Ary Xavier e com a boa leitura dos textos de Terezinha Pereira, Heitor Martins,  Silviano Santiago, Pierre Santos, Ivan Ângelo, Afonso Romano de Santana, do próprio Ary e de Manuel Soares Ramos. Este último era irmão do saudoso amigo, Joaquim Ramos, então colega da CEMIG, empresa na qual trabalhei durante trinta anos, cinco dos quais em Salto Grande, numa espécie de exílio voluntário da juventude, nos acampamentos das obras de construção da então maior usina hidrelétrica de Minas Gerais. Nos intervalos do trabalho e do sono, eu lia e estudava numa infinidade de livros - e publicava alguma coisa num jornal interno (ERG era o nome dele) da Empresa – e mantinha correspondência com Ary Xavier, através do qual de certa forma me integrei ao Grupo – e já ia até mesmo publicar um opúsculo intitulado “Crepúsculo Verde – poemas”), quando a chamada Geração COMPLEMENTO se desfez A maioria dos integrantes saíram de Minas rumo as capitais do Rio e de São Paulo, onde brilham até hoje na imprensa e nas editoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal Terezinha Pereira e Heitor Martins (elementos de liderança do Grupo), foram lecionar literatura brasileira nos Estados Unidos, onde afirmaram-se não só como Professores como Autores de renomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Terezinha, que se naturalizou norte-americana (agora atende por Terezinka), continua sempre como a boa autora e amiga que sempre foi e é de deus e de todo o mundo. Coleciona títulos e comendas, entre os quais o de Membro da International Writers and Artists Association. Gentilmente cumprimentou-me com um belo poema, que abaixo transcrevo. E mandou, também, para o meu regalo, os poemas AMBIÇÃO, ESCAPAR, SEMPRE DISTÃNCIA, JARDINEIRO e POETA DE CEM ANOS (este uma homenagem a Adriano Augusto da Costa, nascido em 1902.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico sabendo agora, com muita satisfação que ela, além de participar ativamente da vida intelectual na cultura norte-americana, de criar, amar e zelar pelos filhos Pedrinho, Luzia e Emilia e os netos Noah e Gabriel, continua vivendo e escrevendo poesia, ou seja: não se desencantou até hoje dos eflúvios da primeira juventude em Belo Horizonte, cidade que facilitou-lhe o ingresso em outros belos horizontes da vida e do mundo. Transcrevo abaixo dois poemas dela, um deles é o que se refere ao meu neto Paulinho. O primeiro é: &lt;br /&gt;“Homenagem Aos Artistas, Escritores e Trabalhadores de Idade”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há chuva nem falta de sombra&lt;br /&gt;quando o prazer nos enche&lt;br /&gt;o dia de trabalho.&lt;br /&gt;Queremos ser e colher&lt;br /&gt;os frutos que semeamos no planeta&lt;br /&gt;com resplendor de sol&lt;br /&gt;e fogo nas veias.&lt;br /&gt;Não contamos o tempo,&lt;br /&gt;em vez, contamos as pombas brancas&lt;br /&gt;que voam pelo céu &lt;br /&gt;cada dia que passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tem o título de “O NETO (Para Lázaro Barreto, orgulhoso de seu neto).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O neto é uma paisagem&lt;br /&gt;de doçura que nos lembra&lt;br /&gt;de nossa própria infância.&lt;br /&gt;Também representa&lt;br /&gt;o re-armamento mental&lt;br /&gt;das revoluções libertárias&lt;br /&gt;da adolescência, e talvez&lt;br /&gt;prometa a tranqüilidade&lt;br /&gt;do nosso descanso&lt;br /&gt;na última idade.&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma,&lt;br /&gt;o neto é a nossa&lt;br /&gt;imortalidade terrestre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2737781366195064733?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2737781366195064733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2737781366195064733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2737781366195064733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2737781366195064733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/03/complemento-ontem-hoje-sempre.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-6729165875376760793</id><published>2011-03-29T11:15:00.000-03:00</published><updated>2011-03-29T11:16:15.476-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>EM CADA LIVRO A VIDA SE ABRE  - II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(compilação de Lázaro Barreto com os agradecimentos aos filhos Paulo Henrique e Ana Paula, que presentearam-me os livros citados, no Natal de 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No livro (obra prima) O ESTRANGEIRO, Albert Camus apregoa a indiferença como clima ambiental da existência humana. Tanto faz, tanto fez, como se diz, geralmente. Era um enfastiado, que nada esperava da vida? Sei não. Sei que, animado pela destreza em escrever, é um dos melhores ficcionistas da modernidade internacional. Seu personagem (primeira pessoa da narração) confessa na página 81:  “Pensei muitas vezes que se me obrigassem a viver dentro de um tronco seco de árvore, sem outra ocupação além de olhar a flor do céu acima de minha cabeça, eu teria me habituado aos poucos”. Um personagem assim desestimula o leitor em sua leitura comum? Não. Não mesmo. Em Camus a apatia é repleta de vivacidade. (Editora Record, RJ-SP, 2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “A vida em escritório é uma conspiração erótica. Todas as pessoas que trabalham em escritórios pensam em sexo o tempo todo.... A coisa mais excitante do mundo.... O famoso ator Tony Curtis dissera, quando lhe perguntaram qual era o segredo da eterna juventude. “A saliva das garotas”, ele respondeu.... (Diante do catálogo de uma agência de modelos femininos, o autor monologa: “Uma garota bonita não pode mais ser, simplesmente, uma garota bonita, pois tal qualidade deve ser um trabalho de uma ambição”....(John Lanchester, páginas 12, 24, 52, 238 do romance MR. PHILLIPS, Editora Best Seller, SP, 2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “O marinheiro é errante, mas também sedentário. Tem o espírito caseiro e carrega consigo a casa – o navio; e também sua terra – o mar.... De vez em quando a voz das ondas era um autêntico prazer, como a fala de um irmão. Tinha algo de genuíno, uma razão, um sentido.... Enormes moscas zumbiam medonhamente, não picavam, esfaqueavam.... como se acenasse, num desonroso floreio à face da terra banhada pelo sol do anoitecer, para a morte à espreita na selva, ao demônio oculto, às trevas profundas do coração.... E lá estava ela, seca, murcha, de olhos fechados – uma cabeça que parecia dormir no alto daquela estaca, tendo nos lábios secos e contraídos, uma fileira de dentes brancos também sorrindo, no meio daquele sono sem fim... Se algum dia alguém já lutou com uma alma, esse alguém sou eu....Para pagar meus pecados. (Joseph Conrad, no romance CORAÇÃO DAS TREVAS, páginas 15, 37, 62, 104 e 118 – Editora Nova Alexandria, SP 2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Detesto ter que dar esta notícia à tribo,... mas a verdade nua e crua é que a Web, a Internet, faz apenas uma coisa. Acelera a obtenção e a disseminação de informações, eliminando parcialmente tarefas como ir até à caixa postal, visitar uma livraria, telefonar e reunir amigos para jogar conversa fora. Isso a internet faz, e só isso. Todo o resto é digbesteira.... O neuro-cientista Edward O. Wilson afirmava em seu livro “Sociobiologia: A Nova Síntese”, “que o homem, e todas as obras do homem, eram produtos de padrões profundos que percorriam toda a história da evolução, desde as formigas milimétricas à espécie do Homo Sapiens”... Todo cérebro humano, disse ele, nasce não como uma lousa em branco à espera de ser preenchida pela experiência, mas como “um negativo exposto à espera de ser mergulhado no fluido da revelação”. O negativo poderia ser bem ou mal revelado, mas só se conseguiria ver o que já estava no negativo ao nascimento. (Tom Wolfe, páginas 92 e 97 do livro FICAR OU NÃO FICAR, Editora Rocco, RJ, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Quando os homens me tocavam, eu não ficava tão excitada... era sempre um desapontamento. Mas sei que há outras mulheres que não são assim. – eu me sinto humilhada – disse uma ruiva. Acho que meu corpo não é meu, que não tem mais qualquer valor, sendo assim visto por todo mundo” (Anais Nin, página 71 do livro “PEQUENOS PÁSSAROS”, L&amp;PM Pocket, Porto Alegre, 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “As coisas que a literatura pode buscar e ensinar são poucas, mas insubstituíveis: a maneira de olhar o próximo e a si próprio, de relacionar fatos pessoais e fatos gerais, de atribuir valor a pequenas coisas ou a grandes, de considerar os próprios limites e vícios e os dos outros, de encontrar as proporções da vida e o lugar do amor nela, e sua força e seu ritmo, e o lugar da morte, o modo de pensar ou de não pensar nela; a literatura pode ensinar a dureza, a piedade, a tristeza, a ironia, o humor e muitas outras coisas assim necessárias e difíceis. O resto, que se vá aprender em algum outro lugar, da ciência, da história, da vida, como nós todos temos de ir aprender continuamente” (Ítalo Calvino, contracapa do livro ASSUNTO ENCERRADO – Discursos Sobre Literatura e Sociedade - Cia das Letras – SP. 2002).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-6729165875376760793?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/6729165875376760793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=6729165875376760793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6729165875376760793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/6729165875376760793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/03/em-cada-livro-vida-se-abre-ii.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-881305222755759110</id><published>2011-03-29T11:11:00.000-03:00</published><updated>2011-03-29T11:14:31.767-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>EM CADA LIVRO A VIDA SE ABRE – I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compilação de Lázaro Barreto e agradecimentos aos filhos Paulo Henrique e Ana Paula, que presentearam-me com os livros citados, no Natal de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “A literatura filosófica do mundo pode servir tanto para confirmar como para pôr em crise o que já sabemos...; Tudo depende de como o escritor penetra por baixo da crosta das coisas. Joyce projetava numa praia esquálida as perguntas teológicas e ontológicas que aprendera na escola, distantes das preocupações atuais, mas tudo o que tocava: sapatos arrebentados, ovas de peixes, seixos rolados, aparecia perturbado até sua última essência”. (Ítalo Calvino, página 184 do livro ASSUNTO ENCERRADO, Cia. das Letras, SP, 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Como será ser avô? Como pai não foi muito bem-sucedido, apesar de ter tentado com mais afinco que a maioria. Como avô provavelmente ficará abaixo da média também. Faltam-lhe as virtudes dos velhos: serenidade, gentileza, paciência. Mas talvez essas virtudes venham quando outras virtudes se vão: a virtude da paixão, por exemplo. Tem de dar uma olhada em Victor Hugo de novo, o poeta-avô. Talvez possa aprender alguma coisa”. (J.M.Coetzee, página 244 do romance DESONRA, Cia. das Letras, SP 2000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “O seu corpo numa ilha descoberta pelo sedento náufrago. Sem a marca na areia de pé estranho – rósea e perfumada. Golfo e promontório. Baia e península....Na límpida fonte nadam hipocampo e lambari de rabo dourado. Búzio com cantiquinho de corruíra madrugadora. Passagem secreta para gruta encantada. Dunas calipígias movediças. Ninho escondido de beija-flores. Em vôo rasante garça-azul de bico sanguíneo”. (Dalton Trevisan, página 19 do livro O MANÍACO DO OLHO VERDE, Edit. Record, RJ, 2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Na solidão da escuridão, quase consegui sentir a finitude da vida e sua preciosidade. Não damos valor, mas ela é frágil, precária, capaz de terminar a qualquer momento, sem aviso. Lembrei-me do que deveria ser óbvio, mas nem sempre é: que cada dia, cada hora e cada minuto merecem ser apreciados”. (John Grogan, página 239 do livro MARLEY &amp; EU – Ediouro Publicações, SP, 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Meu pai e minha mãe, por sua vez, não conseguiam sequer discutir a temperatura sem se lançarem numa série de acusações mútuas, que quase se faziam atirar-se às carótidas um do outro.... Só sei que, enquanto dirigia por aquela noite de outono, tinha a impressão de que, em algum lugar, Freud, Sófocles e Eugene O’Neil deviam estar morrendo de rir”. (Woody Allen, páginas 14 e 15 do livro QUE LOUCURA!, L&amp;PM Pocket, Porto Alegre, 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Não podemos conceber nada mais pernicioso para uma criança do que uma consciência prematura da seriedade da vida.... Com certeza, não há nenhum escritor vivo que tenha realizado o feito que o senhor James realiza aqui, analisando e purificando as paixões mais vis de nossa natureza ao fazê-las passar pela mente pura de uma criancinha”. (Henry James, páginas 14 e 16 do romance  PELOS OLHOS DE MAISIE”, Cia. das Letras, SP 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “O Zequinha desconsidera que o Brasil é o maior canal de escoamento de droga do mundo.... Pecadora e educada, a Dona Juliana (assim pensava Alzira, sua empregada doméstica). Isso era bom, melhor do que ser uma pecadora sem educação. Vaidade era pecado. Fornicar era pecado. Adultério era pecado. Gula era pecado. Alzira já tentara salvar a patroa das garras do demônio. Oferecera-se para trazer o pastor Walmir para uma conversa. Sou católica, respondeu Juliana (a adúltera). Alzira entendeu muito bem o significado daquele tipo de resposta. Não estou nem aí com Deus, era isso, o catolicismo”.... Miltão levou Bidezinho para a parte alta da favela. Sentaram no mirante e observaram a cidade, o Cristo iluminado. Fumaram um baseado, riram e falaram bobagens, e, depois de tudo isso, Milton explodiu a cabeça do Bidezinho com uma submetralhadora Uzi”. (Patricia Melo, páginas 169 e 248 do romance INFERNO, Cia. das Letras, SP, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver continuação em “Em Cada Livro a Vida se Abre II).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-881305222755759110?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/881305222755759110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=881305222755759110' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/881305222755759110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/881305222755759110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/03/em-cada-livro-vida-se-abre-i.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5248534700008697877</id><published>2011-03-27T20:00:00.000-03:00</published><updated>2011-03-27T20:01:42.520-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CATAGUASES E UBERABA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Verdes e os Maduros.&lt;br /&gt;Aclamado pela crítica como o principal herdeiro da fortuna literária dos notáveis participantes (Rosário Fusco, Francisco Inácio Peixoto, Ascânio Lopes, Guilhermino César) da famosa geração VERDE de Cataguases (uma  ressonância interiorana ao nível das fontes principais de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), o poeta e ensaista Joaquim Branco prima não só pela qualidade do trabalho de acréscimo aos dotes da poesia discursiva e visual dos autores mais renomados como também pela manutenção do culto vanguardista através de sucessivos de outros estudos e publicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que posso dizer, com toda certeza e validade, que o Movimento VERDE não parou nem pode parar, uma vez que participa da fé e do ofício poéticos, que são eternos no calendário universal da criatividade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o novo livro que agora publica,” TOTEM e as Vanguardas dos Anos 1960/70”, Joaquim Branco (joaquimb@gmail.com) reconhece e esclarece o desafio que o grupo enfrentou de entrar no trem da história, não simplesmente para viajar e deleitar, mas  para aprender e ensinar as novidades que chegam e que não podem passar em branco, impunemente. É preciso, sempre, ao acolhê-las, animá-las e enriquecê-las?  Esse é o agravante que normalmente acontece ao amante das belas artes em sua solidão pelo mundo afora. E é da solidão, não raramente, que nascem as belas flores e os frutos mais sadios. Mais ainda quando a recepção das mensagens explícitas e implícitas no trem dinâmico dos novos tempos são acolhidas, assimiladas e enriquecidas por um grupo afinado na cadência de uma forma e de um conteúdo que identificam um sinal nesse tempo, válido como referência histórica. A propósito transcrevo da página 29 trecho de uma carta do grande poeta Dantas Motta:  “...visam vocês reeditar a façanha dos antigos rapazes da VERDE. O tempo é propício para tal. As formas vão indo, ficam gastas e a gente se acostuma com certos conceitos, certas frases, certas palavras. Então se vê que há necessidade de um novo sopro, de uma nova viração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filme Dramático Europeu –&lt;br /&gt;Uma Análise de Crítica Cinematográfica de Guido Bilharinho, Diretor do Instituto Triangulino de Cultura – Uberaba, MG  (www.institutotriangulino.wordpress.com).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítica rigorosa, em linguagem técnica, de quem realmente conhece os princípios, meios e fins da realidade fílmica em sua expansiva generalidade. É uma leitura bem difícil, mormente para quem, como eu, um cinéfilo declarado, devotado e satisfeito na experiência apreciativa ao longo dos anos. Sob esse crivo perfeccionista, Guido Bilharinho, em exímias palhetadas desmonta e analisa rigorosamente as engrenagens produtivas de dezenas de filmes famosos (e não necessariamente obras-primas) do cinema europeu nas décadas de 30 até às de 80 do século 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na relação constam obras de renomados autores (que aprendi a admirar em minha longa faina cinéfila): Jean Cocteau, René Clair, Jean Renoir, Jacques Becquer, Max Ophuls, Claude Antant-Lara (autor do antológico filme com Gerard Phillipe – um dos poucos atores-criadores do cinema – e Micheline Presle - erroneamente traduzido com o nome de “Adúltera”, quando o titulo em francês queria dizer “O Diabo no Corpo”), Alain Resnais, Jaques Tati, Giuseppe de Santis, Roberto Rosselini, Luchino Visconti, Vittorio de Sica, Federico Fellini, Bernardo Bertoluci, Ettore Scola, Carlos Saura, Pedro Almodóvar, David Lean, Carol Reed, Akira Kurosawa, Fritz Lang,, Win Enders, Michel Cacoyannis, Jean Vigo, Claude Chabrol, Costa Gravas, etc, etc. Cito parte da numerosa prole dos melhores cineastas do referido período, pesaroso por não citar os filmes resumidamente analisados pelo perspicaz Guido, realmente um cinéfilo de mão cheia, mente perscrutadora e coração afeiçoado às belezas e verdades da sétima arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cinéfilo, leitor e admirador de Guido Bilharinho, aqui fico desejando que ele faça uma nova pesquisa e escreva um novo livro comentando os melhores filmes de Holliwood, produzidos no mesmo período (décadas de 30 até a de 80). Ninguém melhor do que ele para empenhar-se em tal empreitada. Bem haja, pois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5248534700008697877?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5248534700008697877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5248534700008697877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5248534700008697877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5248534700008697877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/03/cataguases-e-uberaba-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4242464839887328847</id><published>2011-03-27T19:56:00.000-03:00</published><updated>2011-03-27T19:59:42.845-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>MELHOR ASSIM?   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos e parcos regalos&lt;br /&gt;(na vida de uma pessoa sensata?).&lt;br /&gt;Muitas renúncias e frustrações&lt;br /&gt;(na vida de uma pessoa afobada?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos livros e filmes&lt;br /&gt;(sensacionais e pouco badalados)&lt;br /&gt;contaram e recontaram&lt;br /&gt;os idílios extraordinários&lt;br /&gt;(as minhazinhas imagens momentâneas&lt;br /&gt;e definidas e definitivas!) &lt;br /&gt;que a juventude não aproveitou como devia&lt;br /&gt;e podia.&lt;br /&gt;Tantos desvelos frenéticos,&lt;br /&gt;quantos carinhos mentalizados:&lt;br /&gt;tanta felicidade então meramente intuída&lt;br /&gt;(mas de certa forma infimamente vivida?),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que hoje a velhice não desfaz....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4242464839887328847?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4242464839887328847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4242464839887328847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4242464839887328847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4242464839887328847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/03/melhor-assim-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7078356962023351655</id><published>2011-03-15T10:12:00.000-03:00</published><updated>2011-03-15T10:14:45.366-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TROVINHAS POPULARES  Significativas e Pitorescas.&lt;br /&gt;- Compilação de Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cravo branco na janela&lt;br /&gt;é sinal de casamento.&lt;br /&gt;Tira o branco e põe o roxo,&lt;br /&gt;pra casar tem muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao mar buscar laranja,&lt;br /&gt;fruta que o mar não tem.&lt;br /&gt;Vim de lá todo molhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tatu é bicho manso,&lt;br /&gt;nunca mordeu em ninguém.&lt;br /&gt;Mesmo que queira morder,&lt;br /&gt;o tatu dente não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete e sete são catorze.&lt;br /&gt;Com mais sete, vinte e um.&lt;br /&gt;Todo mundo tem seu bem,&lt;br /&gt;só eu não tenho nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem amor não dorme&lt;br /&gt;nem de noite nem de dia.&lt;br /&gt;Fica revirando na cama,&lt;br /&gt;igual peixe na água fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz que bala mata.&lt;br /&gt;Bala não mata ninguém.&lt;br /&gt;As bala que mais me matam&lt;br /&gt;são as dos olhos de meu bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei meu pé no estribo,&lt;br /&gt;meu cavalo estremeceu.&lt;br /&gt;Adeus você vocês que ficam,&lt;br /&gt;quem vai embora sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei meu chapéu pra cima,&lt;br /&gt;pra ver onde ele caia.&lt;br /&gt;Caiu no colo da moça:&lt;br /&gt;isso mesmo que eu queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marmelo é fruta gostosa,&lt;br /&gt;que dá na ponta da vara.