segunda-feira, agosto 22, 2011

NOVA SERRANA – DOS PÉS Á CABEÇA. - Lázaro Barreto.


Geralmente o que propicia e define a riqueza material de uma cidade é a sua capacidade (potencialidade) produtiva nos vários ramos de negócios de uma sociedade humana de rentabilidade equilibrada. Itapecerica marcou época histórica em virtude de suas pródigas jazidas auríferas – e hoje conta com a produção do grafite como outra importante referência econômica. Itaúna e Pará de Minas cresceram e continuam crescendo graças ao dinamismo de seus habitantes que sabem explorar as potencialidades agrárias. Divinópolis e Nova Serra optaram pela logística do aproveitamento geográfico de polarização regional – que facilita o emprego da mão de obra e o escoamento da produção industrial (calçadista em Nova Serra e do vestuário em Divinópolis). Assim é, ao que me parece: Nova Serrana e Divinópolis, dois pólos em constante ascensão em todos os sentidos - e não apenas no que se refere à riqueza material.

Divinópolis desfruta de um bom renome cultural graças aos talentos criativos individuais, que ao longo do tempo configuram na paisagem dinâmica do materialismo o clarão necessário da espiritualidade através da cultura livresca. Dispomos aqui de bons órgãos de divulgação e, principalmente os inequívocos expoentes da criatividade artística. Entre os quais posso citar Petrônio Bax, GTO, Túlio Mourão, Sebastião Benfica Milagre, Osvaldo André de Mello, Jadir Vilela, Mauro Corgozinho Raposo, Carlos Antônio Lopes, Mercemiro de Oliveira, Carlos Altivo, Adélia Prado e tantos outros de notáveis capacidades. Uma riqueza inexpugnável, um padrão de sensibilidade e de moralidade, uma tábua de valores inerentes à salubridade vital no esfacelado planeta em que vivemos.

E Nova Serrana? Conheço a cidade e admiro o dinamismo e a coerência dos habitantes, que buscam a felicidade conciliando o rigor do trabalho com o prazer da recreação.

O escritor Luciano de Assis (alpharrabio-ns@hotmail.com) esteve, cordialmente, em minha casa e deixou, como belos e valiosos presentes, exemplares de cinco números (ano 3, números 16 a 20) do “Franzine ENTRE ASPAS – Informativo sócio-cultural e literário de Nova Serrana”, publicações muito bem cuidadas, repletas de textos de boa qualidade, assinadas por autores novos e promissores, entre os quais cito Bianca Fernanda, Rita Lamounier, Valter Júnior, Laísa Andrade, Vall Duarte, Maria Helena, Carlinhos Colé, Carla Cardoso, Jocó Lucas, Leandro Caetano, Evaldo Silva e o mencionado Luciano de Assis, responsável pela paginação e pelos editoriais concisos e esclarecedores. Ele (Luciano) deixou comigo, outro belo presente, o exemplar autografado do livro de sua autoria “LENDAS URBANAS – Histórias Que o Povo Conta”, portador de uma leitura deliciosa e instigante, que pretendo ler a seguir. As edições do “Entre Aspas” apresentam textos de linguagem escorreita e ao mesmo tempo legível. Um vocabulário invulgar, significativo, a gramática enriquecendo o estilo às vezes discursivo, às vezes poético. Uma tônica literária predomina - e não simples exercícios passageiros. Toda a forma e todo o conteúdo a prometerem fecundas incursões. Contos, crônicas e poemas sóbrios, legíveis, cheios de vida cotidiana.

Na introdução de seu conjunto de “Lendas Urbanas” (Editora Virtual Books). o Luciano escreveu: “Uma antiga tragédia italiana narra a história de dois jovens, que por puro capricho de seus pais foram impedidos de ficar juntos. Mas a paixão, a coragem e a determinação de ambos, tomados pela emoção, pelo amor e o desejo de não se separar, encontraram na morte uma forma de ficarem juntos para sempre.
Esta não é só uma linda história de amor, narrada por Willian Shakespeare, trata-se de uma das mais antigas lendas urbanas da Itália, relatada ao mundo pelos versos de um escritor”. Bem haja, pois.

2 Comments:

Anonymous Eder Freitas said...

Não o conheço pessoalmente, mas li uma de suas obras. Sempre comento a respeito: "Memorial do Desterro"! Muitos moradores de Marilândia não conhecem da história local, que um dia foi "Desterro". Li, a princípio, porque foi o livro do vestibular da Fadom, em Janeiro de 2006. Porém, por gostar muito de história, li novamente, deixando de lado o objetivo do vestibular. Fantástico, adorei. Parabéns, Lazáro Barreto.

11:11 PM  
Anonymous Eder Freitas said...

ederfreitas.2012@uol.com.br

11:12 PM  

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