quarta-feira, novembro 22, 2006

Soneto 29, de Shakespeare

SONETO VINTE E NOVE, DE SHAKESPEARE(*) - Lázaro Barreto.


Quando desfavorecido aos olhos dos afortunados,
Deploro sozinho a minha exclusão social,
E a um céu alheio impreco tolamente,
Aí sinto a exaustão, maldigo a fatalidade,
Desejando ser outra pessoa, mais aquinhoada:
o físico igual a um ou outro dos amigos,
cobiçando o talento de um, a habilidade de outro,
Para reunir tudo em mim, sem contentar-me;
E assim desfeito em ruminações me invalidando,
Ao sentir o teu amor perto de mim, erguendo-me
Como a cotovia na alba em pleno vôo brilhante,
Saio da terra feia e chego à porta do céu, feliz,
Pois que o teu doce amor relembrado é tão doce,
Que nem com os reis minha situação trocaria.

(*) Tentativa de tradução de um dos Sonetos de Shakespeare (1564-1616 – Stratford-on-Avon, Condado de Warwick, Inglaterra).

1 Comments:

Blogger † Elaphar † said...

Gostaria de saber se você traduziu algum outro soneto de Shakespeare além do 29.

10:27 PM  

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