terça-feira, maio 17, 2011

FAGULHAS - Lázaro Barreto.


- É pertinente admirar e amar as coisas e os seres que são, ao mesmo tempo, triviais e singulares. Exemplo: os pombinhos elegantes e silenciosos ciscando e brincando nas ruas atritadas e barulhentas das grandes cidades....
- Gandhi pregava que não reagir a uma agressão é subtrair a razão do agressor. Assim o agredido acaba ganhando a causa.
- Bobo é quem não recolhe e guarda para toda vida a feliz herança de uma nova vida (do filho(a), do neto(a) em nossa vida tão inspiradora.
- Sou um leitor que escreve. Não apenas sobre o que leu, mas também sobre o que viveu.

- Estranhas acontecências: um cavalo na cozinha de um apartamento no sétimo andar de um prédio, no Leme, RJ; uma cobra de três metros que adentrou um apartamento de um prédio na Lagoa Rodrigo de Freitas, RJ; uma vaca que irrompeu dentro de um hotel em Florianópolis, Santa Catarina; uma onça que se refugiou numa garagem residencial em São Tomaz de Aquino, MG; um rapaz que morreu afogado depois de sofrer uma descarga de 600 volts de um peixe elétrico no balneário de Maju, Pará; um gambá do sexo feminino que cuidava de sua gravidez no porão de minha casa em Divinópolis, MG.

- “Ariosto nos ensina como a inteligência vive também (e sobretudo) de fantasia, de ironia, de esmero formal” – Ítalo Calvino.
- Northrop Frye, em boa parte de sua “Anatomia”, ensina como os livros sacros devem ser lidos pelos críticos literários exclusivamente como obras literárias. Isso eu sabia, antes de ler Frye e Calvino.
- “A mulher será sempre o perigo de todos os paraísos” – escreveu o poeta francês, Paul Claudel.
- Para viver em Cuba (admitem os próprios cubanos) é preciso ter FÉ, ou seja; Família no Exterior. Para mandar as mensalidades em dinheiro. Se o comunismo não deu certo em nenhuma parte do mundo, por que tem gente ainda querendo implantá-lo no Brasil?
- “De vez em quando eu tenho me surpreendido descansando de coisas que não fiz” – Antônio Maria , compositor e cronista.

- Que ninguém se alarme nem se aborreça. A depressão faz parte da cultura moderna, afirma Lisa Appiguanesi, autora do badalado livro “Tristes, Loucas e Más”, da editora Record.
- A diferença, ah, a diferença. Existe e sempre existirá, no tempo e no espaço. Então, viva a diferença! Nota-se no atual governo federal uma pessoa mais culta e dócil em relação ao anterior, um casca-grossa antipático. É pena que, de acordo com o que se propala nos meios intelectuais do jornalismo é que essa diferença está sendo direcionada
para a intenção re-eleitoral. Enquanto o Lula começa a manipular sua demagogia na área operária (da qual se valeu para tornar-se o nababo que é hoje), a Dilma vai cuidar de atrair a simpatia da classe média, arredondando um bloco imbatível eleitoralmente, minando e reduzindo o campo de ação de uma oposição prosaicamente encolhedora. Que a presidente se torne simpática e competente, é o que todos querem. Mas sem as intenções ditatoriais de perpetuação no poder.
- “O bem estar resulta, menos de nossa boa saúde do que do excedente não empregado de nossas forças”. – Marcel Proust.

- “O verso é uma vitória sobre os limites da linguagem”. – Carlos Drummond de Andrade”.

Nos períodos paleolítico e neolítico (de 500.000 a 10.000 aC), os seres humanos viviam nos bosques (a maior parte do tempo em cima das árvores) por causa da constante presença das feras selvagens. A alimentação era através de raízes e frutas. A descoberta do fogo deu ao ser humano da época a possibilidade de cozinhar os víveres e legumes, de afugentar os animais ferozes, de iluminar as cavernas. Todos viviam da caça e da coleta de alimentos – e na parceria entre homens e mulheres não existia o vínculo do sexo e da procriação. A liberdade pontificava, mas a fertilidade, associada aos poderes da vida e da morte, era exclusiva da mulher. Na procriação só existia a linhagem materna. Erotismo, nem sinal. Só depois do ano 2.500 aC é que o conceito da paternidade surgiu juntamente com o início da plantação de sementes na terra fértil para a produção dos alimentos. Foi assim que as pessoas entenderam que se os grãos geravam outros grãos e frutos, os homens plantavam suas sementes (o sêmen) nas mulheres e por isso, eles eram os elementos ativos e as mulheres os passivos na plantação e na colheita dos seres humanos. Assim nasceu a chamada conjunção carnal que resultou no casamento e na procriação. Foi assim que a humanidade deu o primeiro passo para estabelecer a civilização.