sexta-feira, novembro 22, 2013

ESCRITA 12/10/2012

Perguntam-me sobre a minha opção pela literatura.

Respondo que não é opção: é uma imposição.

Ao reconhecer a importância da vida interior, o aprendiz literário assume essa vivência e, em consequência, a tentativa de exprimi-la.

Depois que reconheci e aceitei que tudo na vida e no mundo contém, sobretudo, os valores referentes às expressões da VERDADE e da BELEZA (corpo e alma, alegria e tristeza, suplício e felicidade), assumi os encargos das tentativas de comunicar em linguagem endereçada aos nossos semelhantes, dentro de minhas possibilidades e impossibilidades, as beiradas e meandros dessa arte que é, como já foi dito, o local de encontro de duas almas (a do leitor com a do escritor).

O infinito e difícil trabalho começa na fase de aprendizagem (interminável!) com a leitura dos mestres em prosa e verso - isso não para arremedá-los, mas para tentar superá-los, mesmo sabendo da provável impossibilidade.

É difícil, bem sei. Mas a facilidade nem sempre satisfaz o objetivo.

O escritor é sempre o melhor leitor de si mesmo e de seu trabalho. É necessário ler, ler muito os bons autores e reler, reler muito e corrigir os próprios textos.