&lt;br /&gt;Mulher que chora por homem,&lt;br /&gt;não tem vergonha na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era galo novo,&lt;br /&gt;comia milho na mão.&lt;br /&gt;Agora que sou galo velho,&lt;br /&gt;bato com o bico no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batatinha quando nasce,&lt;br /&gt;se esparrama pelo chão.&lt;br /&gt;Mamãezinha quando me beija,&lt;br /&gt;põe a mão no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira faz um ano&lt;br /&gt;que meu coração fechou.&lt;br /&gt;Quem morava dentro dele,&lt;br /&gt;tirou a chave e levou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do amor nasce o olhar.&lt;br /&gt;Dão olhar, uma paixão.&lt;br /&gt;Do sorriso, uma saudade&lt;br /&gt;que não sai do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus vos salve casa santa,&lt;br /&gt;onde Ele fez a morada,&lt;br /&gt;onde mora o cálice bento&lt;br /&gt;e a hóstia consagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosa branca se soubesse&lt;br /&gt;o cheiro que a roxa tem,&lt;br /&gt;ficava no sol e no sereno&lt;br /&gt;para ficar roxa também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cachaça é moça branca,&lt;br /&gt;filha de um homem trigueiro.&lt;br /&gt;Quem contrair amor por ela,&lt;br /&gt;nunca vai juntar dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui andando num caminho.&lt;br /&gt;Santo Antônio me chamou:&lt;br /&gt;se um santo chama a gente,&lt;br /&gt;que dirá um pecador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar onde eu canto&lt;br /&gt;todos tiram o chapéu.&lt;br /&gt;Cada repente que eu tiro&lt;br /&gt;corre uma estrela no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor de perto é querido,&lt;br /&gt;de longe é mais estimado.&lt;br /&gt;De perto dá-me um alívio,&lt;br /&gt;de longe muito cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher quando desanda&lt;br /&gt;a falar da vida alheia,&lt;br /&gt;começa na lua nova&lt;br /&gt;e só termina na lua cheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você de lá e eu de cá,&lt;br /&gt;o ribeirão passa no meio.&lt;br /&gt;Você de lá dá um suspiro,&lt;br /&gt;eu de cá, suspiro e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garça pôs o pé na água,&lt;br /&gt;lá ficou quarenta dias.&lt;br /&gt;eu longe de meu benzinho,&lt;br /&gt;não aguento nem um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cima daquele morro&lt;br /&gt;tem um pé de maravilha.&lt;br /&gt;Eu converso com a mãe,&lt;br /&gt;mas meu sentido está na filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no alto daquele morro&lt;br /&gt;passa boi, passa boiada.&lt;br /&gt;Também passa a moreninha,&lt;br /&gt;com seu cabelo cacheado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7078356962023351655?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7078356962023351655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7078356962023351655' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7078356962023351655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7078356962023351655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/03/trovinhas-populares-significativas-e_15.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7732840069899916613</id><published>2011-03-14T20:40:00.001-03:00</published><updated>2011-03-14T20:40:18.478-03:00</updated><title type='text'>Trovinhas Populares - Significativas e Pitorescas</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7732840069899916613?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7732840069899916613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7732840069899916613' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7732840069899916613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7732840069899916613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/03/trovinhas-populares-significativas-e.html' title='Trovinhas Populares - Significativas e Pitorescas'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4096510802903265851</id><published>2011-03-12T11:49:00.000-03:00</published><updated>2011-03-12T11:55:47.033-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ANOTAÇÕES ESPORÁDICAS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamação.&lt;br /&gt;As pessoas reclamam, inutilmente, da morosidade dos ônibus coletivos da cidade, que percorrem as linhas nas direções da Rodoviária e do Hospital São João de Deus. Antes de chegar aos destinos os veículos dão enormes voltas nos bairros, como se prestassem um serviço turístico e não de primeira necessidade, como são os casos das pessoas  com horários marcados para viajar e/ou para tratar da saúde. Reclamar não adianta, mas aceitar calado é pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Farra Política.&lt;br /&gt;Creio que toda pessoa lúcida que acompanha o desenrolar da vida social brasileira sabe que a significação atual de um Partido Político não quer dizer nada de louvável. Virou uma mixórdia. O pessoal envolvido perdeu a compostura, atolando-se nas peripécias dos descaminhos arrivistas. Tanto que o cientista político Roberto Romano chega dizer que “o Congresso abriu mão de uma de suas funções primordiais, que é a de fiscalizar o Executivo....Os deputados só querem verbas”. E todo o desastre nacional não fica só nisso. As verbas votadas pelos congressistas são muletas de campanha eleitoral. Depois de eleitos e empossados vão todos aos potes da gastança em obras superfaturadas. Por mal dos pecados está acontecendo, agora mesmo, que o fundo monetário do governo é insuficiente para cobrir os gastos prometidos. Aí então surge o fenômeno do corte das verbas no orçamento. É só raciocinar para saber que a verba que elegeu tanta gente não existia, era apenas uma promessa eleitoral. O cúmulo da safadeza, não? E além desse desplante, vem lá dos cafundós o tal de Lula contratando palestras para os empresários desonestos – que mais querem é mamar nas tetas da mãe-pátria, a preço exorbitante, que os interessados pagam ao palestrante de arremedo, sabendo de antemão que o tal palestrante (?) vai intermediar o superfaturamento dos gastos junto à comprometida pupila. Assim caminha nossa pobre nacionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ateu ou Agnóstico?&lt;br /&gt;A Criação descrita no Gênesis: “pode ser”, como Karen Armstrong presume, “uma narrativa alegórica”. O que ela afirma, segundo as palavras de Jerônimo Teixeira (articulista da VEJA) é que “o impulso religioso sempre acompanhou a humanidade, dando forma a seus anseios por beleza, bondade, transcendência. E assim a religião constitui um patrimônio simbólico que não pode ser descartado”. Ou seja: o ser humano entra em pânico toda vez que perde o apoio, não suporta a solidão de arcar com toda a imensidão mundial que o rodeia. O verdadeiro ateu tem que ser um poeta assumido, munido das chaves da inteligência e da sensibilidade, da coragem de enfrentar e conviver com as surpresas da poesia que o rodeia para saber se ele é forte o suficiente para agüentar os arrancos e apelos da inspiração e da respiração. Só assim qualquer pessoa poderá exercer um ateísmo convicto, sadio e destemido, ou seja, o agnosticismo consciente e exeqüível. Thomas Hobbes, no livro “Leviatã”, assegura que “o medo de coisas invisíveis é a semente natural daquilo que todo mundo, em seu íntimo, chama de religião”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Duas Faces do Apetite.&lt;br /&gt;O Estômago. A Libido.&lt;br /&gt;O primeiro visa o alimento biológico do corpo, o segundo prefere (psicologicamente?) a inteireza corporal do sexo oposto, em ânsias anímicas e não meramente físicas.  O corpo inteiro da pessoa amada atrai, instiga o desejo. A materialidade aí é mais abstrata do que concreta, se assim posso dizer. É uma espécie de halo, estalo, uma premonição. Mais subentendido do que demonstrado em relação ao apetite meramente estomacal. A cozinha e o quarto; a mesa e a cama. O corpo, no amor sexual é, ao mesmo tempo, alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paisagismo Bucólico.&lt;br /&gt;Os dois lados ao longo da rodovia Divinópolis-Belo Horizonte, vistos das janelas dos ônibus, são aprazíveis, mormente no trecho que abrange os municípios de Itaúna, Azurita e Mateus Leme. Uma beleza. O paisagismo descortinado oferece visões realmente espetaculares, quase paradisíacas, nesta época do ano. A sucessão das serras e morros e baixadas sob a verdejante vestimenta das relvas e arvoredos nos campos e florestas ecologicamente bem tratados. É um alívio para os olhos cansados de tanta poluição ambiental de nossa diuturna vivência urbana. Ali e nos arredores não se vê a mínima erosão nos roçados, nas pastagens, nas grotas e matas fechadas, que sobem e descem graciosamente os relevos do terreno, formando as, por assim dizer, serras das boas esperanças da conservação de uma miraculosa beleza da saúde vegetal, assim exposta publicamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4096510802903265851?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4096510802903265851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4096510802903265851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4096510802903265851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4096510802903265851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/03/anotacoes-esporadicas-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5304360885753642117</id><published>2011-02-17T10:32:00.000-02:00</published><updated>2011-02-17T10:36:44.506-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PINGOS E RESPINGOS  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo Fenômeno.&lt;br /&gt;Comovente a pública despedida do craque Ronaldo dos fervorosos palcos do futebol mundial. Acompanhei sua trajetória desde quando revelou-se no CRUZEIRO como uma pessoa excepcional não apenas dentro do campo, na qualidade de um craque inigualável, como na vida comum, sendo como sempre foi: uma pessoa simples, bonita, briosa, amistosa, honesta e honrada. Mas não entendo porque a mídia de um modo geral teima em considerar o Pelé como o maior craque brasileiro de todos os tempos. Na verdade, apesar de ser também um craque fora de série, ele não chega aos pés do Ronaldo nem como jogador nem como pessoa humana. Até nos erros cometidos o Fenômeno foi sempre muito leal e elegante, ao contrário do Pelé, uma figura intolerante, raivosa e ambiciosa,  para.não dizer picareta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinema, Literatura.&lt;br /&gt;Na comparação entre cinema e a literatura o filme tem uma vantagem óbvia: “nós vemos as cenas e ouvimos os diálogos. Mas na questão de pôr leitor dentro da cabeça do personagem ou dar-lhe consciência da vasta gama que a vida oferece em termos de status, o cinema se frustra”. Assim afirma o escritor e pesquisador Tom Wolfe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência e Piedade.&lt;br /&gt;Todo pesquisador da História da Civilização, se for atencioso e diligente, vai distinguir em cada ação humana ao longo do tempo uma característica piedosa (poética) ou violenta (política). Qualquer ação de qualquer pessoa civilizada, incluindo as crianças e os idosos, em qualquer parte do mundo e em qualquer parte do tempo pode ser definida por uma ou por outra dessas características comportamentais. Às vezes pode até haver uma espécie de transfusão de uma com a outra, mas sempre uma delas prepondera – e logo a definição de piedosa ou de violenta pode ser usada. A mesma correlação existe entre a poesia e a política? Não na teoria (que teoria é dialética), mas sim na prática – e mesmo não pegando o todo da ação, mas do que nela prepondera. E é por isso que um agente político pode ser piedoso (e poético) e um agente poético não pode ser violento nem político. A disfunção moral dos dois termos (poesia e política) é necessária para estabelecer a oposição, por assim dizer diametral, entre as duas formas e as duas imagens empregadas no sentido do comportamento humano, seja ele natural ou convencional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecologia.&lt;br /&gt;A umidade da floresta é recebida no ar e cai sob a forma de chuva – e assim parte da umidade retorna para a massa de ar, por meio da evaporação, a partir das superfícies complexas da floresta e por meio da transpiração das árvores e de outras plantas (Ilação de leitura de um artigo de Thomas Lovejoy).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grãos de Pólen.&lt;br /&gt;Netos: quando Deus tem pena de nós e manda anjos para alegrar-nos.&lt;br /&gt;Sexo: é quando se ama tanto que se tem até vontade de morar dentro da outra pessoa.&lt;br /&gt;Arte: “as pérolas são o resultado de uma contaminação. A arte por vezes também. A arte é quase sempre a transformação da dor” – Heloisa Seixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herança Remota.&lt;br /&gt;Um antepassado de GTO (na vida, na obra e, quase, no nome) é o que senti ao ler na página 155 do capitulo “O Artista Invisível” do livro “Ficar Ou Não Ficar”, de Tom Wolfe:  “Por volta de 1280, Giotto era um pastorzinho que, aos doze anos de idade, foi certo dia para o prado com o rebanho e usou um pedaço de sílex para desenhar uma ovelha na face de um rochedo; foi quando o artista florentino Cimabue, de férias, por acaso passou perto e descobriu seu gênio infantil”. A parecença dos nomes GIOTTO e GTO, deu-me a lembrança de que foi mais ou menos assim que em Divinópolis o pintor Heraldo Alvim “descobriu” em 1967, ali mesmo na rua Rubis o genial escultor GTO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Olhos de Um Animal.&lt;br /&gt;“Os olhos de um animal que observam um homem são desconfiados e atentos.... O animal examina o homem através do abismo de sua não-compreensão” – John Coetzee.&lt;br /&gt;Se o animal pensa, o que faz é escrever poemas no pensamento, isso (assim mais ou menos) é o que quis dizer Derrida na abalizada opinião da poeta Maria Esther Maciel, que acrescenta: “Ninguém garante que um boi, uma serpente, uma águia ou um gato não tenham também uma visão do mundo, um olhar único, que a cada um deles pertence. Ninguém pode saber ao certo se eles estão,&lt;br /&gt; realmente, impedidos de pensar; ou se pensam, ainda que de uma forma muito diferente da nossa”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5304360885753642117?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5304360885753642117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5304360885753642117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5304360885753642117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5304360885753642117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/02/pingos-e-respingos-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-102124262464480762</id><published>2011-01-30T10:25:00.000-02:00</published><updated>2011-01-30T10:27:31.527-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>FACÉCIAS, AQUARELAS E RELIQUIAS  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A cena mais esdrúxula e degradante que se pode ver na cidade de Divinópolis: é a do ajudante de caminhão do matadouro atravessando a rua com a enorme banda do capado (porco) nas costas. Aquela coisa horrível, revestida de pele escura e do toucinho branco, parte da cabeça esgoelada e os mocotós apensos, tudo manchado de sangue e sujeira enganchado, dos ombros do pobre coitado. É inacreditável que a cena prenuncia o repasto apetitoso (para não dizer esganado) dos seres humanos carnívoros....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Revendo o filme “A Menina de Ouro”, de Clint Eastwood, ocorreu-me que talvez (ou certamente?) o comportamento humano mais difícil de ser plenamente realizado é o de uma pessoa conseguir ser BOM e FELIZ o tempo todo ou pelo menos parte da VIDA. Eu sei que não consegui. Sei de muitas pessoas que possam ter conseguido – mas de tal mérito só mesmo cada uma delas sabe. Depois de rever o filme e indo da sala para o quarto revi (como sempre várias vezes por dia) a foto de meu primeiro netinho, aos dois meses de idade: a expressão fisionômica encantadora, bela e feliz, inspira confiança na vida e no mundo. E muito otimismo quanto ao próprio futuro e o de toda a humanidade. Uma nova esperança que nasce. Bem haja, pois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A feiúra tem algo a ver com a ruindade e vice-versa? E a beleza? Ah tem que ser escrita com letras maiúsculas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Musa é toda mulher que, pelos predicados sedutores de beleza, simpatia e romantismo, é sempre moça, mesmo sendo balzaquiana. É musa porque diante dela todo homem, de qualquer faixa etária, é sempre um poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A mentira tem pernas curtas. O ex-presidente da república obteve uma veemente, terrível resposta para a sua extensa e obtusa megalomania ao se despedir (até que enfim!) de seu prolongado desgoverno, que nunca tinha acontecido igual neste país. Refiro-me à hedionda catástrofe na região serrana do Rio de Janeiro – uma região maravilhosa que de repente ficou tão feia. Vingança da Natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Depois da catástrofe que matou quase mil pessoas no estado do Rio de Janeiro (a da Austrália, muito mais estupenda matou cerca de apenas vinte pessoas), o velho slogan patriótico “porque me ufano do meu país” pode ser mudado para “porque me envergonho do meu país”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitor inveterado que sempre fui, não posso deixar de citar alguns trechos do livro “A Cama na Varanda”, de Regina Navarro Lins: (da página 155): “Todas as pessoas são afetadas por estímulos sexuais novos vindos de outras pessoas que não os parceiros fixos. Esses estímulos existem e não podem ser eliminados”. Página 157: “Ninguém pensaria em condenar alguém por não querer usar a mesma roupa durante anos, ou por não querer comer todos os dias o mesmo prato”. Acréscimo em outras palavras de outro trecho na mesma página: no mundo animal só a cegonha e os pombos vivem em regime de monogamia, mesmo assim temporariamente – afirma Wilhelm Reich, que a mesma autora cita, acrescentando que a família não é um fenômeno natural, mas uma instituição social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seqüências Indeléveis de Filmes Clássicos:&lt;br /&gt;1 – Janet Leigh na seqüência de sua fuga dirigindo o automóvel na longa rodovia depois de ter roubado o dinheiro da empresa em que trabalhava. Seus olhos atentos e assustados, ah, seus olhos brilhantes...! O filme é PSICOSE, de Alfred Hitchcock, de 1960.&lt;br /&gt;2 – A sofreguidão de Dóris Day cantando “Que Será, Será”, do mesmo Hitchcock, de 1956. A lidima conexão da voz e da imagem, exprimindo e transferindo a carga emocional. Algo sublime.&lt;br /&gt;3 – A aprazível magresa e o traseiro elegante, empinado, de Lauren Bacall, em Uma Aventura na Martinica”, de Howard Hawks, de 1943. O ambiente dramático de repente se torna lírico.&lt;br /&gt;4 – A figura um tanto mirrada e temerosa de Mia Farrow, engrandecendo-se no papel da esposa sofrida, transcendendo-se na gravidez, mostrando as verdadeiras jóias humanas de seus inefáveis seios, momentaneamente grávidos. Filme de Roman Polanski. de 1968.&lt;br /&gt;5 – A paixão enrustida e sofregamente vivenciada pro Ingrid Bergman no filme “Casablanca”, de Michael Curtiz, de 1942. Os líricos trinados de lembranças inesquecíveis apesar dos tórridos momentos da Segunda Grande Guerra. Uma elegia digna de Rainer Maria Rilke.&lt;br /&gt;6 – A sensualidade natural da vida contrapondo-se à temeridade da morte. A poesia do epicédio de Ingmar Bergman derramando-se na noturna mansão das quatro belíssimas mulheres: Liv Ullman, Ingrid Thulin, Kari Sylwan e Harriet Andersson – todas musas familiares de Bergman. Filme antológico de 1972.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-102124262464480762?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/102124262464480762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=102124262464480762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/102124262464480762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/102124262464480762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/01/facecias-aquarelas-e-reliquias-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2513562833152623865</id><published>2011-01-28T07:04:00.000-02:00</published><updated>2011-01-28T07:06:03.185-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>VIAGEM DA LUA DE MEL   -   Lázaro Barreto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aclimatação das circunstâncias subjetivas.&lt;br /&gt;A pronta exclusão das contrariedades.&lt;br /&gt;Assim ansiosos, ultrapassando a distância,&lt;br /&gt; Chegamos à praça enluarada da cidade&lt;br /&gt;premeditada...&lt;br /&gt;As redondezas erguidas, enevoadas nas doçuras&lt;br /&gt;da onírica realidade....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caule tenro da musicalidade.&lt;br /&gt;O temporal impávido dos anseios.&lt;br /&gt;A gostosa movimentação dos embalos. &lt;br /&gt;Na casa das luzes verdes e tremulantes.&lt;br /&gt;A quintessência dos átimos e dos étimos.&lt;br /&gt;A noite dos pirilampos atritados e cantantes.&lt;br /&gt;Os mergulhos as braçadas os estirões.&lt;br /&gt;Os tentáculos da orquídea a subir nas paredes.&lt;br /&gt;O amor com o amor se paga numa libido vindo de outra&lt;br /&gt;libido.....&lt;br /&gt;Os interiores chamam as superfícies:&lt;br /&gt;tudo se enlaça na coesão da fome com a vontade de comer.&lt;br /&gt;O frenesi fulgia, equilibrava p arroubo&lt;br /&gt; nas alturas das paredes, do teto, do céu. &lt;br /&gt;O quinhão sutil na oferta e na procura....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A juriti cicia no ninho da rolinha?&lt;br /&gt;O inhambu de moita em moita está doido por mais um abraço?&lt;br /&gt;A dor da bondade e da beleza....&lt;br /&gt;Ó rútila frondosa tentação!&lt;br /&gt;Agora o mar recobre a montanha,&lt;br /&gt;uma nuvem inunda a floresta....&lt;br /&gt;A noiva prolonga o assédio.&lt;br /&gt;O noivo prolonga o ritmo.&lt;br /&gt;Ambos batem numa mesma porta.&lt;br /&gt;Querem arrombá-la? Mas já não estão dentro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2513562833152623865?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2513562833152623865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2513562833152623865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2513562833152623865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2513562833152623865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/01/viagem-da-lua-de-mel-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-712973827043568880</id><published>2011-01-24T14:56:00.000-02:00</published><updated>2011-01-24T15:00:21.551-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ODISSÉIA DA MULHER AO LONGO DA HISTÓRIA.   