segunda-feira, novembro 23, 2009

CARTA Á MÁRCIA JUNG BARRETO

Divinópolis, 23 de novembro de 2009-11-23-2009

Prezada Senhora Márcia:

Depois de incansáveis pesquisas em arquivos públicos, cartórios, paróquias e internet, de obter preciosos dados através da senhora e da amiga Iara Notini, que esteve pessoalmente em Santa Cristina de Aroens, Portugal – eu mesmo estive no Arquivo Municipal de Guimarães, lá perto, pretendia chegar ao local, mas na época chovia muito e não consegui – continuo intrigado com o fato de o nosso antepassado português Antônio José de Oliveira Barreto não ter em seus pais e avós o sobrenome Barreto, apenas o de Oliveira. Seria uma espécie de homenagem? Ver as páginas 16 e 17 do livro “Família Oliveira Barreto”.

Ocorre-me que o referido antepassado, vindo para o Brasil em 1770, casou-se, com o acréscimo do Barreto no nome com Anna Joaquina Cândida de Castro, filha de Faustino José de Castro, português da mesma região de Guimarães e qualificado profissionalmente como “Solicitador de Causas” (advogado) que era a mesma do nosso antepassado. O que mais chama minha atenção é o relacionamento dele (nosso antepassado) com a família do Guarda-Mor Antônio José Barreto, casado com Joanna Maria de Souza e Castro (ver página 19 do referido livro), da qual em 1806 (ver página 15) foi Testamenteiro, cargo importante e de muita responsabilidade, geralmente confiado aos parentes mais chegados. Minha suspeita é que sua esposa (Anna) era parente da falecida – e ele, um amigo e talvez parente do marido dela, o Antônio José Barreto, latifundiário regional (suas terras abrangiam uma área hoje ocupada pelos Municípios de Carmo da Mata (cujo primeiro nome era Mata do Barreto), Itapecerica, Oliveira e São Francisco de Paula). Nas imediações de sua propriedade o nosso antepassado adquiriu e destinou vastas fazendas aos filhos Bernardo e Francisca Lucinda e mais dois filhos do segundo casamento com Felizarda Maria de Jesus.

Fiz todas as pesquisas ao meu alcance e não obtive a justificativa do sobrenome Barreto. Teria sido uma homenagem, uma espécie de honra ao mérito do amigo e provável parente da primeira esposa? Sei que a senhora é muito bem instruída nas pesquisas genealógicas – e quem sabe pode jogar alguma luz neste mistério? Quando estive em Guimarães (dois anos atrás) consegui os seguintes endereços eletrônicos no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta:
- arquivo.municipal@com.guimarães.pt
- www.genealogiaportuguesa.com.
- www.uesps.ics.mminho.pt
- www.familysearch.org.
Ficaria muito feliz se pudesse iluminar toda essa obscuridade. Abraços do Primo e amigo Lázaro Barreto (blog: www. http://lazarobarreto.blogspot.com).