segunda-feira, abril 26, 2010

A IMPRENSA TUTELADA - Lázaro Barreto.


É mais fácil e conveniente
morar no vazio repetitivo,
do que inaugurara e manter
uma nova estação de eventos?

A verba do poder público,
que compra as opiniões,
é pegajosa, cheira mal?
Não causa dor de cabeça
nem indigestão aos apaniguados
das nefastas gestões?
Não desalinha a perspectiva
de uma possível evolução cultural
limpa e frutífera?
Não emperra o maquinário das iniciativas
honestas de empresas idôneas?
Não dilui a moralidade na fonte
e no âmago
de uma estrutura social em necessário
e possível
aperfeiçoamento?

Ela,
a imprensa tutelada,
não passa
de uma porca-miséria
a entupir lixeiras e lixões?
Uma merda fedorenta?