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto abaixo, inspirado na leitura do livro da psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, “A Cama na Varanda” (Edit. Rocco, RJ, 1997) é um apanhado sui-generis do levantamento crítico que ela faz da odisséia feminina, mencionando dados retroativos às idades da pedra e dos metais, de passagem, mas seguramente. Não vou citar textualmente os registros, mas tentar adequá-los a uma explanação sintética e possivelmente legível. O seguinte: por volta dos remotos anos 3.000 a.C. a mulher pertencia a todos os homens e cada homem a todas as mulheres. Ninguém sabia que a procriação era o resultado do ato sexual, de forma que todos os filhos só tinham mães. Só existia a linhagem materna, pois. Todos viviam em harmonia com a natureza, até que um deus masculino decretou que a mulher era inferior ao homem e que deveria ser subserviente a ele. Aí o homem descobriu que a fertilidade e a fecundação não eram atributos exclusivamente femininos e o que fertilizava a fêmea era o sêmen do macho. Foi a partir de então que ele se transformou num déspota opressor (um imperador do Marrocos chegou a ter 888 filhos com a infinidade de mulheres de seu harém).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização judaico-cristã prega até hoje que Adão foi criado por Deus e que Eva não era filha de Deus: foi moldada a partir de uma costela de Adão, que tinha sido criado à semelhança do criador. Na mitologia grega a história se repete: Zeus é o único criador da espécie humana. A religião judaica, precursora do cristianismo, caracteriza-se pela masculinidade: iniciando com Abraão em 1800 a.C., desenvolve-se em .300 a.C, com Moisés conduzindo o povo judeu para a terra prometida da Palestina. Depois de muito litígio, muita derrota militar diante dos caldeus e de séculos no cativeiro, foram libertados pelos persas, puderam sair da Babilônia e retornarem a Jerusalém. Como a imagem de Deus era (e é) invisível, cresceu a idéia da superioridade da alma sobre o corpo e assim Deus perde a forma humana, afasta-se da sexualidade, restringindo a liberdade sexual até então preponderante. Com a escritura e difusão da Bíblia através do Velho e do Novo Testamentos fica instituída uma única divindade masculina, proclamando que as mulheres são inferiores aos homens. Eva, por exemplo, é uma figura mal feita e mal contada, ao contrário do imponente Adão. Assim está escrito  (Gênesis 3:16) o que Deus disse à mulher: “Multiplicarei sobremodo o sofrimento de sua gravidez. Em meio a dores dará à luz filhos, o teu desejo será para o teu marido e ele te governará”. A mulher passa a ser, pois, um ser maligno, como a autora afirma na página 44 do citado livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Idade Média (476-1453) recrudesce ainda mais o martírio feminino. Aos preconceitos originários do Oriente, os Pais da Igreja acrescentaram outros, inclusive o de que o sexo é um pecado. Os padres pregavam que tanto na mulher como no homem o que havia da cintura para baixo eram criações demoníacas. O sexo era uma experiência da serpente e o casamento “um sistema de vida repugnante e poluído”, com os acréscimos doutrinários:  Agostinho disseminou entre os padres que o intercurso sexual era repulsivo; Amábio o chamou de sujo e degradante; Metódio, de indecoroso; Jerônimo, de imundo; Tertuliano, de vergonhoso”. Mateus recomendava que os homens se tornassem “eunucos voluntários”. O resultado de tanto engodo e maledicência aconteceu em 1183, quando a Igreja criou os Tribunais da Inquisição, que consideravam o apetite sexual como algo demoníaco, e assim “qualquer moça atraente é suspeita de bruxaria e de ter relações com Satã”. Assim as fogueiras foram implacavelmente acesas, sacrificando milhares de mulheres jovens e maduras, mesmo depois de provadas suas virgindades anatômicas. Algo demoníaco que historicamente a Igreja carrega nos ombros, eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A emancipação feminina dos pesados encargos da submissão ao homem (fosse ele pai, marido, filho) começa praticamente nos anos 60 do século 20, com a chegada da pílula anticoncepcional. Assim ela passou a fazer do corpo o que mais desejava: a possibilidade do prazer sexual sem a consequência desmedida da procriação. O cristianismo ( uma espécie de filial do judaísmo) na Idade Média considerava a homossexualidade, a bestialidade, o incesto e o adultério como abominações passíveis de pena de morte. A prática sexual só era aprovada pela autoridade eclesiástica quando visava unicamente a procriação – fora disso era um pecado contra a natureza. Por causa da desobediência de tais imposições, o mundo já tinha sido destruído uma vez pelo Dilúvio e cinco cidades de Sodoma e Gomorra foram queimadas pelo fogo celestial e seus habitantes desceram vivos ao inferno – tudo isso sem pormenorizar os crimes hediondos da chamada Santa Inquisição queimando milhares de mulheres consideradas bruxas por seus sacrilégios e práticas sexuais. De minha parte, como leitor, pesquisador e escrevinhador, não aceito esse infeliz papel da mulher cristã, subestimada e condenada em toda as fases da história religiosa, até mesmo na escritura da Genealogia de Jesus, na qual nenhuma mulher é citada: é só fulano gerou sicrano que gerou beltrano, etc. Um absurdo que as próprias mulheres, formadoras da maioria dos devotos cristãos em todo mundo, aceitam humildemente, como se confessassem a culpabilidade da doutrina clerical machista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-712973827043568880?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/712973827043568880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=712973827043568880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/712973827043568880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/712973827043568880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/01/odisseia-da-mulher-ao-longo-da-historia.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4115006506234762643</id><published>2011-01-21T10:46:00.000-02:00</published><updated>2011-01-21T10:47:44.187-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>CUIDADO COM O ANDOR   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A grande quantidade de eventos climáticos extremos acontecendo ao mesmo tempo, dizem os climatologistas, está relacionada com o aquecimento global. Mais calor deixa a atmosfera mais instável, causando chuvas e nevascas mais intensas”. (Editorial da Folha de S. Paulo de 16/01/2011).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aquecimento global está instaurando uma fase (fatídica) na vida planetária. As conseqüências evidenciadas (abalos sísmicos, temperatura desarticulada, tempestades catastróficas, erupções vulcânicas, o diabo a quatro) repetem-se em muitas partes do mundo, causando tumultos e tragédias incontornáveis, deixando o enxame de prejuízos materiais e morais, além de tantas vítimas fatais. A civilização, que é causa, sofre a conseqüência. E todo o progresso científico dos especialistas e dos laboratórios está sendo insuficiente para domar a truculenta resposta da natureza ofendida. A chamada economia de mercado impõe suas múltiplas inovações na crosta terrestre, ignorando o preceito popular de que não se deve mexer (atritar) com quem (a natureza) está quieto. A monumental fabricação de lixo (excesso da produção industrial) das nações desenvolvidas e em desenvolvimento econômico, quebra o equilíbrio atmosférico através da acumulação dos copiosos corpos estranhos, ferindo a terra, o ar e a água, elementos primordiais para a salubridade da vida mineral-vegetal-animal. O que fazer? É o que o cientista e empresário perguntam ao homem comum, que cordialmente responde: oh sejamos mais modestos, não avancemos na lua pensando que ela é um queijo. Ele, claro, responde em off, dos bastidores da polêmica, de tal maneira que nem é ouvido. E aí vem aquela altercação de quem (o déspota) julga que quanto pior, melhor: “de quem é o mundo? Não é meu nem seu. Então foda-se o raimundo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Peru, maravilhoso país sob o ponto de vista paisagístico, contendo (segundo o cientista Marcelo Leite) 70% das geleiras tropicais da terra, “já perdeu mais de um quinto (446 km2) de seus 2.042 km2 de “nevados” desde a década de 60.” Em seu artigo “Da Arte de Enxugar Geleiras” ele explica que “existem indicações convincentes de que o sistema ecológico planetário não suportará a expansão continuada do consumo de recursos naturais”. Para se ter uma idéia da irresponsabilidade dos atuais mandatários do planeta: “O Protocolo de Kyoto, de 1997, mandava reduzir em 5% os gazes estufa das nações desenvolvidas até 2012”. Pois é. “Desde então, as emissões globais, em vez de diminuirem, subiram 16%”. Esses antropocentristas de carteirinha encaram a Natureza “como mero insumo para a engenhosidade humana” (o Marcelo conclui). Lembro-me de minha infância em Marilândia, quando nadava e pescava nos córregos (dezenas) afluentes do Rio Itapecerica, agradavelmente participando da convivência dos bichos e pássaros, peixes e insetos que não existem mais, a não ser na lembrança cada vez mais pálida. Naquele tempo os lavradores apenas roçavam os pastos e capinavam as roças, não derrubavam o arvoredo dos campos e cerrados, das matas e capoeiras. Tudo virou fumaça e cinza através dos machados e moto-serras, para alimentar o inferno urbano das siderurgias movidas a carvão vegetal. Os carvoeiros da cidade engoliram os fazendeiros do meio rural, os lavradores da roça viraram operários urbanos. E foi assim que a vaca foi para o brejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o país produz 260.000 toneladas de lixo por dia. O triplo do da China. Estima-se (diz o artigo sobre a SUSTENTABILIDADE, da revista Veja) que um bilhão de pessoas no mundo não tenha acesso a uma fonte de água limpa para beber..... O planeta acumula 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água.... O problema é que a água doce, apropriada ao consumo humano, corresponde a apenas 2,5% do total. “É preciso tomar uma decisão e reconhecer que o crescimento econômico consome recursos e produz resíduos que degradam o ecossistema” (inviabilizando) “a capacidade da espécie humana para se adaptar às mudanças”. É assim que Robert Constanza e Joshua Farley concluem o alentado artigo, com a pergunta mais do que necessária: “O prazer de possuir carros mais potentes é maior do que o de desfrutar amizade, família, água e ar limpos?... Temos, pois que optar por um futuro sustentável e desejável ou um declínio catastrófico”.... Ainda bem que nem todas as pessoas do mundo estão cegas, surdas e mudas, não é mesmo? Já existiu uma época na História em que as pessoas não podiam contradizer o sistema político implantado aleatoriamente. Quem o fizesse esturricava-se nas fogueiras da Inquisição e de outras Intolerâncias. Hoje a diversificação das teorias pensamentais abre o leque das discussões e muita derrapagem perigosa tem sido evitada. Mas, mesmo assim, a ordem que sempre vem de cima (que não é mais de um Deus aleatório, mas sim do chamado poder econômico, transitório e fundamentalmente corrupto) é imposta de forma ditatorial e virulenta, doa a quem doer desde que beneficie os cupinchas de plantão. Eles, meros demagogos inconseqüentes, não têm o menor cuidado com o andor, mesmo sabendo que o santo que carregam é de barro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4115006506234762643?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4115006506234762643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4115006506234762643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4115006506234762643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4115006506234762643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/01/cuidado-com-o-andor-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-315066395479917062</id><published>2011-01-20T18:02:00.000-02:00</published><updated>2011-01-20T18:03:59.450-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>FRASES FEITAS DA CULTURA POPULAR.&lt;br /&gt;(compilação de Lázaro Barreto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra A:&lt;br /&gt;Águas passadas não tocam moinho.&lt;br /&gt;A boa vida não é servida em prato raso.&lt;br /&gt;Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.&lt;br /&gt;A galinha que canta é a que bota.&lt;br /&gt;Amar ao próximo como a si mesmo.&lt;br /&gt;Amor com amor se paga.&lt;br /&gt;A fé remove montanhas.&lt;br /&gt;A beleza acaba, a feiúra aumenta.&lt;br /&gt;A língua é o chicote do corpo.&lt;br /&gt;Alegria do pobre dura pouco.&lt;br /&gt;Amigos, amigos: negócios à parte.&lt;br /&gt;À noite todos os gatos são pardos.&lt;br /&gt;A vida está pela hora da morte.&lt;br /&gt;A boa notícia vem a pé; a ruim vem a cavalo.&lt;br /&gt;Amanhã o carneiro perde a lã.&lt;br /&gt;Acende uma vela a Deus e outra ao Diabo.&lt;br /&gt;Água deu, água leva.&lt;br /&gt;Analfabeto de pai e mãe.&lt;br /&gt;A mentira tem pernas curtas.&lt;br /&gt;A barriga não dói uma vez só.&lt;br /&gt;Atrás das pedradas vem os pedradores.&lt;br /&gt;A ocasião faz o ladrão.&lt;br /&gt;Avançar na lua pensando que é queijo.&lt;br /&gt;A porta é a serventia da casa.&lt;br /&gt;A pinga tem 99 virtudes e só uma desgraça.&lt;br /&gt;A verdade sobrenada como o azeite na água.&lt;br /&gt;Atrás do morro tem morro.&lt;br /&gt;Antes tarde do que nunca.&lt;br /&gt;Antes tardar do que faltar.&lt;br /&gt;Atire a primeira pedra quem não tem pecado.&lt;br /&gt;Atirou no que viu e matou o que não viu.&lt;br /&gt;A educação vem do berço.&lt;br /&gt;Amor só de mãe.&lt;br /&gt;A vida começa aos quarenta.&lt;br /&gt;A vontade também consola.&lt;br /&gt;A lei do mais forte.&lt;br /&gt;A lei é dura mas é a lei.&lt;br /&gt;A beleza está aqui, o que falta é trato.&lt;br /&gt;Aleluia! Farinha no prato e leite na cuia.&lt;br /&gt;A pressa é inimiga da perfeição.&lt;br /&gt;A carne é fraca, a tentação é forte.&lt;br /&gt;A mulher deve casar mas o homem na.&lt;br /&gt;Amanhã é outro dia.&lt;br /&gt;Até que a morte nos separe.&lt;br /&gt;A mão que afaga é a mesma que apedreja.&lt;br /&gt;As pessoas não são iguais, mas viva a diferença!&lt;br /&gt;A morte não é a pior coisa, é apenas a última.&lt;br /&gt;A gente era feliz e não sabia.&lt;br /&gt;As vezes um favor vira pecado mortal.&lt;br /&gt;As paredes têm ouvidos.&lt;br /&gt;A curiosidade matou um gato.&lt;br /&gt;A cara de um é o focinho do outro.&lt;br /&gt;A casca é que engrossa o pau.&lt;br /&gt;Assombração só existe para quem aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bobo é ovo na boca de seu povo.&lt;br /&gt;Bate na cangalha para o burro entender.&lt;br /&gt;Bebe cachaça que nem um gambá.&lt;br /&gt;Bons ventos o levam.&lt;br /&gt;Bobo até onde chegou e mandou parar.&lt;br /&gt;Burro velho, capim novo.&lt;br /&gt;Brincadeira tem hora.&lt;br /&gt;Boca que não beija, pimenta nela!&lt;br /&gt;Bobo de pegar na bosta.&lt;br /&gt;Beleza não põe mesa.&lt;br /&gt;Banana de manhã é prata, de meio-dia é ouro e de noite mata.&lt;br /&gt;Banana verde não se dá, soca no cu pra madurar.&lt;br /&gt;Barriga inchada é desculpa de peidorreira.&lt;br /&gt;Brigas de foices no escuro.&lt;br /&gt;Boca de siri.&lt;br /&gt;Boa de mesa, ruim de cama.&lt;br /&gt;Briga entre marido e mulher, ninguém mete a colher.&lt;br /&gt;Brigam as comadres, surgem as verdades.&lt;br /&gt;Bela como o pingo de água na folha do inhame.&lt;br /&gt;Bobo é quem empresta, mais bobo é quem devolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa para boi dormir.&lt;br /&gt;Coração de mãe não se engana.&lt;br /&gt;Chapéu de trouxa é marreta.&lt;br /&gt;Cara feia não enche barriga.&lt;br /&gt;Cara de quem comeu e não gostou.&lt;br /&gt;Cara de sapo debaixo da pedra.&lt;br /&gt;Cada um por si e Deus por todos.&lt;br /&gt;Cara que manhã beijou malandro nenhum põe a mão.&lt;br /&gt;Com mulher de bigode nem o capeta pode.&lt;br /&gt;Comer o pão que o diabo amassou com o rabo.&lt;br /&gt;Cagado de arara.&lt;br /&gt;Carcará pega mata e come.&lt;br /&gt;Cara de caxinguelê tá com os dentes arregalados tá querendo me morder.&lt;br /&gt;Casar não é casaca.&lt;br /&gt;Coração tem razão que a razão desconhece.&lt;br /&gt;Com açúcar até o jiló é doce.&lt;br /&gt;Conversa de puta Deus não escuta.&lt;br /&gt;Conversa fiada para boi dormir.&lt;br /&gt;Comamos e bebamos porque a morte é certa.&lt;br /&gt;Contra a força não há resistência.&lt;br /&gt;Come feijão e arrota pão de ló.&lt;br /&gt;Conversa que entra num ouvido e sai no outro.&lt;br /&gt;Comer e coçar é só começar.&lt;br /&gt;Chover no molhado.&lt;br /&gt;Coração bom está aqui no peito, só falta é trato.&lt;br /&gt;Chorar de barriga cheia.&lt;br /&gt;Chora e chorará sozinho; ri e o mundo rirá contigo.&lt;br /&gt;Comer suã faz suar?&lt;br /&gt;Cada macaco no seu galho.&lt;br /&gt;Cuidado com o andor que o santo é de barro.&lt;br /&gt;Cada louco com a sua mania.&lt;br /&gt;Com a vó atrás do toco.&lt;br /&gt;Cavalo velho não pega marcha.&lt;br /&gt;Cão que látea não morde.&lt;br /&gt;Chapéu de bobo é marreta.&lt;br /&gt;Comer gato por lebre.&lt;br /&gt;Com os pés no chão.&lt;br /&gt;Cachaça não é água, não.&lt;br /&gt;Cara amarrada pelo rabo.&lt;br /&gt;Chuva miúda não mata ninguém.&lt;br /&gt;Cadeia foi feita para o homem.&lt;br /&gt;Com a pulga atrás das orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não dá asa à cobra.&lt;br /&gt;Depois da tempestade vem a bonança.&lt;br /&gt;Deixa a abóbora alastrar.&lt;br /&gt;Devagar se vai longe.&lt;br /&gt;Deus dá o frio conforme o cobertor.&lt;br /&gt;Doce sem queijo é igual abraço sem beijo.&lt;br /&gt;Devagar com o andor que o santo é de barro.&lt;br /&gt;De manhã é que começa o dia.&lt;br /&gt;De sadio e de louco todo mundo tem um pouco.&lt;br /&gt;Duas coisas que fazem mal a toda gente: vento nas costas e sogra na frente.&lt;br /&gt;Deus está em toda parte.&lt;br /&gt;Dá o tapa e esconde a mão.&lt;br /&gt;Dormir mais do que a cama.&lt;br /&gt;Deus está vendo.&lt;br /&gt;Dois bicudos não se beijam.&lt;br /&gt;Duro com duro não faz bom muro.&lt;br /&gt;De hora em hora a coisa melhora.&lt;br /&gt;Dia santo não é todo dia.&lt;br /&gt;Desgraça pouca é bobagem.&lt;br /&gt;Dente por dente, olho por olho.&lt;br /&gt;Deus ajuda a quem cedo madruga.&lt;br /&gt;Devagar se vai longe.&lt;br /&gt;De cavalo dado não se olha os dentes.&lt;br /&gt;Dema a dema não tem escolha.&lt;br /&gt;Dar varadas na água.&lt;br /&gt;De grão em grão a galinha enche o papo.&lt;br /&gt;Depois da tempestade vem a bonança.&lt;br /&gt;Deus é que sabe.&lt;br /&gt;Deus lhe pague.&lt;br /&gt;Dar milho a bode.&lt;br /&gt;Dor de dente não dá uma vez só.&lt;br /&gt;Deus gosta mais dos pobres:fez tantos!&lt;br /&gt;Dobre e engole a língua.&lt;br /&gt;Deus escreve certo por linha tortas.&lt;br /&gt;Dos males, o menor.&lt;br /&gt;Dar murro em ponta de faca.&lt;br /&gt;De boas intenções o inferno está cheio.&lt;br /&gt;Deste mato não sai coelho.&lt;br /&gt;Dar bom dia a cavalo.&lt;br /&gt;Dinheiro compra tudo menos a consciência.&lt;br /&gt;Dar com dia com chapéu dos outros.&lt;br /&gt;Dá o tapa e esconde a mão.&lt;br /&gt;Do mundo nada se leva.&lt;br /&gt;De quem é o mundo? Não é meu nem seu. Então foda-se o Raimundo.&lt;br /&gt;De quem cochicha o rabo espicha.&lt;br /&gt;De hora em hora a coisa melhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra E.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errar é humano, perdoar é divino.&lt;br /&gt;Escreveu e não leu, o pau comeu.&lt;br /&gt;É só pena que voa.&lt;br /&gt;É de menino que se torce o pepino.&lt;br /&gt;Enquanto houver cavalo São Jorge não anda a pé.&lt;br /&gt;Estou falando com o dono dos porcos e não com a porcada.&lt;br /&gt;Está com cara de cachorro que peidou dentro da igreja.&lt;br /&gt;Estou careca de saber.&lt;br /&gt;É feio, bobo e mora longe.&lt;br /&gt;Em boca fechada não entra mosquito.&lt;br /&gt;É de manhã que começa o dia.&lt;br /&gt;Escrever certo em linhas tortas.&lt;br /&gt;Errar três vezes é sinal de forca.&lt;br /&gt;Em cada cabeça, cada sentença.&lt;br /&gt;Está dançando na corda bamba.&lt;br /&gt;Enquanto a vara sobe e desce, folgam-se as costas.&lt;br /&gt;Está procurando sarna para coçar.&lt;br /&gt;Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.&lt;br /&gt;Em mulher não se bate nem com uma flor.&lt;br /&gt;Esmola demais o cego desconfia.&lt;br /&gt;É assim que a vaca vai para o brejo.&lt;br /&gt;Entende do riscado.&lt;br /&gt;Era só o que faltava....&lt;br /&gt;É melhor sozinho do que mal acompanhado.&lt;br /&gt;É muita banana por um tostão.&lt;br /&gt;Está com a vó atrás do toco.&lt;br /&gt;Enquanto o diabo esfrega os olhos.&lt;br /&gt;Ela é a maria que vai com as outras.&lt;br /&gt;Entrou mudo e saiu calado.&lt;br /&gt;Em terra de cego quem tem um olho é rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra F.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futebol não tem lógica.&lt;br /&gt;Faça cama e deita-te na cama.&lt;br /&gt;Faça o bem sem olhar a quem.&lt;br /&gt;Fruta madura na beira da estrada: ou é azeda ou está bichada.&lt;br /&gt;Filho feio não tem pai.&lt;br /&gt;Filho de peixe, peixinho é.&lt;br /&gt;Fala pouco e acertado.&lt;br /&gt;Fica neste chove-e-não-molha....&lt;br /&gt;Filho da mãe!&lt;br /&gt;Feliz no jogo, infeliz no amor.&lt;br /&gt;Feliz é o chafariz.&lt;br /&gt;Folgado que nem colarinho de palhaço.&lt;br /&gt;Farinha pouca? Meu pirão primeiro!&lt;br /&gt;Foi buscar lã e voltou tosquiado.&lt;br /&gt;Filhos criados, trabalhos dobrados.&lt;br /&gt;Faz chover no meu quintal.&lt;br /&gt;Firme como uma estaca no brejo.&lt;br /&gt;Firme como um prego no angu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganha fama e deita na cama.&lt;br /&gt;Gente boba é que pega cavalo brabo no pasto.&lt;br /&gt;Goiaba madura na beira da estrada: tem marimbondo no pé ou está bichada.&lt;br /&gt;Gato sapecado de água quente tem medo da água fria.&lt;br /&gt;Gosta de ver o circo pegar fogo.&lt;br /&gt;Galinha que canta é a que bota.&lt;br /&gt;Ganha no jogo mas não do jogo.&lt;br /&gt;Jacó de uma palavra só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra H.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mal que vem para o bem.&lt;br /&gt;Homem que é homem não chora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível é Deus pecar.&lt;br /&gt;Inútil como as maminhas dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra J.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vai tarde.&lt;br /&gt;Já viu porco falar mal do toucinho?&lt;br /&gt;Já está chamando urubu de meu louro?&lt;br /&gt;Junta a fome com a vontade de comer.&lt;br /&gt;Junta gente igual urubu na carniça.&lt;br /&gt;Jogar pedra na caixa de marimbondos.&lt;br /&gt;Já viu um defunto enjeitar covas?&lt;br /&gt;Já viu formiga ter catarro?&lt;br /&gt;Jacó de uma palavra só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra L.