quarta-feira, julho 04, 2007

A JUVENTUDE INTELECTUAL DIVINOPOLITANA

No panorama histórico da cidade ao longo do tempo, constatamos o brilhantismo invulgar de duas inegáveis constantes, a da arte e a da cultura. Cito de memória os escritores de obras com repercussões extra-municipais como Adélia Prado, Osvaldo André de Melo, Fernando Teixeira, Lindolfo Fagundes, Antônio Franco, Sebastião Milagre, Mercemiro de Oliveira, Yara Etto, Gentil Ursino do Vale, Bernardino Leers (ofm), Joaquim Coelho, Ataliba Lago, José Dias Lara, Jadir Vilela de Souza, Rosa de Freitas, Carlos Antônio Lopes, Célio Paduani, Everton Vasconcelos, Marlene Moreira, Jeanne France e Outros; artistas plásticos como GTO, Mario e Geraldo Teles, Heraldo Alvim, Valdir Caetano, Regina Martins, Hevecus, Celeste Brandão e outros: cada um na sua especialidade recria em termos humanos o que a natureza, em termos divinos, também recria. E a obra deles, como a da natureza, é dinâmica, não se contém no nascedouro, espalha seus polens e sementes em toda circunferência do contexto mais vívido. A existência desses excepcionais valores humanos seria como de fogos-fátuos, ao longo do tempo, se não surgisse uma consciência intelectual que visasse uma possível perenização nos anais do reconhecimento público. Essa consciência surge, principalmente nos últimos anos, com o enriquecimento do ensino superior na cidade, liderado pela figura devotada ao bem comum, que o aperfeiçoamento cultural pode e deve concorrer mais efetivamente no aperfeiçoamento existencial da comunidade humana. Falo do Professor-Doutor Pedro Pires Bessa, que não cansa de trabalhar a favor de um melhor iluminamento sobre esses valores intelectuais. A consequência é óbvia: uma nova plêiade de valores está instaurando um clima de seriedade profissional na predominância cultural do comportamento social das pessoas, em geral beneficiando a vigência da beleza e da verdade nas relações humanas. 

Foi uma prazerosa surpresa receber agora das mãos de Talita Calazans Costa de Moraes e de Camila Alves Êvo, o pequeno-grande livro de 108 páginas, intitulado “A Cabeça de Ouro do Profeta” (em homenagem a um livro meu, do mesmo nome), que as duas moças e Bianca Pereira Gontijo, Geraldo Luís de Freitas e Cibelly Aparecida Corrêa escreveram, depois de uma percuciente e carinhosa pesquisa nas obras publicadas em livros e inseridas no blog deste resenhista. Todas as autoras e o autor são do Curso de Letras da FUNEDI-UEMG, orientado pelo Professor-Doutor Pedro Pires Bessa, que organizou vários grupos de alunos, cada um deles incumbido de pesquisar e de publicar os lineamentos predominantes nas obras de muitos outros autores, entre os supracitados. De minha parte, só me resta agradecer, comovido e feliz, pela imerecida homenagem. E nada mais posso falar, sabendo quão imodesto, indiscreto e ilegal é advogar em causa própria. O mérito é todo da jovialidade sensitiva e intelectual do talentoso quinteto, e não meu.