terça-feira, abril 28, 2009





MINAS GERAIS (E OUTROS ESTADOS DE ESPÍRITO) – Lázaro Barreto.


Centro Oeste Mineiro.

Este é o título do belo e significativo álbum de enaltecimento dos fatos e feitos mais marcantes e louváveis de nossa fértil, extensa, luminosa e querida região mineireira. Meritório trabalho de equipe coordenado e supervisionado pelos produtores culturais Dalton Fernandes de Miranda e Guaracy de Castro Nogueira, de Itauna. O laborioso levantamento de 77 municípios do nosso centro oeste mineiro (dos quais só não conheço Vargem Bonita, Tapirai, Córrego Fundo e Córrego Dantas), apresenta textos de igual número de colaboradores, entre os quais sobressaem as criteriosas incursões de pesquisa científica assinadas por Ana Maria Nogueira Rezende, Cecília Sá de Lino e Silva, Alvimar Augusto de Oliveira, Maria das Graças Menezes Mourão e Guaracy de Castro Nogueira.

Fartamente ilustrado em papel apropriado, cada cidade (sede municipal) merece, além de uma sinopse textual, os dados genéricos do território, cinco fotos coloridas com vistas gerais (verdadeiras aquarelas), além da página inteira focalizando lindamente a igreja paroquial de cada cidade. Uma brilhante, generosa e merecida homenagem aos laboriosos, simpáticos e virtuosos habitantes, além de oferecer a contemplação amistosa e poética do extenso cenário da graciosa versatilidade humana, repleto de vida animal, vegetal e mineral, atuante, aprazível, magnânima. Um brinde aos amantes de bom gosto de nossas propriedades e potencialidades. Uma bela e otimista fonte de ponderáveis informações antropogeográficas.

A Crise no Brasil.

Os mais lúcidos estudiosos da crise econômica mundial que afeta o nosso país são unânimes em afirmar que a mais premente providência do governo é corrigir o dispêndio desmedido, a irresponsabilidade ao expandir o desbaratamento da Receita, verificada nos últimos anos, através da prolixa e desmedida Despesa a favor do congraçamento partidário que visa, sem dúvida, a desonesta cooptação eleitoral do futuro pleito presidencial. O custeio fabuloso acentua (e clama aos céus) o demérito desse jogo desleal de dupla conseqüência: enquanto uns se locupletam, outros pagam o pato.

A farra dos políticos, por exemplo. Está sendo desnudada pela imprensa sadia e repudiada pela população desfavorecida. O diabo é que estamos longe da eleição e até chegarmos lá, tudo deverá estar, desgraçadamente, no arquivo morto. Lembro-me de um colega de trabalho que contestava o descontente (eu) com o desmando governamental, dizendo: “Se você estivesse lá faria a mesma coisa”. O descontente replicou: “Eu?! Você me conhece e sabe que nunca faria isto!” O outro, um gozador nato, explicava: “É claro que não faria, pois sendo como quer ser, honesto, você nunca chegaria lá”.

As Dicas de Millôr Fernandes:

- “Arte é coisa mental”, pensava Da Vinci, mas como se explica tanto idiota pintando, compondo e tocando?”
- “À noite todos os gatos são pardos. Depois do sucesso dessa negada aí da timbalada, as meninas tão dando pra turma, adoidadas. E murmuram: “À noite todos os pardos são gatos”.
- “O inferno são os outros”. Sartre dizia isso, com sua habitual falta de autocrítica. Mais racional, completo: “Certo, messiê, mas falta dizer: “O céu também”.

Outras Dicas:

- “A felicidade é um estado de espírito transitório por natureza. Temos momentos de plenitude, divinos, celestiais, mas, ao lado disso, temos a rotina, a dor de barriga, a dor de dente, a conta por pagar”. – Carlos Drummond de Andrade.
- “As mulheres não podem governar o mundo, pois são as únicas pessoas que podem ter filhos – e este é o trabalho mais importante que existe.” – Kathlen Parker, escritora americana.
- “A realidade é uma isca lançada a um terreno desconhecido em cujo caminho não podemos ir muito longe”. – Marcel Proust.