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladrão que rouba de ladrão tem cem anos de perdão.&lt;br /&gt;Lugar de porco é no chiqueiro.&lt;br /&gt;Lido e corrido.&lt;br /&gt;Lamber embira toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Moreira quem vem atrás fecha a porteira.&lt;br /&gt;Mateus, primeiro os teus.&lt;br /&gt;Mata a cobra e mostra o pau.&lt;br /&gt;Mãe só tem uma.&lt;br /&gt;Mulher que chora por homem não tem vergonha na cara.&lt;br /&gt;Mata só para ver a vítima fazer careta.&lt;br /&gt;Mulher e cachaça em toda parte se acha.&lt;br /&gt;Meu nome não é osso para viver na boca de cachorro.&lt;br /&gt;Mulher e vidro estão sempre em perigo.&lt;br /&gt;Macuco no saco.&lt;br /&gt;Morro de fome mas não como ( ) de homem.&lt;br /&gt;Macaco velho não põe a mão na combuca.&lt;br /&gt;Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.&lt;br /&gt;Mesmo calado, está errado.&lt;br /&gt;Morre o homem fica a fama.&lt;br /&gt;Mulher doente, mulher para sempre.&lt;br /&gt;Mais vale um mau acordo do que uma boa demanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra N.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não leve desaforo para casa.&lt;br /&gt;Na casa de ferreiro, espeto de pau.&lt;br /&gt;Não me olhe de banda que não sou quitanda.&lt;br /&gt;Não fede nem cheira.&lt;br /&gt;Não dá camisa a ninguém.&lt;br /&gt;Nada como um dia depois do outro.&lt;br /&gt;Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cái.&lt;br /&gt;Nem todo dia é dia santo.&lt;br /&gt;Não sabe nem escrever o O com o fundo de uma garrafa.&lt;br /&gt;Não come banana para não jogar a casca fora.&lt;br /&gt;Ninguém sabe sobre o dia de amanhã.&lt;br /&gt;Não mexa com quem está quieto.&lt;br /&gt;Não vem que não tem.&lt;br /&gt;Nem os dedos das mãos são iguais.&lt;br /&gt;Não sabe da missa a metade.&lt;br /&gt;Não sabe nem onde tem o nariz.&lt;br /&gt;Não vale um tostão furado.&lt;br /&gt;Não sabe em que mato está lenhando.&lt;br /&gt;Nunca diga que dessa água não bebe.&lt;br /&gt;Não me importa que a mula manque, o que quero é rosetar.&lt;br /&gt;Não é mais bobo porque é um só.&lt;br /&gt;Não fede nem cheira.&lt;br /&gt;Não nego um peido a um amigo.&lt;br /&gt;Não fale em corda na casa do enforcado.&lt;br /&gt;Nem sombra de dúvida.&lt;br /&gt;Ninguém é profeta em sua terra.&lt;br /&gt;Não sou a favor nem contra, pelo contrário.&lt;br /&gt;Na terra de cegos quem tem um olho é rei.&lt;br /&gt;Não sabe com quantos paus se faz uma canoa.&lt;br /&gt;No amor um é pouco, dois é bom, três é demais.&lt;br /&gt;Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje.&lt;br /&gt;Na água que tem piranha, tartaruga nada de costas.&lt;br /&gt;Não é flor que se cheire.&lt;br /&gt;Não mexa com quem está quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra O.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol nasce para todos.&lt;br /&gt;O que seria do azul se todos só gostassem do verde?&lt;br /&gt;O que é bom dura pouco.&lt;br /&gt;O que não mata, engorda.&lt;br /&gt;O mundo só acaba para quem morre.&lt;br /&gt;O sábio é aquele que sabe que não sabe.&lt;br /&gt;O silêncio é de ouro.&lt;br /&gt;O destino bate à porta.&lt;br /&gt;Odiar o próximo e amar a mulher do próximo&lt;br /&gt;O travesseiro é um bom conselheiro.&lt;br /&gt;Os bons perfumes estão nos menores frascos.&lt;br /&gt;O pior cego é o que não quer ver.&lt;br /&gt;O que não tem remédio, remediado está.&lt;br /&gt;Onde o filho chora e a mãe não escuta.&lt;br /&gt;Onde o diabo perdeu as botas.&lt;br /&gt;O urubu pousou na minha sorte?&lt;br /&gt;O rio quer quem não sabe nadar, pois quem sabe já é dele.&lt;br /&gt;O alheio chora pelo seu dono.&lt;br /&gt;O cão é o melhor amigo do homem.&lt;br /&gt;O bom cabrito não berra.&lt;br /&gt;O mundo dá muitas voltas.&lt;br /&gt;O bom julgador a si se julga.&lt;br /&gt;Is dedos das mãos não são iguais.&lt;br /&gt;O uso do cachimbo faz a boca torta.&lt;br /&gt;O sujo falando do mal lavado.&lt;br /&gt;O seguro morreu de velho.&lt;br /&gt;O bom filho à casa torna.&lt;br /&gt;O que os olhos não vêem o coração não sente.&lt;br /&gt;O diabo não é tão feio como se pinta.&lt;br /&gt;Ouviu o galo cantar mas não sabe aonde.&lt;br /&gt;Onde vai a vaca, o boi vai atrás.&lt;br /&gt;O pai ganha, o filho come, o neto morre de fome.&lt;br /&gt;O que há de novo? Muita galinha e pouco ovo.&lt;br /&gt;O Justo paga pelos pecadores.&lt;br /&gt;Os dois não amarram as éguas no mesmo pau.&lt;br /&gt;Olhar com os olhos e lambem com a testa.&lt;br /&gt;O orvalho não enche um poço.&lt;br /&gt;Olho por olho dente por dente.&lt;br /&gt;O saber não ocupa lugar.&lt;br /&gt;O feitiço vira contra o feiticeiro.&lt;br /&gt;O periquito come o milho e o papagaio leva a fama.&lt;br /&gt;Ouviu o galo cantar mas não sabe aonde.&lt;br /&gt;O olho do dono é que engorda o capado.&lt;br /&gt;O diabo atenta e o pau entra.&lt;br /&gt;O vizinho é o parente mais próximo.&lt;br /&gt;O futuro a Deus pertence.&lt;br /&gt;O mineiro quando enfezam a vela sobe de preço.&lt;br /&gt;Os últimos serão os primeiros.&lt;br /&gt;O que vem de baixo não me atinge.&lt;br /&gt;O que não mata engorda.&lt;br /&gt;O gato tem sete vidas e a mulher tem vida de sete gatos.&lt;br /&gt;O peixe morre é pela boca.&lt;br /&gt;Onde está o homem, está o perigo.&lt;br /&gt;O último que fala e o primeiro que apanha.&lt;br /&gt;Ouviu o galo cantar mas não sabe aonde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pancada de amor não dói.&lt;br /&gt;Por causa de uma cara feia se perde uma bela bunda.&lt;br /&gt;Pelado com a mão no bolso.&lt;br /&gt;Papai trabalhou muito, já nasci cansado.&lt;br /&gt;Perdão foi feito para a gente pedir.&lt;br /&gt;Perguntar não ofende.&lt;br /&gt;Para baixo todo santo ajuda, para cima a coisa muda.&lt;br /&gt;Para quem sabe ler um pingo é letra.&lt;br /&gt;Para amargar, basta a vida.&lt;br /&gt;Praga de urubu não mata cavalo novo.&lt;br /&gt;Promessa é dívida.&lt;br /&gt;Para cada cabeça, uma sentença.&lt;br /&gt;Plantar verde para colher maduro.&lt;br /&gt;Pão feio, filho bonito.&lt;br /&gt;Para morrer, basta estar vivo.&lt;br /&gt;Para quem ama, o feio, bonito lhe parece.&lt;br /&gt;Pobre vive é de teimoso.&lt;br /&gt;Por que o cachorro entra na igreja? Porque encontra a porta aberta.&lt;br /&gt;Perde a razão mas não o coração.&lt;br /&gt;Perca tudo menos a paciência.&lt;br /&gt;Porco magro é que suja a água.&lt;br /&gt;Perde o chapéu mas não perde a cabeça.&lt;br /&gt;Pior cego é o que não quer ver.&lt;br /&gt;Para bom entendedor meia palavra basta.&lt;br /&gt;Por mal dos pecados.&lt;br /&gt;Para Deus nada é impossível.&lt;br /&gt;Pau que dá em Pedro dá em Paulo.&lt;br /&gt;Prefiro trata de um cavalo a pão de ló do que você a feijão.&lt;br /&gt;Para quem compra terra o sol nasce; para quem vende o sol morre.&lt;br /&gt;Pimenta nos olhos dos outros não arde.&lt;br /&gt;Promessa não paga dívida.&lt;br /&gt;Pode vir quente que eu estou fervendo.&lt;br /&gt;Plantar verde para colher maduro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra Q.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não pode com o pote não põe a rodilha na cabeça.&lt;br /&gt;Quem com ferro fere com ferro será ferido.&lt;br /&gt;Quem não chora não mama.&lt;br /&gt;Quem ri por último ri melhor.&lt;br /&gt;Quem não dança balança a pança.&lt;br /&gt;Quem não dança pega a criança.&lt;br /&gt;Quem caça, acha.&lt;br /&gt;Quem tudo quer, tudo perde.&lt;br /&gt;Quando ver a barba do vizinho pegar fogo, põe a sua de molho.&lt;br /&gt;Quem não tiver culpa, atire a primeira pedra.&lt;br /&gt;Quem te viu, quem te vê.&lt;br /&gt;Quem nasceu para centavo nunca será cruzeiro.&lt;br /&gt;Quem canta seus males espanta.&lt;br /&gt;Quem casa quer casa longe da casa onde se casa.&lt;br /&gt;Quem não se arrisca, não petisca.&lt;br /&gt;Quem agacha para o amigo, mostra a bunda para o inimigo.&lt;br /&gt;Quem dá o pão, dá o ensino.&lt;br /&gt;Quem quer faz, quem não quer pede.&lt;br /&gt;Quem bate esquece, quem apanha lembra.&lt;br /&gt;Quem tem mão não manda coçar.&lt;br /&gt;Quem cala consente.&lt;br /&gt;Quem planta vento colhe tempestade.&lt;br /&gt;Quem mais abaixa, mais leva na bunda.&lt;br /&gt;Quem fala a verdade não merece castigo.&lt;br /&gt;Quem fala do diabo, pisa no rabo.&lt;br /&gt;Quem fala o que quer, ouve o que não quer.&lt;br /&gt;Quem já foi rei sempre será majestade.&lt;br /&gt;Quem vai ao vento, perde o assento.&lt;br /&gt;Quem corre cansa, quem espera sempre alcança.&lt;br /&gt;Quem fala demais dá bom dia a cavalo.&lt;br /&gt;Quem não se enfeita, por si se enjeita.&lt;br /&gt;Quem puder mais engula o outro.&lt;br /&gt;Quem pode, pode; quem não pode, sacode.&lt;br /&gt;Quem não tem cão caça com gato.&lt;br /&gt;Quem procura o que não perdeu, encontra o que não procurava.&lt;br /&gt;Quem tem pressa come cru.&lt;br /&gt;Quem já viu defunto enjeitar cova?&lt;br /&gt;Quem ajoelha, tem que rezar.&lt;br /&gt;Quem deve a Deus, paga ao Diabo.&lt;br /&gt;Quem tem cu, tem medo.&lt;br /&gt;Quem não deve, não teme.&lt;br /&gt;Quando um não quer, dois não brigam.&lt;br /&gt;Quem dá aos pobres empresta a Deus.&lt;br /&gt;Quem fala o que quer, escuta o que não quer.&lt;br /&gt;Quem procura, acha.&lt;br /&gt;Quem come tudo num dia, no outro dia assobia.&lt;br /&gt;Quem fala do diabo pisa no rabo.&lt;br /&gt;Quem bate com a língua nos dentes, morde na água.&lt;br /&gt;Quem está perdido não escolhe caminho.&lt;br /&gt;Quem faz um cesto faz um cento.&lt;br /&gt;Quem tem boca não manda soprar.&lt;br /&gt;Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.&lt;br /&gt;Quem dorme com criança amanhece mijado.&lt;br /&gt;Quem planta vento colhe tempestade.&lt;br /&gt;Quem fala de mim tem paixão.&lt;br /&gt;Quem levanta cedo caga perto.&lt;br /&gt;Quem sai aos seus não degenera.&lt;br /&gt;Quem vai na frente bebe água limpa.&lt;br /&gt;Quem dá bala a meu filho adoça minha boca.&lt;br /&gt;Quem ama, perdoa.&lt;br /&gt;Quem tem boca vai a Roma.&lt;br /&gt;Quem tem telhado de vidro não atira pedra no do vizinho.&lt;br /&gt;Que Deus nunca me tome por testemunha.&lt;br /&gt;Quem não ama e não mente não é filho de boa gente.&lt;br /&gt;Quem rouba pouco é ladrão; quem rouba muito é barão.&lt;br /&gt;Quem fala o que quer, ouve o que não quer.&lt;br /&gt;Quem quer pegar um pássaro não chega dizendo xô.&lt;br /&gt;Quem já viu formiga ter catarro?&lt;br /&gt;Quem já viu garrafa ter cabelo?&lt;br /&gt;Quem convida dá banquete.&lt;br /&gt;Que a mão direita não saiba o que a esquerda faz.&lt;br /&gt;Quem quer vai, quem não quer, pede.&lt;br /&gt;Quando um não quer, dois não brigam.&lt;br /&gt;Quem pensa não casa, quem casa não pensa.&lt;br /&gt;Quem tudo quer, tudo perde.&lt;br /&gt;Quem vê cara, não vê coração.&lt;br /&gt;Quem tem amor não dorme..&lt;br /&gt;Quem nunca viu a onça, quando ver inté péida.&lt;br /&gt;Quando não caga na entrada. caga na saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra R.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruim de carro, pior de arado.&lt;br /&gt;Relógio que atrasa não adianta.&lt;br /&gt;Rico ri à toa.&lt;br /&gt;Ruim como uma desgraça pelada.&lt;br /&gt;Rasgar o cu com as unhas.&lt;br /&gt;Roubar de ladrão tem cem anos de perdão.&lt;br /&gt;Rir ainda é o melhor remédio.&lt;br /&gt;Rei morto, rei posto.&lt;br /&gt;Ri e o mundo rirá contigo; chora, e chorará sozinho.&lt;br /&gt;Roupa suja se lava em casa.&lt;br /&gt;Ri melhor quem ri por último.&lt;br /&gt;Rir para não chorar.&lt;br /&gt;Roma locusta est causa finita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho e mal acompanhado.&lt;br /&gt;Sapo de fora não ronca.&lt;br /&gt;Sombração só para quem aparece.&lt;br /&gt;Só se conhece uma pessoa depois de comer um saco de sal com ela.&lt;br /&gt;Santo de casa não faz milagre.&lt;br /&gt;Só abre a boca para falar besteiras.&lt;br /&gt;Sai do espeto e cai na brasa.&lt;br /&gt;Senta no próprio rabo para falar do rabo dos outros.&lt;br /&gt;Seja lá o que Deus quiser.&lt;br /&gt;Só Deus sabe o risco do bordado.&lt;br /&gt;Sofre mais do que mulher de malandro.&lt;br /&gt;Se arrependimento matasse...&lt;br /&gt;Sofre como sovaco de aleijado.&lt;br /&gt;Sol chuva, casamento de viúva.&lt;br /&gt;Se a carne é fofa, atole a unha.&lt;br /&gt;Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé.&lt;br /&gt;Sujeito amarrado pelo rabo.&lt;br /&gt;Só pena que voa.&lt;br /&gt;Sombra e água fresca.&lt;br /&gt;Surdo mesmo é quem não quer ouvir.&lt;br /&gt;Sem dó nem piedade.&lt;br /&gt;Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.&lt;br /&gt;Saco vazio não pára em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tremendo como vara verde.&lt;br /&gt;Tonto como bambu na ventania.&lt;br /&gt;Tão manso que se coçar, deita.&lt;br /&gt;Tem o olho maior que o bucho.&lt;br /&gt;Todas as águas correm para o mar.&lt;br /&gt;Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia se quebra.&lt;br /&gt;Tal pai, tal filho.&lt;br /&gt;Tonto feito uma égua.&lt;br /&gt;Té logo e bênção.&lt;br /&gt;Todos por um e Deus por todos.&lt;br /&gt;Tem medo até da sombra.&lt;br /&gt;Todo cuidado é pouco.&lt;br /&gt;Tim-tim por tim-tim.&lt;br /&gt;Todos os caminhos levam à Roma.&lt;br /&gt;Tem tamanduá no baile.&lt;br /&gt;Tudo que vem do alto é Deus que manda.&lt;br /&gt;Tristezas não pagam dívidas.&lt;br /&gt;Tem boi na linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra U.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia a casa cai.&lt;br /&gt;Um dia é da caça e outro dia é do caçador.&lt;br /&gt;Um é pouco, dois é bom, três é demais.&lt;br /&gt;Urubu comprou cadeira amas não tem bunda pra sentar.&lt;br /&gt;Um sol de rebentar mamonas.&lt;br /&gt;Uma mão lava a outra e as duas lavam todo o corpo.&lt;br /&gt;Um tatu cheira o outro.&lt;br /&gt;Urubu sem sorte: o de baixo caga no de cima.&lt;br /&gt;Urubu sem sorte atola até nas pedras.&lt;br /&gt;Um tiro de carabina no tico-tico.&lt;br /&gt;Unha da fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra V.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ali e volto já, vou apanhar maracujá.&lt;br /&gt;Vou chorar pela testa acima.&lt;br /&gt;Vai tomar banho na caixa de fósforos!&lt;br /&gt;Vai ver se estou lá na esquina...&lt;br /&gt;Vergonha é roubar e não dar conta de carregar.&lt;br /&gt;Você vai e não me leva, quando voltar não me encontra.&lt;br /&gt;Você vem com a tampa e eu já vou com o balaio.&lt;br /&gt;Viu o diabo por uma greta.&lt;br /&gt;Ver com os olhos e lamber com a testa.&lt;br /&gt;Vai pela sombra.&lt;br /&gt;Vintém poupado, vintém ganho.&lt;br /&gt;Vai peidar na água para fazer borbolhas.&lt;br /&gt;Vai ver o sol nascer quadrado.&lt;br /&gt;Vai depressa e volta correndo.&lt;br /&gt;Cai que é mole.&lt;br /&gt;Vai de sombrinha e samburá.&lt;br /&gt;Vai com Deus na esquina – e depois vai com Nossa Senhora.&lt;br /&gt;Velho só serve para fazer sabão.&lt;br /&gt;Letras X e Z: não encontrei na memória. Foi na lembrança que levantei as frases. Trabalho concluído em 20/01/2011.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-315066395479917062?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/315066395479917062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=315066395479917062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/315066395479917062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/315066395479917062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/01/frases-feitas-da-cultura-popular.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5190122051581115941</id><published>2011-01-19T18:35:00.001-02:00</published><updated>2011-01-19T18:40:22.601-02:00</updated><title type='text'>O Desespero das Pessoas</title><content type='html'>O DESESPERO DAS PESSOAS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Incúria Governamental.&lt;br /&gt;A fé perde a autenticidade e se torna apenas uma espécie de vício automático – e o nome de Deus passa a dito e repetido em vão, dando a entender que Ele realmente não existe como o todo poderoso que pode mover céu e terra para favorecer e não para&lt;br /&gt; prejudicar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A incúria, o desleixo, a irresponsabilidade dos políticos profissionais que não sabem prever a causa dos desmandos nem reparar, devidamente, a ocorrência trágica deles... De braços cruzados eximem-se da responsabilidade, e lamentam com lágrimas de crocodilos o resultado de suas cruéis insinceridades. Em Divinópolis, por exemplo: quem não vê que o rio está cada vez mais raso, entupido de lixo, indicando abertamente sua capacidade de gerar catástrofes? E o que se faz com o dinheiro público? Uma mão de areia em cima das rachaduras e outra de cal para ludibriar a opinião pública – enquanto o perigo da tragédia é apenas aliviado... Os exemplos dos torrenciais deslizamentos de Santa Catarina, Angra dos Reis, Morros Cariocas, foram lamentados e chorados na época – e depois esquecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Agora ficamos horas e horas, estarrecidos, diante di aparelho de televisão, constatando que a transmissão dos gritantes desesperos da natureza e das pessoas estavam sendo copiosamente mostrados e explicados ao público, ao mesmo tempo que  realçava, honestamente, a ausência de explicações do poder público e as devidas tentativas de corrigir ou pelo menos amenizar a furiosa violência dos continuados desenlaces focalizados. Como entender por que a televisão chega aos lugares acidentados, aponta os detalhes dos malefícios, as causas, efeitos, possíveis soluções – e o pessoal encarregado de representar o poder público não oferece a face para assumir culpas e apontar providências cabíveis? Por que tanta ausência e silêncio diante das vítimas boquiabertas e desesperadas? Os recursos e as providências só chegarão depois de tudo consumado? Enquanto isso os corpos das vítimas mortais amontoam-se dentro de um caminhão frigorífico (?!?) – e os destroços entopem as ruas e estradas – e os sobreviventes correm de um lado para outro como galinhas tontas, de mãos atadas e os pés escorregando nos monturos de lixo e lama, na água barrenta que levam tudo (a fé, o amor, a misericórdia, a esperança) de roldão, realçando o despreparo da administração pública para fazer o que é certo e necessário. Não serve (não consegue) nem mesmo prever o mal que longamente se anuncia e prontamente se despeja sobre os seres humanos até então confiados, ingenuamente, e agora completamente estarrecidos? E as cenas dantescas são passadas e repassadas à exaustão nos canais televisivos, arrancando as sinceras lágrimas do estarrecimento de milhões de pessoas de outras regiões. Lágrimas seguidas de previsões pessimistas: quem está realmente seguro, vivendo em qualquer parte de um país desavisado, dirigido pelas forças do mal da corrupção completamente institucionalizada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo a Morte Por Uma Greta.&lt;br /&gt;As imagens são impressionantes, terríveis. A morte em todos os recantos do cenário, com os dentes e as garras afiadas, a impiedade em riste indomável. Um céu de cóleras acumuladas, despejando o aguaceiro em tonéis consecutivos, avassalando o matagal, as pedreiras morro abaixo em ímpetos inomináveis, desumanos, massacrando os barrancos, a vida até então airosa na empírica fusão dos animais e vegetais inocentes e magníficos. Atropelando o paupérrimo casario humano das famílias deserdadas da sorte, ali indevidamente ocupando o único espaço disponível. O impacto doloroso é inexprimível em termos normais de expressão verbal. Aquela avalanche trepidante e desordenada, arrancando e envolvendo e arrastando a vegetação e as casas e casebres com seus moradores, víveres, trastes e animais domésticos...: amassando, enrolando e esmigalhando tudo na descida vertiginosa dos morros e nas baixadas alargadas e alagadas, no meio daquela massa de cadáveres de vegetais e de animais, entre os quais muitos seres humanos, agora ainda mais desvalidos, espatifados e misturados aos detritos dos casebres antes dependurados nas encostas e agora massacrados nos vales esbarrancados. Espetáculo terrível – o retrato fiel do desgoverno nacional, ainda agora mais preocupado no loteamento dos cargos privilegiados aos pilantras fisiológicos, contumazes dilapidadores do erário e da moral no desolado e lacrimoso país de nossa humilde convivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens Inamovíveis da Memória.&lt;br /&gt;1 – O gato salvando-se de dentro do casebre que se desmancha em pleno caudal da enchente, nadando às pressas e, sem dúvida, apavorado.&lt;br /&gt;2 – A mulher já idosa que se amarra numa corda, abraçada ao seu cão de estimação e que é içada por populares de cima de um barranco. As ondas avassaladoras roubam-lhe o cachorro de seus braços, mas ela consegue salvar-se, graças ao próprio desprendimento à coragem e também à bondade de seus semelhantes ali solícitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5190122051581115941?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5190122051581115941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5190122051581115941' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5190122051581115941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5190122051581115941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/01/o-desespero-das-pessoas.html' title='O Desespero das Pessoas'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7270566939465137980</id><published>2011-01-19T18:26:00.000-02:00</published><updated>2011-01-19T18:34:18.087-02:00</updated><title type='text'>A Poesia é Necessária</title><content type='html'>A POESIA É NECESSÁRIA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I  -  Ilações de Leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais e as mães são para os filhos os mesmos brigões intratáveis em todos os tempos e em todos os lugares, salvando-se óbvias exceções? Henry James é minucioso, consegue granjear os aperitivos da boa refeição, ou seja: é no emaranhado das minudências palavrosas que ele descobre, aninha e destaca as jóias e as flores do entrecho, justificando e aprimorando a trabalhosa conquista do estilo cativante de sua literatura. Não despreza nem suprime os lugares comuns da vida dos personagens. Descreve e narra sem enfatizar os pontos altos e os pormenores, como se para ele não houvesse diferença entre os grandes e pequenos fatos, todos merecendo idênticas acentuações, insinuando que os grandes momentos são intuídos e gerados de pormenores instantâneos. Nada se cria nada se perde, tudo se aproveita – parece afirmar em todas as linhas de todas as páginas. Durante muito tempo ele foi considerado pela mídia internacional como o irmão do filósofo William James, famoso por introduzir na cultura norte-americana os fundamentos do pragmatismo, uma espécie de vulgarização do argumento filosófico mediante a fórmula plausível de levar o conhecimento retórico ao alcance de todos das pessoas. Henry preferiu viver na Inglaterra e adotar a ficção como norma de trabalho, valorizando a linguagem de forma cavilosa, sutil e engenhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na página 217 do romance PELOS OLHOS DE MAISIE (Cia, das Letras, SP 2010 tradução de Paulo Henriques Britto) fico bobo de ver (sendo um mero leitor, claro) como a cândida criaturinha inefável consegue segurar as pontas de sua vidinha no vai-e-vem de herodes a pilatos, ou seja, repartindo a convivência com mãe e madrastas, pai e padrastos, todos de ordinária compleição, uma seqüência de adúlteras e piranhas, rufiões e trapaceiros. Assim envolvida no roldão das artimanhas de seus “protetores”, ela segue o destino da tenra mobilidade dos caminhos escusos, sem se deixara contaminar, ao contrário, conservando a inocência, a pureza do amor mais infantil possível. Na página 280 ela já sabia tantas coisas extraordinárias que, o que não sabia parecia ridículo, se não fosse constrangedor. Síndrome de gente grande? Não nada disso. Ela não passava de uma criaturinha prodigiosa: “parecia receber informações novas com cada sopro de brisa”. Ela puxava um fio longo e tenso, no qual as valiosas pérolas estavam enfiadas com todo o cuidado. Outras imagens, conceitos e metáforas que saltam das páginas:&lt;br /&gt;- O rio azul da verdade vira um esgoto de vez em quando?