quinta-feira, fevereiro 04, 2010

O CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS 50 E 60 - Lázaro Barreto.


Guido Bilharinho, escritor, editor e diretor do Instituto Triangulino de Cultura, acaba de lançar em Uberaba o livro de título em epígrafe, no qual comenta criticamente 55 filmes, alguns dos quais dedico algumas palavras de grata satisfação e de sincera admiração. A respeito das fitas abaixo, que tive a felicidade de ver, ao longo do tempo, entre outros filmes nacionais de outras décadas.

- Rio, 40 Graus, 1955, de Nelson Pereira dos Santos. Elogios irrestritos do autor e de minha modesta parte.
- Vidas Secas, 1963, do mesmo Nelson – referências idênticas.
- Tico-Tico no Fubá, de 1951, de Adolfo Celi. Acentuação das boas qualidades e de alguns senões.
- O Cangaceiro, 1953, de Lima Barreto. Apreciação idêntica à anterior.
- Amei Um Bicheiro, 1952, de Jorge Ileli. Acentua-se a bela interpretação do ator Grande Otelo.
- Sinhá Moça, 1953, de Oswaldo Sampaio e Tom Payne. Água com açúcar bem temperada.
- Floradas na Serra, 1954, de Luciano Salce, idem idem, sobressaindo a grande interpretação de Cacilda Becker.
- Estranho Encontro, 1958, de Valter Hugo Curi. Elogios moderados.
- O Grande Momento, 1958, de Roberto Santos. Elogios irrestritos.
- Assalto ao Trem Pagador, 1962, de Roberto Farias. Elogios moderados.
- Os Cafagestes, 1962, de Rui Guerra. Elogios irrestritos.
- Cinco Vezes Favelas , de 1962, de Marcos Farias, Miguel Borges, Carlos Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e Leon Hirszman. Elogios moderados.
- O Pagador de Promessas, de 1962, de Anselmo Duarte. Premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Canes (França). Elogios irrestritos.
- Os Fuzis, 1963, de Rui Guerra – Elogios irrestritos.
- Noite Vazia, 1964, de Valter Hugo Curi, com Odete Lara e Norma Benguell. Elogios irrestritos.
- São Paulo S/A, 1964, de Luis Sérgio Person. Uma das obras-primas do cinema brasileiro, segundo Guido Bilharinho.
- Viagem aos Seios de Duília, de 1964, de Carlos Hugo Christensen, baseado no romance de Aníbal Machado, estrelado por Rodolfo Maier.
- A Falecida, 1965, de Leon Hirszman, baseado numa peça de Nelson Rodrigues. Elogios sirrestritos.
- A Hora e a Vez de Augusto Matraga, 1965, de Roberto Santos, baseado num conto de Guimarães Rosa. “Uma das obras-primas do cinema brasileiro”, segundo o autor do livro.
- O Padre e a Moça, 1965, de Joaquim Pedro de Andrade, baseado num poema de Carlos Drummond de Andrade. Elogios irrestritos.
- O Caso dos Irmãos Naves, 1967, de Luís Sérgio Person. “A violência assume particular horror, porque emanada do Estado, teoricamente tido como organismo destinado a velar pela organização social, a convivência pacífica entre os seres humanos”, afirma o autor do livro sobre o filme.
O Bandido da Luz Vermelha, 1968, de Rogério Sganzela. Elogios irrestritos.
- Macunaíma, 1969, de Joaquim Pedro de Andrade (recordista de bons filmes brasileiros?), baseado num romance de Mário de Andrade. Elogios irrestritos.

Aos cinéfilos recomendo a leitura dos trabalhos de Guido Bilharinho, crítico e escritor de uma obra muito bem conceituada. Seu site é: institutotriangulino.blogspot.com.