sábado, março 13, 2010

SÃO JOÃO DE DEUS (*) - Lázaro Barreto.


Filho de gente humilde e honrada,
conheceu os espinhos nos pés e na cabeça.
E mesmo assim
afetuoso, condoído, pertinaz,
viajou dentro de si e dos lugares,
conhecendo e experimentando a dor da fome.
Pastoreou o gado na paz,
vestiu farda na guerra,
sofreu o sobressalto do amor de Deus.
Mendigou nas ruas em benefício dos famintos;
roubou o pão que sobrava
para suprir onde faltava.
Enlouquecido de tanta fé,
foi condenado e salvado da forca,
amarrado e açoitado,
repetidamente.

E assim,
enlouquecido de tanta fé no Bem contra o Mal,
ele contraiu o gosto de ler, ler e ler
(e hoje é padroeiro dos livreiros e tipógrafos).
Engrandecido na virtude do amor,
fundou um hospital para tratar dos doentes desvalidos,
acometidos de doenças incuráveis e contagiosas
(e hoje é o padroeiro dos hospitais e dos enfermeiros).
Fortalecido no arroubo da íngreme peleja,
ele apagou o incêndio de uma parte do hospital
(e hoje é padroeiro dos bombeiros).

Beatificado em 1630.
Canonizado em 1680.
Inspira eternamente as pessoas afetuosas,
condoídas e piedosas,
que fazem da Medicina o portal do Amor,
da Piedade,
da Saúde do corpo e da alma.

(Dedicado à Lorena, estudante de Enfermagem).