&lt;br /&gt;- O casamento não passa de um local de brigas e mais brigas?&lt;br /&gt;- As portas fechadas da vida, ah!...&lt;br /&gt;- O parque iluminado no rosto dela torna-se um conforto no sofrimento, a vidraça de uma confeitaria do saber, os olhos como lanternas (o olhar como um lampião numa janela). Seu encanto era uma grande explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Marilândia, Vila Imaculada (fragmento).&lt;br /&gt;Sete Poemetos, em passant, de Paulo Bernardo Vaz, na década de 70, quando ele criava obras de arte vanguardista em Divinópolis, antes de estudar na França (pós-doutorado em Comunicação) e lecionar na UFMG, BH.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – O ônibus passa forasteiro&lt;br /&gt;cheio de olhos e janelas&lt;br /&gt;espiando o que resta tranqüilo&lt;br /&gt;nesse mundo confundo.&lt;br /&gt;Benza-o, ó Deus.&lt;br /&gt;II – Chegue-se até o fim da rua,&lt;br /&gt;que é o seu princípio.&lt;br /&gt;Dá a volta na porta da igreja,&lt;br /&gt;de costas para a civilização de frente pro sertão.&lt;br /&gt;Volta-se pelo outro lado da rua,&lt;br /&gt;que é frente para a mesma rua.&lt;br /&gt;O mapa é um rosário.&lt;br /&gt;Projeto urbano do engenheiro Deus.&lt;br /&gt;III – Aberto o dia,&lt;br /&gt;aberta a porta da rua.&lt;br /&gt;Benvindos todos&lt;br /&gt;os que se aprochegam.&lt;br /&gt;Livre trânsito dentro e fora das casas.&lt;br /&gt;Passe livre ao mundo.&lt;br /&gt;IV – As cadeiras, os tambores, os bancos&lt;br /&gt;de madeira bruta, couro, plástico,&lt;br /&gt;varetas, pano, latão e aço,&lt;br /&gt;expostos às nove da amanhã do domingo,&lt;br /&gt;nas portas da rua,&lt;br /&gt;à sombra (que o sol tá de amargar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperemos as chuvas.&lt;br /&gt;Entremos pela porta da cozinha memo.&lt;br /&gt;Trepemos e chupemos,&lt;br /&gt;inté fartá (as jabuticabas).&lt;br /&gt;VI –Bom dia, diz-se na manhã fria.&lt;br /&gt;U ôi se amolece ao meio dia.&lt;br /&gt;Antão até isturdia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7270566939465137980?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7270566939465137980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7270566939465137980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7270566939465137980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7270566939465137980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/01/poesia-e-necessaria.html' title='A Poesia é Necessária'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-3087270820406018802</id><published>2011-01-13T18:02:00.000-02:00</published><updated>2011-01-13T18:03:17.425-02:00</updated><title type='text'>teste</title><content type='html'>teste 1.0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-3087270820406018802?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/3087270820406018802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=3087270820406018802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3087270820406018802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3087270820406018802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2011/01/teste.html' title='teste'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-7637403737178957126</id><published>2010-12-21T15:52:00.000-02:00</published><updated>2010-12-21T15:55:01.439-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>OUTRO BANHO DE CIVILIZAÇÃO   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bienal e Centenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última temporada (de quase 30 dias) passada na cidade de São Paulo, tomei mais um proveitoso banho de civilização, visitando três vezes a 29ª. Bienal que “posiciona a cidade como um dos grandes pólos mundiais de arte contemporânea, gerando riqueza, progresso e benefícios materiais e simbólicos para todos” – conforme palavras do Presidente da Bienal, Heitor Martins. No catálogo de apresentação o Curador enfatiza a importância da promoção que “oferece exemplos de como a arte tece, entranhada nela mesma, uma política”, mediante sua “presença profunda e diversa onde há sempre um copo de mar para um homem navegar”. Estive lá três vezes, colecionando visões e conceitos criados e apresentados por centenas de artífices obscuros e consagrados, através de painéis estáticos e dinâmicos, desafiando a absorção, a perspicácia e o entretenimento de um público numeroso e sequioso no decorrer de quase três meses de festa cultural no Parque Ibirapuera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movido pelo entusiasmo das visitas à Bienal, aproveito para sugerir ao poder público municipal de Divinópolis uma mega exposição em módulos representativos da realidade histórica ao ensejo das anunciadas celebrações do Centenário da emancipação política. Seria interessante, não? Mostrar cuidadosamente as referências do paisagismo rural e urbano, histórico e contemporâneo, através da projeção de slides e de reportagens e documentários sobre a terra e o povo. E no apêndice da generalização exibir em grande e belo estilo uma exposição de referências ilustrativas das obras de artistas e intelectuais da terra, de reconhecido gabarito. Posso, daqui, sugerir os nomes de GTO,  Petrônio Bax, Jadir João Egídio, Mário Teles, JFO, Hevecus, Heraldo Alvim. Celeste Brandão, Sebastião Gontijo, Sebastião Milagre, Jadir Vilela, Osvaldo André de Melo, Fernando Teixeira, Mercemiro de Oliveira, Adélia Prado, Mauro Corgozinho, Túlio Mourão, Heber Alvim, Kico Lara, Iara Ferreira Etto, Pedro Pires Bessa, Frei Bernardino, José Arimateia Mourão, Jeanne France, Antônio Franco, João Augusto Dias, Lindolfo Fagundes, José Dias Lara, Gentil Ursino do Vale, Eneida Gomes Flor, Marlene Moreira, Rosenwald Hudson, Camilo Lara, Octávio Paiva, Carlos Antônio Lopes, Dieter Droos, Carlos Altivo e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água na Oca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dos quadros espetaculares(dinâmicos) da OCA, outra mega exposição quase ao lado da Bienal, no Parque Ibirapuera, está escrito em letras maiúsculas: “Ao longo da vida o brasileiro necessita de 100 milhões e 813 litros de água (para viver) – o equivalente a 40 piscinas olímpicas cheias até as bordas”. No local deparamos com a Advertência, que copiamos para aqui transcrever: “Todas as idéias expostas, todas as conclusões, são tentativas para atingir uma suposta verdade. Algumas das exposições se apresentam de uma maneira aparentemente exagerada – é uma ampliação da vida normal, uma espécie de visão microscópica da vida anímica, fenômeno ilusório e imperceptível a olho nu”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma festa de ÁGUA em todos os sentidos imagináveis em múltiplos espaços dinâmicos para o deleite, absorção e participação das crianças e também dos adultos. Um congraçamento inexplicável, por assim dizer. Para se ter uma idéia da magnitude do espetáculo é preciso percorrer os vários locais e pavimentos para ver e sentir “a profunda relação da água com o imaginário humano”. Passávamos até sem sentir de um núcleo para o outro, fascinados pela plasticidade, propriedades estéticas, o mergulho óptico no posto mais aprofundado do oceano ao lado da indelével exemplificação da importância da água como determinante dos fenômenos climáticos, como geradora de energia elétrica, fonte de vida e de purificação. “Um convite a explorar a relação entre a água e a vida , sua distribuição no globo, seus problemas – dramas das enchentes, a poluição e o desmatamento causados pela irresponsabilidade humana – e potencialidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Responsabilidade do Poder Político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que 2010 é o ano mais quente desde que começaram os registros, há 131 anos. Em Cancum, México, reúnem-se representantes de 194 países com a finalidade de chegar a um acordo solucionador para domar a inclemência do clima planetário. A reunião de Kyoto em 1997, não mereceu nenhuma atenção dos países mandatários da maior parte material do planeta. Sem a diminuição da poluição e da produção de quinquilharias que infestam as fábricas e lojas e lixeiras (como se o ser humano não fosse apenas um inquilino, mas sim o dono da terra e do sistema solar – no dizer de José Eustáquio Diniz Alves). Na verdade “já ultrapassamos a capacidade de regeneração do planeta”, ele acrescenta.Estamos caminhando para o deserto, concluimos. Ver mais sobre o assunto no número especial da revista VEJA sobre a SUSTENTABILIDADE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-7637403737178957126?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/7637403737178957126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=7637403737178957126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7637403737178957126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/7637403737178957126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/12/outro-banho-de-civilizacao-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-157423926943857269</id><published>2010-12-21T15:42:00.000-02:00</published><updated>2010-12-21T15:46:30.688-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O  PRIMEIRO  AMOR   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo longe na infância,&lt;br /&gt;ela está perto na velhice.&lt;br /&gt;Seu vulto minúsculo e ávido,&lt;br /&gt;vem ao meu encontro,&lt;br /&gt;engrandecendo-se, ávido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas dobras translúcidas entre o olvido&lt;br /&gt;e a memória,&lt;br /&gt;posso beijar-lhe os olhos,&lt;br /&gt;apertar suas mãos,&lt;br /&gt;apalpar seus anseios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso também (ó lucidez!)&lt;br /&gt;ouvir suas palavras obscuras,&lt;br /&gt;entre as pausas acalentadas&lt;br /&gt;de seu luminoso silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-157423926943857269?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/157423926943857269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=157423926943857269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/157423926943857269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/157423926943857269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/12/o-primeiro-amor-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5454726953456563003</id><published>2010-12-21T15:33:00.000-02:00</published><updated>2010-12-21T15:38:27.623-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TEMPORADA NA ROÇA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Chuva:&lt;br /&gt;ela agora (depois de prover-se na lagoa),&lt;br /&gt;recompõe nossas células, refresca&lt;br /&gt;nossa chama mórbida (a tensão defensiva).&lt;br /&gt;Os patos ficam mais alvos na lagoa,&lt;br /&gt;um bambu canta na moita, ao lado,&lt;br /&gt;a manga amadurece de repente no pé altaneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Chuva:&lt;br /&gt;ela agora reúne as fases do tempo&lt;br /&gt;e malha o nosso coração de ferro.&lt;br /&gt;Umedece as estruturas metálicas da modernidade,&lt;br /&gt;lava o ar e o chão&lt;br /&gt;da cidade que nos entorpece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora,&lt;br /&gt;sem resíduos e aderências,&lt;br /&gt;ela está vindo de outro século&lt;br /&gt;para molhar a grama do terreiro de nossa casa.&lt;br /&gt;Depois voltará ao mar distanciado,&lt;br /&gt;e no-la esqueceremos,&lt;br /&gt;até que retorne.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5454726953456563003?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5454726953456563003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5454726953456563003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5454726953456563003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5454726953456563003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/12/temporada-na-roca-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-536980558838273195</id><published>2010-12-16T23:39:00.000-02:00</published><updated>2010-12-16T23:41:12.009-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DEUS,  ANIMAIS,  FAMÍLIA    -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Klaus Mann encerra o livro de sua biografia de André Gide, com as palavras do próprio escritor francês: “nunca aceite a vida como um fato consumado. Nunca deixe de acreditar que ela possa ser mais rica e mais bela – a sua vida e a vida de seus semelhantes. Não aceite nada por definição! Investigue tudo! Exija provas para cada teoria! Ajude a melhorar todos os males! Algum dia compreenderá que é o homem – e não Deus – que devemos censurar pela confusão dos nossos negócios terrenos. A partir desse dia você não concordará mais com o mal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando chego a pensar que determinada árvore às vezes parece uma pessoa. E como em outras vezes uma pessoa possui os ares de uma galinha da angola ou de um cachorrinho vira-latas. Uma combinação de elementos genéticos de enzimas e cromossomos se plasmaram na justaposição existencial dos condimentos e se abraçaram na mistura das afinidades – e daí adveio a beleza de uma moça chamada Mirafélia e a feiúra de um cara que nem mesmo merece ter um nome decente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MEL, nossa cachorra afegã, que tem o porte de uma majestade e o semblante de uma poeta-musa contemplativa, fica amuada depois do cio, como se tivesse sido emprenhada, mesmo sem cruzar com o macho. Apresenta os sintomas da gravidez, abre o apetite, deita à sombra nas folhas da mangueira, e se estira, toda momenta, ciente de que espera um alentado, primoroso parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clonagem acenada pelos cientistas atropela a esperança de melhores dias no reino animal. Já pensaram na canseira visual das fisionomias repetitivas? Ah, não foi à toa o que aconteceu na Fazenda Serra Negra, quando uma ovelha apaixonou-se pela novilha malhada, que retribuiu o amor com o mesmo interesse e a mesma intensidade. Não havia cerca de arame ou de tijolo que as separassem.... Um amor descabido e real e de tal maneira que quando o dono vendeu uma teve que vender a outra para o mesmo comprador, só assim impediu que ambas morressem de tristeza. O amor delas era ou não era uma fuga às semelhanças, uma afetiva busca da diversidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de uma Missa do Dia das Mães na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (bairro Porto Velho, Divinópolis, MG), muitos anos passados. Os atos litúrgicos repercutiam nos corações afinados na contrição e na penitência e nas aleluias evangélicas: as orações, os cantos, os salmos, as leituras bíblicas, as oferendas e a comunhão cristã do povo de Deus. Tudo muito sublime como em toda primavera da alma humana diante do santo sacrifício da Missa. Num dos momentos da cerimônia, a palavra é dada a uma criança, que declara em alto e bom som, que o dia das mães é todo santo dia - e o padre, em acréscimo, observa que cada uma das mães no mundo inteiro é sempre uma auxiliar direta de Deus, uma vez que está sempre recriando a Vida. Ato contínuo, todas as mães presentes são reunidas num recinto do altar a fim de receberem a homenagem coletiva dos fiéis. Aí uma catequista (que depois descobri ser minha prima) passou a ler um texto de palavras quentes e luminosas, que penetraram nos corações, enternecendo-os coletivamente. Consciente do que falava a moça improvisava o discurso do amor, da gratidão, do reconhecimento e da virtude. E assim naturalmente, sem enfatizar o arroubo sentimental, ela desfiava as palavras, as frases e os períodos que assim, enxutos e sinceros derretiam os corações - e as pessoas começavam a enxugar as lágrimas da emoção autêntica e profunda. A própria catequista começou a soluçar: soluçava e falava num duro exercício de estoicismo e de fina piedade. Abro aqui um parêntese para observar que o tema do amor materno sempre foi naturalmente caloroso e comovente, evocando a meiguice e a ternura recíprocas na perdurável lembrança que confunde o passado com o presente na interligada convivência familiar. Assim estamos sempre diante dos passos de nossa própria vida, iluminados pelo olhar de nossa querida, inesquecível mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto é penoso, muito penoso meditar sobre o descaso dos seres humanos com a origem, a vivência e o destino dos outros animais que habitam o globo terrestre. É doloroso ver em todo lugar e a todo momento o sacrifício dos animais, aleatoriamente denominados de irracionais – e tal absurdo que clama aos céus ser considerado natural e até necessário. É preciso estar cego, surdo e mudo para promover, aprovar e aproveitar da vida desses animais para a manutenção da vida humana. Não existiria outra alternativa alimentar para saciar nossa necessidade? Penso numa vaca alimentando seu bezerro, na beleza daquele momento....O mesmo acontecendo com os gatos, os cães, os pássaros, com todos os bichos da terra....Penso na semelhança biológica deles conosco... e não entendo por que temos que sacrificá-los, se assim procedendo estamos rebaixando-nos diante deles mesmos, nossas vítimas....  É difícil aceitar a estranha noção de que, afinal de contas: somos ou não somos as piores criaturas da face da terra?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-536980558838273195?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/536980558838273195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=536980558838273195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/536980558838273195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/536980558838273195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/12/deus-animais-familia-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-54877669562808929</id><published>2010-12-16T21:10:00.000-02:00</published><updated>2010-12-16T21:12:50.406-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O LIVRO DE POEMAS (*)   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tronco da sucupira que tomba no cerrado &lt;br /&gt;fratura, no âmago, a extensão da mata virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história lendária e mítica&lt;br /&gt;do trabalho rural.&lt;br /&gt;A história sangrenta e vária&lt;br /&gt;da população urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo que tenta mover-se neste livro&lt;br /&gt;brotou do chão como um pé de romãs,&lt;br /&gt;alastra no chão como os pés das pessoas&lt;br /&gt;na cadência das enxadas no eito da roça:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o círculo de ecos&lt;br /&gt;a vitamina da fé.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*) – Texto aproveitado pela Secretaria Municipal de Educação de Divinópolis no PROJETO MINHA CIDADE LÊ, em forma de enorme e belo (colorido) cartaz apenso ao vidro interno da frente de todos os ônibus (coletivos) que circulam no Município, durante todo o mês de outubro de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-54877669562808929?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/54877669562808929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=54877669562808929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/54877669562808929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/54877669562808929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/12/o-livro-de-poemas-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8344454931739222485</id><published>2010-12-15T21:50:00.000-02:00</published><updated>2010-12-15T21:55:27.242-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TRANSES E NUANCES   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As canetas escrevendo poemas obscuros&lt;br /&gt;As maçãs compulsivas dos ramos eróticos &lt;br /&gt;O fluxo e o ímpeto&lt;br /&gt;As vias literárias da melhor aclimatação&lt;br /&gt;As meiguices e os chamegos&lt;br /&gt;As floradas imarcessíveis&lt;br /&gt;As orquídeas de plantão em vasos solitários&lt;br /&gt;As posições do belo prazer&lt;br /&gt;As teorias das boas conjunções&lt;br /&gt;As interjeições no limbo da sensualidade&lt;br /&gt;As alucinações oníricas&lt;br /&gt;As perversões recalcitrantes&lt;br /&gt;As intrínsecas afinações&lt;br /&gt;As omissões impensadas&lt;br /&gt;As recíprocas penetrações&lt;br /&gt;As saudações retrógradas&lt;br /&gt;As pueris abstrações&lt;br /&gt;As obnubilações latentes&lt;br /&gt;As antecipadas mentalizações&lt;br /&gt;As espontâneas conjugações&lt;br /&gt;As gozações revezadas&lt;br /&gt;As exaltações&lt;br /&gt;As airadas manifestações&lt;br /&gt;As infindáveis carícias&lt;br /&gt;As recriações específicas&lt;br /&gt;As orquestrações românticas&lt;br /&gt;As florações primaveris&lt;br /&gt;As coalizões amaciantes&lt;br /&gt;As indefinidas visualizações&lt;br /&gt;As crispações extemporâneas&lt;br /&gt;As categorias gramaticais&lt;br /&gt;As deliciosas absorções&lt;br /&gt;As encantações enluaradas&lt;br /&gt;As inseparáveis comichões&lt;br /&gt;As ativações ininterruptas&lt;br /&gt;As interações proporcionais&lt;br /&gt;As coleções memoriais&lt;br /&gt;As afinadas cantações&lt;br /&gt;As airadas desnudações&lt;br /&gt;As sintonias das felicitações&lt;br /&gt;As procriações metafísicas&lt;br /&gt;As inefáveis perorações&lt;br /&gt;As incumbências afrodisíacas&lt;br /&gt;As lautas refeições da libido&lt;br /&gt;As impossíveis finalizações&lt;br /&gt;da felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8344454931739222485?