sexta-feira, novembro 22, 2013

TICO-TICO NO FUBÁ 11/10/2012

- Subir é mais fácil do que descer? Pode ser que sim, pode ser que não. Exemplifico: uma criança nos primeiros anos de vida consegue, engatinhando, subir a íngreme escada que vai até ao pavimento de cobertura do apartamento onde reside. Sobe célere, sem problema. Mas descer pela mesma escada ela não consegue, a não ser acidentando-se.

- As duas fases vivenciais dos comunistas brasileiros: nos chamados “anos de chumbo da ditadura militar” eles roubavam bancos em nome do povo. Hoje, no poder, eles roubam o povo em nomes deles mesmos, na contraditória aflição de se tornarem capitalistas. O que estou dizendo foi baseado em trecho de uma carta do leitor Marcos Máximo na edição de 20\10\2011 do jornal “Estado de São Paulo”.

- O atrito inevitável: as pessoas mais idosas não são entendidas pelas mais novas e vice-versa. A diferença etária predomina nos comportamentos de ambas as partes. Os velhos alegam que os novos sentem falta de umas boas palmadas na infância. Os novos acham que os velhos estão caducando, não aceitando o rol de novidades modernosas.

- O vínculo que mantemos com os nossos antepassados é algo proveniente de nosso subconsciente e que modela o nosso caráter, definitivamente. É o principal sintoma de nossa herança genética.

- Michael Shermer, psicólogo americano, em entrevista à revista VEJA, edição de 22\08\2012: “As Igrejas se tornaram um fator de corrupção. Motivo de guerras e perseguições. Por sorte, presenciamos o declínio da crença no sobrenatural. Países do norte europeu, onde apenas um quarto da população segue alguma religião, têm índices de criminalidade, suicídios e doenças sexualmente transmissíveis inferiores aos de estados em que a maioria dos habitantes é de crentes, como os Estados Unidos e o Brasil. Se a religião se declara um bastião de bondade, por que historicamente tais estados teocráticos são mais susceptíveis à criminalidade do que os seculares?”

- Nas mais vivas das horas mortas dos dias mais noturnos da atualidade, costumo pensar que meu passado viaja comigo, de avião, para o futuro mais duvidoso desta vida neste mundo. Vejo pela janela da aeronave as nuvens escuras embaixo e o deserto enigmático em cima... Fico sem saber que fim levará meu passado no futuro dessa viagem por enquanto ininterrupta... Pois, como já dizia Millôr Fernandes: “Onde quer que a gente vá, há sempre um passado pela frente”.

- Ainda e sempre a VEJA. Numa edição de outubro de 2011 constata-se que o governo federal brasileiro emprega 90.000 pessoas em cargos de confiança, ou seja, sem concurso e com salário acima do normal.  E a comparação é feita: nos Estados Unidos a quantidade de pessoas detentoras do mesmo tipo de cargo é de 9.051. Na Inglaterra, cerca de apenas 300 pessoas. A explicação da exorbitância da diferenciação: no Brasil os chamados servidores públicos trabalham para os partidos políticos e não para o povo, que é seu verdadeiro patrão.