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8344454931739222485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8344454931739222485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8344454931739222485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8344454931739222485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/12/transes-e-nuances-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-607078634204197878</id><published>2010-12-15T21:33:00.000-02:00</published><updated>2010-12-15T21:35:36.724-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PERDER O SONO  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom saber que a velhice é um traste,&lt;br /&gt;um incômodo,&lt;br /&gt;um mulambo?&lt;br /&gt;É ruim saber que os acertos conjugados&lt;br /&gt;aos erros&lt;br /&gt;são irrisórios?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luz vermelha,&lt;br /&gt;a luz vermelha, a luz vermelha&lt;br /&gt;na gélida peregrinação interior&lt;br /&gt;do externo desamor....&lt;br /&gt;A seqüência nebulosa do infindável retorno?&lt;br /&gt;Não se fala mais no abolido, mastigando&lt;br /&gt;o que se comeu?&lt;br /&gt;Como desperdiçar a inutilidade&lt;br /&gt;(livrar de uma contínua importunação)?&lt;br /&gt;A ânsia de dormir, o enfado de acordar.&lt;br /&gt;O externo desamor.&lt;br /&gt;A morte em vida.&lt;br /&gt;O embate da crueldade,&lt;br /&gt;revigorado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-607078634204197878?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/607078634204197878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=607078634204197878' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/607078634204197878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/607078634204197878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/12/perder-o-sono-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8678853467978220027</id><published>2010-11-12T16:31:00.000-02:00</published><updated>2010-11-12T16:32:45.743-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A LITERATURA NO INTERIOR DE MINAS  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a concreta implantação do Modernismo Literário no Brasil, na década de 20 do século 20, que o exercício efetivos dos portadores de vocações literárias ramificaram da Capital para o interior do Estado de Minas, pontificando principalmente em reconhecidos pólos como Cataguazes, Uberaba, Guaxupé, Divinópolis, Juiz de Fora e, mais recentemente, em Mariana, onde brilha e extrapola a específica movimentação chamada ALDRAVA através da periódica e continuada publicação de Jornais e Livros específicos de inequívoco valor intrínseco, além da importância da divulgação de textos de novos autores , também, de muitas outras localidades brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com prazer que transcrevo aqui em meu blog (http://lazarobarreto.blogspot.com) o belo e expressivo texto de Andréia Donadon Leal – pessoa de muita influência no Movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      FLORA IX  (*).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flora tem sobrevivido às notícias ruins, às avarezas, às perseguições e às incertezas. Tem suportado a primeira, a segunda, a terceira, as inúmeras pedras; as maledicências, as ironias ácidas, aos olhares tortos e pecaminosos. Coitada de Flora: sobreviver à flacidez inexorável da pele, à morte diária dos neurônios cerebrais, à perda do paladar, às tremedeiras pela manhã, aos pigarros e regurgitações à noite, oriundos de uma esofagite; à candidíase, às erupções cutâneas, às zigueziras, às dores de barriga e do corpo, às cólicas menstruais, às dores nas pernas, a exames sanguíneos, ginecológicos e endoscópicos. Flora tem suportado o frio severo, os calores sufocantes, as mudanças bruscas de temperatura do tempo e da idade; a virada dos anos, as noites solitárias de lua, os dias vazios de azul; os amores não correspondidos, os desejos reprimidos. Flora não se desmanchou no tempo, não se desintegrou de estar só; não morreu prematuramente, mas sobreviveu com o êxtase luminoso de ter envelhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(x) – Transcrito da página 33 do livro FLORA: Amor e Demência e Outros Contos (Edições Aldrava Letras e Artes, Mariana, NG, 2010).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8678853467978220027?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8678853467978220027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8678853467978220027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8678853467978220027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8678853467978220027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/literatura-no-interior-de-minas-lazaro_12.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-9119581539825734662</id><published>2010-11-12T16:16:00.000-02:00</published><updated>2010-11-12T16:19:00.505-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>IMPASSES E ALTERNATIVAS   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 -  Podia Ser Melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme OLGA.&lt;br /&gt;O diretor Monjardim calcou demais a mão sobre a dramaticidade do enredo, descuidando-se dos outros arranjos fílmicos que normalmente dão consistência e credibilidade ao andamento descritivo-narrativo, fatores que nas boas fitas resultam na unidade e no ritmo condignos, e que são ingredientes imprescindíveis em qualquer obra de arte. A todo momento, no entanto, ele se dispersa em atravessamentos, esgalhando a atenção do espectador e fragilizando a força de expressão da tessitura. A mão forte num ponto e o pulso fraco no outro redundam em disparates e carências no conjunto, de tal maneira redundante que a imagem  do propalado Cavaleiro da Esperança revela-se num líder incompetente nas ações, limitado nos objetivos e muito mal informado das circunstâncias. Fico pensando: como uma pessoa assim desqualificada pôde merecer atenção e preocupação do governo ditatorial do Getúlio e do próprio diretor do filme.... Sua imagem está muito rabiscada na História, para merecer redundantes engodos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Depois do Outono vem o Inverno.&lt;br /&gt;O inveterado leitor de livros ao longo dos anos sente que não pode limitar-se às grandes e belas obras do ensaio, da poesia e da ficção. É necessário contemporizar os sobressaltos emocionais e intelectuais, dosando-os de vez em quando, não com as obras da água rala dos propalados “mais vendidos da tristonha auto-ajuda” e dos lançamentos encalhados, mas com as obras que, mesmo sendo de um tom menor são,  mesmo assim tocantes emocionalmente, instrutivas intelectualmente, sem os sobressaltos da grandiloqüência e do engodo. Fica no meu tempo um espaço para as obras menores dos bons, modestos e honestos autores. Foi assim que cheguei ao livro QUARTETO DE OUTONO, de Bárbara Pym, onde se fala de quatro pessoas tristemente debruçadas nas inconsoláveis janelas que dividem a meia-idade da senilidade. Nada de espantoso acontece na rotina delas, apenas a sucessão dos dias fastigiosos. O pior ao chegar neste ponto é ter de engolir diariamente a convicção de que é impossível livrar-se dos intermináveis aborrecimentos assumidos no começo e agora definitivamente inarredáveis. Resta o consolo da lembrança da autora, já no final da melancolia: “um bosque na primavera pode ensinar mais sobre a humanidade do que todos os sábios do mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Universo Online.&lt;br /&gt;A vida sobre a terra e o universo online do computador têm em comum o espaço virgem das procriações. Por assim dizer, a vida é a eternidade, não tem começo nem fim, nascimento nem morte, mas apenas a transformação em três estágios: o antes, o durante e o depois, interligados na eternidade. O universo online do computador também é uma folha branca que atravessa as cúbicas dimensões do espaço, sem começo nem fim: uma folha branca recebendo as inserções, arquivando-as, expedindo-as, mas seguindo adiante na mesma infinita brancura universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – A Dança Louca.&lt;br /&gt;Hoje as pessoas entram no futuro antes dele chegar nelas e se rejubilam ou se atrapalham? Slavoj Zizek menciona o chamado “choque do futuro”, ou seja: como hoje as pessoas não são mais psicologicamente capazes de encarar o ritmo alucinante do desenvolvimento tecnológico e das mudanças sociais que o acompanham. “O recurso ao taoísmo ou budismo”, ele diz, “é o que melhormente pode nos preparar para enfrentar a parafernália tecnológica, distanciando-nos da louca dança desse progresso, e só assim podemos acreditar que toda essa comoção social é, em última instância, apenas uma proliferação insubstancial de aparências que realmente não envolvem o núcleo mais íntimo de nosso ser”.  Fico na dúvida e de dedos cruzados, diante desse  instável capitalismo virtual de hoje. Penso que para enfrentar a tentação de embarcar numa canoa furada, é que devemos procurar caminhos menos trepidantes, mais simples e  saudáveis. Ou seja: menor produção de quinquilharias destinadas aos abismos de lixeiras que, industrializadas, furtam, esmagam e soterram os bens do reino da natureza (as mais vitais e sadias heranças da humanidade): os minerais, os vegetais, os animais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-9119581539825734662?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/9119581539825734662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=9119581539825734662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/9119581539825734662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/9119581539825734662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/impasses-e-alternativas-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-1096857919376666401</id><published>2010-11-12T11:07:00.000-02:00</published><updated>2010-11-12T11:10:06.071-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>TECNOLOGIA DE PONTA NO SÉCULO 20 – compilação de Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 1925 a Philips é pioneira em experiências de gravação, transmissão e reprodução de imagens televisivas – e a gravação passa a substituir a gravação mecânica. Em 1927 Thomas Edson desenvolve um disco com sulcos finos capaz de reproduzir mais de 22 minutos contínuos de música de cada lado.&lt;br /&gt;- Em 1931 são feitas as primeiras gravações em estéreo – e surge em Chicago o liquidificador portátil. Em 1935 os alemães acompanham a primeira transmissão televisiva da história – e E. H. Armstrong, professor da Universidade de Colúmbia, desenvolve o rádio FM.&lt;br /&gt;- Em 1939 a Philips produz o primeiro barbeador elétrico. E enquanto nos Estados Unidos começam as transmissões de televisão comercial, no Brasil acontece a primeira em circuito fechado.&lt;br /&gt;- Em 1941 o alemão Konrad Zuse inventa o computador digital binário, que foi desprezado pelo Terceiro Reich nazista. Em 1946 os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia colocam em operação o primeiro computador digital eletrônico da&lt;br /&gt; história, utilizando mais de 17.000 válvulas e 500 mil conexões de solda em 180m2 de área construída, com peso de 30 toneladas.&lt;br /&gt;- Em 1948 surge o circuito transitorizado, antecessor do circuito integrado, que permitiria a evolução dos computadores. Os discos de vinil mudam de velocidade – e a Colúmbia é pioneira na fabricação dos Long Plays.&lt;br /&gt;- Em 1952 surge o primeiro gravador de fita magnética, aperfeiçoando o processo de gravação em disco masterizado. As gravações se tornam possíveis em qualquer lugar, inclusive ao livre, pois as máquinas de fitas são portáteis.&lt;br /&gt;- Em 1954 iniciam-se nos EUA as transmissões de televisão em cores. Em 1955 os pesquisadores da área de comunicações desenvolvem o transistor, uma peça minúscula, com um cristal de germâmio em seu interior, capaz de captar e amplificar as ondas hertzianas.&lt;br /&gt;- Em 1958 o físico Willy Higinbothan desenvolve o primeiro videogame. Em 1960 os pesquisadores desenvolvem o chip. O circuito integrado é um conjunto miniaturizado de componentes eletrônicos, construído sobre uma fina pastilha de silício – o que abre caminho para o desenvolvimento acelerado da indústria eletrônica.&lt;br /&gt;- 1962 a agência espacial norte-americana lança o primeiro satélite internacional de comunicações, o Telstar I. Em 1964 a fita cassete compacta passa a ser comercializada, permitindo a multiplicação das gravações, ampliando o acesso ao público de um mecanismo até então restrito, logo incorporado ao mercado fonográfico.&lt;br /&gt;- Em 1966 o engenheiro Ralph Baer concebe um aparelho que roda jogos eletrônicos na televisão. É o primeiro videogame da história. Em 1967, na África do Sul, o médico Cristian Bernard faz o primeiro transplante de coração, com sucesso.&lt;br /&gt;- Em 1970 o sistema telefônico DDD já pode ser executado sem telefonista em ligações internacionais. Em 1971 a Intel lança nos EUA o primeiro microcomputador pessoal, o MCS-4. Em 1972 é lançado nos EUA o primeiro console de videogame da história. No Brasil a Embratel e a TV Difusora, de Porto Alegre, fazem a primeira transmissão em cores da televisão brasileira.&lt;br /&gt;- Em 1973 o pesquisador Martin Cooper faz a primeira ligação de um aparelho celular, em forma de tijolo de 860 gramas com autonomia de 20 minutos. Em 1974 a Philips lança o conceito de home vídeo na Europa, ou seja, um aparelho capaz de gravar e reproduzir transmissões de TV, ou seja, o vídeo-cassete.&lt;br /&gt;Em 1976 é lançado o Sistema Dolby Stereo: uma faixa óptica de 35 mm que permite a codificação da informação sonora em quatro canais, logo incorporado na trilha sonora dos grandes filmes. Em 1979 a Sony lança o TPS-L2, ou seja, o walkman, reprodutor de fita cassete e de outras mídias.&lt;br /&gt;- Em 1980 a Philips desenvolve o primeiro disco óptico para armazenamento de dados, com a capacidade 60 vezes mais que a do disco flexível até então utilizado. Em 1984 a Apple lança a linha Macintosh de computadores pessoais, que surpreende pelo design, facilidade de uso e estilo, com a ferramenta inovadora, o mouse, que agiliza a operação.&lt;br /&gt;- Em 1996 os consumidores japoneses já tem acesso ao DVD, mídia que permite ao usuário o controle sobre a reprodução. O sucesso do novo formato se deve a uma incomum associação entre os grandes fabricantes da indústria eletrônica, a Philips e os estúdios cinematográficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia: “História Ilustrada da Philips do Brasil – 2004 – São Paulo, SP.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-1096857919376666401?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/1096857919376666401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=1096857919376666401' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1096857919376666401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/1096857919376666401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/tecnologia-de-ponta-no-seculo-20.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-8837092926716326167</id><published>2010-11-12T10:57:00.000-02:00</published><updated>2010-11-12T10:58:56.600-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>LIBIDO   -   Lázarao Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Força e vontade.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo carne e espírito.&lt;br /&gt;Luz diáfana&lt;br /&gt;e ( por assim dizer)&lt;br /&gt;concreta.&lt;br /&gt;Sonho e realidade e vive-versa.&lt;br /&gt;Gosto antecipado de uma saudosa&lt;br /&gt;delícia.&lt;br /&gt;Varal dos encantos impregnados&lt;br /&gt;de bulícios e perfumes.&lt;br /&gt;O céu aberto no corpo fechado de imanentes desejos!&lt;br /&gt;Imagem e conteúdo do fervor espontâneo.&lt;br /&gt;Beatitude profana de inconfessáveis felicidades?&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo corpo e alma entrelaçados&lt;br /&gt;nos ramos floridos do amor?&lt;br /&gt;?!?!.......................................!?!?&lt;br /&gt;O mais próximo e arraigado desejo de vida eterna?&lt;br /&gt;Quem viveria sem tal apêndice feito de abrangente&lt;br /&gt;volúpia?&lt;br /&gt;Prazer que se esgueira nos momentos delicados &lt;br /&gt;e esplende&lt;br /&gt;na continuidade das noites mais íntimas do infinito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-8837092926716326167?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/8837092926716326167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=8837092926716326167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8837092926716326167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/8837092926716326167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/libido-lazarao-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-38012823583549535</id><published>2010-11-11T21:42:00.000-02:00</published><updated>2010-11-11T21:44:03.843-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A LITERATURA NO INTERIOR DE MINAS  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a concreta implantação do Modernismo Literário no Brasil, na década de 20 do século 20, que o exercício efetivos dos portadores de vocações literárias ramificaram da Capital para o interior do Estado de Minas, pontificando principalmente em reconhecidos pólos como Cataguazes, Uberaba, Guaxupé, Divinópolis, Juiz de Fora e, mais recentemente, em Mariana, onde brilha e extrapola a específica movimentação chamada ALDRAVA através da periódica e continuada publicação de Jornais e Livros específicos de inequívoco valor intrínseco, além da importância da divulgação de textos de novos autores , também, de muitas outras localidades brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com prazer que transcrevo aqui em meu blog (http://lazarobarreto.blogspot.com) o belo e expressivo texto de Andréia Donadon Leal – pessoa de muita influência no Movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                      FLORA IX  (*).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flora tem sobrevivido às notícias ruins, às avarezas, às perseguições e às incertezas. Tem suportado a primeira, a segunda, a terceira, as inúmeras pedras; as maledicências, as ironias ácidas, aos olhares tortos e pecaminosos. Coitada de Flora: sobreviver à flacidez inexorável da pele, à morte diária dos neurônios cerebrais, à perda do paladar, às tremedeiras pela manhã, aos pigarros e regurgitações à noite, oriundos de uma esofagite; à candidíase, às erupções cutâneas, às zigueziras, às dores de barriga e do corpo, às cólicas menstruais, às dores nas pernas, a exames sanguíneos, ginecológicos e endoscópicos. Flora tem suportado o frio severo, os calores sufocantes, as mudanças bruscas de temperatura do tempo e da idade; a virada dos anos, as noites solitárias de lua, os dias vazios de azul; os amores não correspondidos, os desejos reprimidos. Flora não se desmanchou no tempo, não se desintegrou de estar só; não morreu prematuramente, mas sobreviveu com o êxtase luminoso de ter envelhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(x) – Transcrito da página 33 do livro FLORA: Amor e Demência e Outros Contos (Edições Aldrava Letras e Artes, Mariana, NG, 2010).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-38012823583549535?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/38012823583549535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=38012823583549535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/38012823583549535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/38012823583549535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/literatura-no-interior-de-minas-lazaro.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4593757695839491811</id><published>2010-11-09T17:08:00.000-02:00</published><updated>2010-11-09T17:10:12.486-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PILULAS DE VIDA COLHIDAS AO ACASO   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O pai de Aécio Neves, Aécio Ferreira da Cunha, casado com Maria Inês, filha de Tancredo Neves, faleceu no dia 3 de outubro, mesmo dia da vitória eleitoral, como senador, do filho. Foi duas vezes deputado estadual e 6 vezes deputado federal. Foi Ministro do Tribunal de Contas (TCU) em 1987 e – único caso no TCU em 119 anos – renunciou à mordomia da aposentadoria vitalícia. Gente fina é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-“As quatro condições elementares da felicidade, segundo Edgar Alan Poe: a vida ao ar livre, o amor de uma mulher, o desprendimento de qualquer ambição e a criação de um Belo novo”. – Charles Baudelaire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As pessoas de um modo geral não acreditam em Deus. São ateias e à-tôas. Se realmente acreditassem, viveriam segundo suas leis expostas na Bíblia. Como tal obediência parece ser impraticável pelo sentido de confusão e de contradição no próprio espírito delas, é fácil concluir que as pessoas, de um modo geral, estão mentindo para os outros e para si mesmas quando afirmam serem fiéis às leis do dogma divino. Nesse caso os ateus e agnósticos são mais honestos do que os crentes da onipotência divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As descrições paisagísticas de Poe são como narrativas novelísticas: revelam uma espécie de pânico geométrico, um azul pardo, um verde amarelo, a árvore pejada de vento, a relva inconsútil das superfícies do mar, da campina e da planície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Segundo o filósofo Vladimir Safathe, “a polícia brasileira é a que mais mata no mundo – e tortura mais do que na época do regime militar”. Assim ele afirma em artigo sobre o filme Tropa de Elite 2, de José Padilha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ezra Pound uma vez disse que só em seus tempos de decadência a poesia se separava da música. E é assim que o mundo acaba, não com uma canção mas com um soluço”(Lawrence Ferlinghetti).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A conexão entre a razão e a emoção: na alegria estimula, na tristeza acalma.&lt;br /&gt;A vida, da formiga ao elefante, depende das idéias e dos sentimentos, da química biológica, das ramificações impulsivas (de situação e de ação) do cérebro, independentemente do espaço exíguo na formiga e dilatado no elefante. O ser humano seria o mais evoluído de todos os animais? Sei não. Fica eqüidistante da leveza de uma borboleta e do peso de um elefante. As emoções são reações fisiológicas diante das perspectivas momentâneas: fome diante do paladar; raiva diante da vontade de reagir; amor diante da vontade agir; culpa diante da vontade de penitenciar; alegria diante da abertura de um campo de ação; e tristeza diante do confinamento mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diante da pergunta: por que os sábios gregos e romanos nunca mencionaram o espiritismo? Chico Xavier respondeu: eles não seriam médiuns? Deus não escreveu diretamente os dez mandamentos. Usou as mãos de Moisés para psicografar, acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como o romancista Philip Roth fala sobre a atriz Claire Bloom: “Ela nunca se refere ao que não tem, nunca se detém um instante sobre as perdas, infelicidades, desilusões. Teria que ser torturada para se queixar. É a criatura extraordinária mais comum que me foi dado conhecer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jeff Corwin: “Uma espécie se extingue a cada vinte minutos e, em boa parte, nós somos os responsáveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A felicidade do ser humano não parece fazer parte dos planos do Criador – é o que lemos nas entrelinhas dos textos de Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “O ato sexual não deve ser visto como vergonhoso e pecaminoso, mas como algo tão natural quanto outras necessidades do organismo sadio, tais como o apetite e a sede” – Alexandra Mikailona Kollontai (protofeminista russa, em panfleto de 1921).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Richard Dawkins, biólogo evolucionista (o maior propagador da obra de Charles Darwin): “Deus provavelmente não existe. Então pare de se preocupar e aproveite a vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se pudéssemos nos entender com a mosca, perceberíamos que também ela bóia no ar com esse pathos e sente em si o centro voante deste mundo” – Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agnóstico, segundo o biólogo Huxley, é alguém que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O amor é antes de mais nada um desejo violento do que nos escapa. Ariosto afirma que “como o caçador perseguindo a lebre, por montanhas e vales: desdenha-a ao alcançá-la e só a deseja enquanto a persegue em fuga”. Cícero afirma que o “amor é o desejo de alcançar a amizade de uma pessoa que nos atrai pela beleza”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4593757695839491811?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4593757695839491811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4593757695839491811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4593757695839491811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4593757695839491811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/pilulas-de-vida-colhidas-ao-acaso.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-3373834103543719352</id><published>2010-11-09T10:04:00.000-02:00</published><updated>2010-11-09T10:06:50.096-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DESTERRO, ETERNAMENTE.   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente sabe que o antigo Arraial do Desterro, hoje Distrito de Marilândia, é uma das povoações mais antigas de Minas Gerais. Sua Igreja de Nossa Senhora do Desterro foi construída em 1754 (possuo, arquivadas, cópias da documentação da ereção e da inauguração) pelo fidalgo português Manuel Carvalho da Silva, então egresso da Vila do Sabará, da qual era um dos fundadores no começo do esplendor aurífero das minas gerais. A do Desterro é, pois, hoje em dia, a igreja mais antiga de toda a região Oeste de Minas, que permanece erguida e altaneira (as de Pitangui e de Itapecerica – respectivamente a oitava e a nona das Villas criadas na antiga Capitania de Minas Gerais – foram destruídas pelo passar do tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer dos séculos 18 e 19 a localidade do Desterro desfrutou de períodos de fausto e glória em virtude de suas inúmeras (apesar de não tão fartas) minas de ouro nas áreas adjacentes de Bom Sucesso, Cachoeirinha, Córrego do Ouro e Lavrinha. Dava-se ao luxo, pela necessidade, de abrigar e manter um Batalhão da Guarda Nacional , lotado pelo contingente de mais de 100 praças com toda a hierarquia militar, do soldado raso ao Comandante, ocupado anos a fio, por um meu trisavô paterno Bernardo José de Oliveira Barreto, que chegou a chefiar a Corporação na famosa e fatídica Revolução de 1842, desbaratada pelo exército chefiado pelo Duque de Caxias, em Santa Luzia. O Arraial abrigava, na época, cerca de dez tabernas (pensões) – e mesmo filiada à Vila de São Bento do Tamanduá (hoje Itapecerica) administrava , como distrito da vila, uma área territorial enorme, que abrangia parte da Mata do Barreto (hoje Carmo da Mata), Bocaina, Buriti, Aquiles Lobo, São Sebastião do Curral, Partidário, Serra Negra, Beirigos, Berredo, Sabarazinho, Bom Sucesso, Pary e Gonçalves Ferreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida que Marilândia é um ponto geográfico importante, favorável ao desenvolvimento populacional e econômico e imponente sob o ponto de vista panorâmico e ecológico: entre dois rios (o Boa Vista e o Itapecerica) inesgotáveis apesar do desmatamento siderúrgico, que se emendam antes de chegarem em Divinópolis. A localidade fica, também, eqüidistante de duas vias de transportes e de passageiros: a rodovia federal e estrada de ferro da antiga rede mineira de viação. É assim que o lugar está sempre aprazível. As ruas limpas e asfaltadas e arborizadas, uma beleza acolhedora e desfrutável. Não sei por que ainda não s emancipou politicamente. Merece, ah, se merece! Fica a pouco mais de 20 quilômetros das cidades de Divinópolis, Itapecerica, Carmo da Mata e Cláudio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que quando mantive uma amistosa e literária correspondência com Carlos &lt;br /&gt;Drummond de Andrade, por mais de 20 anos, alguns amigos pilheriavam: por que será que ele dá tanta atenção a um simples marilandense? Eu mesmo não entendia, mas tempos depois podia responder aos amigos que eu não era o único marilandense a relacionar-se com o Poeta. Também um primo de meu pai, Jacy Navarro Barreto, teve um relacionamento amistoso com ele. Era casado com Maria de Lourdes Drummond, prima dele e, também o famoso intelectual e político Gabriel de Rezende Passos, era seu amigo e colega de tertúlia na mocidade dos anos 20 do século 20: conviviam na afluência mineira do chamado Modernismo Literário de 22, despontado em São Paulo e crescido em Minas pelo talento e a criatividade dos jovens que se tornaram ícones da literatura brasileira (além do Drummond pontificavam o Emilio Moura, o Pedro Nava, O Cyro dos Anjos, o Aníbal Machado - e na política Gabriel Passos, Milton Campos. Gustavo Capanema, Rodrigo Melo Franco de Andrade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel é, pois, mais um marilandense amigo do nosso Drummond. Tenho em mãos cópia de um documento do Arquivo Público do Fórum de Itapecerica que diz o seguinte: “Lote 30060 – 1933. Justificação de Nome: Dr. Gabriel de Rezende Passos- Justificante. Dr. Promotor de Justiça: Justificado. Requerimento ao Juiz de Direito da Comarca de Itapecerica. Gabriel de Rezende Passos, por seu bastante Procurador abaixo assinado, vem expor e requerer a V. Excia. o que se segue: a) que nasceu em 17 (dezessete) de março de mil novecentos e um; b)que é natural deste município, tendo nascido em Gonçalves Ferreira, distrito do Desterro; c) que é filho de Ignácio Ferreira Passos e de D. Maria Emiliana do Carmo e por avós maternos Hipólito Felismino de Rezende e Antônia Rezende; d) que no registro de nascimento, feito nesta cidade (Itapecerica), consta apenas o seu primeiro nome Gabriel. Etc. Etc.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se nota o intelectual modernista transigiu e evoluiu na área política, merecendo exercer importantes cargos nas altas esferas administrativas nos governos estadual e federal, além de cumprir mandatos como deputado federal e depois ser um dos melhores ministros do governo Vargas, responsabilizando-se pela implantação da PETROBRÁS, sendo um de seus fundadores. E foi assim que o renome histórico desse marilandense mereceu a homenagem póstuma do governo paulista que deu seu nome a uma bela e extensa Avenida que corta as áreas nobres e centrais de Moema e do Ibirapuera. Dezenas de quarteirões apinhados de luxuosos edifícios residenciais ostentando seu nome nas placas de todas as esquinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-3373834103543719352?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/3373834103543719352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=3373834103543719352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3373834103543719352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/3373834103543719352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/desterro-eternamente.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2152353832371178989</id><published>2010-11-02T16:51:00.001-02:00</published><updated>2010-11-02T16:53:07.486-02:00</updated><title type='text'>Memórias de Um Desterrado</title><content type='html'>MEMÓRIAS DE UM DESTERRADO  -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No transcorrer da leitura do romance TEMPO DE MENINO, perguntava-me porque o autor, Sebastião Gontijo, não teria atingido o alto nível da rememoração proustiana, para a qual dispunha dos elementos prospectivos essenciais. Penso que o empecilho derivava do contexto social da época e do local em que viveu, visto e revisto hoje em dia num retângulo de atraso cultural que não poderia propiciar melhores alongamentos e maiores profundidades. Ele poderia, quando muito, inspirar-se no mergulho, na caminhada e no vôo da criatividade, como é também o caso, guardadas as devidas proporções, de romancistas brasileiros do porte de Lima Barreto, Machado de Assis e Graciliano Ramos. Para o nosso conterrâneo Sebastião escasseavam tempo e espaço necessários para empenhos de tal monta. Sua rotina de vida laboriosa acontecia em outras dimensões culturais: era um intelectual de nível escolar superior, empenhado em outras artes e ofícios e não os da vivência preferencialmente literária. O recurso que pleiteou e obteve foi o do labor solitário de um exercício intermediário entre a intuição e a ação, assediado, no entanto, em lugares e momentos desencontrados, quase irreconciliáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim ocupou seu tempo útil na tentativa da dissecação e da expressão dos dramas conjugais e sociais que escorregam mais para as comédias do que para as tragédias. Os escolhidos acalantos e inevitáveis xingamentos do diapasão caseiro desse amor contraditório, intercaladamente subjetivo e objetivo, - que se apaga e logo volta a se acender, e da convivência entre a velhice e a infância na mesma tessitura dos arroubos e tropelias, no mesmo alvoroço das sonâmbulas elegias – assim como a compensação de cada morro da vida, possuidor concomitante de subida e descida, às vezes muito cansativo, às vezes muito divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola o menino (ao mesmo tempo problema e solução na ambientação familiar-social) deixava o lápis cair debaixo da carteira só para olhar, de um ângulo favorecido, as belas coxas da Professora Alice, sentada à mesa bem defronte ao alunado. Uma evidência, sim, do prenúncio da precoce sexualidade humana. Quem freqüentou as aulas da escola primária dos anos 40 do século 20 lembra que a pudicícia feminina era do tipo de um condão sagrado. Interessante notar (no livro e na vida prática) que a manifestação desejosa do menino é quase sempre endereçada ao elemento feminino adulto e não ao da mesma faixa etária. Chega a ser uma predisposição genérica? O menino (Cirilo, personagem central) chega a culpar, desculpando-se, asa belas coxas da professora pelo insucesso de seus exercícios escolares – e a professora atribuía tal deficiência à sua congênita desatenção. O fato é que num só dia ele deixou cair o lápis nada menos do que treze vezes. A meninada masculina da sala de aula admirava e paquerava a professora “linda, de olhos azulados, os cabelos tratados e louros a caírem sobre os ombros. Quando sentava à mesa, abrindo e cruzando as pernas, os lápis dos alunos caiam de propósito, ensejando a bela visão da “cena grátis” das lindas coxas dela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o Menino vivia em comunhão e absorvendo todo seu interesse num cenário de natureza farta e cativante, numa casa familiar (a mãe preocupada e nervosa; o pai, maquinista ferroviário, afável e comodista; os irmãos um tanto apagados na diária irrelevância), quase roceira, de quintal arborizado repleto de pássaros cantantes e vivazes, ampla e modesta, dando vista gratuitamente para as quinze bandas do Arraial do Desterro. A que ele mais preferia era a da descida para o Rio Itapecerica, com as praias, as matas ciliares e as mais ralas dos lados que projetavam as ruazinhas da localidade, ressaltando aqui e ali, a estação da estrada de ferro, a velha igreja matriz, o Morro do Cruzeiro, vermelho, formoso e eriçado – e os trilhos da linha férrea perdendo-se nas distâncias rumo ao Arraial do Cajuru, depois dos barrancos e mataréus da Ponte Funda. Cirilo se abismavam encantado pela dinamização da natureza repleta de pequenos seres dóceis e amáveis – o gorjeio e a revoada dos pássaros, os vívidos desenhos das aéreas borboletas e aranhas, toda a vida animal entrelaçada à vegetal tanto na visão genérica como na observação dos mínimos detalhes. A descrição é bem idílica, a narração é um rosário de surpresas para o menino observar e remoer o que no mundo a vida mais explicitava. Assim ele crescia, amando o rio e suas margens, pontes e cachoeiras. Sujeitava-se ao vai-e-vem dos rigores das estações do ano, a friagem das manhãs e os ventos das tardes. Uma amostragem na página 23: “Como ocorria todos os anos, os grandes flocos de névoa começariam a vagar de um lado para o outro, numa coreografia jamais ensaiada, até que o sol morno de agosto viesse destruí-los ou o vento forte que precede a um aguaceiro, levasse-os para longe. O rio, então, ressurgia com toda sua esverdeada beleza, ora com o sol faiscando sobre as suas águas, ora refletindo as galhadas dos ingás e os ramos frágeis dos muricis ou recebendo placidamente a claridade suave nas noites de plenilúnio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim Cirilo crescia, amando cada vez mais o soberbo rio, como se ele fosse uma linda mulher de misterioso fascínio. Testemunhava, acompanhando, o rastejar da Jaracuçu e da Jararaca, da floração e da agonia da enorme gameleira nas margens areiosas e barrancosas. Ele e os colegas-amigos enfrentavam as dificuldades da mata fechada , dos buracos, atoleiros e das ondas do rio volumoso que todo ano engolia pelo menos uma pessoa. Suas escapadas para a farra com os colegas causavam surras homéricas aplicadas pela mãe austera, sempre desobedecida. Levado da breca, ele nunca se emendava dos cometimentos errôneos, preferindo divertir muito e estudar pouco ou nada, sofrendo sucessivas reprovações nos exames escolares. Depois da terceira repetência, ameaçado de ser matriculado na escola particular do medonho professor Fitipáldi, ele se humilhou, rogando:”Pelo amor de Deus, mamãe, não me mande para onde quer me mandar, mande-me para onde a senhora quiser, menos para a  escola daquele medonho cavanhaque de bode”. O que resultou do impasse foi, por exigência da matrona, ele ser levado ao Colégio Seráfico do Bairro Gameleira, de Belo Horizonte, onde purgou todos seus pecados, impiedosamente, durante os quatro primeiros anos de sua mocidade internada. O martírio pedagógico do confinamento no colégio religioso fez de sua adolescência apenas uma rememoração da infância, inflando sua mente da consciência de estará envelhecendo prematuramente, excluindo toda uma juventude que devia ter. Estragava a vida? Ou a vida só existe mesmo para ser estragada, mais cedo ou mais tarde? Páginas e páginas relatam o sadismo pedagógico dos professores trancados por dentro, realçando no adolescente a certeza de que fugindo da palmatória cruel do ensino civil, ele acabou encontrando um suplicio religioso desumano, infundado. Como vou sentir saudade desse sofrido período de crueldades clericais? Assim ele se perguntava ao regressar, infaustamente, ao convício da paisagem familiar que também, às vezes, é inteiramente, imensamente brutal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – Toponímia do Desterro:&lt;br /&gt;- Moinho do Juza (página 1).&lt;br /&gt;- Várzea do Epifânio (páginas 1 e 163).&lt;br /&gt;- Rua da Ponte (citada em 17 páginas).&lt;br /&gt;- ´Morro do Cruzeiro (página 1).&lt;br /&gt;- Rua Itapecerica (citada em dezenas de páginas).&lt;br /&gt;- Cemitério do Catalão (página 11).&lt;br /&gt;- Largo da Cadeia Velha (páginas 14 e 35).&lt;br /&gt;- Largo da Matriz (citada em dezenas de páginas).&lt;br /&gt;- Praça da Estação (Página 28).&lt;br /&gt;- Rua Bebiana (página 28).&lt;br /&gt;- Pau d’Óleo (página 4).&lt;br /&gt;- Largo do Rosário (páginas 37, 40, 41 e 52).&lt;br /&gt;- Ponte de Ferro (página 76).&lt;br /&gt;- Ponte Funda (páginas 32 e 177).&lt;br /&gt;- Morro da Ponte (página 67).&lt;br /&gt;- Arraial do Desterro (dezenas de páginas).&lt;br /&gt;- Farmácia do Jota (páginas 17, 96, 158).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Alguns dados biográficos do romancista:&lt;br /&gt;Sebastião Gontijo (1916-1994), filho de José Galdino de Araújo e de Rosa Gontijo de Araújo, ele ferroviário, ela professora. Estudou em Divinópolis, em Belo Horizonte, em Niterói e no Rio de Janeiro, onde se formou como Cirurgião Dentista pela Faculdade Fluminense de Medicina. Como jornalista, colaborou no “O Diário”, “Folha de Minas”, em Belo Horizonte; no “Divinópolis Jornal” de sua cidade e na “Folha do Rio”, no Rio de Janeiro. Antes de exercer a profissão de Cirurgião Dentista trabalhou como Professor e Bancário em sua cidade e em Petrópolis (RJ). Casado com Lys                      , com quem teve os filhos Hamilton, Cláudio e Cristina. Escreveu e publicou os romances “Dias Idos e Vividos”, “Laços Apertados”, “Tempo de Menino”, “Memórias de Um Foragido” e “A Última Quimera”. Traduziu e publicou, em 1970, o livro “Tratamento Imediato dos Traumatismos Faciais (Early Treatment of Facial Injuries”, de Thomas John Zaydon e James Barrett Brown.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2152353832371178989?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2152353832371178989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2152353832371178989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2152353832371178989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2152353832371178989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/memorias-de-um-desterrado.html' title='Memórias de Um Desterrado'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2217520243953226537</id><published>2010-11-02T16:45:00.001-02:00</published><updated>2010-11-02T16:50:43.102-02:00</updated><title type='text'>O Doce Mistério da Vida</title><content type='html'>O DOCE MISTÉRIO DA VIDA   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais fluente e influente do que o gritante noticiário veiculado na mídia: o que mais prevalece, intimamente, na vivência de todas as pessoas do mundo é o indefinível encanto do nascimento de um filho (que é também um neto, um sobrinho, um primo, um amigo, um doce mistério da Vida), que chora (e o choro é uma espécie de sorriso?) na estranheza da chegada num país que ele ainda não sabe se é verde ou amarelo, raso ou profundo, doce ou azedo. Nada se compara a um acontecimento que se repete todo dia em toda parte do mundo, sempre trazendo nova aura, nova linguagem, nova esperança de remodelação das engrenagens provisórias e definitivas do realismo social em andamento. A pública exposição no berçário da maternidade desperta e revela um cordel de emoções a quem se aproxima desta puríssima manifestação da beleza do mais doce dos mistérios da vida: os olhinhos fechados que momentaneamente se abrem para os amigos e parentes encantados na feliz continuidade da poesia ao mesmo tempo onírica e realista em forma de sonho e corpo fundidos numa fantasia que é também realidade. Veio de Novalis, poeta alemão, a certeza mais certa: “Onde há criança uma idade de ouro ali existe”. Aba aeterno (desde toda a eternidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULINHO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vem da Vida para o Mundo,&lt;br /&gt;depois da longa comunhão placentária,&lt;br /&gt;abençoa quem atentamente o esperava.&lt;br /&gt;O sopro da inocência acende a luz:&lt;br /&gt;assim é o gratificante milagre da Criação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primavera aperfeiçoa a própria aura?&lt;br /&gt;A concepção (desejada e conseguida)&lt;br /&gt;de uma vida dentro de outra vida&lt;br /&gt;(todas as graças dentro da virtude).&lt;br /&gt;Assim espelhados no ultrassom:&lt;br /&gt;as covinhas no queixo,&lt;br /&gt;os bracinhos erguidos nos balbucios:&lt;br /&gt;um chorinho a procura de um sorriso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha a nós na infância dele&lt;br /&gt;as graças inaudíveis e indizíveis,&lt;br /&gt; cerzidas ponto a ponto&lt;br /&gt;nos dias e noites de todos os meses&lt;br /&gt;da expectante vigência intra-uterina&lt;br /&gt;a criarem&lt;br /&gt;com esmero e bom gosto&lt;br /&gt;os liames biológicos e anímicos do nascituro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nutriz e auréola do sentimento?&lt;br /&gt;Prelúdio e voz do pensamento?&lt;br /&gt;O olhar sobre um mundo recomeçando?&lt;br /&gt;As feições delineadas,&lt;br /&gt;os traços verossímeis:&lt;br /&gt;marcante fusão da herança familiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;o Paulinho está sorrindo,&lt;br /&gt;mesmo quando está chorando?&lt;br /&gt;Bem haja, pois!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2217520243953226537?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2217520243953226537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2217520243953226537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2217520243953226537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2217520243953226537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/11/o-doce-misterio-da-vida.html' title='O Doce Mistério da Vida'/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-4237857658666445920</id><published>2010-10-06T09:20:00.000-03:00</published><updated>2010-10-06T09:24:04.323-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>PAULINHO   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vem da vida para o mundo,&lt;br /&gt;depois de longa comunhão placentária,&lt;br /&gt;abençoa quem vivamente o esperava.&lt;br /&gt;O sopro da inocência acende a luz:&lt;br /&gt;é o gratificante milagre da Criação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primavera aperfeiçoa a própria aura?&lt;br /&gt;A concepção (desejada e conseguida)&lt;br /&gt;de uma vida dentro de outra vida.&lt;br /&gt;Assim espelhada no ultrassom:&lt;br /&gt;as covinhas no queixo,&lt;br /&gt;os bracinhos erguidos nos balbucios:&lt;br /&gt;um chorinho a procura de um sorriso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venha a nós na infância dele&lt;br /&gt;as graças inaudíveis e indizíveis,&lt;br /&gt;concebidas e cerzidas ponto a ponto&lt;br /&gt;nos dias e noites de tantos meses&lt;br /&gt;da expectante vigência intra-uterina&lt;br /&gt;a criar&lt;br /&gt;os liames biológicos e anímicos do nascituro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nutriz e auréola do sentimento?&lt;br /&gt;Prelúdio e voz do pensamento?&lt;br /&gt;O olhar sobre um mundo recomeçando?&lt;br /&gt;As feições delineadas,&lt;br /&gt;os traços verossímeis:&lt;br /&gt;marcante fusão da herança familiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;br /&gt;o Paulinho está sorrindo,&lt;br /&gt;mesmo quando chora?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-4237857658666445920?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/4237857658666445920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=4237857658666445920' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4237857658666445920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/4237857658666445920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/10/paulinho-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2117979751441152310</id><published>2010-10-06T09:05:00.000-03:00</published><updated>2010-10-06T09:06:54.335-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>DITOS  E FEITOS   -  Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons Votos!&lt;br /&gt;No meu histórico de eleitor constam alguns momentos depressivos, que prefiro esquecer. Mas confesso que já desfrutei de bons momentos e de melhores resultados, votando em JK, Milton Campos, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Itamar Franco, Fernando Henrique, Aécio Neves e Galileu Machado. E agora o resultado eleitoral do primeiro turno da pugna foi auspicioso e feliz. O papel inteligente, polido e sensível da Marina foi o brinde político que o povo brasileiro tanto merece. Graças à coligação dela com o Serra o complô devastador do PF (Partido Fisiológico) ficou momentaneamente derrotado, a um passo da definitiva e necessária defenestração. Serra é nosso velho conhecido, moralmente muito bem conceituado, portador de uma fecunda folha de serviços públicos prestados, ao longo do tempo, em todos os degraus da hierarquia do poder democrático. Marina é a doce criatura que reabilita o amargo cenário da política fisiológica. É feminina (uma vantagem neste cenário historicamente povoado de machões negligentes e, em grande parte, corruptos. É habilitada, comunicativa, humana, sobremodo humana. A coligação de ambos no segundo turno é uma lufada de um novo ar que virá, certamente, purificar o ar apodrecido que enfeia e adoece o Pais nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ditos Propriamente Ditos.&lt;br /&gt;“Não nos importaríamos tanto com o que as pessoas pensam de nós se soubéssemos quão raramente elas pensam em nós” (John Lanchester, romancista inglês). Não aproveitamos escrevendo, pintando ou musicando as imagens que temos presenciado e as idéias que nos assaltam – o que representa uma perda enorme de mão de obra que a vida nos oferece, gratuitamente. A escritora Simone Weil afirma que “um homem sozinho no universo não teria absolutamente nenhum direito, mas teria muitas obrigações”. Viver é conviver. Não resisto à tentação de citar duas afirmações do cronista e poeta Ferreira Gullar (na Folha de São Paulo de 19/09/010): “A sociedade brasileira assiste hoje a despudorada manipulação da opinião pública, que é a campanha de Dilma Rousseff para a Presidência da República. Até alguns petistas não conseguem esconder seu constrangimento diante dos escândalos que surgem a cada dia e, sobretudo, do descaramento com que, de Lula a Dutra, os petistas pretendem, mais uma vez, passar por vítimas, quando são de fato os vilões”. (...) “Meu consolo é saber que, em menos de três meses, ele deixará a presidência. Garantiu que até lá vai fazer “muita miséria”. Disso não duvido, mas, após dezembro, não terei que vê-lo todos os dias na televisão, insultando a nossa inteligência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F. T. Guzzo escreve na VEJA sobre o desapreço da opinião pública e douta sobre Fernando Henrique Cardoso. Uma injustiça, ele afirma. O pouco que há de certo e de bom no Brasil de hoje é fruto do trabalho dele como Presidente da República. E então, qual foi seu erro? O articulista não diz, mas deixa a entender que, graças a ele é que o tal de lula é considerado pelo povo (e não pela intelectualidade séria) como um herói (sic!) de nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitora Regina Helena de Moraes Perez Ferraz (de Campinas, SP) representa as pessoas de bons costumes do País em carta publicada pela VEJA de 29/09, com a seguinte pergunta: “Vamos eleger um governo que nos levará a um futuro de mais falcatruas, desmandos e uma tendência a nos “venezuelar” com o cerceamento de nossos direitos?” Pergunta retórica? Não. Pergunta realista, sim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despreparo da candidata Dilma para exercer o cargo que pleiteia é gritante. Fiquei bobo de ver na entrevista da TV Record do dia 26 a dificuldade dela para responder as perguntas mais simples. Ela não só titubeia ao falar como demonstra ignorar o que, tanto a pergunta como a resposta, exigem de alguém que assume uma incumbência tão grave e importante como o possível merecimento da confiança do povo (não devidamente esclarecido) da nação brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Logro das Loterias.&lt;br /&gt;O supracitado romancista inglês John Lanchester, fala da puerilidade masoquista dos viciados no jogo lotérico, que na verdade não passa de um novo e não-declarado tipo de imposto. A probabilidade de se ganhar na Mega Sena é de um apostador num lote semanal de catorze milhões de apostadores. É mais difícil do que morrer, ele diz, pois “a probabilidade de alguém morrer em uma dada semana é muito maior do que a chance  de ganhar na lotearia. A média semanal de mortes na Inglaterra (ele acrescenta, depois de demonstrar toda a base de seu cálculo) é de dez mil, cento e oito. Conclui, então: “a chance de se ganhar na loteria é de 2.873 vezes menos do que a chance de estar morto quando o prêmio da loteria for sorteado”. Isso sem contar com as maracutaias  da jogatina brasileira, onde há casos de um deputado federal ganhar dez vezes os milionários prêmios da tal de Mega Sena. Haja Deus!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2117979751441152310?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2117979751441152310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2117979751441152310' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2117979751441152310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2117979751441152310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/10/ditos-e-feitos-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-5229440685860007435</id><published>2010-09-17T14:01:00.000-03:00</published><updated>2010-09-17T14:03:29.336-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ELEIÇÕES E REJEIÇÕES   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I  -  Delírios Momentâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se há de fazer&lt;br /&gt;quando a corrupção é aceita pelos não-corruptos?&lt;br /&gt;Salve-se quem puder?&lt;br /&gt;O dinheiro compra a virtude?&lt;br /&gt;Um fungo fustiga até mesmo o altar de Eros?&lt;br /&gt;Agora que a formiga tem catarro,&lt;br /&gt;a salamandra tem tutano?&lt;br /&gt;A pirâmide vira poesia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacana espera a morte antes de viver?&lt;br /&gt;Sabe esquadrinhar a fantasia e rir da lógica?&lt;br /&gt;Vamos aplicar um eletro-choque no ego do narciso?&lt;br /&gt;A ponte vai ruir sob o peso da tarde?&lt;br /&gt;Vai nascer cabelo no vidro da garrafa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras viajam pelas ilhas e continentes&lt;br /&gt;nas pupilas dos poetas alvejados,&lt;br /&gt;na respiração das mulheres assinaladas.&lt;br /&gt;Era só o que faltava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De erro em erro o pensamento acerta&lt;br /&gt;uma vez ou outra?&lt;br /&gt;Ainda agora um deles dependura máscaras letais&lt;br /&gt;nos galhos das árvores vívidas?&lt;br /&gt;Uma delas corre mais,&lt;br /&gt;chega na frente anunciando&lt;br /&gt;os sacrifícios&lt;br /&gt;na pira de incenso da falida boa vontade&lt;br /&gt;dos homens cooptados....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Raciocínios Momentâneos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a dilapidada população brasileira espera e merece da nova gestão de um governo federal democrático:&lt;br /&gt;- Que os eleitores vitoriosos sejam apenas eleitores vitoriosos e não sequiosos militantes fisiológicos. &lt;br /&gt;- Que prevaleça o sonho de Stanislau Ponte Preta de restaurar a moralidade antes que todos se locupletem, exaurindo as fontes benéficas da nação.&lt;br /&gt;- Que se cumpra a sugestão de Mário Sérgio Duarte, Comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, segundo a qual o governo federal precisa desempenhar melhormente “a função vital que é sua e certamente demanda mais empenho: o controle das fronteiras. É por ali que chegam os fusis e as drogas que alimentam não só os morros cariocas como centenas de outras favelas no Brasil inteiro”.&lt;br /&gt;- Que se não conseguir a condenação legal das propaladas figuras hediondas do enriquecimento ilícito, que pelo menos esses meliantes fiquem interditados a novos acessos ao erário público, cuja propriedade é dos contribuintes e não dos apaniguados.&lt;br /&gt;- Que os três poderes da nação (executivo, legislativo, judiciário) exerçam as respectivas autonomias legais – e não fiquem cumprindo ordens de um mandatário que às vezes não passa de um tirano boçal e plantonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Eleições e Rejeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo escândalo da Casa Civil vem confirmar a certeza da inabilidade, sentida e confirmada exaustivamente, do atual governo para dirigir salutarmente a vida política nacional. As moléstias do fisiologismo e da corrupção ao longo de injustificada e cretina euforia afastam qualquer expectativa otimista quanto ao acerto das abusivaso e planejadas prorrogações de mandados nas releições de outubro e dos outros pleitos vindouros. O número dos escândalos se perdem na memória do eleitorado ingênuo – mas sujam e empobrecem a própria História do País. No caso da perpetuação no poder da militância de um socialismo desmascarado em tantos países, pode-se afirmar que surdo é quem não quer ouvir, e cego é quem não quer ver. Chega de tantas figuras hediondas no primeiro plano das ações, atritando as pessoas de uma sociedade boquiaberta. Chega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que história a atual política brasileira está escrevendo? Segundo Drayson “a história é o estudo da maneira como a humanidade se torna o que é e fica consciente de si mesma”.&lt;br /&gt;A nossa continua sendo uma História mal contada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-5229440685860007435?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/5229440685860007435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=5229440685860007435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5229440685860007435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/5229440685860007435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/09/eleicoes-e-rejeicoes-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-2377965121594434557</id><published>2010-09-11T13:27:00.000-03:00</published><updated>2010-09-11T13:29:10.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>POESIA  (*)   -  Adaptação de Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caverna dos nove tesouros, segundo Dalton Trevisan, constituída de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passagem secreta para a gruta encantada.&lt;br /&gt;Límpida fonte onde nadam hipocampos e lambaris.&lt;br /&gt;Golfo e promontório.&lt;br /&gt;Ninho escondido de penas de beija-flores.&lt;br /&gt;Garça azul de bico sanguíneo em vôo rasante.&lt;br /&gt;Búzio com cantiquinho de coruira madrugadora.&lt;br /&gt;Ilha descoberta pelo náutico sedento.&lt;br /&gt;Dunas calípigias movediças.&lt;br /&gt;Baia e península.&lt;br /&gt;Ilha descoberta pelo náutico sedento.&lt;br /&gt;Passagem secreta para a gruta encantada.&lt;br /&gt;“Delta de infindos paraísos”.&lt;br /&gt;Golfo e promontório.&lt;br /&gt;Baia e península.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*)  -  ( versos (possíveis) pinçados (menos o antepenúltimo) de Dalton Trevisan em “O Maníaco de Olho Verde”, Editora Record, 2008 – Rio de Janeiro, RJ.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-2377965121594434557?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/2377965121594434557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=2377965121594434557' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2377965121594434557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/2377965121594434557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/09/poesia-adaptacao-de-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-9166440537321929944</id><published>2010-09-11T09:40:00.000-03:00</published><updated>2010-09-11T09:42:56.708-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>HUMOR E TORPOR   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura de Millôr.&lt;br /&gt;Segundo uma página da Internet Millôr Fernandes (*) teria escrito que o Governo Militar, acusado de tortura, violência, falta de democracia, etc., não foi acusado de enriquecimento ilícito, corrupção, legislar em causa própria, incompetência administrativa, mensalão, dólares na cueca, aloprados, apoio a guerrilheiros ligados ao crime comum, etc., etc., etc. E constata que o PT não quer ver mais militares no Poder, pelas seguintes razões de malefícios causados por eles:&lt;br /&gt;- Tiraram do cenário bucólico a Via Dutra de uma só pista através de desnecessária duplicação. Fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Construíram a Ponte Rio Niterói, extinguindo o trabalho da barcaça que levava meia-dúzia de automóveis em cada viagem. Criaram esse maldito Pró-Álcool, receando que o petróleo acabasse. E para apressarem o fim do ouro negro, deram um impulso gigantesco, criando a Petrobrás. Elevaram o Brasil da 45ª. economia do mundo para a 8ª., empobrecendo nossa cultura popular. Tiraram da boa vida ociosa 13 milhões de brasileiros, através da enorme oferta de empregos. Propiciaram ao Brasil, em 1971 a meritória posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Construíram as hidrelétricas de Tucurui, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipun sem a menor necessidade. Instalaram milhares de torres de alta tensão, levando energia elétrica em grande parte do território nacional, acabando com a mão de obra dos lenhadores e fabricantes de velas e lamparinas. Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, desvalorizando o serviço prestado pelos bondes tão aprazíveis. Baniram do Pais, indevidamente, pessoas ingênuas que queriam implantar aqui regimes políticos que faziam a desgraça de russos, cubanos e chineses. Vale acrescentar que os militares são muito estressados, fazem tempestade em copos de água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas, ninharias.... Tiraram o interesse da política, uma vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com seus deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje. Além disso inventaram um tal de FGTS, PIS e PASEP, MOBRAL, FUNRURAL, etc. Além de tantas besteiras trouxeram a TV a Cores, criaram as bobagens conhecidas como EMBRATEL, TELEBRÁS, ANGRA I e ANGRA II, INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM, um montão de trombolhos. Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguintes não fizeram nem 10% dos estragos que eles, militares, fizeram. E, além disso, eles, pobres coitados, não conseguiram ficar ricos. E é por isto que dizemos: Militar no Poder, nunca mais! (exceto, é claro, os domesticados).&lt;br /&gt;(*) – Millôr Fernandes é uma das pessoas mais lúcidas e criativas da História da Civilização Brasileira. Anda sumido da imprensa, ultimamente. Envergonhado dos desatinos dos atuais salvadores da pátria? Mas sua ironia no senso de humor está bem afiada. Ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- PICLES.&lt;br /&gt;- O inefável Barão de Itararé diria dos aquinhoados do governo: “fazem da vida pública uma extensão da privada”.&lt;br /&gt;- A pugna eleitoral deste ano está desequilibrada numericamente. O número de integrantes do lado doentio é muito maior do que a o do lado sadio.&lt;br /&gt;- Segundo uma gozação na Internet um debochado respondia ao papa, que recomendava a comunhão constante: “Há anos que comunguei”. O papa replicou: “Você tem que comungar sempre!” E o debochado acrescentou: “eu disse que há anos que como um guei”. &lt;br /&gt;- Poesia e Política.&lt;br /&gt;Em face dos últimos acontecimentos, como diria Drummond, ando propenso a considerar que a Poesia é o Bem e que a Política é o Mal. As duas qualidades humanas (as principais?) andam tão distanciadas uma da outra, que chego a pensar que o problema do relacionamento de ambas é que a Poesia nunca desafina e a Política, vira e mexe, se estrepa toda. A impressão é que não existem poetas na política (os que entram logo saem ou deixam de ser poetas) nem políticos na poesia, na qual se sentiriam como peixes fora da água. Mas não posso chegar ao extremo de afirmar que todo político é um demônio nem que todo poeta é um anjo. Há exceções, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo, aplaudindo, as palavras de Bruno Tolentino, grande poeta, falecido em 2007, a respeito dos bons compositores e péssimos escritores Caetano Veloso e Chico Buarque. Sobre o primeiro: “ele está virando tese de professores universitários.... É preciso botar os pingos nos is. Cada macaco no seu galho, e o galho de Caetano é o showbiz. Por mais poético que seja, é entretenimento. E entretenimento não é cultura. Sobre p Chico, ele escreveu: “No Brasil, há muita falta de respeito pela realidade, pelo próximo, pela legalidade.... A verdade foi substituída pela verossimilhança: a literatura pela imitação da literatura. O crítico Wilson Martins mostrou com muita acuidade e mordacidade que os romances de Chico Buarque são uma reedição do nouveau roman, que já morreu. Conheci toda aquela gente, e sai correndo. Chato existe em todo lugar, não só no Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ezra Pound afirmou que só em seus tempos de decadência a poesia se separava da música. E é assim quando o mundo acaba: não com uma canção, mas com um soluço”. (Lawrence Ferlinghetti, no livro “Vidas Sem Fim”, tradução de Paulo Leminski, Editora Brasiliense, 1984, São Paulo, SP.).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7744342-9166440537321929944?l=lazarobarreto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/feeds/9166440537321929944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7744342&amp;postID=9166440537321929944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/9166440537321929944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7744342/posts/default/9166440537321929944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazarobarreto.blogspot.com/2010/09/humor-e-torpor-lazaro-barreto.html' title=''/><author><name>Lazaro Barreto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09470873993014970580</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://bp0.blogger.com/_9rZjmgfrN18/Rul7aSm0gwI/AAAAAAAAAAc/ix1tQahq_dE/s400/zoom.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7744342.post-3097635087603821828</id><published>2010-09-02T09:57:00.000-03:00</published><updated>2010-09-02T09:59:18.853-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>VALSA NEGRA E INFERNO   -   Lázaro Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo da literatura é incansavelmente fértil, tanto na reprodução como na criação de novas espécies vivas. Vira e mexe o leitor atento descobre os novos autores de espécies diferenciadas de flores e frutas nessa jardinagem infindável.  É o caso da floração das belas e importantes obras de Patrícia Melo, ficcionista brasileira de primeiro mundo. Tenho em mãos, intensamente lidos, os romances VALSA NEGRA e INFERNO, publicados pela Companhia das Letras, SP, em 2003 e 2000, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo, em “Valsa Nega”, lembra Philip Roth (ela até o cita na página 37), na desvairada concatenação dos meandros e caminhos da vida contemporânea. Sabem mascar muito a goma antes de saborear e engolir. Ambos circulam airosamente nos circuitos internos das vivências individuais contextualizadas socialmente. O personagem central do livro de Patrícia (um músico do tipo dos sequiosos Vinicius de Moraes e Raul Mascarenhas) sabe que não terá paz depois de casar-se com uma mulher trinta anos mais jovem, comparando-se a um personagem shakespeariano que dedicava cada um em três pensamentos ao seu túmulo. Ávido e truculento ele faz de sua parceira, ao mesmo tempo, uma vítima e uma algoz de sua lubricidade. As cenas eróticas são bem dosadas, devidamente envolvidas do toque feminino refinado e veraz. O parceiro se felicita, sabendo de que nada valeria outras qualidades inerentes como a memória e o talento se o tesão faltasse ou escasseasse. Assim, vivendo às turras entre o prazer e o desgosto. Na luta íntima, sem trégua, de sua individualidade ansiosa, ele merece da amada a dureza de algumas verdades: “você odeia todo mundo. Odeia minha mãe.... Odeia minha avó.... Você de costas para o mundo, o mundo de costas para você....Esse é o seu projeto de vida”. O mal dele é depois diagnosticado pelo psiquiatra: transtorno obsessivo compulsivo, TOC, - interpretando suas arengas amorosas, e citando Freud: “a vida da mulher dele era um inferno”. Um livro de leitura prazerosa, no qual a sexualidade expostas em muitas páginas está muito bem revestida de legitima sensualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na leitura do romance “Inferno” há, também, muita sexualidade, mas pouca sensualidade. O cenário das favelas cariocas é contundente – e os personagens (traficantes e usuários de drogas e suas vítimas) estão mais para o sentido animalesco do que para o humanístico. São violentos, incultos, chefiados por criminosos descarados, convictos da própria vilania. O que me impressiona é que a autora enfrenta a dureza temática com muita naturalidade, notável acuidade e talento. Consegue coesão, perfeita conexão do viés sociológico do quadro realístico com o viés literário do quadro romanesco. O enquadramento das partes é perfeito, a montagem dos pormenores caóticos num conjunto de aceitável credibilidade, é lúcido e cativante. Documento e arte ao mesmo tempo? A autora organiza a bagunça dos dados, emparelha a disparidade, aglutina as aversões, neutraliza o mau gosto da pornografia, atenua as menç
